Conitec completa 15 anos e lança série inédita sobre a história da ATS no SUS
No dia 28 de abril de 2026, a Conitec completa 15 anos de atuação no fortalecimento das decisões sobre incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS), informou comunicado no portal do órgão. Para marcar a data, a Secretaria-Executiva lança a série de podcast “ATS: uma história do SUS”, uma iniciativa que convida o público a revisitar a trajetória da avaliação de tecnologias em saúde (ATS) no Brasil a partir das vozes de quem participou diretamente dessa construção. Segundo a publicação além de apresentar marcos normativos, a proposta da série é dar vida a uma história que nem sempre está registrada nos documentos oficiais. Ao longo dos episódios, especialistas que acompanharam a consolidação da ATS no país compartilham experiências, desafios e bastidores de um processo que ajudou a estruturar uma política pública fundamental para a sustentabilidade do SUS. O primeiro episódio já está disponível e reúne duas protagonistas dessa trajetória: Clarice Petramale, médica e primeira presidente da Conitec, e Vania Canuto, economista e também ex-presidente da Comissão. Elas relembram o contexto em que a ATS começou a ganhar espaço no Brasil, os desafios enfrentados em um cenário ainda pouco estruturado e os caminhos que levaram à criação de um modelo institucional hoje reconhecido internacionalmente. A série “ATS: uma história do SUS” continuará explorando diferentes dimensões dessa trajetória, incluindo a evolução do campo também na saúde suplementar e no contexto hospitalar, a criação da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde e os caminhos que permitiram a institucionalização da área no país, entre outros temas relevantes para o fortalecimento do SUS. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Doenças raras convivem com avanços no cuidado e lacunas do sistema
O termo ‘raro’ descreve algo que ocorre com pouca frequência, que é incomum. Mas, quando o assunto é doença rara, milhões de pessoas compartilham uma situação semelhante: a demora para chegar a um diagnóstico preciso e, assim, iniciar algum tratamento, destacou matéria do site Futuro da Saúde. Estima-se que cerca de 300 milhões de pessoas no mundo — sendo aproximadamente 15 milhões no Brasil — convivam com essas condições, que incluem doenças como distrofia muscular de Duchenne, fibrose cística, ELA e hemofilia. Em 2021, a ONU reconheceu a relevância do tema e recomendou que países fortaleçam seus sistemas de saúde para garantir acesso adequado ao cuidado. No Brasil, existe desde 2014 uma política nacional voltada a essas doenças, mas ainda há dificuldades na sua efetiva implementação. Um dos principais problemas é o tempo para diagnóstico, que leva, em média, 5,4 anos, segundo uma pesquisa da Rede Nacional de Doenças Raras (RNDR) que contou com mais de 12 mil brasileiros. Esse percurso envolve múltiplas etapas, desde o reconhecimento dos sintomas até exames especializados, sendo agravado por filas no sistema de saúde. Apesar da existência de ferramentas e políticas, há gargalos importantes: demora entre a incorporação de tecnologias e sua disponibilização no SUS (apenas 51 de 95 estavam acessíveis), limitações nos modelos de avaliação, atrasos em protocolos clínicos, desafios logísticos e restrições de financiamento. O Ministério da Saúde pretende revisar a política nacional, incluindo novas tecnologias, como terapias genômicas, e melhorar a organização do cuidado. A meta é ampliar o acesso, agilizar diagnósticos e qualificar o atendimento aos pacientes com doenças raras. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
EMS firma parceria internacional com foco em doenças raras
A EMS anunciou uma parceria com a biotech norte-americana miRecule, especializada em terapias baseadas em RNA, informou o portal Panorama Farmacêutico. A união, conduzida pelo Rio Pharmaceuticals, braço internacional da farmacêutica brasileira, tem como objetivo o desenvolvimento de terapias disruptivas. Com foco inicial em doenças raras e condições para as quais não existem opções de tratamento eficazes, o movimento se conecta aos investimentos recentes de mais de R$ 1,2 bilhão da EMS em plataformas de alta complexidade. Entre elas está a produção de peptídeos, como os análogos de GLP-1, reforçando a estratégia de internalização tecnológica e avanço em terapias inovadoras. No Brasil, a execução industrial dessa estratégia passa pela fábrica de peptídeos da EMS, localizada em Hortolândia (SP). A unidade, única do tipo no país, foi inaugurada em 2024 e tem capacidade produtiva de até 20 milhões de unidades de medicamentos por ano. Com o acordo, a EMS passa a ter acesso à plataforma NAVIgGator™, da miRecule, que se diferencia das abordagens tradicionais por ter como alvo o RNA mensageiro. A tecnologia bloqueia a produção de proteínas associadas às doenças e permite uma intervenção mais precisa na origem genética dessas condições. A colaboração envolve uma nova geração de tratamentos que visa não apenas controlar os sintomas, mas também alterar o curso das doenças. O acordo abre caminho para a condução de estudos no Brasil, incluindo ensaios em fase inicial em humanos, o que pode acelerar o desenvolvimento clínico com maior eficiência operacional e competitividade. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Disparidades regionais marcam a jornada da paciente com câncer de mama
O câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres e representa um grande desafio de saúde pública, apontou matéria do site Futuro da Saúde. No Brasil, são estimados mais de 78 mil novos casos anuais, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Em escala global, a tendência é de crescimento: os casos devem passar de 2,3 milhões em 2023 para mais de 3 milhões em 2050, com cerca de 1 milhão de mortes, conforme estudo publicado na The Lancet Oncology. A pesquisa mostra aumento da incidência e mortalidade em países de baixa renda, enquanto nações mais ricas apresentam estabilidade ou queda. Essa desigualdade está associada ao acesso limitado ao rastreamento, diagnóstico precoce e tratamento em sistemas de saúde mais frágeis. No Brasil, há avanços institucionais, como a estruturação de uma Política Nacional de Câncer, mas persistem desafios na implementação de ações efetivas de prevenção, rastreamento e organização da rede oncológica. Para avançar, o olhar regionalizado surge como ponto de atenção: o caminho de cuidado de uma mulher com câncer de mama ainda depende do local em que ela vive. Enquanto existem redes mais organizadas, que conectam o diagnóstico ao tratamento, outras possuem lacunas que impactam diretamente as chances de sobrevida do câncer de mama. Dependendo da região, o tempo entre a suspeita e o começo do tratamento pode variar de semanas a meses, ou até anos.Um estudo liderado por Gustavo Nader Marta, do Hospital Sírio-Libanês, com mais de 65 mil mulheres em São Paulo, indica que pacientes do Sistema Único de Saúde chegam com maior frequência em estágios avançados e têm menor sobrevida em comparação às atendidas na rede privada. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Veja outras notícias
Agência Brasil
Iniciativa seleciona jovens para tratamento odontológico gratuito
Agência Câmara
Redução de auditores ameaça verbas do SUS, alertam TCU e governo
Agência Gov
Rede HU Brasil divulga resultado preliminar de concurso para área médica
Agência Saúde
Ministério da Saúde lança editais para fortalecer a inovação e a qualidade do atendimento no SUS
Agência Senado
Debate aponta riscos em projeto que criminaliza informação falsa sobre vacinas
Anvisa
Anvisa recebe representantes de entidades empresariais dos EUA
Anvisa
Anvisa determina suspensão de medicamentos com clobutinol por motivo de segurança sanitária
Conitec
Conitec completa 15 anos e lança série inédita sobre a história da ATS no SUS
Folha de S. Paulo
Vacinação em gestantes protege bebês contra hospitalização por vírus respiratório em até 81%
Folha de S. Paulo
Unifesp inaugura centro que usa testes genéticos para acelerar diagnóstico de câncer no SUS
Folha de S. Paulo
São Paulo confirma segundo caso importado de sarampo em 2026
Futuro da Saúde
Disparidades regionais marcam a jornada da paciente com câncer de mama
Futuro da Saúde
Doenças raras convivem com avanços no cuidado e lacunas do sistema
Medicina S/A
1 em cada 6 pacientes registra falhas de segurança durante o atendimento em saúde
Medicina S/A
67% das clínicas no Brasil não conhecem a jornada do paciente, revela pesquisa inédita da Doctoralia
O Globo
INSS limita número de pedidos de por CPF para tentar diminuir fila; entenda o que muda
Panorama Farmacêutico
EMS firma parceria internacional com foco em doenças raras
Valor Econômico
Fila do INSS diminui em cerca de 200 mil requerimentos em abril