Governo alerta para impacto do envelhecimento da população sobre sistemas previdenciário e de saúde
O envelhecimento da população brasileira pressionará o sistema previdenciário brasileiro e, também, a área de saúde no futuro, destacou matéria do portal G1. As informações constam no projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, enviado ao Congresso Nacional em abril deste ano. De acordo com as estimativas do governo, o sistema previdenciário será fortemente afetado, com o déficit do INSS quadruplicando até 2100. Governo e especialistas apontam a necessidade de uma nova reforma da Previdência. O sistema de saúde, por sua vez, demandará recursos já nos próximos anos. A estimativa do governo é de que serão necessários mais R$ 121 bilhões até 2036. A lógica é que a população de maior idade ’demanda proporcionalmente’ mais serviços de saúde. Ao mesmo tempo, o governo diz que o setor de educação poderá contar com R$ 30,2 bilhões a menos pelo fato de que o ’tamanho da população jovem tem caído não apenas em termos relativos, mas também em termos absolutos’. ’Nas próximas décadas, o Brasil passará por profunda modificação de sua estrutura etária, com aumento do número de idosos na população e redução do número de jovens. Tal transformação demográfica impõe desafios às políticas públicas, na medida em que influi diretamente sobre a demanda por diferentes formas de atuação estatal’, diz o governo, na LDO. O governo avalia que o envelhecimento populacional vai gerar problemas maiores de financiamento nas próximas décadas, quando haverá menos trabalhadores na ativa para financiar um contingente maior de aposentados. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Prematuridade custa R$ 37 milhões por dia ao país e R$ 13,5 bilhões por ano
O Brasil convive com uma crise silenciosa, cara e, em grande parte, evitável, destacou matéria do portal Medicina S/A. Em 2024, quase 300 mil bebês nasceram prematuros no país, cerca de 12% de todos os nascimentos, percentual acima da média global de 10%. O dado coloca o Brasil entre os países com maior número absoluto de partos prematuros no mundo e reforça um alerta: a prematuridade precisa ser tratada como prioridade por todas as áreas da administração pública, e não apenas pela Saúde. A prematuridade está diretamente relacionada a maior risco de mortalidade infantil, complicações respiratórias, neurológicas e de desenvolvimento, além de reinternações frequentes e repercussões duradouras para as famílias. O impacto econômico é bilionário. Segundo levantamento da Planisa, consultoria especializada em custos hospitalares, o Brasil gasta cerca de R$ 13,5 bilhões por ano apenas com a primeira internação, logo após o nascimento, de bebês prematuros em UTIs neonatais. Isso significa um custo de aproximadamente R$ 1,1 bilhão por mês, R$ 37 milhões por dia e mais de R$ 1,5 milhão por hora, não incluindo reinternações, terapias, acompanhamento especializado, sequelas de longo prazo e outro custos indiretos. É preciso investir na prevenção da prematuridade, saúde da mulher, planejamento reprodutivo, prevenção da gravidez na adolescência, acesso a exames, qualidade do pré-natal, identificação precoce de gestações de risco e garantia de parto seguro e respeitoso. Também é necessário conscientizar a população sobre as causas e consequências do parto prematuro, os sinais de alerta na gestação e os fatores de risco que podem ser prevenidos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa: “Inovação tecnológica é a agenda de futuro da agência”
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável por definir o ritmo de entrada de novos medicamentos e tecnologias no país e em um cenário de aumento da demanda e maior pressão por agilidade, a agência tenta reorganizar seus processos, destacou matéria do site Futuro da Saúde. Um dos focos está na otimização das filas de análise de registros. Em episódio mais recente de Futuro Talks, Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, falou sobre inovação e desafios que têm chamado a atenção da agência. Na entrevista, Safatle contou que a agência tem lidado com um volume expressivo de submissões de registros, impulsionado pela chegada de novas tecnologias e expansão de genéricos e similares. Diante disso, foi estabelecido um plano de mais de 100 ações para redução de filas, com esforço de equipe e uso de tecnologia. Ele destacou que o desafio das filas envolve, também, a cooperação do setor regulado, no envio de dossiês com qualidade. Ele abordou a frente de atuação da agência em irregularidades do mercado de GLP-1, diante do aumento de demanda pelas canetas emagrecedoras, que envolve um esforço coordenado e insterinstitucional entre regulação, fiscalização de comercialização de produtos não autorizados e revisão das normas de farmácias de manipulação. Safatle também situou a atuação da Anvisa em uma agenda mais ampla, que combina a redução de gargalos históricos com a preparação para novas frentes, como biossimilares, inteligência artificial e cooperação regulatória internacional. Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.
Caneta emagrecedora de alta dose recebe aprovação da Anvisa no Brasil
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou uma nova dosagem de Wegovy, medicamento que auxilia na perda de peso, no Brasil, informou a CNN Brasil. Agora, é possível aplicar doses de 7,2 mg, superando as doses de 0,25 mg, 0,5 mg, 1,0 mg, 1,7 mg e 2,4 mg liberadas anteriormente. A nova dosagem de semaglutida injetável deve permitir uma taxa maior de emagrecimento nos pacientes que fazem seu uso. O estudo que comprovou que a dose é segura e eficiente é a STEP UP, que demonstrou perda de peso em 25% ou mais a cada três pessoas que participaram dos testes. A média de perda de peso dos pacientes obesos foi de 21%. “A perda de peso com tratamentos à base de semaglutida ocorre principalmente devido à redução de gordura. O medicamento age nos lugares certos: estudos indicam que cerca de 84% da perda de peso provém do tecido adiposo’, explicou Priscilla Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk. Outro ponto analisado e que respondeu bem aos testes teve relação com perda muscular, algo que pode prejudicar pacientes que fazem uso de medicamentos para emagrecer. “A função muscular é preservada em pessoas com obesidade tratadas com semaglutida, mantendo a força e apoiando a mobilidade, o que tem impacto direto na qualidade de vida”, garantiu a profissional. Além da aprovação da Wegovy de maior dosagem, a Novo Nordisk pediu autorização à Anvisa para lançar a versão do remédio em pílulas. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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