Setor industrial planeja mecanismo próprio para custear terapias de alto custo
O Movimento Empresarial pela Saúde (MES), coordenado por SESI, CNI e Senai, reúne cerca de 87 grandes indústrias brasileiras para propor melhorias na saúde suplementar, buscando maior eficiência, qualidade da assistência e controle de custos dos planos de saúde oferecidos aos trabalhadores, destacou matéria do site Futuro da Saúde. O movimento tem se aproximado a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Ministério da Saúde, reconhecendo o impacto das decisões regulatórias sobre os contratos coletivos empresariais. Entre as principais propostas está a criação de um mecanismo de custeio compartilhado para tratamentos complexos e de alto custo, como terapias oncológicas, reduzindo seus impactos na sinistralidade. A iniciativa, ainda em estudo, conta com apoio do Sindusfarma. Como integrante da 3ª edição do Projeto Cuidado Integral à Saúde da ANS, propõe que projetos-piloto sejam testados em parceria entre indústrias e operadoras. Na área da judicialização, o movimento prepara uma proposta para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visando reduzir os impactos financeiros das ações judiciais sobre os contratos. Outra reivindicação é o compartilhamento de dados de utilização dos planos, permitindo auditorias, identificação de anomalias e análises preditivas. O MES tem buscado discutir a saúde de forma geral, incluindo o Sistema Único de Saúde e o cuidado com a população. Diversos stakeholders do setor público e privado têm sido convidados para participar das reuniões do conselho do MES, aproximando o setor dos contratantes. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Anvisa atualiza composição de vacinas contra Covid para acompanhar variantes em circulação
A Anvisa atualizou nesta quarta-feira (8) as regras para a composição das vacinas contra a Covid-19 que poderão ser comercializadas ou usadas no Brasil, informou a Folha de S. Paulo. A norma substitui a regra publicada em março e mantém a recomendação de atualização dos imunizantes para acompanhar a evolução do Sars-CoV-2. O texto detalha quais linhagens podem ser usadas na formulação das vacinas e quais evidências serão exigidas para aprovar outras composições. Pela regra, divulgada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (9), os imunizantes devem ser monovalentes, ou seja, formulados para estimular a resposta do organismo contra uma única linhagem do Sars-CoV-2. A composição deverá incluir a cepa LP.8.1 ou antígenos derivados da linhagem JN.1, como as sublinhagens XFG ou NB.1.8.1. A norma também permite outras composições. Para isso, os fabricantes devem comprovar que elas induzem uma resposta ampla de anticorpos neutralizantes, capazes de bloquear a entrada do vírus nas células, ou que são eficazes contra as variantes do coronavírus em circulação no momento da atualização. A Anvisa prevê um período de transição para a troca de formulação. Vacinas contra a Covid já registradas e produzidas antes da atualização, assim como doses que já estejam distribuídas no país, poderão ser usadas por até nove meses após a agência aprovar a versão atualizada daquele imunizante. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Mais brasileiros têm acesso a cirurgias oncológicas pelo SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 367,1 mil cirurgias oncológicas em 2025, um aumento de 36,6% em relação a 2022, quando foram registrados 268,7 mil procedimentos, destacou matéria do portal Medicina S/A. O resultado reflete o fortalecimento da rede pública e o esforço para garantir que mais pacientes iniciem o tratamento do câncer no momento adequado. A oncologia está entre as áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados em áreas de maior demanda no SUS. A oferta de cirurgias oncológicas cresceu de forma contínua em todo o país. São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul registraram os maiores aumentos em números absolutos, respondendo juntos por mais de 64 mil cirurgias adicionais no período. O avanço também alcançou outras regiões. Estados como Paraíba, Espírito Santo, Goiás e Maranhão apresentaram crescimento expressivo, indicando a expansão da assistência especializada e da oferta de procedimentos oncológicos pelo SUS. Um dos destaques foi o Acre, que mais do que dobrou o número de cirurgias oncológicas realizadas, passando de 356 procedimentos em 2022 para 821 em 2025. Segundo a publicação, o resultado evidencia o fortalecimento da assistência especializada em uma região que historicamente enfrenta desafios de acesso aos serviços de saúde. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Ampliado prazo de recebimento de propostas para edital de fortalecimento de Conselhos Locais de Saúde
Foi ampliado até 3 de agosto de 2026 o prazo para que estados, municípios e o Distrito Federal apresentem propostas ao Chamamento Público nº 11/2026-SE/MS, destinado ao fortalecimento dos Conselhos Locais de Saúde, informou o portal do Ministério da Saúde. A medida amplia o período para participação dos entes federativos e fortalece a implementação de ações voltadas à participação e ao controle social no Sistema Único de Saúde (SUS). O Chamamento Público prevê o apoio a propostas de fortalecimento dos Conselhos Locais de Saúde, com financiamento de ações de articulação institucional, comunicação social, realização de processos eleitorais, formação para o controle social e outras iniciativas voltadas ao fortalecimento dessas instâncias de participação social. Com a prorrogação do prazo para apresentação das propostas, as demais etapas do cronograma também foram atualizadas. O resultado final está previsto para 28 de agosto de 2026. Consulte a página do chamamento público com todas as informações atualizadas. Instituída pela Portaria GM/MS nº 11.485, de 29 de maio de 2026, a iniciativa busca fortalecer os Conselhos Locais de Saúde como instâncias legítimas de participação e controle social no SUS. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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