Para 69% das pessoas, falsificação é maior risco ao comprar remédios na internet, diz pesquisa
A possibilidade de receber um medicamento falsificado é o principal receio de consumidores na compra de remédios pela interne, destacou reportagem da Folha de S. Paulo. Para eles, as farmácias continuam sendo os locais que garantem segurança e confiança. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest, encomendada pela Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias): 69% dos entrevistados temem comprar medicamentos falsificados em compras online. Em seguida vem o temor de receber um produto vencido ou armazenado de maneira inadequada e de adquirir um medicamento sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), representando 59% e 54% dos respondentes, respectivamente. A amostra contemplou as cinco regiões do país, incluindo capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior, com 51% de homens e 49% de mulheres, e média de idade de 45 anos. Do total, 6% pertenciam à classe A, 42% à classe B e 52% à classe C. Os resultados chegam num contexto de mudanças sobre a venda de remédios. Na última quarta-feira (12), a Anvisa abriu caminho para a comercialização de medicamentos por aplicativos de entrega e marketplaces. Para 85% dos entrevistados, marketplaces devem ser responsabilizados pela oferta de medicamentos falsificados, sem registro ou de procedência desconhecida. Outros 82% afirmam que a venda de medicamentos pela internet deve estar obrigatoriamente vinculada a uma farmácia ou drogaria autorizada, enquanto 71% consideram que medicamentos não devem ser tratados como mercadorias comuns nas plataformas digitais. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Comitê de negociação de preços no SUS deve começar a funcionar ainda em 2026
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda de Negri, afirmou ao Jota que o Comitê de Negociação de Preços de medicamentos deve ainda passar por ajustes e definições. No evento Diálogos da Saúde, realizado na última semana, De Negri informou que não há um calendário para o início das atividades do grupo. Segundo a secretária, a expectativa é que ele comece a funcionar ainda neste ano. A equipe se reunirá uma vez por mês e será composta por cinco integrantes: quatro membros fixos, dois de áreas científicas e dois da secretaria executiva e um membro rotativo, representante da área demandante. O grupo vai operar respeitando faixas de restrição. Os parâmetros virão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e das áreas econômicas e orçamentárias da pasta. Outras etapas de funcionamento, diz a secretária, ainda precisam ser planejadas. A análise de medicamentos pela mesa de negociação será por demanda da Conitec ou da secretaria finalística do Ministério da Saúde. Durante as reuniões, o formato do acordo será debatido em conjunto com a empresa. A secretária afirmou que o processo prevê flexibilidade e contrapropostas. O objetivo final, segundo a secretária, é alinhar as necessidades de economia do Estado com as possibilidades comerciais do setor privado. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Governo quer que Brasil produza 70% dos medicamentos e insumos usados pelo SUS, diz Alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta-feira (19) que o governo pretende ampliar para 70%, até 2033, a parcela de medicamentos e insumos farmacêuticos utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) produzida no Brasil, destacou matéria do jornal O Globo. Segundo ele, a indústria nacional atende hoje cerca de metade dessa demanda. A meta citada pelo vice-presidente já faz parte da política industrial do governo. A Nova Indústria Brasil estabelece como objetivo ampliar para 70%, até 2033, a produção no país destinada a atender as necessidades nacionais na área da saúde. O plano abrange, além de medicamentos, vacinas, equipamentos, dispositivos médicos e outros insumos e tecnologias. Durante o evento, Alckmin também apontou mudanças tributárias como instrumentos para fortalecer a produção nacional. Segundo o vice-presidente, a reforma tributária estabeleceu maior isonomia para a indústria instalada no país e prevê o uso do ex-tarifário para insumos farmacêuticos que não tenham produção nacional. Alckmin afirmou ainda que os medicamentos tiveram redução de 60% a 100% na tributação pelo IVA, com casos de isenção. O vice-presidente também afirmou que o Brasil registrou US$ 349 bilhões em exportações mesmo diante do tarifaço e defendeu a ampliação da participação brasileira no mercado internacional. Além de Alckmin, participaram do Fórum Saúde o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Supremo Tribunal de Justiça restabelece restrições a faculdades de medicina com baixo desempenho
Em decisão liminar proferida nesta quarta-feira (19), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a decisão da presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), restabelecendo as medidas cautelares impostas pelo Ministério da Educação (MEC) a 107 instituições de ensino superior que apresentaram baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), informou a Agência Gov. As medidas cautelares e as ações de supervisão impostas pelo MEC têm como objetivo promover a melhoria da qualidade dos cursos de medicina e assegurar a excelência dos futuros médicos. Entre as medidas previstas para as instituições com baixo desempenho estão a suspensão da oferta de vagas vinculadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni), a redução do número de vagas autorizadas e a suspensão de novos processos seletivos e vestibulares. Além disso, a revisão e a atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais integram as ações voltadas à formação médica. Vale destacar que a Medida Provisória n° 1370, publicada em 19 de junho de 2026, estabeleceu o Enamed como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação, garantindo rigor na formação e na segurança da população ao aferir os estudantes e avaliar os cursos. Na última edição do Enamed, relativa ao desempenho de 2025, mais de 100 cursos de Medicina em todo o país tiveram desempenho insatisfatório. As graduações receberam notas 1 e 2, consideradas insuficientes pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e serão penalizadas com restrições ao Fies e suspensão de vagas. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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