Anvisa aprova uso de Mounjaro em tratamento de crianças e adolescentes
A Anvisa aprovou o uso de Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil, informou a CNN Brasil. O medicamento, da farmacêutica Eli Lilly, é o primeiro do grupo de agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 a ser liberado para essa faixa etária no país. A aprovação ocorreu nesta quarta-feira (22). A agência aprovou o medicamento após resultados de fase 3 do estudo clínico internacional SURPASS-PEDS, que indicaram uma remissão glicêmica de até 4 entre 5 pacientes. Houve redução superior a 2 pontos percentuais na hemoglobina glicada e queda de até 12% no IMC (Índice de Massa Corporal). No Brasil, existem cerca de 213 mil adolescentes vivendo com diabetes tipo 2. O país atualmente figura entre as nações com maior número de pacientes na faixa pediátrica vivendo com a condição. Com a nova opção de tratamento, há chances de regressão nos casos da doença. ’A aprovação de Mounjaro para pacientes pediátricos com diabetes tipo 2 representa mais um avanço da ciência com impacto social’, afirmou Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly, em comunicado enviado à CNN Brasil. ’Crianças e adolescentes com essa condição enfrentam uma doença de progressão mais veloz do que em adultos, e as opções disponíveis até hoje frequentemente apresentavam limitações para controlar adequadamente os níveis glicêmicos. Mounjaro chega como uma resposta inovadora, com eficácia robusta e perfil de segurança bem estabelecido, para transformar a jornada do cuidado dessa população, que por conceito, é mais vulnerável’, assegurou. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Estudo mapeia novos critérios do STF para cobertura fora do rol da ANS
Por mais de duas décadas, o debate na saúde suplementar concentrou-se em saber se o rol de procedimentos da ANS era taxativo ou exemplificativo, destacou matéria do site Jota. Um estudo de Daniel Wang e Denizar Vianna, lançado nesta quinta-feira (16/4) no evento “Os desafios da aplicação de decisões do STF na saúde privada”, promovido pelo Instituto Consenso – Convergência em Saúde, em Brasília, sustenta que essa questão perdeu relevância após o julgamento da ADI 7265 pelo STF, em 2025. O foco passa a ser em quais condições há obrigação de cobertura de tratamentos fora do rol. Historicamente, tribunais tratavam o rol como exemplificativo, favorecendo pacientes. Em 2022, o STJ o considerou taxativo com exceções, e a Lei 14.454/2022 flexibilizou novamente o tema. A decisão do STF consolidou critérios mais rigorosos, estabelecendo cinco requisitos cumulativos para cobertura fora do rol: prescrição médica, ausência de negativa expressa da ANS, inexistência de alternativa no rol, comprovação científica de eficácia e segurança e registro na Anvisa. A prescrição, antes quase suficiente, tornou-se apenas um requisito inicial. O estudo destaca o fortalecimento do papel técnico da ANS: decisões da agência não devem ser sobrepostas pelo Judiciário, salvo quando ainda não houver manifestação. Outro ponto central é a exigência de evidência científica de alto nível. Ferramentas como o sistema GRADE, método internacional que classifica a qualidade das evidências e a força das recomendações delas decorrentes, é usada pelos Núcleos de Apoio Técnico do Poder Judiciário (Natjus), para informar magistrados nas decisões sobre saúde. Para os autores, a ADI 7265 representa menos uma resposta definitiva do que um novo ponto de partida. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Envelhecimento redefine dinâmica dos planos de saúde no Brasil
Os planos de saúde no Brasil registraram, nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro de 2026, um volume médio mensal de cerca de 1,3 milhão de adesões e 1,2 milhão de cancelamentos, revelando uma dinâmica marcada por elevada rotatividade, apontou matéria do portal Medicina S/A. Ao mesmo tempo, observa-se um avanço consistente das faixas etárias mais elevadas na composição da carteira, com destaque para o crescimento de beneficiários com 60 anos ou mais. Os dados fazem parte da nova edição da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O setor alcançou aproximadamente 53 milhões de beneficiários em fevereiro deste ano, mantendo trajetória de expansão, porém com mudanças relevantes em sua estrutura. A leitura combinada desses movimentos indica que o crescimento recente não decorre apenas da ampliação da base, mas de um processo contínuo de mudança de carteira, acompanhado pelo envelhecimento da base de beneficiários. A diferença entre adesões e cancelamentos gerou um saldo líquido de pouco mais de 1 milhão de beneficiários no período, resultado de uma margem relativamente estreita diante do volume total de movimentações. Em termos relativos, tanto as entradas quanto as saídas representaram cerca de 2,5% da carteira a cada mês, o que indica que o crescimento está atrelado a pequenas variações de fluxo. “Os dados mostram um fluxo intenso de movimentações, ou seja, de entradas e saídas de beneficiários das carteiras, e de baixo crescimento por novos ingressos. Isso muda a forma de analisar esse setor: devemos considerar quais são os fatores que limitam o crescimento e ter clareza sobre a importância dos planos de saúde para o cuidado da saúde dos mais idosos”, afirma Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Diagnóstico de precisão cresce a dois dígitos no Brasil
O avanço do diagnóstico de precisão no Brasil tem ganhado força com a incorporação de novas tecnologias laboratoriais e já impacta tanto a prática clínica quanto a dinâmica de custos do sistema de saúde, destacou matéria do portal Medicina S/A. impulsionado pelo envelhecimento da população e pelo aumento da incidência de doenças complexas, o segmento registra crescimento de dois dígitos no país, mas ainda enfrenta resistência de operadoras, que veem os novos testes como aumento de custo. A expansão está ligada ao desenvolvimento de exames baseados em biomarcadores, capazes de identificar alvos moleculares específicos associados a diferentes doenças, especialmente em áreas como oncologia, neurologia e doenças autoimunes. De acordo com Fulvio Facco, diretor da Binding Site e presidente do Conselho Administrativo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), os exames tradicionais continuam relevantes, mas o foco da inovação está na identificação de moléculas e proteínas diretamente relacionadas à evolução de doenças mais complexas o que permite uma abordagem mais direcionada. O especialista pontua que diagnósticos mais precisos e realizados no momento adequado permitem intervenções mais eficazes, reduzindo o tempo de internação, a ocorrência de complicações e a necessidade de tratamentos mais intensivos ao longo da jornada do paciente. Para Fulvio, a expectativa para os próximos anos é de que o diagnóstico de precisão continue avançando no Brasil, impulsionado pela combinação de inovação tecnológica, aumento da demanda por tratamentos personalizados e necessidade de maior eficiência econômica na saúde. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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