Tarifa dos EUA sobre genéricos teria impacto limitado no Brasil, mas expõe corrida por soberania
A previsão de que medicamentos genéricos importados pelos Estados Unidos passarão a ser taxados em 100% em 2028 e em 200% em 2029 pegou o mercado americano de surpresa, destacou matéria do Valor Econômico. A medida, anunciada por Donald Trump, quer estimular a produção local de remédios dessa categoria, mas provocou temor com o risco de desabastecimento, sobretudo na parcela da população que consome medicamentos de baixo custo. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), no Brasil o impacto não deve ter efeito significativo. “No curto prazo, o impacto direto tende a ser limitado, porque o país não é hoje um grande exportador de genéricos para o mercado americano”, disse Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da entidade, em nota. Para a entidade, a medida reflete movimento global, intensificado desde a pandemia, da busca de soberania produtiva, autonomia tecnológica e resiliência em cadeias de abastecimento por grandes economias. Segundo o grupo FarmaBrasil, o impacto nas exportações do país seria limitado pela fatia que o mercado americano representa no total dos embarques brasileiros. No ano passado, os EUA foram o 6º principal destino das exportações brasileiras de medicamentos. Mas para IFAs brasileiros o mercado americano é mais importante. Os EUA foram no ano passado o principal destino das exportações brasileiras desses insumos, com US$ 236,4 milhões, fatia de cerca de 16% do total das exportações brasileiras desse segmento. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Setor farmacêutico aciona Anvisa sobre medicamentos na Shopee
As principais entidades representativas do setor farmacêutico formalizaram na sexta-feira, dia 7/8, um pedido de esclarecimentos à Anvisa. O movimento acontece após a repercussão pública da possibilidade de farmácias comercializarem medicamentos por meio da Shopee, informou o portal Guia da Farmácia. O ofício conjunto é assinado pela Associação dos Distribuidores Farmacêuticos do Brasil (Abafarma), Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar). A manifestação das entidades busca obter da Anvisa uma orientação objetiva sobre o alcance da Resolução-RE nº 3.056/2026, publicada após a revogação de uma medida preventiva que constava de resolução anterior. A mudança passou a ser associada, em reportagens, à possibilidade de comercialização de medicamentos na plataforma. Segundo o executivo, Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, a preocupação das entidades não está relacionada especificamente à plataforma, mas à necessidade de que qualquer novo modelo de comercialização de medicamentos esteja submetido às mesmas premissas de segurança, rastreabilidade e proteção ao consumidor previstas no ambiente regulado. O pedido das associações considera ainda que a Lei nº 15.357/2026 alterou a Lei nº 5.991/1973 ao admitir que farmácias e drogarias licenciadas contratem canais digitais para logística e entrega ao consumidor. As entidades signatárias se colocaram à disposição da Anvisa para uma reunião técnica sobre o tema. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Médicos que prescrevem ‘Mounjaro do Paraguai’ serão punidos, alerta CFM
O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu um alerta, no início do mês, sobre a prescrição de medicamentos à base de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, que não tenham registro sanitário no país, ou seja, que não foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), destacou matéria do jornal O Globo. Segundo o Conselho, esses profissionais podem ser alvo de punição administrativa e, inclusive, terem o caso comunicado a outros órgãos competentes para avaliar possíveis infrações civis ou penais. O único medicamento à base de tirzepatida que tem o aval da Anvisa no Brasil é o Mounjaro. A farmacêutica responsável, a Eli Lilly, detém a patente da molécula até 2036, o que impede a comercialização de alternativas por outros laboratórios até que a licença expire. Em nota, o CFM diz que há uma “impossibilidade ética e legal de utilização, prescrição, indicação, aplicação ou intermediação de acesso a medicamentos à base de tirzepatida que não possuam registro sanitário válido junto à Anvisa, bem como cuja origem, importação e comercialização não atendam à legislação sanitária brasileira”. O CFM acrescenta que também não é permitida a prescrição, indicação ou aplicação de formulações manipuladas de tirzepatida “quando realizadas em desacordo com a legislação sanitária vigente no Brasil ou utilizando insumos sem procedência regular e autorização dos órgãos competentes”. A autarquia afirma que essas práticas expõem os pacientes a riscos potencialmente graves e comprometem a segurança do tratamento. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Estudo brasileiro mostra que Triagem Neonatal permite diagnosticar e tratar doença rara antes dos 30 dias de vida
Um estudo brasileiro publicado no periódico científico International Journal of Neonatal Screening mostra que é possível diagnosticar a Atrofia Muscular Espinhal (AME-5q) nas primeiras semanas de vida e iniciar o tratamento ainda no primeiro mês, período decisivo para preservar a função motora dos bebês, destacou matéria do portal Medicina S/A. A pesquisa, conduzida pelo Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI) do Instituto Jô Clemente (IJC), em parceria com universidades, hospitais e órgãos de saúde de São Paulo, analisou um projeto-piloto de triagem neonatal para AME-5q, realizado por meio do Teste do Pezinho. Durante dois anos e três meses, foram triados 194.714 recém-nascidos e identificados 14 casos da doença, equivalente a uma prevalência de 1 caso a cada 13.908 nascidos vivos. Os bebês com resultado positivo receberam a confirmação inicial por volta dos 11 dias de vida e iniciaram o tratamento, em média, aos 28 dias. A triagem utiliza PCR em tempo real para detectar a ausência do gene SMN1. No estudo, o método apresentou 100% de especificidade clínica e pode identificar cerca de 95% dos casos de AME-5q. Entre os bebês diagnosticados, 78,6% tinham duas cópias do gene SMN2, geralmente associado a formas mais graves da doença, e cerca de 64% desenvolveram sintomas nos dois primeiros meses. Os resultados reforçam a importância da inclusão da AME-5q na triagem neonatal para permitir diagnóstico e tratamento precoces. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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