Governo Lula e relator querem aprovar regulação concorrencial das big techs até o fim do ano
Integrantes do governo Lula (PT) e parlamentares pretendem correr para votar até dezembro o projeto de lei da regulamentação concorrencial das big techs, informou a Folha de S. Paulo. A percepção é a de que há uma janela favorável para aprovação agora, que ficará mais estreita no próximo ano, quando o novo Congresso Nacional tomará posse. Um dos impulsos são as investigações de possíveis inteferências no processo eleitoral. As denúncias levaram Lula a defender a regulação das big techs logo em seu discurso de vitória, no domingo (25). Só por este sinal, acreditam auxiliares do presidente, o assunto ganhará tração. Relator do projeto na Câmara, o deputado Aliel Machado (PV-PR), conversou com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e levará a proposta para discussão com os líderes dos partidos em reunião na terça (3) para tentar chegar a um consenso sobre o texto. O projeto de lei em discussão agora trata exclusivamente do combate à concentração de mercado no ambiente digital, sem avançar sobre o conteúdo. Ele cria poderes para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) regular e fiscalizar as grandes empresas de tecnologia, em modelo semelhante ao realizado na União Europeia, que impõe uma regulamentação econômica prévia às empresas. A proposta estabelece obrigações para empresas classificadas como de relevância sistêmica, buscando reduzir barreiras à concorrência antes que práticas monopolistas produzam efeitos anticompetitivos sobre o mercado. O texto tem como alvo companhias como Google, Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp), Microsoft, Uber, iFood, 99 e Amazon, entre outras. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
INPI divulga o Anuário Estatístico de Propriedade Industrial 2025
O INPI publicou nesta terça-feira, dia 27 de outubro, o Anuário Estatístico de Propriedade Industrial 2025. O relatório fornece uma análise descritiva das estatísticas relacionadas ao uso da PI no Brasil no período 2016-2025, bem como um panorama do cenário da inovação no país ao longo do horizonte em questão, comunicou o portal do instituto. O documento reúne, para cada forma de proteção de direito de propriedade industrial, informações sobre quem, em quais tecnologias, localidades e atividades econômicas os registros de PI têm sido usados, trazendo subsídios para formulação de políticas públicas, estratégias empresariais e pesquisas econômicas sobre o papel que a PI desempenha no impulso à inovação, nos negócios e para o desenvolvimento do Brasil. As estatísticas definitivas de PI reunidas no relatório foram produzidas a partir da Base de Dados Estatísticos de Propriedade Intelectual (BADEPI), em sua versão mais recente (BADEPI v. 12.0), com dados atualizados até 2025. Os documentos completos encontram-se disponíveis neste link.
Governo começa a receber propostas de alteração na Nomenclatura Brasileira de Serviços
Está disponível na plataforma gov.br o formulário eletrônico para envio de propostas de alteração na Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS) e nas Notas Explicativas (NEBS). A NBS é o classificador nacional para a identificação dos serviços e bens intangíveis (não físicos) que produzam variações no patrimônio, enquanto as NEBS constituem documento subsidiário para sua interpretação e classificação, informou o portal do MDIC. Na NBS estão descritas todas as atividades relacionadas a serviços, como serviços de construção, intermediação na distribuição de mercadorias, despacho aduaneiro, comércio, transportes, financeiros, imobiliários, propriedade intelectual, pesquisa e desenvolvimento, jurídicos e contábeis, técnicos, tecnologia da informação, telecomunicações, manutenção, publicações, educacionais, saúde, de recreação e pessoais, entre outros. A NBS é um instrumento estratégico para a formulação de políticas públicas direcionadas à competitividade do setor de serviços, além estabelecer a base de possíveis levantamentos estatísticos do setor terciário e estudos para inteligência comercial e estratégias de inserção qualificada do Brasil nas cadeias globais de valor. A Lei Complementar nº 214/2025, que regulamentou a Reforma Tributária e criou o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e o CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços), evidenciou a necessidade de aprimorar a classificação na NBS. A lei utiliza, em várias situações, referências a códigos NBS para reduções nas alíquotas desses impostos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Frente Parlamentar pede ao Senado que rejeite a taxa de 11,3% para o CBS
A Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) anunciou que defenderá no Senado a rejeição da alíquota de referência de 11,3% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) calculada pelo Tribunal de Contas da União para 2027, informou o portal Convergência Digital. Em manifestação divulgada nesta quarta-feira (28), a frente cobrou esclarecimentos sobre o cálculo e maior previsibilidade na implementação da Reforma Tributária. A posição não representa uma decisão do Senado sobre o percentual. O documento é assinado pelo presidente da FPE, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA). A frente considera que o percentual supera a expectativa do setor produtivo e questiona as condições operacionais para a transição ao novo sistema. A FPE afirma que a alíquota de 11,3% está aproximadamente 25,6% acima dos 9% esperados pelo setor produtivo. A diferença entre os dois percentuais é de 2,3 pontos percentuais. Essa comparação se refere à expectativa mencionada pela frente parlamentar. Não significa, por si só, que a carga tributária de todas as empresas aumentará 25,6%. Na avaliação da entidade, as indefinições sobre a implementação dificultam decisões de investimento, adaptação de processos e planejamento empresarial. A frente também questiona a preparação dos sistemas tecnológicos e cobra condições para que a transição ocorra sem aumento inesperado da carga tributária. O TCU aprovou o cálculo em sessão extraordinária do Plenário na quarta-feira (28). Segundo o tribunal, a metodologia busca preservar o equilíbrio da arrecadação federal durante a transição, considerando receitas de tributos que serão substituídos ou terão a cobrança reduzida. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Guia esclarece quem deve cumprir o ECA Digital e quais são as responsabilidades das plataformas
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) publicou, nesta quarta-feira (28), o Guia Orientativo “Fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação: escopo e obrigações gerais do ECA Digital”, que esclarece quais empresas e serviços digitais devem cumprir as regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) e quais são suas responsabilidades na proteção desse público. A publicação apresenta orientações práticas sobre a aplicação da Lei e busca oferecer maior segurança jurídica aos fornecedores, além de fortalecer a proteção dos direitos de crianças e adolescentes na internet. O conceito de fornecedores inclui empresas e outros responsáveis pela oferta de produtos e serviços digitais, como redes sociais, aplicativos, lojas de aplicativos, plataformas de conteúdo, jogos eletrônicos, sistemas operacionais, serviços de mensagens, comércio eletrônico e outras tecnologias que atendam aos critérios estabelecidos no Estatuto. Para definir quais atividades se enquadram nessa categoria, o guia explica que os produtos e serviços devem reunir três características: oferta à distância, funcionamento por meios eletrônicos e utilização a partir de uma solicitação individual do usuário. Um dos principais pontos abordados no documento é o detalhamento do conceito de ’acesso provável’, utilizado para identificar produtos e serviços sujeitos à legislação, mesmo quando não são desenvolvidos de forma direcionada a crianças e adolescentes. O Guia também explica como as empresas devem prevenir riscos à privacidade, à segurança e à saúde dos usuários, com a incorporação proativa de medidas de proteção, desde a criação de seus produtos e durante todo o funcionamento deles. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
ANPD abre tomada de subsídios para elaboração do Plano de Dados Abertos 2026–2028
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu, nesta quinta-feira (29), uma tomada de subsídios para identificar o interesse da sociedade nas bases de dados da instituição. A etapa de participação social integra o processo de elaboração do primeiro Plano de Dados Abertos da ANPD (PDA 2026–2028), ferramenta que organiza e estabelece os prazos e prioridades para a publicação de dados públicos do órgão. Na Plataforma Brasil Participativo, cidadãos, pesquisadores, estudantes, empresas, organizações da sociedade civil e demais interessados terão acesso à lista de bases de dados passíveis de abertura. Cada participante poderá sugerir a abertura de até dez bases de dados, levando em consideração sua utilidade para o cotidiano, para pesquisas acadêmicas, atividades profissionais ou controle social. A tomada de subsídios ficará disponível até o dia 16 de novembro. Após o encerramento do prazo, as contribuições serão analisadas pela equipe da Ouvidoria da ANPD. O interesse demonstrado pela sociedade fará parte da avaliação do critério de relevância social, que integra a matriz de priorização do PDA 2026–2028. A iniciativa busca fortalecer a transparência ativa e ampliar a participação cidadã no planejamento da gestão pública. A disponibilização de dados em formato aberto e reutilizável fomenta o desenvolvimento de estudos, pesquisas e o acompanhamento das atividades da ANPD. A elaboração do PDA atende às diretrizes da Política de Dados Abertos do Poder Executivo Federal, e cumpre as normas da Resolução nº 3/2017 do Comitê Gestor de Infraestrutura Nacional de Dados Abertos.
LGPD completa seis anos com os desafios da inteligência artificial
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, completa seis anos em vigor no Brasil, mas ainda enfrenta desafios relacionados à segurança digital, à inteligência artificial e à consolidação da cultura de proteção de dados nas empresas, destacou matéria do Valor Econômico. Segundo a ANPD, os incidentes de segurança aumentaram 222% em cinco anos, passando de 186 registros em 2021 para 599 até outubro deste ano. Entre os casos mais frequentes estão a exploração de vulnerabilidades em sistemas, o roubo de credenciais e os acessos não autorizados. Especialistas destacam a importância da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para fortalecer a aplicação da legislação. Embora tenha ampliado sua estrutura e atribuições, há divergências sobre sua efetividade. Enquanto alguns consideram a legislação brasileira mais efetiva na prática do que a europeia, outros avaliam que a fiscalização ainda é insuficiente e que as sanções não acompanham o crescimento das fraudes digitais. Também são apontadas lacunas relacionadas aos direitos dos titulares, às decisões automatizadas e ao equilíbrio entre proteção de dados e transparência pública. A ANPD, por sua vez, afirma que sua estrutura foi fortalecida pela Lei nº 15.352/2026 e que um concurso com 50 vagas imediatas contribuirá para ampliar sua capacidade regulatória e fiscalizatória. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Veja outras notícias
ANPD
ANPD abre tomada de subsídios para elaboração do Plano de Dados Abertos 2026–2028
ANPD
Guia esclarece quem deve cumprir o ECA Digital e quais são as responsabilidades das plataformas
INPI
INPI participa de reunião com o Banco do Brasil para discutir cooperação
INPI
Segunda janela de inscrições no credenciamento para busca terceirizada de patentes vai até 31/12
INPI
INPI e Fiesp realizam seminário no dia 12/11 sobre combate à pirataria
INPI
INPI divulga o Anuário Estatístico de Propriedade Industrial 2025
MDIC
Governo começa a receber propostas de alteração na Nomenclatura Brasileira de Serviços
BRA1
Empresa mineira de proteção de marcas e patentes chega a 13 unidades e planeja expansão pelo Brasil
Café com Bytes
Anatel quer criar superintendência para proteger infraestrutura crítica e combater ataques cibernéticos
Café com Bytes
Anatel abre consultas sobre inclusão digital, segurança e sustentabilidade das redes
Café com Bytes
Anatel torna biometria facial obrigatória para usuários de telefonia móvel
Café com Bytes
Lula anuncia regulamentação das redes sociais como prioridade do novo governo
CNN Brasil
Segurança cibernética: empresas de seguros digitais usam LGPD para proteção
CNN Brasil
Grupo da Anatel aprova R$ 1,66 bilhão em investimentos para TV 3.0 e IA
CNN Brasil
IA brasileira e regulação: conheça os planos de Lula para tecnologia
Congresso em Foco
Erika Hilton cria site para pressionar assinaturas à CPI das Big Techs
Consultor Jurídico
Hotel deve pagar direitos autorais por disponibilizar TVs nos quartos
Convergência Digital
Reforma Tributária: Comitês de trabalho criados para integrar atuação federal, estadual e municipal
Convergência Digital
Reforma Tributária: Frente Parlamentar pede ao Senado que rejeite a taxa de 11,3% para o CBS
Convergência Digital
ECA Digital: governo usa classificação indicativa para começar a regular plataformas digitais
Folha de S. Paulo
Governo Lula e relator querem aprovar regulação concorrencial das big techs até o fim do ano
Medicina S/A
ABIMO e IES firmam parceria contra pirataria de dispositivos
Migalhas
INPI avalia novo fluxo de exame de marcas: O que a experiência chinesa acrescenta ao debate?
Monitor Mercantil
Pirataria em remessas fracionadas desafia fiscalização e proteção das marcas
SEGS
Serpro reúne governo, academia e empresas para debater autonomia do setor público em inteligência artificial
Tele.Síntese
Big Techs perdem US$ 900 bilhões em valor de mercado
Tele.Síntese
Streaming Academy debaterá monetização e IA no mercado audiovisual
Valor Econômico
LGPD completa seis anos com os desafios da inteligência artificial