Nutricionistas ficam proibidos de usar IA para simular resultados e imagens
O CFN (Conselho Federal de Nutrição) proibiu nutricionistas de usar inteligência artificial generativa para simular imagens de pessoas reais ou resultados clínicos, informou a Folha de S. Paulo. A vedação consta do novo Código de Ética e Conduta da categoria, divulgado no último sábado (25), e entra em vigor em até 90 dias após publicação. O documento atualiza as regras da profissão para responder a transformações tecnológicas, sociais e científicas que impactam o trabalho dos nutricionistas. Segundo Manuela Dolinsky, presidente do CFN, a necessidade de regulamentação partiu de um problema que o conselho já observava na prática. ’A gente vê nas mídias sociais o uso de IA generativa para simular imagens, para interpretar exames laboratoriais, não só por nutricionistas, mas também por leigos’, diz. ’Isso não estava previsto no nosso Código de Ética, mas agora esse uso inadequado será coibido.’ A principal preocupação do CFN é evitar que esses conteúdos induzam as pessoas ao erro. ’Imagine colocar na frente do paciente um resultado que ele nunca vai conseguir alcançar’, afirma Dolinsky. Segundo ela, cada corpo responde de forma diferente a um planejamento dietético, e variáveis como genética e fatores ambientais tornam impossível prever resultados. O documento também proíbe que sistemas automatizados substituam o nutricionista na interação direta com o paciente. O conselho já recebeu denúncias de aplicativos que oferecem consultas sem nenhuma participação humana.De acordo com a nova regulamentação, o profissional precisa deixar claro o uso da ferramenta sempre que utilizar materiais produzidos com apoio de IA ou automação. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Anvisa apresenta plano de monitoramento ativo para canetas GLP-1
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou nesta semana a implantação do Plano de Ação de Farmacovigilância Ativa de Medicamentos da Classe dos Agonistas do GLP-1, conhecidas popularmente como canetas emagrecedoras, informou o portal da agência. A medida é uma das principais ações previstas no plano anunciado pela Anvisa em 6 de abril, com o objetivo de garantir a segurança de pacientes que utilizam medicamentos injetáveis de GLP-1. Conduzida pela Quinta Diretoria da Agência a iniciativa tem foco no fortalecimento do monitoramento da segurança desses medicamentos na pós-comercialização. Para o início da implantação do plano de monitoramento, a Anvisa reuniu cerca de 120 representantes de hospitais e serviços de saúde. A proposta do plano é que os serviços de saúde se envolvam em uma busca ativa de eventos adversos, ao contrário do modelo tradicional de farmacovigilância passiva, baseado principalmente na notificação espontânea. O Plano de Ação propõe a implementação de um modelo de farmacovigilância ativa baseado em Dados de Mundo Real (Real World Data – RWD), com monitoramento prospectivo e busca estruturada de casos nos serviços de saúde. A estratégia prevê o fortalecimento da detecção precoce de eventos adversos, a melhoria da qualidade das informações clínicas e a qualificação das notificações no sistema VigiMed. O plano será implementado como projeto piloto em hospitais da Rede Sentinela, hospitais universitários federais da Rede HUBrasil e outras instituições interessadas. Entre as próximas etapas estão a formalização da adesão dos hospitais participantes, a pactuação de responsabilidades técnicas e o início do monitoramento ativo dos medicamentos de interesse. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
CMED adia entrada em vigor da nova resolução sobre precificação de medicamentos
O conselho de ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) publicou, nesta quarta-feira (29), uma portaria prorrogando a entrada em vigor da resolução nº 3/2025, que altera as regras para precificação de medicamentos no Brasil, informou o site Futuro da Saúde. A norma entraria em vigor nesta quarta, mas foi adiada por 30 dias. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e assinada pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha. A resolução nº 3/2025 havia sido publicada em 30 de dezembro e recebeu críticas por parte da indústria. Pontos relacionados a biossimilares, limitados a 80% do valor do medicamento biológico referência, cesta de preços e precificação provisória estavam entre os principais apontamentos. Com o adiamento, a norma da CMED entra em vigor em 29 de maio. A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) considerou positivo o adiamento. Em posicionamento, afirma que a decisão abre espaço para o aprimoramento técnico de pontos relevantes que a entidade avalia que precisam de maior clareza, previsibilidade e segurança jurídica. “Entre os aspectos que demandam revisão estão os critérios de definição de preços, o uso de comparadores fora das indicações aprovadas (off-label), a operacionalização de mecanismos de preço provisório e a previsibilidade na aplicação das regras. Também preocupam a exigência de prazos para submissão do Dossiê de Informação de Preços (DIP) sem base legal específica e dispositivos que podem gerar assimetrias concorrenciais ao estabelecer vantagens regulatórias baseadas na origem ou no local de fabricação dos produtos”, afirma a nota. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
INSS prepara ‘acelera’ de 90 dias para reduzir fila
A nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira, apresentou nesta terça-feira (28), em sua primeira participação na reunião do Conselho Nacional da Previdência Social, o programa Acelera INSS, voltado à redução da fila de espera por benefícios, informou o Valor Econômico. O projeto terá duração inicial de 90 dias e concentrará medidas emergenciais para destravar a análise dos pedidos. A ideia do plano é reduzir, nesse período, de cerca de 1 milhão para 400 mil a quantidade de requerimentos com prazo de espera superior a 45 dias – que, segundo a presidente, são os pedidos que estão de fato acima do prazo razoável de atendimento. O cronograma do Acelera INSS prevê ações escalonadas entre abril e julho. Em abril, o foco está em medidas imediatas, reforço da governança e realização de mutirões. Em maio, a estratégia avança para o aumento da capacidade de análise, com uso de ferramentas como o Ação Nacional do Salário-Maternidade (MAES) e automação. Em junho, a prioridade passa a ser a consolidação dos resultados, com ganho de produtividade e gestão ativa. Já em julho, a etapa envolve a estabilização do fluxo e a avaliação final do trabalho. Silveira afirmou que também estão em estudo medidas estruturantes para além dos 90 dias. Segundo ela, enquanto o foco inicial está nas ações emergenciais nesse período, o INSS avalia ainda mudanças de rotinas com o objetivo de evitar que a fila volte a crescer após essa etapa. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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