Governo vai regulamentar dispositivos médicos com IA embarcada

Governo vai regulamentar dispositivos médicos com IA embarcada

Governo vai regulamentar dispositivos médicos com IA embarcada

A secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, afirmou que o governo federal estuda regulamentar o uso de dispositivos médicos com inteligência artificial embarcada, em conjunto com a Anvisa, para garantir a segurança dos pacientes no contexto da criação de hospitais inteligentes, informou o site Jota. O projeto prevê interoperabilidade entre equipamentos e centrais de monitoramento de dados para tornar mais ágil o atendimento de urgências. Em entrevista ao Jota, Ana Estela também detalhou ações para fortalecer a saúde digital no país, incluindo a proteção da soberania dos dados do Sistema Único de Saúde (SUS), a integração de prontuários eletrônicos nos municípios, a ampliação da conectividade das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e o uso da telessaúde para triagem e redução de filas. O Ministério da Saúde pretende expandir para outras unidades o modelo de uso intensivo de dados clínicos desenvolvido no complexo do Hospital das Clínicas da USP. A iniciativa envolve diferentes secretarias da pasta e é coordenada pelo Departamento de Economia da Saúde, Investimentos e Desenvolvimento (Decop), além de contar com missões internacionais em busca de parcerias. A secretária informou ainda que está em desenvolvimento uma nuvem soberana para armazenar os dados do SUS, em parceria com o Serpro e a Dataprev. A migração para essa infraestrutura será gradual. Também há expectativa de publicação de dados sobre doenças crônicas no Portal de Dados Abertos do Ministério da Saúde. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Saúde e IBGE iniciam terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde

O Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizam a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), informou a Agência Gov. A coleta de dados ocorrerá até 30 de novembro de 2026. A pesquisa reúne informações sobre as condições de saúde da população, fatores de risco, acesso aos serviços de saúde e determinantes sociais. Os dados subsidiam estudos e análises sobre a situação de saúde no País. Nesta edição, aproximadamente 140 mil domicílios serão visitados. As entrevistas abordarão características dos domicílios, perfil dos moradores e condições de saúde. O questionário individual será aplicado a um morador com 15 anos ou mais. Também serão aferidos pressão arterial, peso e altura dos participantes. Pela primeira vez, a Pesquisa Nacional de Saúde contará com coleta de sangue e urina em uma subamostra de 15 mil a 20 mil participantes com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas. Entre os exames previstos estão hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio e potássio, além de sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio. Os resultados permitirão a produção de indicadores relacionados a doenças crônicas e outros agravos à saúde. A coleta e a análise das amostras biológicas serão realizadas com apoio do Hospital Israelita Albert Einstein, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Pacientes com câncer de pulmão vivem menos no SUS, mostra estudo

Pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas com alteração no gene ALK em estágio avançado ou metastático enfrentam desigualdades no diagnóstico e no acesso a tratamentos no Brasil, destacou reportagem da Folha de S. Paulo. A conclusão é de dois estudos brasileiros publicados no mês passado na JCO Global Oncology, revista da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, na sigla em inglês). Isso acontece, em partes, porque 85% a 93% dos pacientes com câncer de pulmão do SUS já estão em estágios avançados no momento do diagnóstico, o que afeta as chances de cura, conforme relatórios da Conitec . O governo já incorporou as terapias-alvo mais eficazes para esses casos. Os estudos mostram, porém, que tanto o teste para identificar a alteração no gene ALK quanto os medicamentos indicados, apesar de incorporados, não chegam à maior parte dos pacientes. A alteração está presente em 3,2% dos casos de câncer de pulmão de células não pequenas, e esses pacientes são, em maioria, não fumantes e jovens (na faixa dos 50 anos). À Folha, o Ministério da Saúde confirmou a indisponibilidade do remédio brigatinibe, usado para tratar a doença, ao afirmar que vai disponibilizar 23 medicamentos oncológicos de alto custo, entre eles o brigatinibe, de forma gradual a partir de outubro. Sobre o exame de imunohistoquímica para ALK, a pasta diz apenas que reconhece as disparidades regionais existentes. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Na contramão de recomendação da OMS, cesarianas representam 60,6% dos partos no Brasil

No Brasil, a proporção de cesarianas cresceu continuamente nas últimas duas décadas e passou a representar 60,6% dos nascimentos em 2024, muito acima dos 10% a 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados do DATASUS, reunidos pelo Observatório da Saúde Pública da Umane, mostram que, em 2001, a maioria dos partos (61,5%) era vaginal, destacou matéria do portal Medicina S/A. Em 2024, dos 2,4 milhões de nascimentos registrados, quase 1,4 milhão ocorreram por cesariana, enquanto apenas 39,4% foram partos vaginais. A OMS alerta que cesarianas sem indicação médica podem aumentar os riscos de infecções, hemorragias e tromboses para a gestante, além de complicações para o bebê, devendo ser reservadas para situações em que o parto vaginal apresenta riscos. O levantamento também aponta desigualdades entre grupos sociais. A frequência de cesarianas aumenta conforme o nível de escolaridade da mãe. Em números absolutos, mulheres pardas realizaram o maior número de cesarianas (772 mil, ou 58% de 1,3 milhão de partos), por representarem a maior parcela da população. Proporcionalmente, porém, as mulheres brancas registraram a maior taxa (67%, com 529 mil cesarianas em 786 mil partos), enquanto entre as mulheres pretas foram 104 mil cesarianas, correspondendo a 55% dos 190 mil partos registrados. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

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