Governo pretende realizar compra com preços sigilosos ainda em 2026, diz Padilha
Desde o final de 2025, o Ministério da Saúde tem buscado novas formas para negociar a compra de medicamentos de alto custo para o SUS. A estratégia em estudo é a celebração de acordos sigilosos com a indústria farmacêutica, sem divulgação pública dos preços, visando descontos maiores em produtos de alto custo, destacou matéria do site Futuro da Saúde. Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, a expectativa é ainda neste ano fazer a primeira aquisição organizada com preço silenciado. A pasta avançou no diálogo com os órgãos de controle e agora deve apresentar uma justificativa técnica e jurídica oficial para viabilizar o início das negociações. Conforme Padilha, foram realizadas reuniões com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com o Supremo Tribunal Federal (STF). A prática já foi utilizada pelo Ministério da Saúde, como no acordo de compartilhamento de risco, firmado junto à empresa farmacêutica Novartis para aplicação do Zolgensma. O modelo também já é utilizado por outros países com sistemas de saúde públicos como a Inglaterra. O Ministério da Saúde firmou em dezembro de 2025 uma parceria bilateral com o Reino Unido. Uma das frentes é a cooperação entre a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e o National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Um dos objetivos é discutir as estratégias de negociação de preços utilizadas no país e entender as experiências internacionais com o modelo silenciado. Para acessar a matéria completa, aqui.
Atendimento a glaucoma cresce no SUS, mas diagnóstico tardio persiste, diz conselho de oftalmologia
O número de exames específicos para a detecção do glaucoma na rede pública brasileira subiu 64,8% entre 2019 e 2025, de acordo com dados do SUS apresentados pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), destacou matéria da Folha de S. Paulo. O levantamento considerou como exames a campimetria (exame que mede o campo visual), curva diária de pressão ocular, gonioscopia (avalia o ângulo de drenagem do olho) e o teste provocativo para glaucoma. A doença é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. O aumento aconteceu mesmo apesar de uma queda de 20,7% entre 2019 e 2020, impulsionada pela pandemia de Covid. A evolução, porém, varia por região do país: o Nordeste e o Sul apresentaram menor crescimento —35,5% e 37,4%. O Sudeste lidera com 114,6%. O país também registrou alta de 64,77% nas operações de glaucoma entre 2019 e 2025. Além das diferenças regionais, especialistas apontam a demora no diagnóstico precoce como outro desafio. Para Maria Auxiliadora Frazão, presidente do CBO, os avanços são importantes, mas precisam vir acompanhados da garantia de acesso ao tratamento. Maria Auxiliadora afirma que as filas de espera para tratamento pelo SUS são significativas. Para entidades como o CBO e a Sociedade Brasileira de Glaucoma, transferir a oftalmologia da atenção especializada para a primária seria a solução para diagnósticos mais rápidos e efetivos. A presidente do CBO diz que tem apresentado essa proposta às autoridades há algum tempo e avalia que ela está avançando. Frazão também defende que o exame ocular rotineiro passe a integrar o check-up regular dos brasileiros. Para acessar a matéria completa, aqui.
Ministério prepara equipes de saúde para transição da insulina humana para a glargina
Seguem até 15 de maio as inscrições para gestores municipais e do Distrito Federal aderirem à nova etapa da Qualificação Nacional da Assistência Farmacêutica na Atenção Primária à Saúde (APS), informou a Agência Gov. A ação tem como foco a preparação das equipes do Sistema Único de Saúde (SUS) no processo de transição das insulinas humanas (NHP) para insulinas análogas de ação prolongada (glargina). Os profissionais atuarão como multiplicadores do conhecimento nas redes locais de saúde. A estratégia é resultado da parceria entre o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Para participar da qualificação, o gestor deve formalizar a adesão por meio do sistema e-Gestor APS. Somente após essa etapa será possível indicar os profissionais que participarão das oficinas presenciais. Cada município poderá indicar dois representantes, sendo obrigatoriamente um farmacêutico e um médico ou enfermeiro vinculados à Atenção Primária. Esses profissionais atuarão como multiplicadores do conhecimento nas redes locais de saúde. Estão previstas cerca de 120 oficinas presenciais nas macrorregiões de saúde do país. Ao aderir, o gestor se compromete a garantir condições para a participação dos profissionais, incluindo liberação de carga horária, infraestrutura adequada para acesso ao curso e apoio logístico para as atividades presenciais. A qualificação também será ofertada em formato híbrido, com a disponibilização de um curso autoinstrucional de 80 horas, sem limite de vagas. A insulina glargina será disponibilizada de forma gradual, em substituição à insulina NPH. Para acessar a matéria completa, aqui.
Falta de integração e a fragmentação dos sistemas geram filas no SUS
Em debate na Comissão de Saúde da Câmara, especialistas defenderam a valorização da clínica médica e da Atenção Primária à Saúde (APS) como eixo integrador para tornar o sistema mais eficiente e reduzir custos, destacou matéria do portal Medicina S/A. Segundo o deputado Luiz Ovando, o clínico pode evitar exames desnecessários e melhorar decisões no sistema. Para o professor Mário Scheffer, uma APS mais resolutiva ajuda a prevenir agravamentos e reduzir a demanda por especialistas, embora nem todos os casos possam ser resolvidos nesse nível. Já Marília Louvison, médica sanitarista, destaca que, quando a atenção primária é frágil, o médico se torna um triagista que encaminha todas as situações de saúde. Especialistas ressaltam que filas são inerentes aos sistemas de saúde, devido à limitação de especialistas, mas podem ser melhor geridas com estratégias como estratificação de risco, que prioriza pacientes conforme a gravidade. A transparência nos tempos de espera e a regulação mais eficiente também são fundamentais. A saúde digital e a telessaúde são apontadas como soluções para melhorar a comunicação entre níveis de atenção, integrando dados e otimizando fluxos. Além disso, é necessário fortalecer a formação médica voltada ao SUS e garantir estrutura adequada na atenção básica. Para Marília, o elemento fundamental para melhorar esses fluxos da comunicação clínica é a saúde digital. Uma interconectividade entre os setores que garantam a troca eficiente de informações, como exames, laudos, prescrições e até mesmo de datas das consultas e retornos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Veja outras notícias
Agência Brasil
Vigilância do câncer relacionado ao trabalho ganha novas diretrizes
Agência Gov
Especialistas da Rede HU Brasil alertam para riscos do uso inadequado de remédios
Agência Gov
Ministério prepara equipes de saúde para transição da insulina humana para a glargina
Agência Saúde
Ministério da Saúde mobiliza sociedade na elaboração de propostas para a Agenda 2030 da ONU
Agência Saúde
Ministério da Saúde inicia o Vigitel 2026 e amplia pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas
Agência Senado
Câncer do colo do útero: debate enfatiza importância da vacinação contra o HPV
Folha de S. Paulo
Atendimento a glaucoma cresce no SUS, mas diagnóstico tardio persiste, diz conselho de oftalmologia
Futuro da Saúde
Ministério da Saúde vai desenvolver protocolo de avaliação para uso de GLP-1 no SUS
Futuro da Saúde
Governo pretende realizar compra com preços sigilosos ainda em 2026, diz Padilha
G1
Canetas emagrecedoras e remédios caros podem elevar preços dos planos de saúde empresariais
Medicina S/A
Falta de integração e a fragmentação dos sistemas geram filas no SUS
Medicina S/A
Saúde amplia em 58% atendimentos contra obesidade em três anos
O Globo
Brasil tem 406,2 mil dentistas, mostra levantamento inédito do Ministério da Saúde
Panorama Farmacêutico
Novas estratégias ampliam serviços clínicos em farmácias
Panorama Farmacêutico
FarmaBrasil prevê R$ 30 bilhões para modernizar indústria nacional
Segs
Quando a fome desaparece: o limite entre tratamento e alerta no uso de canetas para emagrecer
Valor Econômico
Reajuste dos planos de saúde para pequenas e médias empresas fica entre 8,3% e 12,5%