SUS terá sistema de agendamento de consultas pelo WhatsApp
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a utilizar um sistema de agendamento de consultas pelo WhatsApp que poderá beneficiar 20,4 milhões de usuários da rede pública onde a tecnologia está presente, informou o Broadcast. A ferramenta foi desenvolvida pela Integra Saúde Digital e tem como objetivo simplificar o acesso, reduzir faltas e desistências e ampliar a ocupação das vagas disponíveis na rede pública de saúde. O sistema permite que o paciente confirme ou peça o reagendamento de consultas diretamente pelo aplicativo de mensagens, sem a necessidade de interação com um operador. O serviço está em fase piloto em cidades parceiras e deve entrar oficialmente em operação no próximo trimestre. Entre os indicadores que serão avaliados estão a taxa de absenteísmo, o tempo médio de agendamento, a ocupação das vagas e a satisfação dos pacientes. Atualmente, o agendamento de consultas com especialistas ocorre após encaminhamento de um clínico e é integrado ao sistema do SUS, com acesso pelo aplicativo do sistema local. Com a nova ferramenta, parte do processo de confirmação e reagendamento poderá ser feita pelo WhatsApp. Em caso de desistência ou impossibilidade de comparecimento, a automação permitirá que a vaga seja disponibilizada novamente para outro paciente. A gestão das vagas e a regulação continuarão sob responsabilidade das secretarias municipais de Saúde. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Judicialização da saúde avança e se aproxima de 2 mil novos casos a cada 24 horas
A judicialização da saúde no Brasil alcançou a marca de quase 2 mil novos casos a cada 24 horas e não para de crescer, apontou matéria do site Saúde Insider. Em 2025, 704,8 mil novos casos chegaram ao Judiciário, praticamente o dobro dos 351,6 mil registrados em 2020. Os números de 2026 indicam que o contencioso continua elevado. Apenas no primeiro semestre foram 352,2 mil. A concentração está na Justiça Estadual, responsável por 90,7% das ações. Outros 7,2% estão na Justiça Federal e 2,1% nos Tribunais Superiores. Parte importante dessa pressão vem da saúde suplementar. Entre janeiro e maio deste ano, 154,9 mil novas ações envolviam planos de saúde, 20% acima das 129,1 mil registradas no mesmo período de 2025. É um ritmo muito superior ao da expansão do próprio mercado: entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o número de usuários de planos médico-hospitalares aumentou 1,8%. O acesso a medicamentos e tratamentos está no centro da disputa. Em uma amostra de 1.992 processos examinada pela ferramenta Atalaia, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), 69,4% das demandas tratavam desses dois temas. Dentro desse grupo, pouco mais da metade (50,2%) estava relacionada a tecnologias não previstas no Rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Responsabilidade por falhas de IA é desafio regulatório para a Saúde, diz VP da Afya
A definição de quem responde por eventuais falhas da inteligência artificial é uma das questões regulatórias que acompanham o avanço da tecnologia na assistência à saúde. Para Gustavo Meirelles, vice-presidente médico e de Relações Institucionais da Afya, a responsabilidade pelas decisões é um dos motivos pelos quais o médico deve continuar no centro do atendimento, mesmo com a ampliação do uso de sistemas de IA, destacou matéria do site Jota. A avaliação do VP da Afya foi feita ao comentar sobre as One-Minute Clinics, modelos de cabines de atendimento que combinam telemedicina e dispositivos capazes de coletar informações dos pacientes. As estruturas, que têm se popularizado na China, podem reunir equipamentos para aferir pressão arterial e frequência cardíaca, câmeras inteligentes e uma tela para realização de teleconsulta. Meirelles afirma que já há empresas atuando com esse modelo no Brasil e prevê maior incorporação da tecnologia nos próximos anos. Meirelles avalia que a inteligência artificial também está alterando o comportamento dos pacientes. Com a popularização das ferramentas de IA generativa disponíveis ao público, médicos passaram a receber pessoas que pesquisaram previamente sintomas, diagnósticos e tratamentos. Para o vice-presidente da Afya, o cenário exige que o profissional esteja disposto a avaliar junto ao paciente o conteúdo levado à consulta. Ele também defende que o impacto sobre o SUS seja um dos critérios para avaliar o sucesso de uma inovação. As declarações foram dadas durante o Afya Summit 2026, realizado em 29 de agosto, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Debatedores pedem agilidade no diagnóstico de esclerose múltipla no SUS
Especialistas e representantes de pacientes defenderam, nesta terça-feira (1º), maior agilidade no diagnóstico e no tratamento da esclerose múltipla no Sistema Único de Saúde (SUS), destacou matéria da Agência Câmara. Atualmente, pacientes chegam a esperar anos pela confirmação da doença e meses adicionais para conseguir medicamentos. O tema foi debatido em audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados. A representante da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), Sumaya Afif, defendeu a aprovação do Projeto de Lei 4231/21. A proposta garante a consulta com especialista em até 180 dias a partir da suspeita clínica. Sumaya reforçou que a demora decorre da falta de informação sobre os sintomas e da lentidão para conseguir remédios. O neurologista Felipe von Glehn, da Academia Brasileira de Neurologia, destacou que a demora decorre do difícil acesso a especialistas e a exames. Segundo o médico, o paciente passa pela atenção primária e pela secundária antes do encaminhamento ao especialista. A presidente da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), Elzita Ribeiro de Sousa, informou que cerca de 40 mil brasileiros convivem com a enfermidade. Ela também defendeu a aprovação do PL 4231/21 para dar agilidade à identificação dos casos. Autora do requerimento para o debate, a deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou que a Lei Brasileira de Inclusão avançou ao prever a avaliação biopsicossocial, mas a medida ainda precisa sair do papel. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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