Big techs e fabricantes no Brasil travam embate sobre importação de data centers
A decisão do governo Lula (PT) de elevar o imposto de importação sobre grandes servidores acirrou um embate entre fabricantes de hardware instalados em solo nacional e grandes empresas de tecnologia que desejam operar esses centros de dados no país, mas com os produtos já prontos e montados fora, destacou reportagem da Folha de S. Paulo. A Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), que representa big techs como Microsoft, Oracle e Amazon, atua para revogar a decisão do governo. A entidade buscou integrantes do Executivo para conversas e enviou ofício à Camex (Câmara de Comércio Exterior), órgão do governo federal que em janeiro elevou alíquotas do setor para até 25%.’[Estamos] buscando uma solução conjunta com todos os envolvidos, pois acreditamos que é o melhor para todos –empresas de processamento de dados, fabricantes de equipamentos, operadores de data centers e provedores de nuvem’, diz Affonso Nina, presidente da entidade. A Brasscom também engloba operadoras de data center e outras empresas do setor de tecnologia. Do outro lado está a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), que representa fabricantes instalados no Brasil, como Cisco, Foxconn e Dell, e defende a medida do governo. A entidade diz que as alíquotas antigas deixavam mais caro importar peças para fabricar o produto no país do que comprar os equipamentos prontos no exterior. Ele pondera, no entanto, que mesmo com a alíquota mais alta ainda é possível pedir isenções tarifárias no caso de produtos que realmente não tenham similar nacional. A Abinee defende essa ferramenta, afirma. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Soberania digital é tema central em programa de Lula para eleições
O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou como proposta ao programa de governo do seu candidato a Presidência da República Luis Inácio Lula da Silva a defesa da soberania tecnológica e digital como parte central da soberania, informou o site Teletime. A proposta, que será debatida no próximo Congresso nacional da legenda, que acontece entre os dias 24 e 26 de abril, diz que o País precisa desenvolver uma infraestrutura nacional soberana de dados, computação e inteligência artificial, articulando Estado, universidades, setor produtivo e sociedade civil. O texto também defende a necessidade de se regulamentar as plataformas digitais e big techs, assegurando concorrência justa, transparência algorítmica e proteção de direitos trabalhistas na economia digital. E que é de suma importância o Brasil fortalecer a segurança cibernética de infraestruturas críticas como energia, telecomunicações, sistema financeiro, saúde e defesa. A proposta argumenta que o fortalecimento da soberania nacional exige o domínio estratégico de três frentes essenciais: a primeira envolve a soberania digital, o que o documento chama de regulação democrática das big techs e do combate à desinformação; a segunda, a soberania energética e mineral, pautada por um Plano Nacional para a exploração responsável do pré-sal, da Margem Equatorial e de minerais críticos, assegurando que o desenvolvimento preserve os territórios e as comunidades. E a terceira, a soberania tecnológica, com o Estado como indutor do investimento em ciência e na construção de uma Inteligência Artificial nacional. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Brasil precisa ter uma política clara de atração de data centers, afirma ministro
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse nesta sexta-feira (24), que o Brasil precisa ter uma política clara de atração de data centers. A declaração foi realizada em participação no programa Bom dia, ministro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), informou o site InfoMoney. “Eu, pessoalmente, no dia em que assumi, disse que vou dialogar com o presidente do Senado, pedindo a ele que priorize a tramitação, porque o Brasil precisa ter, exemplo dos minerais críticos que nós falávamos há pouco, o Brasil precisa ter uma política clara de atração de data center”, afirmou o ministro. Ele disse ainda que é preciso ter cuidado ao fazer uma política de incentivo aos data centers para evitar que esses equipamentos comprometam a questão ambiental. “Só precisamos tomar cuidado ao fazer política de incentivo à atração de data center com a necessidade de compatibilizar com a questão ambiental. Porque o data center consome muita energia e consome também muito recurso hídrico, a água para o sistema de refrigeração”, completou o ministro.
Marques, da Claro, diz que Redata é essencial para implantar capacidade local de IA
O CEO da Claro, Rodrigo Marques, afirmou ao Tele.Síntese nesta quinta-feira, 23, que a atual estrutura tributária ainda impede a instalação, no Brasil, da infraestrutura de GPUs para IA associada à sua parceria com NVIDIA e Oracle. Segundo ele, um avanço do ReData ou de medida equivalente poderia mudar esse cenário e abrir espaço para a criação de um data center dedicado a inteligência artificial no país por parte da tele. Marques afirmou que a oferta da empresa já conta com capacidade de processamento baseada em GPUs, mas hospedada fora do território nacional. Segundo ele, a decisão decorre do custo de internalização desse tipo de equipamento. O executivo citou diretamente o projeto discutido no Congresso como alternativa para viabilizar esse movimento. “A gente tinha até um plano no Congresso para aprovar o ReData, que acabou não evoluindo”, disse. Segundo Rodrigo, caso o ambiente tributário mude, a operadora pretende transferir essa capacidade para o país. Ao detalhar o impacto potencial de um incentivo dessa natureza, o executivo disse que a empresa poderia ampliar sua estrutura de data centers e criar uma operação específica para cargas de IA. A Claro possui hoje seis data centers no Brasil, parte voltada ao uso próprio e parte destinada a clientes. São unidades em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro.Questionado se uma redução isolada de tributos estaduais já seria suficiente para destravar esse investimento, o executivo evitou cravar uma fórmula única, mas reforçou que a carga atual inviabiliza a operação local. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Com ReData travado, Terranova busca ZPE para implantar data centers no Brasil
Com o ReData ainda sem definição, a Terranova Data Centers passou a concentrar parte de sua estratégia de expansão no Brasil em áreas com incentivos já regulamentados, informou o portal Tele.Síntese. A principal aposta, segundo o CEO José Eduardo Quintella, são as zonas de processamento de exportação, as ZPEs, que hoje oferecem um caminho regulatório mais claro para viabilizar projetos de infraestrutura digital voltados ao processamento e à exportação de dados. Em entrevista ao TV Síntese Semanal, Quintella afirmou que a indefinição em torno do regime fiscal voltado a data centers não interrompe os investimentos da companhia, mas altera o ritmo de maturação dos projetos. Na leitura da companhia, o Brasil segue entre os mercados prioritários da América Latina, ao lado de México e Chile, mas o avanço da operação local depende de maior previsibilidade regulatória. Foi nesse contexto que a empresa decidiu desenvolver um projeto em Uberaba, em Minas Gerais. A cidade abriga uma ZPE ativa e, na avaliação da Terranova, reúne condições para receber infraestrutura de grande porte. O projeto ainda está em fase inicial, mas já representa uma inflexão estratégica da empresa diante da demora na definição do ReData.Ao explicar a escolha, o CEO destacou que as ZPEs hoje permitem capturar benefícios fiscais tanto na infraestrutura do data center quanto nos sistemas computacionais importados para operação das cargas. Segundo ele, essa vantagem é central para a análise econômica dos empreendimentos, especialmente em um setor intensivo em capital. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Nuvem híbrida é dominante, com 73% da preferência das empresas
À medida que as empresas expandem seus ambientes híbridos, incorporam IA em fluxos de trabalho críticos e buscam previsibilidade financeira, os seus líderes estão mais confiantes na maneira como investem em nuvem, SaaS e IA,com a Nuvem híbrida sendo a preferência de 73% das empresas, destacou matéria do portal IPNews. É o que aponta o Relatório Flexera State of the Cloud 2026, traduzido pela SC Clouds e distribuído no Brasil em parceria com a AbraCloud. O estudo aponta as tendências do mercado de computação em nuvem, revela as pressões enfrentadas pelos profissionais de TI e as iniciativas estratégicas utilizadas por médias e grandes empresas para se manterem competitivas, em um mercado dinâmico, competitivo e em constante evolução. Os dados para a nova edição do relatório foram coletados em um cenário em que a computação em nuvem entra em uma nova era, definida por decisões de infraestrutura com maior clareza, confiança e valor, na qual as organizações esperam maior retorno de cada investimento colocado em tecnologia. Foram ouvidos 753 tomadores de decisão e usuários de cloud em todo o mundo para verificar as as movimentações neste mercado. A inteligência artificial generativa (GenAI) vem sendo amplamente adotada, com todos os respondentes indicando utilizá-la de alguma maneira, sendo que quase metade já faz uso extensivo da tecnologia.Ao mesmo tempo, a nuvem híbrida segue como a arquitetura dominante. Entre organizações com até 5 mil colaboradores, 69% adotam esse modelo, enquanto o percentual sobe para 78% nas organizações com mais de 5 mil colaboradores. As organizações buscam obter maior visibilidade granular sobre seus gastos em nuvem para entender melhor o valor gerado por esses investimentos. Ao analisar custos unitários, as empresas conseguem tomar decisões mais detalhadas sobre o retorno dos investimentos em nuvem. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Governo da China compra pedaço de data center do TikTok de até R$ 200 bi no Brasil
O China-LAC, fundo de cooperação controlado pelo governo chinês e criado para apoiar projetos na América Latina, está se tornando acionista indireto do data center do TikTok que está sendo construído no Ceará, informou o jornal O Globo. O projeto, tocado pelo Pátria Investimentos por meio da Omnia Data Centers, pode atrair até R$ 200 bilhões em investimentos na próxima década, segundo vem dizendo o CEO da companhia, o ex-Oi e TIM Rodrigo Abreu. Não está clara qual participação será detida pelo China-LAC, mas o veículo e a Omnia já protocolaram a transação junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O movimento foi noticiado mais cedo pelo site InvestNews e confirmado pela coluna por meio dos documentos regulatórios envolvidos na transação. A aquisição faz parte da estratégia de busca de investidores para financiar o projeto, cuja primeira etapa está orçada em R$ 11 bilhões, cifra que considera apenas a infraestrutura física. No mês passado, em entrevista ao Valor Econômico, Abreu afirmou que estava “levantando recursos no exterior” para colocar o projeto de pé no Complexo Portuário do Pecém. A primeira etapa das obras começou em fevereiro, e a conclusão está prevista para o início de 2029. O data center será alugado à chinesa ByteDance, dona do TikTok, em contrato de longo prazo. A capacidade será de 200 MW — cerca de um quarto do total do país hoje.
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