Os desafios da saúde no quarto mandato de Lula
O quarto mandato de Lula (2027–2030) terá dez grandes desafios na saúde pública, envolvendo financiamento, gestão, acesso e modernização do SUS, destacou matéria do portal Saúde Insider. O financiamento será uma das principais preocupações, pois o orçamento previsto para 2027 ficará praticamente no limite do piso constitucional, enquanto cresce a demanda por atendimentos e tratamentos. O governo também precisará reduzir a dependência das emendas parlamentares, que representaram 43,45% das despesas discricionárias do Ministério da Saúde em 2025. Outro desafio será reduzir as filas do SUS e cumprir a promessa de substituir a Tabela SUS, atualizando os valores pagos pelos procedimentos. Também será necessário ampliar a cobertura da atenção primária e diminuir as desigualdades regionais no acesso aos serviços. O envelhecimento populacional e o aumento das doenças crônicas exigirão mudanças na organização do sistema, com maior oferta de acompanhamento contínuo, reabilitação e cuidados de longa duração. Ao mesmo tempo, a incorporação de medicamentos de alto custo pressionará o orçamento. As despesas com profissionais de saúde também poderão aumentar devido às discussões sobre pisos salariais e à redução da jornada de trabalho. Na saúde mental, será necessário ampliar a capacidade de atendimento diante do crescimento dos diagnósticos de depressão e da demanda por tratamentos especializados. O governo também terá de avançar na integração digital dos dados de saúde, superando a fragmentação dos sistemas utilizados por estados e municípios. O principal desafio será conciliar recursos limitados com a ampliação e a melhoria dos serviços, garantindo sustentabilidade financeira, eficiência na gestão e acesso mais equitativo à saúde pública brasileira. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Próximo mandato precisa ampliar recursos da saúde e dar transparência à fila do SUS, diz sanitarista
O médico sanitarista Walter Cintra Ferreira, professor de políticas e gestão de saúde da FGV, defendeu que o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorize o aumento do financiamento da saúde pública e a transparência das filas de espera do SUS, destacou matéria do Estado de S. Paulo. Segundo Ferreira, apesar dos avanços promovidos pelo programa Agora Tem Especialistas, é necessário ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias, além de unificar e divulgar as filas de espera em âmbito nacional. O especialista citou o sistema brasileiro de transplantes como exemplo de organização e transparência a ser seguido. Outro desafio é integrar a atuação dos municípios, Estados e União, fortalecendo as redes regionais de atendimento e a conexão entre a atenção básica e os serviços especializados. Para isso, também é fundamental investir na qualificação dos profissionais responsáveis pela gestão dos serviços de saúde. Ferreira ressaltou que a saúde deve ser preservada de eventuais cortes orçamentários, pois o Brasil apresenta subfinanciamento em comparação com outros países que possuem sistemas universais. Como alternativas para ampliar os recursos, sugeriu reduzir renúncias fiscais e direcionar as emendas parlamentares às necessidades reais da população, respeitando o planejamento do SUS. O sanitarista também destacou a importância de um ministro da Saúde com competência técnica e capacidade de articulação política, capaz de negociar com o Congresso e defender o orçamento da pasta. Além disso, defendeu que o governo informe à sociedade os limites financeiros e os critérios para a oferta de tratamentos. Por fim, apontou o fortalecimento da produção nacional de insumos como medida essencial para preparar o País para futuras pandemias. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
’Queremos a inclusão de medicamentos orais na saúde suplementar’, afirma Valderílio Azevedo, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia
O acesso aos tratamentos para doenças reumatológicas, como a artrite reumatoide, ainda enfrenta desafios no Brasil, tanto no SUS quanto na saúde suplementar. Enquanto o sistema público oferece oito medicamentos biológicos, além de tratamentos tradicionais, os planos de saúde ainda apresentam dificuldades para cobrir medicamentos orais com moléculas-alvo específicas, já incorporados ao SUS. O reumatologista Valderílio Azevedo, recém-eleito presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), disse em entrevista ao Futuro da Saúde que pretende atuar para ampliar o acesso a esses medicamentos na saúde suplementar. Entre as propostas de sua gestão está dialogar com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para discutir a inclusão dessas terapias no rol de cobertura dos planos, buscando maior equidade sem comprometer o equilíbrio econômico-financeiro do sistema. A iniciativa também prevê a articulação com entidades como o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e órgãos governamentais, com o objetivo de aperfeiçoar regulamentações e leis em benefício dos pacientes com doenças reumatológicas. Sobre os biossimilares, Azevedo destaca os avanços do Brasil na incorporação desses medicamentos, já utilizados por milhares de pacientes. Segundo ele, a recente atualização das orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre intercambialidade fortalece a segurança e oferece maior respaldo para seu uso na prática clínica. Apesar dos progressos, o presidente da SBR considera que ainda há espaço para ampliar o acesso e aprimorar as políticas públicas voltadas ao tratamento dessas doenças. Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.
Padilha busca professores da Unicamp para criar programa no SUS para menopausa
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, buscou professores do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para criar um programa no Sistema Único de Saúde (SUS) para melhorar o acesso a medicamentos e tratamentos na transição da menopausa e na menopausa, informou o portal G1. A informação foi trazida nesta terça-feira (27), durante visita de Padilha ao CAISM e ao Hospital de Clínicas (HC) da universidade, em Campinas (SP). Segundo o ministro, o centro de saúde foi procurado porque já ajudou o SUS em outras iniciativas de cuidado materno-infantil, bem como na implantação de uma nova técnica do Papanicolau e na coleta de identificação do vírus do papilomavírus humano (HPV). ’A gente vai convidar os professores do CAISM para discutir um novo programa para cuidar das mulheres na transição da menopausa e na menopausa. Medicamentos a serem utilizados, práticas a serem utilizadas, com a maior proposta de reorganização do SUS pelo presidente Lula nos próximos quatro anos’, disse. Na visita ao CAISM, o ministro constatou o funcionamento de um equipamento de densitometria óssea, usado no acompanhamento de mulheres no climatério e na menopausa para medir a massa do osso e evitar fraturas. A ideia é ampliar a oferta dessa tecnologia no SUS por meio do novo programa. Outra ideia comentada por Padilha durante a vinda a Campinas foi expandir para outros estados o acesso à manipulação de radiofármacos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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