Nuvem brasileira: software domina a primeira audiência pública no dia 03 de setembro

Nuvem brasileira: software domina a primeira audiência pública no dia 03 de setembro

Nuvem brasileira: software domina a primeira audiência pública no dia 03 de setembro

A construção da nuvem brasileira – conforme o anunciado nesta quinta-feira, 20/8 – terá uma audiência pública – batizada de Escuta de Mercado – no dia 3 de setembro, informou o portal Convergência Digital. Essa audiência será virtual e tem como objetivo mapear as possibilidades de oferta da indústria nacional e orientar as escolhas técnicas e contratuais do projeto. Segundo a convocação do Ministério da Gestão e Inovação, podem participar pessoas físicas, empresas, entidades representativas, instituições de ensino e pesquisa e demais interessados no tema, mediante inscrição. Os inscritos receberão, no e-mail cadastrado, o link da reunião online que ocorrerá no Microsoft Teams. Além da audiência pública, a critério dos organizadores, poderão ser realizadas outras reuniões coletivas ou individuais. As reuniões individuais somente serão agendadas após a realização da reunião coletiva e mediante solicitação prévia e formal dos interessados. O agendamento da reunião individual constitui uma faculdade dos organizadores, que analisarão os pedidos com base em critérios de pertinência, conveniência e oportunidade, não havendo obrigatoriedade de atendimento a todas as solicitações. O Ministério da Gestão e Inovação informa ainda que essa primeira etapa do projeto da nuvem brasileira está 100% centrado em software. Não serão objeto de discussão a aquisição de ativos de infraestrutura de TIC ou de rede, ou a contratação de hosting, co-location ou housing, nem a contratação de serviços de desenvolvimento e manutenção de software aplicativo finalístico dos órgãos públicos usuários da plataforma. Para se inscrever, clique aqui.


RN vai abrigar supercomputador brasileiro de IA

O Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Macaíba, na região metropolitana de Natal, foi escolhido para abrigar o novo supercomputador de inteligência artificial (IA) que será adquirido pelo governo federal ao custo de pouco mais de R$ 1 bilhão, informou o portal IPNews. O edital público de concorrência para a compra do supercomputador será publicado no Diário Oficial da União (DOU), segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os recursos são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A infraestrutura deverá alcançar 7.200 petaflops, cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo. Petaflop é uma unidade usada para medir a capacidade de processamento de supercomputadores. Um petaflop corresponde a 1 quatrilhão de operações matemáticas por segundo. A capacidade do novo equipamento será disponibilizada para empresas, universidades, instituições científicas e governos para treinamento de modelos, pesquisa e desenvolvimento de aplicações de IA. A execução será feita pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). O objetivo é abrir espaço para pesquisa, inovação, novos produtos, serviços e negócios por meio da maior capacidade computacional disponível no Brasil. Segundo a ministra Luciana Santos, do MCTI, o edital prevê contrapartidas relacionadas a transferência de tecnologia, capacitação, pesquisa e desenvolvimento, conteúdo local e participação de fornecedores brasileiros, com previsão de capacitar 5 mil brasileiros em cinco anos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.


Hugo Motta promete marco de IA até o final do ano e pede aprovação urgente do REDATA no Senado

Ao participar da cerimônia de anúncio do supercomputador de inteligência artificial, que será instalado no Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira, 20/8, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o marco da Inteligência Artificial será votado no Congresso e será legislação antes do final do ano, destacou matéria do portal Convergência Digital. “Esse é um compromisso. O parlamento não está alheio ao nosso tempo”, frisou. Vale lembrar que o marco legal de IA está travado na Câmara, no relatório do deputado Agnaldo Ribeiro, e terá de voltar ao  Senado. Motta também saiu em defesa da aprovação urgente do REDATA, programa de incentivos para a atração de  data centers para o Brasil. Ele observou que os dados do PIX, o meio de pagamento preferido dos brasileiros, são  todos armazenados na Califórnia, nos Estados Unidos. “Esses dados têm de estar aqui. Eles são nossos. E se tivermos  não pode mais ser mero consumidor de tecnologia. “No que depender da Câmara, a soberania digital está na infraestrutura local”, completou.


Empresas antecipam regras de governança para uso da inteligência artificial


Mesmo sem a aprovação definitiva do Marco Legal da Inteligência Artificial, empresas brasileiras já começam a adotar políticas internas para controlar o desenvolvimento e o uso da tecnologia, destacou matéria do portal Capital Digital. A adoção acelerada da inteligência artificial em diferentes setores tem aumentado a preocupação com possíveis riscos relacionados ao tratamento de informações, decisões automatizadas e uso inadequado de dados. Nesse contexto, práticas de governança passaram a fazer parte das estratégias de algumas empresas que desenvolvem ou utilizam sistemas baseados em IA. Entre as medidas adotadas estão a criação de processos internos para avaliação de riscos, treinamento e certificação de equipes, análise ética de projetos e definição de critérios para o desenvolvimento de novas soluções. Outra preocupação está no tratamento de informações sensíveis. A discussão ganha maior importância em áreas que trabalham com informações consideradas sensíveis, como a saúde. Projetos desenvolvidos para hospitais e instituições do setor precisam considerar aspectos como rastreabilidade das informações, controle de acesso, interoperabilidade entre sistemas e segurança no compartilhamento de dados. A expectativa é que a futura legislação brasileira estabeleça parâmetros mais claros para o desenvolvimento, fornecimento e utilização de sistemas de inteligência artificial. Enquanto a discussão continua no Congresso, empresas que já trabalham com a tecnologia começam a incorporar mecanismos de governança aos seus processos, tanto para reduzir riscos jurídicos e operacionais quanto para se preparar para as exigências que poderão surgir com a regulamentação. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Escassez de hardware deve manter empresas brasileiras dependentes da nuvem até 2028

A escassez de hardware de ponta, incluindo processadores, GPUs e SSDs, deve persistir até 2027 e 2028, favorecendo a contratação de capacidade de inteligência artificial em nuvens instaladas no Brasil em detrimento da expansão de infraestrutura própria, destacou matéria do site Data Center Dynamics. É o que aponta o estudo ISG Provider Lens Private/Hybrid Cloud Data Center Services 2026 para o Brasil, distribuído pela TGT ISG. Segundo a pesquisa, o mercado brasileiro de nuvem híbrida e privada entra em nova fase, impulsionada pela adoção de IA nas operações e pela revisão das estratégias de infraestrutura das empresas, em um contexto marcado por altos custos de hardware e exigências de soberania de dados. Pedro L. Bicudo Maschio da ISG e autor do estudo, explicou que a capacidade elástica para IA já está disponível nas regiões brasileiras dos principais provedores de nuvem pública, e que a escassez de hardware deve continuar limitando a expansão própria nos próximos anos, favorecendo o uso de nuvens locais. Segundo ele, isso permite às empresas manter a residência de dados em conformidade com a LGPD enquanto usam serviços escaláveis para treinamento e inferência de IA, sem necessidade de tráfego internacional de dados. O analista observou que esse cenário pode se alterar caso seja aprovado o Projeto de Lei 278/2026 (ReData), que reduziria o custo efetivo de importação de hardware de alto desempenho e melhoraria a viabilidade econômica dos investimentos em IA e fortaleceria a posição do Brasil como hub regional do setor. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Falta de infraestrutura de IA limita crescimento de startups brasileiras

Três em cada quatro startups brasileiras de inteligência artificial (IA) esperam aumentar o uso de infraestrutura computacional nos próximos 12 meses, aponta pesquisa da Axia Energia, antiga Eletrobras, destacou matéria do Estado de S. Paulo. A perspectiva de maior demanda soa como um alerta, já que há um descasamento em relação ao crescimento da capacidade de processamento no Brasil, avalia Maiza Pimenta Goulart, diretora do grid de inovação da Axia. Mais de um terço das 90 empresas ouvidas relatam que já tiveram a operação limitada pela infraestrutura disponível. Goulart aponta que esta limitação é sobretudo no momento de escalar o negócio. Esse cenário ganha relevância diante da concentração do processamento de dados brasileiros no exterior. Citando uma estimativa do Ministério da Fazenda, Goulart aponta que cerca de 60% dos dados do País são processados em nuvens internacionais, o que amplia o desafio para empresas que precisam ou preferem manter dados e processamento no Brasil. Para a executiva, o avanço da infraestrutura para IA no Brasil dependerá da capacidade de coordenar a expansão dos data centers com a oferta de energia, especialmente de fontes renováveis. A pesquisa aponta ainda que o preço não é o único fator que as startups levam em conta na escolha dos fornecedores de infraestrutura. O custo por hora de processamento, token ou gigabyte é citado por 71% das startups como critério. Mas uma parcela parecida (70%) aponta que a confiabilidade e o nível de serviço (SLA, na sigla em inglês) também são relevantes. Para acessar a matéria completa, clique aqui.


ANPD publica metodologia de testagem do Sandbox Regulatório em IA e Proteção de Dados


A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) publicou, nesta quarta-feira (19), a metodologia de testagem do Sandbox Regulatório em Inteligência Artificial e Proteção de Dados, documento que apresenta os procedimentos de supervisão, monitoramento e avaliação das soluções dos participantes do projeto-piloto. Desenvolvida pelo Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP), a metodologia foi validada pela Comissão de Sandbox da Agência e busca avaliar aspectos relacionados à transparência, explicabilidade e proteção de dados pessoais em sistemas de inteligência artificial, comunicou o portal da agência. Um dos objetivos da metodologia utilizada é assegurar a confiabilidade e a possibilidade de comparação dos resultados. A escolha da inteligência artificial como objeto deste projeto-piloto considera os desafios que a ferramenta apresenta para a proteção de dados pessoais, em especial, de crianças e adolescentes. Por isso, a transparência algorítmica é um dos pontos centrais da experimentação, com atenção à explicabilidade e ao acesso a informações sobre decisões automatizadas. A testagem é organizada em seis ciclos. O primeiro possui estrutura específica para adaptação ao ambiente experimental e coleta das informações iniciais dos participantes. Do segundo ao sexto ciclo, as atividades são divididas nas fases de “Preparação e Detalhamento”, “Experimentação e Gestão de Riscos”, e “Avaliação e Ajuste”. Esse formato permite que os resultados de cada etapa orientem a próxima e garante que o processo seja ajustado de acordo com novos elementos identificados durante os testes. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

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