Brasil alcança 12ª posição em pesquisa clínica global
O Brasil melhorou seu posicionamento no cenário global da pesquisa clínica. Dados apresentados pela Interfarma durante a BIO International Convention, realizada em San Diego, nos Estados Unidos, mostram que o país alcançou a 12ª posição no ranking mundial de estudos clínicos iniciados, com participação de 2,9% dos estudos registrados globalmente no primeiro trimestre de 2026, destacou matéria do site Futuro da Saúde. O resultado aproxima o país da meta traçada pela própria entidade, que projetou que o Brasil poderia integrar o grupo dos dez principais países do ranking em até cinco anos após a aprovação do marco legal da pesquisa clínica. Segundo levantamento realizado pela associação em parceria com a IQVIA, o avanço ocorre dois anos após a sanção da Lei 14.874/2024, que reformulou as regras para aprovação e condução de estudos clínicos no país. No final de 2025, o Brasil havia subido três posições no ranking global, atingindo a 18% posição. Na avaliação da entidade, as mudanças começaram a aumentar a competitividade brasileira na atração de investimentos para o desenvolvimento de medicamentos, vacinas e novas terapias. Entre as principais alterações está a possibilidade de análises ética e regulatória ocorrerem de forma paralela, além da definição de prazos para avaliação dos estudos. Segundo dados da Anvisa o número de petições de ensaios clínicos pendentes de análise caiu de 53 em 2024 para zero em 2025. Para os autores, o resultado indica maior capacidade de processamento dos pedidos e redução de gargalos na avaliação dos estudos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Anvisa abre consulta ao setor de dispositivos médicos para revisar regras de tecnovigilância
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu um chamamento público para receber contribuições de empresas do setor de dispositivos médicos sobre possíveis aperfeiçoamentos nas regras de tecnovigilância no Brasil, informou o site Jota. As sugestões poderão ser enviadas até 16 de julho e devem subsidiar a revisão do marco regulatório que disciplina o monitoramento de eventos adversos e queixas técnicas envolvendo produtos para a saúde após sua entrada no mercado. A iniciativa foi formalizada por meio do Edital de Chamamento nº 4/2026 e integra a Agenda Regulatória da agência para o biênio 2026-2027. Segundo a Anvisa, o objetivo é captar a visão das empresas detentoras de registro ou notificação de dispositivos médicos sobre as necessidades de atualização das normas de tecnovigilância atualmente em vigor. A tecnovigilância reúne as ações de monitoramento da segurança e do desempenho de dispositivos médicos após sua comercialização. O sistema permite identificar falhas, defeitos, incidentes e eventos adversos relacionados a produtos utilizados em hospitais, clínicas e demais serviços de saúde, servindo de base para medidas corretivas, recolhimentos e alertas sanitários. De acordo com a Anvisa, a participação do setor regulado é considerada estratégica para o aprimoramento do arcabouço normativo e para o fortalecimento da segurança sanitária no país. As contribuições serão analisadas pela Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos sujeitos à Vigilância Sanitária (GGMON), responsável pela condução do processo regulatório. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Brasil terá nova caneta de semaglutida sintética, a Semavy, da Hypera Pharma
O segundo medicamento da indústria nacional contendo semaglutida sintética já tem nome. Trata-se do Semavy, caneta injetável que será distribuída pela farmacêutica Hypera Pharma, informou a Folha de S. Paulo. Nesta quarta (24) foi publicado na página da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) o protocolo oficial com o nome do produto, que aguarda registro sanitário. Esse processo antecede o registro sanitário, que pode sair a qualquer momento. A Hypera protocolou na Anvisa a documentação relacionada ao registro e o processo segue em análise pela agência. O preço ainda não foi divulgado. A caneta será voltada ao tratamento do diabetes tipo 2, e ainda não há pedido para a perda de peso. A substância será importada, mas a farmacêutica não divulgou de qual país. Sediada em São Paulo (SP), a Hypera possui um dos portfólios mais diversificados do setor, liderando o mercado de medicamentos isentos de prescrição, suplementos e vitaminas. O primeiro produto nacional, o Ozivy, da farmacêutica EMS, foi aprovado pela Anvisa no dia 26 de maio, pouco mais de dois meses após a semaglutida perder a patente, em 20 de março. Assim como o Ozivy, o Semavy não é enquadrado como genérico, similar ou biossimilar. A classificação do produto pela agência regulatória é de medicamento novo. Ainda assim, o mercado avalia que a concorrência deve baratear as canetas. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Vai a CAS projeto que reforça exame genético para câncer de mama
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou, nesta quarta-feira (24), projeto que reforça o acesso a exames genéticos e avaliações no SUS para detectar e prevenir o câncer de mama, informou a Agência Senado. O texto segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O Projeto de Lei (PL) 265/2020 assegura acesso a aconselhamento genético (em que um geneticista informa sobre os riscos de o paciente desenvolver a doença e sobre seus tratamentos) e a exames que identificam riscos de câncer de mama hereditários. Desde maio, o SUS incorporou sequenciamento genético para identificação de mutação nos genes BRCA1 e 2 (Portaria SCTIE/MS 025, de 2026). O texto prevê que o Ministério da Saúde elabore regras sobre os serviços, inclusive para a testagem em cascata — a avaliação de parentes de uma pessoa com alteração genética identificada, para verificar os riscos. A relatora do texto, senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) argumentou que investir na prevenção evitará gastos com estágios mais avançados da doença. Ivete manteve o texto como veio da Câmara dos Deputados. “Informações do Ministério da Saúde apontam que a doença foi responsável por mais de 20 mil óbitos no país apenas em 2023. Esses dados reforçam a necessidade de políticas públicas eficazes de prevenção.” A reunião foi presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O projeto altera a Lei 11.664, de 2008, sobre tratamento de câncer de mama no SUS.
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