Governo e agências alinham discurso para atrair data centers, mas apontam desafios em energia, regulação e infraestrutura

Governo e agências alinham discurso para atrair data centers, mas apontam desafios em energia, regulação e infraestrutura

Governo e agências alinham discurso para atrair data centers, mas apontam desafios em energia, regulação e infraestrutura

Representantes do governo federal e das agências reguladoras apresentaram um diagnóstico convergente sobre os desafios para transformar o Brasil em um polo global de data centers voltados à inteligência artificial, destacou matéria do portal Tele.Síntese. Durante evento promovido pelo Instituto Livre Mercado na manhã desta terça-feira (7), integrantes do Ministério das Comunicações, da Secretaria de Políticas Digitais da Presidência da República, da Anatel e da Aneel defenderam que o país precisa combinar segurança jurídica, expansão da infraestrutura energética, conectividade e coordenação regulatória para disputar os investimentos globais no setor. Representando o Ministério das Comunicações, o diretor Marcelo Alves da Silva afirmou que o principal diferencial competitivo buscado pelos investidores internacionais não é apenas a disponibilidade de energia ou de conectividade, mas a previsibilidade regulatória. Pela Secretaria de Políticas Digitais da Presidência da República, Lucas Leffa, afirmou que o governo trata o ReData como parte de uma política mais ampla de desenvolvimento econômico, e não como uma iniciativa isolada para implantação de data centers. Segundo ele, a proposta busca integrar infraestrutura digital, inteligência artificial, indústria nacional e cadeias produtivas. Na avaliação da Anatel, a crescente digitalização da economia faz com que os data centers assumam papel semelhante ao de outras infraestruturas essenciais de telecomunicações. Segundo ele, a Agência já considera essas instalações como parte da infraestrutura crítica das comunicações. Já a diretora da Aneel, Agnes Costa, concentrou sua apresentação na necessidade de adaptar o planejamento do sistema elétrico à chegada de grandes consumidores, como data centers, hidrogênio e mineração. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Brasil tem janela de três anos para se tornar competitivo em data centers, segundo o setor

O Brasil tem uma janela de oportunidade de três anos para conseguir se tornar competitivo no mercado internacional de data centers a ponto de enfrentar grandes integrantes do setor, como os Estados Unidos. A avaliação é do vice-presidente sênior de Desenvolvimento Corporativo e Fusões e Aquisições da Scala Data Centers, Luciano Fialho, destacou matéria do jornal Estado de S. Paulo. Segundo ele, a oportunidade vem da limitação momentânea pela qual passam países europeus e os EUA, com restrição de crescimento dada a limitação energética para sua expansão. “Há uma janela de oportunidade de três anos. É a fila de conexão nos Estados Unidos e na Europa. Para você conseguir conectar um data center à infraestrutura energética, precisa de cinco a sete anos. Nos próximos três anos, haverá um gap de processamento. Se isso se confirmar, essa demanda precisa ser processada em algum outro lugar. Aí entra a oportunidade do Brasil”, disse ao Estadão/Broadcast. Para isso, afirma, o setor precisa se movimentar “imediatamente” para ter tempo de atrair investimentos estrangeiros e garantir seu espaço entre mercados já consolidados. Caso contrário, a oportunidade se perde. Na avaliação do executivo, a competição é global e envolve um grupo restrito de países capazes de receber grandes investimentos em infraestrutura digital. Segundo ele, caso o Brasil não avance rapidamente na criação de um ambiente competitivo, os recursos podem ser direcionados para outros mercados emergentes que disputam os mesmos projetos, como a Argentina e o Paraguai. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

AbraCloud: Maioria dos dados governamentais está hospedado em datacenters fora do Brasil e com tecnologia proprietária

A AbraCloud defende que a soberania digital seja tratada como prioridade de Estado no Brasil, com políticas públicas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura nacional de datacenters e serviços de computação em nuvem, destacou matéria do portal Convergência Digital. A entidade propõe que as compras governamentais considerem, além da localização dos datacenters, critérios como o uso de tecnologias abertas e não proprietárias, garantindo soberania na formatação, armazenamento, processamento, transmissão e inferência de dados. Segundo a associação, a forte dependência de provedores internacionais e de tecnologias proprietárias expõe o país a riscos como o lock-in tecnológico, vulnerabilidades de segurança, perda de jurisdição sobre dados e até interrupções de serviços essenciais por decisões externas. A AbraCloud também defende políticas industriais para reduzir a dependência tecnológica, fortalecer a competitividade do setor e impulsionar o desenvolvimento econômico, social e estratégico do país. Entre as prioridades estão o diálogo entre governo, empresas e sociedade civil, a proteção contra políticas estrangeiras que limitem a autonomia tecnológica brasileira e o acompanhamento das iniciativas da Europa em soberania digital, consideradas referência para a criação de regras nacionais. Além disso, a entidade destaca a importância da reforma tributária e da regulamentação da Inteligência Artificial, argumentando que a redução da carga tributária sobre serviços de cloud e infraestrutura digital pode atrair investimentos, estimular a inovação e fortalecer o ecossistema tecnológico brasileiro. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Ministério da Gestão convoca 118 Analistas de TI para descongelar projetos do Governo Digital

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos publicou na edição desta quarta-feira (8/7) do Diário Oficial da União, a portaria nº 5.566/2026, que autoriza a nomeação de 118 candidatas e candidatos aprovados para o cargo de Analista em Tecnologia da Informação, de nível superior, aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 1) para provimento de cargos no próprio Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, informou o portal Convergência Digital. A falta de analistas de tecnologia da informação causa estresse dentro do próprio Ministério da Gestão e Inovação. Em trocas de comunicação, as quais o Convergência Digital teve acesso, a Secretaria de Governo Digital alerta que insuficiência de servidores já produz impactos concretos no funcionamento dos órgãos. “Há unidades com equipes reduzidas responsáveis por grande volume de contratos, sistemas e projetos, o que tem gerado sobrecarga e dificultado a adequada gestão e fiscalização dessas atividades”, afirmou a Secretaria de Governo Digital em documento à Secretaria de Gestão e Pessoas do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. O documento da SGD lembrou que, embora tenham sido aprovados 1.151 candidatos no Enem dos Concursos, o aproveitamento foi limitado. Para o preenchimento inicial de 300 vagas, observou o relatório, foram necessárias diversas convocações, resultando em 171 servidores em exercício. Posteriormente, com 418 novas convocações e após sucessivas chamadas, cerca de 250 encontram-se atualmente em curso de formação, com esgotamento da lista de aprovados. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Congresso ganha frente mista de IA enquanto Câmara demora para aprovar marco legal

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, oficializou a criação da Frente Parlamentar Mista de Inteligência Artificial, Proteção de Dados e Segurança Digital, destacou matéria do site Capital Digital. A Resolução nº 19, publicada nesta sexta-feira (10), institui um colegiado permanente destinado a acompanhar políticas públicas, promover debates e contribuir para a elaboração de propostas legislativas sobre inteligência artificial, proteção de dados pessoais e segurança digital. A criação da frente ocorre quase um ano e meio depois de o Senado aprovar o Projeto de Lei nº 2.338/2023, considerado o marco regulatório da inteligência artificial. Desde março de 2025, quando chegou à Câmara dos Deputados, o texto permanece em análise de uma comissão especial e ainda aguarda a apresentação do parecer do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). A nova frente parlamentar terá caráter suprapartidário e funcionamento por prazo indeterminado. Entre suas atribuições estão promover debates sobre a regulação da inteligência artificial e seus impactos sociais, econômicos e culturais; contribuir para a elaboração de leis que assegurem o uso ético, transparente e seguro da IA; acompanhar a atuação de órgãos do Poder Executivo, e monitorar políticas como a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (Ebia). O colegiado também deverá aproximar o Congresso do setor privado, da academia, da sociedade civil e de organismos internacionais. Outro ponto definido pela resolução é que a frente não contará com orçamento próprio. As atividades serão apoiadas administrativamente pelo Senado Federal e eventuais despesas deverão ser custeadas pelas dotações ordinárias da Casa, mediante autorização da Presidência do Senado ou da Primeira-Secretaria. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Brasil é destaque em latência 5G, mas conexão com nuvem é gargalo para IA

Um levantamento da empresa de medição Ookla sobre a prontidão de redes 5G para inteligência artificial (IA), divulgado nesta terça-feira, 7, trouxe um retrato dividido do Brasil, informou o site Teletime. Quando o assunto é a latência necessária para os serviços, o País se destaca, mas quando o critério passa a ser o caminho até os servidores de nuvem, onde os modelos de IA de fato rodam, a performance deixa muito a desejar. Na medição de latência até a nuvem, o Brasil aparece em último entre os 22 mercados, com latência mediana entre 149,7ms e 163,6ms. Esse indicador representa o tempo de resposta entre a rede da operadora de telecomunicação e provedores como AWS, Azure, Google Cloud e Oracle Cloud Infrastructure (OCI). O tempo de resposta brasileiro é bem mais alto que o registrado pela Coreia do Sul (de 39ms a 48ms), Alemanha (42ms a 45ms) e Noruega (48ms a 57ms). ’O caminho da rede até a nuvem está se tornando, ele próprio, um fator limitante’, afirmou o relatório. Para a Ookla, esse resultado tem menos a ver com arquitetura da rede móvel e mais com a forma como o País se conecta à Internet global. Isso porque o relatório atribui o problema a ’um mercado de provedores de Internet fragmentado, onde a maioria carece de peering direto com as gigantes de nuvem’. Na prática isso faz com que o tráfego passe por vários intermediários antes de chegar a qualquer servidor, tais margens de latência na comunicação com a nuvem, segundo o estudo, podem inviabilizar aplicações de voz e agentes de IA em tempo real. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Anatel realiza Tomada de Subsídios sobre Inteligência Artificial

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou nesta quinta-feira, 9 de julho, a Tomada de Subsídios nº 6/2026, que busca coletar informações para subsidiar o projeto de reavaliação da regulamentação afeta ao setor de telecomunicações diante das possibilidades de uso da Inteligência Artificial ao longo de toda a cadeia de valor da prestação dos serviços. Segundo o portal da agência, a iniciativa, objeto do Item nº 10 da Agenda Regulatória para o biênio 2025-2026, pretende definir diretrizes para o setor de telecomunicações quanto ao uso ético de aplicações baseadas em Inteligência Artificial, incentivando soluções que contribuam para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O projeto tem como foco os riscos associados ao uso dessas aplicações na oferta da conectividade, especialmente aqueles relacionados à coleta de dados e à tomada de decisões com base nas informações trafegadas nas redes. A Tomada de Subsídios sucede a conclusão do Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR), que recomendou a combinação entre regulação baseada em princípios e acompanhamento responsivo do setor. O objetivo desta nova etapa de participação social é aprofundar o diagnóstico regulatório, discutir a operacionalização prática desses princípios e reunir evidências adicionais sobre temas como fiscalização, governança, curadoria de bases de dados, uso de IA generativa, autonomia de sistemas em redes e impactos sobre consumidores e grupos vulneráveis, por meio de um questionário estruturado com 18 perguntas. O levantamento receberá contribuições até 7 de setembro. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Veja outras notícias

Agência Câmara
Comissão aprova modelo de regulação da concorrência entre plataformas digitais

Agência Senado
Senado vai celebrar Dia da Proteção de Dados e terá frente parlamentar de IA

Anatel
Anatel realiza Tomada de Subsídios sobre Inteligência Artificial

CNMP
Corregedoria Nacional do Ministério Público amplia prazo para submissão de artigos sobre inteligência artificial no MP até 4 de agosto

Broadcast
FGV: desafios para data centers no Brasil incluem fragmentação regulatória e custo de energia

Broadcast
FGV: um único data center adiciona R$ 1,5 bilhão ao PIB e R$ 590 milhões em renda do trabalho

Café com Bytes
Ceará envia projeto de lei para criar marco ambiental específico para data centers

Café com Bytes
ANPD contratará especialistas para estudos sobre agentes de IA e proteção de dados

Café com Bytes
ONU pede regulamentação urgente da IA e alerta para riscos do avanço acelerado da tecnologia

Capital Digital
Com garantia da União, Piauí contratará US$ 50 milhões junto ao BID para digitalizar o Estado

Capital Digital
Congresso ganha frente mista de IA enquanto Câmara demora para aprovar marco legal

CNN Brasil
Brasil pode se tornar hub global de infraestrutura digital, diz FGV

CNN Brasil
BNDES aprova projeto que reduz tempo de implantação de data centers em 50%

CNN Brasil
Amcham e CNI pedem acordo em carta aos governos do Brasil e dos EUA

Convergência Digital
Ministério da Gestão convoca 118 Analistas de TI para descongelar projetos do Governo Digital

Convergência Digital
AbraCloud: Maioria dos dados governamentais está hospedado em datacenters fora do Brasil e com tecnologia proprietária

Data Center Dynamics
União Europeia apoia consolidação da Colômbia como hub regional de data centers

Estado de S. Paulo
335 empresas e entidades se manifestam sobre tarifas de Trump a produtos brasileiros; veja lista

Estado de S. Paulo
Na indústria de seguros, data center já ganhou status de categoria

Estado de S. Paulo
Brasil tem janela de três anos para se tornar competitivo em data centers, segundo o setor

Folha de S. Paulo
ALGcom recebe financiamento do BNDES para data centers modulares

IPNews
IA já pressiona infraestrutura digital

IPNews
Mercado de infraestrutura para data centers cresce 28% no 1º tri

IPNews
Agentes de IA impulsionam debate sobre governança

STF
STF e Suprema Corte do Uruguai reforçam cooperação regional e preparam novo Fórum do Mercosul

Tele.Síntese
Governo e agências alinham discurso para atrair data centers, mas apontam desafios em energia, regulação e infraestrutura

Tele.Síntese
Laércio vê ReData na pauta do Senado só após as eleições

Tele.Síntese
AbraCloud defende política para cloud e soberania digital

Teletime
TICs devem somar 33 mil novas vagas formais em 2026, estima Brasscom

Teletime
Brasil é destaque em latência 5G, mas conexão com nuvem é gargalo para IA

Valor Econômico
Cade mantém apoio ao PL das big techs mesmo com mudanças no relatório

Valor Econômico
Em audiência no USTR, Tesouro dos EUA perguntou sobre eventual integração com Pix

Valor Econômico
Decisão sobre tarifas contra Brasil sairá em breve, diz representante dos EUA

Noticias Recentes