Receita recebe lista de medicamentos com alíquota zero de CBS e IBS nesta semana

Receita recebe lista de medicamentos com alíquota zero de CBS e IBS nesta semana

Receita recebe lista de medicamentos com alíquota zero de CBS e IBS nesta semana

A lista de medicamentos com alíquota zero para IBS e a CBS deverá ser remetida nesta semana para a Receita Federal. Ao Jota, o secretário da Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED), Mateus Amâncio, afirmou que a relação foi entregue esta semana para o Ministério da Saúde. A reforma tributária estabeleceu que algumas classes de medicamentos, como terapias indicadas para doenças raras, doenças negligenciadas, oncologia, diabetes, HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), terão alíquota zero para Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e também para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Para que a regra seja concretizada, no entanto, é preciso se estabelecer quais medicamentos podem ser assim classificados. Ao Jota, o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, afirmou que, de modo geral, a preocupação em torno da lista foi dissipada. Há, porém, uma exceção. “Seria importante ter uma previsão sobre as regras para medicamentos ainda em fase de registro. Para que eles ingressem no mercado com a certeza de que terão alíquota zero”, disse. Mussolini afirmou que o Sindusfarma solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o estudo sobre o tema. Há outro ponto considerado importante: o tratamento tributário que será dado para medicamentos que estarão em estoque na virada de 2026 e 2027. “A falta de uma definição adequada pode trazer insegurança jurídica e operacional, com reflexos sobre a distribuição de produtos”, afirmou o presidente executivo do Grupo FarmaBrasil, Reginaldo Arcuri. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Governo tenta destravar agenda da saúde antes da chegada do novo Congresso 

Após as eleições de 2026, o governo federal e o Congresso Nacional se articulam para dar encaminhamento aos últimos ajustes e se preparar para o próximo ano, destacou matéria do Futuro da Saúde. A principal prioridade é a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, mas também estão em discussão o Marco Legal da Inteligência Artificial, a cobertura de medicamentos de uso domiciliar pelos planos de saúde e o projeto de interoperabilidade de dados em saúde, que terá nova audiência e apresentação de relatório em novembro. Outro ponto relevante são as 18 nomeações pendentes para diretorias de agências reguladoras, especialmente da ANS e da Anvisa, que poderão ser utilizadas em negociações políticas. A reforma tributária e seus impactos sobre o setor também permanecerão em debate, assim como as mudanças nas regras trabalhistas, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 horas. Há expectativa de avanço, ainda neste mês, do projeto que obriga os planos de saúde a cobrir medicamentos orais destinados ao tratamento de doenças imunomediadas, crônicas complexas e raras. A deputada Silvia Cristina (PP-RO) assumiu a relatoria da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e deve dar andamento à matéria antes do fim do mandato. Também pode avançar o PL 1738/2026, que estabelece etapas de negociação e reuniões de pré-submissão na Conitec, com possíveis impactos na segurança jurídica do Comitê de Negociação de Preços do Ministério da Saúde. No Executivo, estão previstas a regulamentação da Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (ENSCEIS) e a publicação de normas relativas ao programa Agora Tem Especialistas. Na Anvisa, é esperada, até o final de dezembro, a abertura de consulta pública sobre a regulamentação da venda de medicamentos em marketplaces. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

ANS considera mercado de cartões de desconto ’opaco’ e ainda não tem proposta de regras

 
A ANS prorrogou por mais 90 dias os trabalhos do comitê responsável por elaborar uma proposta de regulamentação para o mercado de cartões de desconto em saúde. A decisão foi aprovada por unanimidade durante a 645ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada, diante da falta de informações sobre o funcionamento e a dimensão do setor, destacou matéria do portal Saúde Insider. Segundo o diretor-presidente da agência, Wadih Damous, apesar da participação de 38 empresas na Chamada Pública 4, o mercado ainda é “opaco” e “pouco conhecido”. Para o diretor-presidente, o comitê precisa reunir informações que permitam à diretoria definir os caminhos da regulamentação. A ANS continua realizando visitas técnicas para compreender os diferentes modelos de negócio, preços, formas de pagamento, redes de atendimento, limitações dos serviços e condições contratuais. A diretora Lenise Secchin destacou que o objetivo da regulamentação é organizar o setor e ampliar a transparência, sem extinguir os cartões de desconto, considerados uma alternativa de acesso à saúde. Entre os pontos em discussão estão a diferenciação entre cartões de desconto e planos de saúde, a possibilidade de operadoras atuarem nos dois segmentos com CNPJs e marcas distintos, além da proibição de venda casada e de práticas que induzam o consumidor a confundir os produtos. As diretrizes, entretanto, ainda são propostas em discussão e não foram formalizadas em norma. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Justiça barra ‘mounjaro manipulado’ a moradores em cidade do interior de SP

A Justiça de São Paulo suspendeu a contratação de uma farmácia para fornecer tirzepatida manipulada à rede pública de saúde de Urupês, no interior do estado, informou a CNN Brasil. A decisão liminar, concedida em 20 de outubro, atende a um pedido da farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, medicamento que tem a tirzepatida como princípio ativo. A juíza Patrícia da Conceição Santos, da Vara Única da Comarca de Urupês, determinou que a prefeitura não faça novos pedidos do medicamento manipulado nem distribua os produtos já adquiridos por meio do contrato. A decisão também suspende a habilitação da Terapêutica Farmácia de Manipulação Ltda., escolhida para fornecer o produto. A magistrada, no entanto, autorizou que a prefeitura mantenha o atendimento aos pacientes que já fazem tratamento, desde que utilize medicamentos com registro regular na. A Prefeitura de Urupês criou, por meio de um decreto municipal, um programa para comprar e fornecer tirzepatida manipulada aos pacientes da rede pública. A Terapêutica foi habilitada para fornecer 23 mil miligramas da substância, em uma contratação estimada em R$ 345 mil. O programa previa atender cerca de 200 pacientes, com frascos de dosagens padronizadas de 60 mg e 63 mg. A Lilly argumentou que a manipulação de medicamentos deve ocorrer para atender às necessidades específicas de cada paciente, com receita individualizada de um profissional habilitado. Por isso, segundo a empresa, a produção de tirzepatida em quantidades padronizadas e em larga escala para distribuição na rede pública não estaria de acordo com as regras sanitárias. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

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