Apesar do lucro recorde dos planos de saúde em 2025, 45% das operadoras menores tiveram prejuízo

Apesar do lucro recorde dos planos de saúde em 2025, 45% das operadoras menores tiveram prejuízo

Apesar do lucro recorde dos planos de saúde em 2025, 45% das operadoras menores tiveram prejuízo

Apesar dos resultados recordes do setor de planos de saúde no ano passado, a Abramge, entidade do setor, destaca que o resultado operacional das pequenas e médias operadoras foi negativo em R$ 200 milhões em 2025, informou o Valor Econômico. Esse desempenho foi apurado por 540 empresas, que representam 45% das pequenas e médias operadoras. Considerando apenas as menores, esse percentual chega a 50%. De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o mercado de convênio médico encerrou o ano passado com um lucro operacional de R$ 10,2 bilhões, o que representa um salto de quase 2,5 vezes quando comparado a 2024. Segundo a Abramge, há 11,6 milhões de beneficiários de planos de saúde, sendo 2,6 milhões vinculados a operadoras de pequeno porte e 9 milhões a empresas de médio porte. A entidade destaca que em muitas regiões do país, especialmente fora dos grandes centros urbanos, são essas empresas que ofertam o produto. “O aumento contínuo dos custos assistenciais, da judicialização e da ocorrência de fraudes tem impactado diretamente na previsão financeira das operadoras, sobretudo das menores”, diz Marcelo Dietrich, diretor da Abramge. Ainda de acordo com a entidade, nos últimos 12 meses, 63% dos custos com demandas judiciais no setor foram referentes a procedimentos ou tratamentos fora do rol de cobertura definido pela ANS. Entre as operadoras de pequeno porte, essa proporção chega a 77%.

Oferta de cuidados paliativos cresce 88%, mas 65% dos serviços não atendem critérios mínimos

O número de programas de cuidados paliativos no Brasil quase dobrou entre 2022 e 2025: passou de 234 para 423, um aumento de 88,8%, destacou matéria do site Futuro da Saúde. Os dados fazem parte da nova edição do Atlas Nacional de Cuidados Paliativos e foram apresentados durante o XII Congresso Latino-Americano e o XI Congresso Brasileiro de Cuidados Paliativos, realizados na última semana no Anhembi, em São Paulo. O documento, previsto para publicação neste mês, atualiza o retrato da oferta no país e, ao mesmo tempo, mostra desafios na estruturação desses serviços. A distribuição segue marcada por desigualdades. Atualmente, o Sudeste concentra 40% dos programas de cuidados paliativos no país, seguido pelo Nordeste (28%), Sul (16%), Centro-Oeste (13%) e Norte, com apenas 3%. Embora lidere em números absolutos, o Sudeste perde protagonismo quando os dados são ajustados pela população, ficando atrás de Centro-Oeste e Sul em número de serviços por 100 mil habitantes. Organizado pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), o estudo adota pela primeira vez uma metodologia baseada em busca ativa por todo o país. Durante o congresso, também foi lançado o novo Tratado de Cuidados Paliativos da ANCP. O documento atualiza protocolos de controle de sintomas, como dor e fadiga, e traz novas diretrizes de bioética e planejamento antecipado de cuidados. Na mesma ocasião, o Ministério da Saúde anunciou a meta de que, até o fim de 2026, ao menos um terço das macrorregiões do país conte com protocolos estruturados e equipes capacitadas em pleno funcionamento. Para acessar a matéria completa, clique aqui

Entidades apontam pirataria como problema de saúde pública e pedem penas mais duras

Em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (17), entidades de propriedade industrial apontaram a pirataria como problema de saúde pública e pediram a aprovação de projetos de lei que endurecem penas e multas aplicadas nas falsificações, destacou matéria da Agência Câmara. A pirataria causa prejuízo anual de cerca de R$ 470 bilhões, com danos econômicos e sociais simultâneos, segundo o vice-presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual, Rodrigo Affonso Santos. O debate foi realizado na comissão externa da Câmara que acompanha as ações de combate à pirataria. “Há prejuízo para empresas que investem em inovação, desenvolvimento e pesquisa. Em segundo lugar, há distorção na concorrência e queda de arrecadação tributária. Em terceiro, há o risco para o consumidor. Em muitos casos, estamos falando de medicamentos, alimentos, cosméticos, brinquedos, peças automotivas, só para citar alguns. Trata-se também de um tema de saúde pública e de segurança do consumidor”, afirmou. De forma geral, os palestrantes concordaram que a pirataria é uma prática ilícita, organizada e lucrativa, com profundo impacto negativo na inovação e na competitividade da economia brasileira e na proteção do consumidor. Acrescentaram que a solução não será única, mas sistêmica, combinando legislação adequada, instituições eficientes e colaboração público-privada. Eles defenderam a aprovação de propostas que tratam da responsabilização das plataformas de comércio eletrônico no caso de venda de produtos falsificados (PLs 3001/24, 4131/24 e 6743/24) e regulamentação da atividade de agente da propriedade industrial com foco na repressão aos crimes (PL 3876/24). Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Debatedores divergem sobre modelo de exame de proficiência médica

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados debateu nesta terça-feira (17) mudanças no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina (Enamed) e a criação de um exame de proficiência para médicos. Segundo matéria da Agência Câmara, representantes de instituições de ensino e de entidades médicas concordaram sobre a importância da avaliação, mas discordaram sobre eventuais punições e sobre o formato da avaliação. O debate foi solicitado pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP). A audiência reuniu representantes de instituições privadas e filantrópicas, responsáveis por cerca de 80% das vagas de medicina no país. Essa foi a segunda etapa do debate sobre os resultados do Enamed 2025. O tema também foi discutido pela comissão na semana passada. Os participantes concordaram que o Enamed, apesar de apresentar falhas metodológicas na primeira edição, é um passo importante para aumentar a qualidade do ensino médico. Houve críticas, no entanto, à rapidez na aplicação de sanções. O diretor da Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (ABMES), Bruno Coimbra, destacou que as penalidades foram publicadas no Diário Oficial de ontem, enquanto ainda se discutiam os resultados. Um dos principais pontos de debate foi a possibilidade de coexistência entre o Enamed e um exame obrigatório de proficiência para o exercício da medicina. A presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), Elizabeth Guedes, defendeu que o Enamed seja o principal instrumento de avaliação, com participação do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde. O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes, alertou para possíveis conflitos jurídicos caso o estudante seja aprovado em um exame e reprovado em outro. Ele sugeriu a criação de um grupo de especialistas para unificar os critérios. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

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