Anvisa prorroga prazo de transição do Sistema Nacional de Controle de Receituários para março de 2027

Anvisa prorroga prazo de transição do Sistema Nacional de Controle de Receituários para março de 2027

Anvisa prorroga prazo de transição do Sistema Nacional de Controle de Receituários para março de 2027

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu prorrogar o período de transição para emissão de Receitas de Controle Especial (RCE) e Receitas Sujeitas à Retenção (RET). O período, que se encerraria em 30 de outubro, foi adiado para 3 de março de 2027, informou o site Futuro da Saúde. Até lá, poderão coexistir receitas em papel, receitas brancas eletrônicas com ou sem integração ao Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR), além das receitas azul e amarela. No entanto, com a prorrogação, somente a partir de 4 de março do próximo ano elas deverão conter obrigatoriamente a numeração exigida pelo SNCR. De acordo com o diretor Thiago Campos, durante reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, 274 milhões de numerações únicas para a emissão de receituários eletrônicos foram emitidas após o início do período de implementação, a partir de 30 de setembro.  “As dificuldades e intercorrências identificadas durante a fase inicial de operação estão sendo tratadas de forma prioritária, em consonância com o objetivo de consolidar o novo modelo de receituário eletrônico”, disse Campos, justificando o pedido de adiamento. As dificuldades encontradas se referem, entre outros motivos, à obtenção de numerações, à instabilidade de sistemas externos, à necessidade de adaptação de processos e a problemas de comunicação com bases de validação de profissionais. O diretor reforçou que a medida é “técnica, preventiva e proporcional, permitindo uma migração gradual e segura”. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Número de brasileiros com obesidade atendidos no SUS triplica em 10 anos

Em apenas uma década, o número de brasileiros com obesidade atendidos na Atenção Primária à Saúde passou de 3,09 milhões para 11, 12 milhões. Os dados são do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, destacou matéria do jornal O Globo. No mesmo período, o número de adultos com sobrepeso passou de 4,19 milhões para 10,76 milhões. Mais: em 18 estados, ao menos 70% dos adultos acompanhados apresentam excesso de peso. O Rio Grande do Sul registra a maior proporção de adultos com obesidade (42,6%), seguido por São Paulo (40,5%) e Rio de Janeiro (40,1%). O grande aumento dos números levanta a discussão a capacidade dos sistemas de saúde de oferecer prevenção, acompanhamento e tratamento adequado à população. O tema foi discutido durante o XVI Congresso Latino-Americano de Obesidade, que termina hoje, em Salvador. Entre os gargalos identificados estão o financiamento insuficiente, os custos assumidos diretamente pelos pacientes, a falta de articulação entre políticas públicas e a estrutura inadequada dos serviços de saúde. O estudo também identificou o comprometimento da oferta de atendimento multidisciplinar às pessoas com obesidade, especialmente pela escassez de profissionais como nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

ANS e IESS firmam acordo para aperfeiçoar modelos de remuneração baseados em valor na saúde suplementar

 
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta terça-feira, 3, durante reunião da Diretoria Colegiada, um acordo de cooperação técnica com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) para mapear experiências internacionais de políticas públicas voltadas à implementação de modelos de cuidado e remuneração baseados em valor, informou o site Futuro da Saúde. A ideia é identificar possibilidades replicáveis para a saúde suplementar no Brasil, assim como subsidiar a utilização dessas experiências no programa da ANS voltado ao tema. A pedido da agência, o IESS também irá promover cursos de formação e atualização profissional para trabalhadores do setor e servidores da ANS. O acordo não prevê custos financeiros à agência. “Houve uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que o Programa de Modelos de Remuneração Baseado em Valor da ANS fosse estruturado. Isso demonstra a nossa necessidade de ter um apoio de uma organização que possa trazer esses insumos, principalmente subsídios técnicos”, apontou Raquel Medeiros Lisboa, gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade dos Prestadores de Serviços (GEIQP) da ANS. De acordo com Lisboa, o programa atua em editais, sendo que o primeiro ocorreu em 2020, tendo seus resultados impactados pela pandemia. O segundo edital, em 2024, selecionou 20 projetos-piloto das operadoras de planos de saúde e prestadores, que incluíram diferentes modelos, como bundles, captation e pagamentos por performance. O projeto se encerra ainda em 2026. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

IA brasileira usa fotos e dados clínicos para ajudar a identificar doenças de pele no SUS

Identificar uma doença de pele pode ser um desafio, especialmente em regiões onde faltam especialistas. Uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Einstein Hospital Israelita em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Proadi-SUS, pretende ajudar a encurtar esse caminho na rede pública, destacou matéria do Estado de S. Paulo. A ferramenta combina fotos das lesões com informações clínicas para apoiar profissionais de saúde na identificação de suspeitas de esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de picadas de aranha-marrom (acidentes loxoscélicos). Chamada CUTIS-AI, a ferramenta foi desenvolvida a partir de mais de 4 mil imagens de lesões de 1.448 pacientes, coletadas em dez centros de referência nas cinco regiões do País, e apresentou acurácia de 80%. A CUTIS-AI foi desenvolvida a partir de entrevistas com profissionais da atenção básica e combina dois tipos de análise. Um modelo observa características das lesões nas fotos, como cor, formato e textura. O outro avalia, a partir de um conjunto de questões, informações clínicas do paciente. Depois, os resultados são integrados para apoiar o profissional de saúde no diagnóstico. O questionário original tinha 254 perguntas. Para tornar o uso da ferramenta viável na rotina de atendimento, a equipe selecionou 12 questões que os modelos apontaram como mais relevantes para ajudar a diferenciar as sete condições investigadas. A ferramenta funciona sem internet, permitindo o uso em locais com conexão limitada. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

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