Ministério da Saúde atualiza lista de diretrizes clínicas que serão priorizadas em 2026
O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS/SECTICS/MS), divulgou a lista de diretrizes clínicas priorizadas para atualização ao longo de 2026, comunicou o portal da Conitec. São 27 documentos priorizados, os quais apresentam as evidências científicas para definir os critérios para o diagnóstico, tratamento preconizado, mecanismos de controle clínico, acompanhamento e verificação de resultados terapêuticos que deverão ser seguidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram apresentados durante a 150ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), realizada no dia 10 de abril de 2026. A atualização periódica dessas diretrizes garante que os documentos considerem as evidências clínicas mais recentes, de forma a nortear a atuação dos profissionais de saúde, gestores do sistema público e uniformizar os serviços oferecidos pelo SUS para pacientes de todo o Brasil. A metodologia utilizada este ano selecionou as diretrizes clínicas de acordo com três critérios: tempo de publicação; a existência de novas tecnologias terapêuticas no Monitoramento do Horizonte Tecnológico (MHT), que identifica o registro de novos medicamentos para o tratamento da condição clínica prevista; e a avaliação de atores-chave na implementação do PCDT, entre eles o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e diversos departamentos do Ministério da Saúde. Os critérios receberam pontuações específicas e foram classificados por ordem de prioridade, de 4 pontos para prioridade altíssima até 0 pontos para os que não deveriam ser priorizados. Após discussão com a área técnica, não foram incluídas na lista diretrizes oncológicas. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país
O Ministério da Saúde iniciou, nesta quinta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS, informou o portal do ministério. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde. O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública. A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Lideranças da MEI apresentam ao Ministério da Saúde políticas de inovação prioritárias para o setor
O Brasil tem potencial para ser um grande player global em pesquisa clínica e desenvolvimento de medicamentos, destacou matéria do Portal da Indústria. As políticas e os investimentos de inovação industrial necessários para isso foram discutidos entre lideranças empresariais e o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (24), no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo. O ministro da Saúde Alexandre Padilha, falou sobre avanços recentes, como a redução das filas de avaliação de estudos clínicos e registro de produtos frutos da inovação na Anvisa. Ele também citou o aumento das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) e da lei de pesquisa clínica. Para abrir a segunda reunião de 2026 do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), o coordenador do movimento, André Clark, reconheceu a relevância dos setores farmoquímico e farmacêutico, que figuram entre os que mais investem em inovação no país. Juliana Megid, diretora de relações institucionais da EMS apontou que uma agência reguladora forte e alinhada com a indústria nacional e uma política no setor de saúde que busque independência fabril, são características de países referência em inovação de saúde. O diretor executivo da Eurofarma Walker Lahmann, lembrou que atualmente, mais de 70% do volume de medicamentos que os brasileiros consomem é produzido no país. Mas que o maior gargalo é o domínio de toda a cadeia, a matéria-prima o IFA, que o país importa mais de 90%. Lahmann encerrou a apresentação com propostas de políticas públicas para o setor, como: alinhar os programas do governo com as linhas de financiamento, suprir as necessidades orçamentárias e de autonomia do INPI e sobre retorno insuficiente sobre investimentos em inovação radical no Brasil, entre outras. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Instituto Butantan recruta 6.900 idosos para testar nova vacina contra gripe
O Instituto Butantan iniciou uma nova etapa de recrutamento para um ensaio clínico que pretende avaliar uma vacina contra a gripe voltada especificamente para a população idosa, informou a Folha de S. Paulo. A pesquisa busca cerca de 6.900 voluntários com 60 anos ou mais em diferentes regiões do país. Podem participar homens e mulheres que estejam saudáveis ou com comorbidades tratadas, como diabetes e hipertensão, e clinicamente estáveis. Não serão incluídos indivíduos com imunodeficiência ou doenças não estabilizadas. O recrutamento será feito em 15 municípios distribuídos de estados das regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste, incluindo São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Sergipe, Pernambuco e Bahia. A iniciativa ocorre em um cenário em que a gripe continua sendo uma ameaça relevante à saúde pública, especialmente entre idosos. A pesquisa do Instituto Butantan vai testar um imunizante chamado ’adjuvado’, que contém substâncias capazes de aumentar a resposta do sistema imunológico, principalmente de idosos, que naturalmente possuem imunidade reduzida e são mais suscetíveis a complicações da doença. Segundo pesquisadores responsáveis pelo estudo, o objetivo é avaliar tanto a segurança quanto a resposta imunológica do novo produto em condições mais próximas da vida real. Na etapa anterior, que contou com cerca de 300 voluntários, os dados iniciais indicaram um perfil de segurança considerado satisfatório por um comitê independente. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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