Quase 90% de conteúdos virais sobre saúde são falsos, diz Agência Lupa
A Agência Lupa lançou o relatório Raio-X da Desinformação em Saúde, com apoio da Afya, revelando que 87,3% dos 764 conteúdos virais sobre saúde analisados entre março de 2017 e junho de 2026 eram falsos, totalizando 667 materiais inverídicos, destacou matéria da Agência Brasil. O levantamento identificou uma média de 72 conteúdos falsos por ano, aproximadamente seis por mês. Durante a pandemia de covid-19, em 2020 e 2021, houve um aumento expressivo da desinformação, com 452 conteúdos verificados — cerca de dez vezes mais do que nos três anos anteriores. Entre as principais estratégias de disseminação de informações falsas estão o uso de falsas autoridades médicas ou científicas (21,6%), a linguagem alarmista e o medo (17%), a distorção de estudos e dados (15,7%) e a apresentação de soluções simples para problemas complexos (12,6%). Os temas mais recorrentes nas checagens foram covid-19 (61%), tratamentos, cura e prevenção (34%) e alimentos, bebidas e nutrição (24%). O WhatsApp foi a principal plataforma associada à circulação de desinformação em saúde. Mais de 70% das 498 checagens analisadas nesse contexto tiveram origem em conteúdos que circularam ou foram encontrados no aplicativo. O Facebook apareceu em segundo lugar, com 126 registros (25,3%), seguido pelo Instagram, com 35 (7%). Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Observatório de Doenças Crônicas de Pele revela a jornada de pacientes
Receber um diagnóstico errado, passar anos até descobrir a doença, encontrar o tratamento indicado e, então, enfrentar diversas barreiras para ter acesso ao cuidado. Essa é uma trajetória que se repete com muitos pacientes e é retratada pelo Observatório Brasileiro de Doenças Crônicas de Pele, plataforma recém lançada pela Associação Brasileira de Psoríase, Artrite Psoriásica e de Outras Doenças Crônicas de Pele – Psoríase Brasil, para identificar as dificuldades enfrentadas pelos pacientes em diferentes regiões do país, destacou matéria do portal Medicina S/A. O Observatório reúne informações sobre a jornada de pessoas com psoríase, artrite psoriásica, dermatite atópica, hidradenite supurativa, alopecia areata, vitiligo, prurigo nodular e urticária crônica espontânea, além de familiares e cuidadores. A proposta é acompanhar o que acontece com os pacientes, desde os primeiros sintomas e a busca pelo diagnóstico até o acesso a especialistas, tratamentos e os impactos dessas doenças na vida cotidiana. A base já reúne 678 respostas de participantes de 25 estados e 281 cidades brasileiras. Entre eles, 73% relatam ter recebido pelo menos um diagnóstico incorreto antes do definitivo e 40% dizem ter levado mais de cinco anos até saber, de fato, qual era a doença. Mesmo depois do diagnóstico, as barreiras continuam. 63% afirmam ter enfrentado dificuldades para acessar o tratamento indicado, enquanto 26% já deixaram de realizar uma consulta ou tratamento por causa da distância. Para 96%, a doença provoca impactos significativos na qualidade de vida. O Observatório funciona como uma plataforma viva, com indicadores atualizados à medida que novas participações são incorporadas. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Existe um abismo entre UTIs públicas e privadas no Brasil, mostra novo levantamento médico
Uma pesquisa nacional realizada pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), ouviu 2.338 médicos para avaliar as condições de atendimento nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) brasileiras, destacou matéria da Folha de S. Paulo. Os resultados apontam diferenças significativas entre os serviços públicos e privados, com avaliações mais positivas para a rede privada em 12 dos 13 aspectos analisados. A principal disparidade está na disponibilidade de medicamentos: apenas 22,7% dos médicos consideraram totalmente adequada a oferta nas UTIs do Sistema Único de Saúde (SUS), contra 57,7% na rede privada. Em relação aos leitos, 24,1% atribuíram nota máxima às unidades públicas, enquanto o índice chegou a 51,4% nas particulares. As diferenças também envolvem os recursos humanos. A presença de equipes multiprofissionais especializadas recebeu avaliação máxima de 23% dos médicos no setor público, ante 39,2% no privado. Quanto aos enfermeiros com formação específica em terapia intensiva, os índices foram de 16,9% e 25,1%, respectivamente. A pesquisa também identificou desigualdades na organização dos serviços e na comunicação entre equipes. O gerenciamento da transferência de pacientes recebeu nota máxima de 11,1% dos profissionais que avaliaram o SUS, comparado a 26,5% na rede privada. Segundo especialistas da área, a qualidade da assistência intensiva depende não apenas da quantidade de leitos, mas também do acesso a medicamentos, da qualificação profissional e da organização dos processos. A AMIB defende investimentos na modernização das UTIs públicas, na formação das equipes, na integração entre profissionais e na digitalização dos processos assistenciais. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Anvisa amplia participação do setor em discussão sobre o MDSAP
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abre consulta dirigida para ampliar a participação do setor regulado nas discussões sobre o Programa de Auditoria Única em Dispositivos Médicos (Medical Device Single Audit Program – MDSAP). A iniciativa integra a elaboração da Análise de Impacto Regulatório (AIR), que avaliará alternativas para a ampliação da utilização do programa no Brasil, informou o portal da agência. No final de 2025, foi apresentada uma proposta de alteração regulatória que previa tornar obrigatória a participação no MDSAP para fabricantes de dispositivos médicos. Diante dos possíveis impactos da medida, a Anvisa iniciou uma AIR para aprofundar a avaliação do cenário atual, identificar os problemas regulatórios e analisar as alternativas disponíveis, considerando seus benefícios, custos e impactos para o setor e para a vigilância sanitária. Como parte desse trabalho, a Gerência de Inspeção e Fiscalização Sanitária de Produtos para Saúde (GIPRO), vinculada à Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária (GGFIS), já realizou entrevistas com associações representativas e empresas do setor de dispositivos médicos. Agora, a Anvisa inicia uma nova etapa de participação social, com o objetivo de ampliar a escuta e oferecer a oportunidade para que mais empresas contribuam diretamente com a construção da AIR. A consulta é destinada às empresas fabricantes de dispositivos médicos e às entidades representativas do setor regulado. Para participar, os interessados deverão preencher o formulário eletrônico disponibilizado pela Anvisa. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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