Câmara de Resolução de Litígios da Saúde evita judicialização em 189,4 mil processos no Rio em 13 anos
A Câmara de Resolução de Litígios da Saúde (CRLS) completou 13 anos no Rio de Janeiro com mais de 189,4 mil encaminhamentos administrativos desde 2013. Desse total, 113 mil ocorreram na capital e 76,4 mil no interior. Segundo dados atualizados até agosto, 62,5% dos casos analisados foram solucionados administrativamente, evitando ações judiciais, destacou matéria do portal Saúde Insider. Criada inicialmente na capital, a CRLS atualmente atua em 40 dos 92 municípios fluminenses e reúne defensorias, procuradorias e secretarias de Saúde. O objetivo é tentar resolver, de forma mais rápida, demandas por medicamentos, insumos, exames, internações e transferências, reduzindo a necessidade de judicialização. A estrutura conta com assistentes sociais, farmacêuticos, nutricionistas, enfermeiros e médicos, além de defensores e procuradores. O atendimento é destinado a pessoas com renda de até três salários mínimos e não abrange questões relacionadas a planos de saúde. Segundo a Procuradoria-Geral do Município do Rio, parte da judicialização decorre de falhas administrativas, como a falta de medicamentos que deveriam estar disponíveis no SUS. Outra parcela envolve medicamentos não incorporados ao sistema ou cuja distribuição é responsabilidade de outros entes públicos. Levantamento do Ipea aponta ainda a expansão da judicialização para municípios menores. Entre cerca de 1,9 mil municípios pesquisados, 58,4% informaram fornecer medicamentos por determinação judicial. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
‘A pesquisa clínica não pode ficar concentrada em poucas cidades’, diz oncologista
Segundo o oncologista e pesquisador Fernando Maluf, um dos principais desafios do próximo presidente na saúde será transformar a pesquisa clínica e a inovação em instrumentos de saúde pública, garantindo que os avanços científicos cheguem aos pacientes do SUS, apontou em artigo publicado no jornal O Globo. Maluf destacou que, apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta limitações de financiamento, gestão, incorporação de novas tecnologias e diagnóstico precoce, especialmente na oncologia. Cerca de três quartos da população dependem do SUS, o que torna essencial ampliar o acesso à inovação. O Brasil subiu da 21ª posição, em 2020, para a 12ª em 2026 entre os países com mais estudos clínicos iniciados, mas ainda tem potencial para avançar. Entre 2020 e 2025, mais de 600 mil oportunidades de recrutamento para estudos clínicos foram perdidas, reduzindo o acesso de pacientes a tratamentos inovadores. Para mudar esse cenário, Maluf aponta três prioridades: formar profissionais especializados em pesquisa clínica, reduzir a burocracia sem comprometer a ética e a segurança dos participantes e descentralizar os estudos, levando-os para além dos grandes centros urbanos. Segundo o médico, a pesquisa clínica também fortalece hospitais e universidades, qualifica profissionais, estimula a indústria nacional e atrai investimentos. Por isso, defende que ciência, inovação e pesquisa clínica sejam tratadas como políticas de Estado, com planejamento de longo prazo. Maluf conclui que novas tecnologias, medicamentos, ferramentas digitais e inteligência artificial devem estar a serviço dos profissionais e dos pacientes, tornando o cuidado mais eficiente, individualizado e humanizado. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Saúde cria 100 mil empregos formais em 2026; agosto é o melhor em cinco anos
Levantamento da CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços) que usa dados do Novo Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontou que o setor da saúde criou 100 mil novos empregos formais neste ano, destacou matéria da Folha de S. Paulo. O setor tem 3,3 mlhões de vínculos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Segundo a organização, 2026 tem o melhor resultado para o mês de agosto em cinco anos, criando 19.142 novos postos —superou em 44,57% o saldo de agosto de 2025, quando foram registrados 13.241. Os dados do Novo Caged foram publicados em 29 de setembro pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Os números representam a diferença entre admissões e desligamentos. Ainda que o desempenho de agosto seja melhor na comparação anual, o total de vagas criadas em 2026 é menor que o número de 2025 nessa mesma altura do ano. Entre janeiro e agosto de 2025, o setor havia gerado 120 mil empregos, ante os 117 mil criados neste ano. A diferença é de 3.303 postos, equivalente a uma redução de 2,73%. O estoque de empregos formais, por sua vez, cresce. Em agosto de 2025, a saúde reunia 3,2 milhões de vínculos formais —houve expansão de 4,06% em 12 meses. O aumento atinge todos os estados e o Distrito Federal. As mulheres responderam por 98.056 dos 117.585 empregos líquidos criados no ano, o que corresponde a 83% do saldo. Entre os homens, a criação de novos postos foi de 19.529. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Anvisa aprova Relatório de AIR sobre sandbox regulatório e abre consulta pública
A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, na última quarta-feira (30/9), durante a 18ª Reunião Ordinária Pública (ROP) de 2026, o Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre o estabelecimento de modelo de Ambiente Regulatório Experimental, o sandbox regulatório, para a Agência. Como resultado, o relatório recomendou a alternativa considerada mais adequada para orientar a estruturação do ambiente regulatório experimental na Anvisa. Segundo o portal da agência, a alternativa recomendada subsidiou a elaboração da proposta de Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) que será submetida à consulta pública, publicada nesta terça-feira (6/10). O documento reúne os estudos realizados para avaliar alternativas e recomenda uma proposta de modelo para a utilização desse instrumento na Anvisa. A iniciativa integra a Agenda Regulatória 2026-2027 da Agência, no Tema nº 1.6, “Estabelecimento de modelo de Ambiente Regulatório Experimental (Sandbox Regulatório) para a Anvisa”. O sandbox regulatório é um ambiente controlado de experimentação no qual podem ser testadas, em condições específicas e por prazo determinado, soluções inovadoras sujeitas à vigilância sanitária que enfrentam barreiras regulatórias. Essas barreiras existem quando as regras vigentes não permitem que determinados produtos, serviços, tecnologias ou modelos de negócio inovadores sejam adequadamente testados antes de sua disponibilização no mercado. Na prática, o modelo avaliado prevê que pessoas jurídicas participantes possam receber autorização temporária, concedida e monitorada pela Anvisa, para desenvolver, produzir e/ou comercializar produtos e serviços inovadores sujeitos à vigilância sanitária. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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