Movimento por regulação de data centers prossegue na Anatel
A Anatel já trata os data centers como parte da infraestrutura crítica do país e mantém aberta uma consulta pública sobre o tema, e nutre internamente a compreensão de que o segmento precisa de alguma forma de regulação por parte da agência, destacou matéria do portal Tele.Síntese. A posição foi apresentada por Andrey Perez, da agência, durante painel do TS Data Centers, AI & Cloud Summit 2026, realizado em Santana de Parnaíba. Segundo Andrey, a leitura não se limita à conectividade no sentido do enlace físico, mas passa a considerar o data center dentro de um ecossistema mais amplo. “Já é uma interpretação posta pela agência de que data center é infraestrutura crítica”, ressaltou. Ele associou esse entendimento à digitalização de atividades ligadas a serviços públicos, sistema bancário, saúde, cultura, informação e lazer. Para ele, a criticidade decorre do impacto que uma interrupção pode causar. No painel, ele também tratou da agenda regulatória da agência. A decisão do Conselho Diretor da Anatel, no ano passado, de suspender um artigo específico sobre certificação de data centers foi tomada para aguardar a evolução de fatos supervenientes, como a discussão da política pública conduzida pelo Ministério das Comunicações e o debate em torno do ReData. A Anatel realiza consulta pública sobre o universo dos data centers, incluindo temas como criticidade, resiliência, segurança, sustentabilidade e eficiência energética. A previsão é usar as contribuições recebidas como subsídio para o Conselho Diretor retomar a discussão “agora já dentro de um contexto mais bem definido”. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
‘Pode aprovar o budget’, afirma ministro Siqueira Filho sobre avanço do Redata
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, participou do evento Qualcomm Innovation Summit Brazil, em São Paulo e reforçou ações do governo federal em andamento que preparam o Brasil para a era de inovações tecnológicas, com uma infraestrutura digital robusta, resiliente e capilarizada, destacaram matérias do site Teletime e do portal do MCOM. “O Governo do Brasil conduz essa agenda de forma integrada, com atuação coordenada entre diferentes frentes estratégicas. Nesse contexto, o Ministério das Comunicações está desenvolvendo ações voltadas para o fortalecimento de uma infraestrutura composta por redes, data centers, cabos submarinos, espectro, energia, profissionais qualificados e segurança jurídica”, iniciou o ministro. Frederico de Siqueira Filho, voltou a demonstrar otimismo com a aprovação do Redata, ele disse que o texto será destravado ’nos próximos meses’. ’Pode ligar para o CEO e aprovar o budget [orçamento]’, disse Siqueira Filho, respondendo a uma pergunta de Luiz Tonisi, VP e presidente Latam da Qualcomm, sobre o potencial do Brasil para receber investimentos para o setor de data centers. O ministro ainda reforçou que o governo trata a pauta com prioridade, tendo em vista o interesse em ’transformar o Brasil em um grande hub de serviços tecnológicos’. Siqueira Filho ainda destacou que outro projeto em andamento, a Política Nacional de Data Centers, vai avançar em segurança jurídica, previsões regulatórias e parcerias entre a União e os estados para licenciamento de data centers.
Brasil lidera em data centers na América Latina, com 205 unidades
O Brasil concentra 205 data centers em operação e responde por 42,1% das instalações na América Latina, destacou reportagem do site Poder360. O volume é aproximadamente 3 vezes maior que o do Chile, 2º colocado no ranking, com 66 unidades, enquanto o México soma 65. Os dados são do Data Center Map. A expansão é impulsionada pela IA, que inaugurou um ciclo global de investimentos em infraestrutura digital. Segundo o vice-presidente sênior da Scala Data Centers, Luciano Fialho, a demanda por capacidade computacional pode movimentar até US$ 930 bilhões em cerca de 6 anos, consolidando essas instalações como ativos estratégicos, comparáveis a setores como energia e saneamento. O Brasil reúne vantagens competitivas, como uma matriz elétrica de 85% a 90% renovável, com pegada de carbono até 10 vezes menor que a dos Estados Unidos, por exemplo. Ainda assim, especialistas alertam que entraves regulatórios e o desperdício de parte da capacidade energética podem limitar o avanço do país, que também enfrenta o desafio de reduzir a dependência externa: cerca de 60% dos dados brasileiros são processados fora do território nacional. O mundo vive um ciclo sem precedentes de investimentos em infraestrutura de IA. Grandes provedores de nuvem projetam aplicar cerca de US$ 646 bilhões só em 2026, segundo Fialho. Apesar de liderar na América Latina, o Brasil pode ficar à margem dessa corrida global por entraves institucionais e tributários. Entre os principais obstáculos levantados pelos especialistas ouvidos pelo Poder360, estão: insegurança jurídica; carga tributária elevada; dependência externa; janela curta. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Brasil tem 4,2 mil PoPs que podem virar data centers de borda
Dos 100 mil pontos de presença (PoPs, na sigla em inglês) do setor de telecom espalhados pelo Brasil, pelo menos 4,2 mil podem ser estruturados como data centers de borda (edge) por meio de projetos de modernização. O custo estimado desse investimento gira em torno de R$ 2 bilhões, destacou matéria do site Teletime. O levantamento foi apresentado pelo presidente da Associação Neo, Rodrigo Schuch, nesta quarta-feira, 6, primeiro dia do Abrint Global Congress (AGC) 2026, realizado em São Paulo. ’Para fazer essa modernização dos PoPs para data centers com até 100 metros quadrados, precisamos de um investimento de aproximadamente R$ 2 bilhões. É muito barato perto do que gastam os hyperscalers’, disse Schuch. O dirigente acrescentou que o assunto já tem sido conversado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), numa tentativa de abrir uma linha de financiamento para projetos de data centers de borda de pequeno porte. Schuch ainda disse que, para fazer um cinturão de data centers no território brasileiro – iniciativa ventilada pelo secretário de Telecomunicações, Hermano Tercius, no mesmo evento –, será necessário investir em data centers de borda, de modo que as estruturas trabalhem em apoio aos complexos dos hyperscalers. ’No futuro, a IA não vai poder estar a mais de 100 km do cliente para processamento das operações’, pontuou Schuch. ’Precisamos construir uma política de Estado para isso – e ela precisa ser à prova de governo para se perpetuar’, ressaltou. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Backup soberano nacional desafia domínio estrangeiro em dados corporativos
O lançamento de uma solução brasileira de backup corporativo baseada integralmente em código sem dependência proprietária estrangeira introduz um novo elemento no debate sobre soberania digital no país, destacou matéria do site Capital Digital. A PodHeitor International lançou o PodHeitor Backup, Replicação e Conversão, solução brasileira de proteção de dados baseada integralmente em software livre, sem dependência de código proprietário estrangeiro. O sistema entra em um mercado dominado por empresas internacionais como Veeam, Commvault e Veritas, em meio ao avanço do debate sobre soberania digital no Brasil. A plataforma utiliza o Bacula como núcleo e adiciona recursos corporativos como backup de bancos de dados, virtualização, Active Directory, deduplicação global, recuperação instantânea e detecção de ransomware. O sistema suporta ambientes como PostgreSQL, Oracle, MongoDB, VMware, Hyper-V, Proxmox e Nutanix, oferecendo gerenciamento centralizado e operação em ambientes locais ou híbridos. Entre os diferenciais estão o modelo de licença perpétua, sem cobrança recorrente obrigatória, e a possibilidade de migração de plataformas concorrentes sem perda de histórico de backups. A proposta busca reduzir dependência tecnológica externa e riscos associados a legislações estrangeiras, como o Cloud Act dos EUA. O lançamento ocorre em um cenário de crescente preocupação do governo brasileiro com controle de dados, infraestrutura crítica e autonomia tecnológica, criando uma alternativa nacional em um segmento historicamente concentrado em fornecedores globais. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Cade vai contratar consultoria para aprofundar análise da competição em mercados digitais
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica abriu uma seleção para contratar uma consultoria especializada em teoria de redes e análise concorrencial, em um movimento que sinaliza a tentativa do órgão de atualizar suas ferramentas de investigação para enfrentar os desafios impostos pelos mercados digitais, informou o portal Convergência Digital. O projeto, conduzido pelo Departamento de Estudos Econômicos (DEE), busca desenvolver métricas e metodologias capazes de identificar dinâmicas competitivas que escapam dos modelos tradicionais de defesa da concorrência, especialmente em ambientes dominados por plataformas digitais, efeitos de rede e estruturas altamente concentradas. O termo de referência da contratação mostra que o Cade quer incorporar ao seu arsenal analítico conceitos oriundos da chamada teoria das redes complexas, área interdisciplinar que combina economia, matemática, ciência de dados e teoria da informação. A avaliação é que indicadores clássicos de concentração, como o Índice Herfindahl-Hirschman (HHI), já não conseguem capturar adequadamente o funcionamento de mercados digitais marcados por plataformas, algoritmos, hubs de usuários e efeitos de escala acelerados. A proposta prevê estudos sobre tipologias de rede, incluindo modelos “small-world” — caracterizados pela rápida disseminação de informação — e redes “scale-free”, marcadas pela presença de hubs altamente conectados. A consultoria terá duração prevista entre junho e novembro de 2026 e será executada de forma remota. O processo seletivo será composto por análise curricular e entrevista. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Governo e setor privado criam observatório para acompanhar digitalização de estados e municípios
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC), com apoio do Insper, anunciaram uma parceria para criar o Observatório Brasileiro de Governo Digital, informou o site Capital Digital. A proposta é desenvolver uma plataforma pública para acompanhar o nível de maturidade digital de estados e municípios brasileiros. O observatório deverá reunir indicadores relacionados à compatibilidade entre sistemas públicos, governança digital e capacidade tecnológica das administrações locais. A intenção é criar uma base comparável de dados para identificar gargalos, acompanhar a evolução dos governos subnacionais e ampliar a transparência sobre a digitalização do setor público. A primeira versão da plataforma está prevista para 2026. Segundo o secretário de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas, o foco agora é ampliar a integração entre União, estados e municípios. Ele afirmou que o governo federal avançou na digitalização de serviços, mas que ainda há necessidade de expandir essa modernização para outras esferas da administração pública. O observatório também deverá servir de apoio para a revisão da Estratégia Nacional de Governo Digital, prevista para 2027. A estratégia orienta políticas e recomendações voltadas à integração dos serviços públicos digitais em diferentes níveis de governo. Atualmente, a Rede GOV.BR reúne todos os estados e mais de 2,7 mil municípios. Além do acompanhamento técnico, a proposta é permitir que gestores públicos, empresas e sociedade civil tenham acesso contínuo a informações sobre a evolução da transformação digital no país. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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