Brasil quer atrair data centers, mas gargalos, custos e legislação são desafio
O Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) pode ser votado pelo Senado na próxima semana, após meses de paralisação no Congresso. O programa busca reduzir custos e aumentar a previsibilidade dos investimentos, suspendendo por cinco anos tributos federais sobre equipamentos importados. Segundo reportagem do Valor Econômico, o Brasil já é o maior mercado de data centers da América Latina, com 37% a 48% da capacidade regional, mas possui apenas entre 750 MW e 1 GW instalados. Com o Redata, governo e setor projetam alcançar 3 GW até 2032, com investimentos de até R$ 100 bilhões anuais. Segundo estudo da FGV Projetos, um data center de 100 MW e US$ 5 bilhões custa 26,7% mais no Brasil que nos EUA. Com o Redata, a diferença cairia para 17,7%, e a paridade dependeria também da redução do ICMS. Especialistas ressaltam a necessidade de medir a eficácia dos incentivos. O Redata prevê contrapartidas, como destinar 10% da capacidade ao mercado interno e investir 2% do valor dos equipamentos beneficiados em pesquisa e desenvolvimento. A demora na aprovação já levou empresas, como a Scala, a adiar investimentos. Para Charles Schramm, da FGV Projetos, porém, “mesmo sem incentivos, o mercado brasileiro continuará avançando com a demanda por nuvem e inteligência artificial.” Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Frentes parlamentares e 35 entidades pressionam Congresso pela aprovação do Redata
Frentes parlamentares e 35 entidades representativas dos setores de tecnologia, telecomunicações, energia, infraestrutura e indústria divulgaram, nesta quinta-feira, 27, carta aberta em defesa da aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), informou o portal Tele.Síntese. O grupo pede que Câmara, Senado e governo federal coordenem a tramitação do PL 278/2026 e das medidas necessárias para implementar o regime. O documento desta quinta, segundo as frentes, é uma nova versão de um manifesto de maio. O documento menciona compromisso anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após encontro com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, para que o projeto seja deliberado no próximo esforço concentrado do Senado. Entre os signatários estão a Conexis Brasil Digital, Brasscom, Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), Associação de Infraestrutura Digital (DIG.IA), Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), FecomercioSP, Amcham Brasil e outras entidades. Também subscrevem a manifestação 11 frentes parlamentares, entre elas a Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais e a Frente Parlamentar Mista de Dados Abertos e Governo Digital. A carta sustenta que o Redata deve ser tratado como instrumento para ampliar a capacidade de processamento e armazenamento de dados no Brasil. O regime associa os incentivos tributários a contrapartidas econômicas, tecnológicas e ambientais, incluindo requisitos relacionados à sustentabilidade, eficiência no uso da água, oferta de capacidade ao mercado doméstico e investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Cid Gomes é escolhido para relatar ReData no Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), escolheu o líder do PSB, senador Cid Gomes (CE), para assumir a relatoria do projeto que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (ReData) – PL 278 de 2026, informou o portal Tele.Síntese. A designação foi formalizada por Alcolumbre, que falou com o Cid, para avisá-lo da relatoria, no final da tarde desta quinta-feira, 27. A escolha do relator é mais um passo para levar o ReData à votação durante o esforço concentrado do Senado previsto para começar em 31 de agosto e seguir até 4 de setembro. O ReData integra a agenda do governo para estimular a instalação de infraestrutura de processamento e armazenamento de dados no Brasil. A proposta cria tratamento tributário específico para investimentos em data centers e estabelece contrapartidas para as empresas beneficiadas pelo regime. A escolha de Cid Gomes ocorre após Alcolumbre assumir o compromisso de colocar o ReData em votação no período de esforço concentrado. O tema também foi tratado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou ter conversado com o presidente do Senado para que a proposta avançasse no Congresso. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Mesmo sem isenção de imposto, Data Center aceleram no Brasil
Mesmo sem a aprovação dos benefícios fiscais previstos no Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), o setor de centros de processamento de dados no Brasil vai aumentar sua capacidade instalada em 30% este ano, considerando os projetos já em andamento, destacou matéria do Broadcast. O ritmo de expansão está acima da média dos últimos cinco anos, que tem girado em torno de 20% ao ano, de acordo com pesquisa da consultoria JLL. Essa aceleração tem a ver com projetos que visam suprir demandas locais que não podem ser adiadas, mesmo sem o programa de incentivos, afirma Bruno Porto, gerente de Logística e Data Centers da JLL. Ele destaca a continuidade no processo de digitalização da economia brasileira e a demanda crescente das empresas por processamento de dados, algo que é reforçado pela adoção da inteligência artificial (IA). Além disso, há projetos estrangeiros migrando para cá em busca de energia limpa e por causa da saturação de mercados consolidados nos Estados Unidos e na Europa, complementa. Apesar do crescimento, o setor convive com um entrave regulatório ligado ao Redata. Com a indefinição, muitos operadores optaram por colocar seus projetos em espera, sob a expectativa de que o benefício possa ser instituído nos próximos anos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Governo avança na criação da “nuvem brasileira”
O governo federal prepara a etapa da estratégia nacional para a criação da “nuvem brasileira”, iniciativa destinada a ampliar a infraestrutura necessária para armazenar dados e desenvolver e treinar modelos de IA no país, informou o jornal Correio Braziliense. A proposta prevê o atendimento a órgãos públicos e a possibilidade de utilização da estrutura pelo setor privado. A ideia é ir além de manter os dados fisicamente em território nacional, ampliando o controle brasileiro sobre as tecnologias utilizadas para armazenar e processar essas informações. Entre as diretrizes está o desenvolvimento de componentes de computação em nuvem baseados em padrões abertos e interoperáveis. A medida busca reduzir o chamado vendor lock-in, situação em que uma organização fica excessivamente dependente de um único fornecedor e encontra dificuldades para migrar sistemas e dados para outras plataformas. A estratégia é utilizar o poder de compra do Estado para dar escala a fornecedores brasileiros, ao mesmo tempo em que estimula a produção de conhecimento, o desenvolvimento tecnológico e a geração de propriedade intelectual no país. Para Romes Heriberto de Araújo, professor de Engenharia de Software do Centro Universitário Uniceplac e pesquisador em cibernética e inteligência artificial, aponta que criar uma nuvem nacional para atender ao governo federal exigiria investimentos bilionários, dependeria de hardware estrangeiro e enfrentaria desafios para oferecer serviços diversificados. A infraestrutura também não garantiria, sozinha, maior segurança cibernética. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Escuta de Mercado sobre o Projeto Nuvem Brasileira tem inscrições abertas
O Governo Federal abriu nesta segunda-feira, 24/8, as inscrições para a Escuta de Mercado que vai dialogar com empresas e atores do ecossistema de inovação sobre o desenvolvimento da Nuvem Brasileira, solução nacional de computação em nuvem destinada a ampliar a soberania digital do país, informou a Agência Gov. O projeto Nuvem Brasileira consiste na estruturação de soluções seguras de armazenamento e processamento voltadas à administração pública e alinhadas às necessidades do Estado brasileiro. “Nosso objetivo é garantir a soberania digital do nosso Estado, assegurando que os dados e o controle da infraestrutura de computação em nuvem permaneçam sob gestão nacional. Ao mesmo tempo, queremos impulsionar o desenvolvimento de tecnologias próprias, fortalecendo a economia, estimulando a inovação e gerando empregos qualificados no país”, afirmou o presidente da ABDI, Olavo Noleto. A Escuta de Mercado, por sua vez, tem o propósito de apresentar aos interessados os objetivos e demandas do governo federal, receber contribuições, reduzir assimetrias de informações e incorporar conhecimentos técnicos do setor privado à construção do projeto. A iniciativa ocorrerá por meio de audiência pública virtual no dia 3/9, às 10h. Em etapa subsequente, a Escuta conhecerá e mapeará as possibilidades de oferta da indústria nacional e orientará as alternativas técnicas e contratuais do projeto. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Serpro lança IA Soberana com dados 100% hospedados no Brasil
O Serpro aproveitou a Febraban Tech 2026 para lançar a sua Inteligência Artificial Soberana, com dados 100% hospedados no Brasil, informou o portal Convergência Digital. Na plataforma, os dados permanecem integralmente no Brasil, onde também ocorre todo o processamento. Além disso, oferece uma família de grandes modelos de linguagem, treinados em português e uso, conforme a necessidade de cada aplicação, partindo de uma compreensão de soberania que não significa isolamento tecnológico, mas capacidade de governar ativos estratégicos sem abrir mão do controle sobre dados e processamento. Essa família reúne modelos de diferentes portes, de modelos compactos, de até 12 bilhões de parâmetros, a modelos de grande porte, acima de 120 bilhões. A variação de tamanho tem efeito direto sobre custo: como o preço dos tokens ainda é um obstáculo à adoção de IA no mercado, modelos ajustados à complexidade de cada tarefa e capazes de raciocinar em português tendem a ser mais rápidos e mais econômicos. A partir dessa base, equipes do próprio Serpro treinam modelos especialistas em cenários específicos, executados na infraestrutura da empresa. O setor financeiro está entre os mercados em que essa combinação pode ter maior impacto. Bancos e fintechs, entre outras instituições, trabalham ao mesmo tempo com grandes volumes de informação e dados sensíveis, sob requisitos elevados de segurança e conformidade regulatória. Nesse ambiente, a IA Soberana pode apoiar aplicações como análise de risco, prevenção a fraudes, compliance, inteligência regulatória, análise documental e automação de processos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
.
Veja outras noticias
Agência Gov
Escuta de Mercado sobre o Projeto Nuvem Brasileira tem inscrições abertas
Agência Gov
Nuvem de Governo do Serpro mantém dados sigilosos sob jurisdição brasileira
MJSP
Especialistas apontam vantagens competitivas na corrida pela autonomia digital no Brasil
ABDI
ABDI e Anvisa assinam Plano de Trabalho para transformação digital dos processos regulatórios
Broadcast
Conselho Interministerial define plano de aplicação de recursos do Brasil Soberano
Broadcast
Mesmo sem isenção de imposto, Data Center aceleram no Brasil
Broadcast
Abegás quer incluir gás natural em PL do Redata para garantir segurança energética
Café com Bytes
Escassez de hardware empurra empresas brasileiras para a nuvem até 2028
Café com Bytes
IA avança nos maiores bancos do Brasil e investimentos em tecnologia chegam a R$ 50 bilhões
Capital Digital
Centro Nacional de Dados do Ceará amplia capacidade para IA e pesquisa científica
Capital Digital
Brasil apresenta agenda de infraestrutura digital e busca ampliar cooperação com o Japão
CNN Brasil
IA: Brasil não está no grande tema de investimentos, diz especialista
CNN Brasil
Data center da Elea e Axia (ex-Eletrobras) é alvo de investigação no Pará
Correio Braziliense
Governo avança na criação da “nuvem brasileira”
Convergência Digital
Alcolumbre promete votar REDATA no último esforço concentrado antes das eleições
Convergência Digital
Serpro lança IA Soberana com dados 100% hospedados no Brasil
Convergência Digital
Nuvem brasileira será uma PPP, mas terá a exigência de capital nacional dos parceiros
Convergência Digital
Marco Legal de Inteligência Artificial só vota depois das eleições
Convergência Digital
ANPD sai em defesa da aprovação rápida do Marco Legal de IA
Data Center Dynamics
Claro terá data center de IA na cidade de São Paulo a partir de 2027
Estado de S. Paulo
Governo libera R$ 1,3 bi para financiar data centers e redes de internet
Exame
Três empresas concentram 70% do mercado de data centers no Brasil
Folha de S. Paulo
Big techs e mais de 100 empresas pedem intensificação de medidas de defesa contra ataques da IA
Folha de S. Paulo
Gigante chinês anuncia 2 data centers no Brasil, visando expandir negócios de IA
IPNews
Brasil Digital 2030+ propõe transformação digital como política de Estado
Istoé Dinheiro
Mercado de data centers no Brasil deve dobrar de tamanho até 2030 impulsionado por inteligência artificial (artigo da redação)
O Globo
Carga tributária elevada e excesso de licenças ainda são entraves para data centers, dizem analistas
Portal do Cloud
Anatel Propõe Aceleração de Metas de 4G e 5G para Provedores de Telecomunicações
Portal do Cloud
Brasil e Índia Firmam Acordo Estratégico em IA, Cibersegurança e Telecomunicações
Portal do Cloud
Governo Lança Consulta para Definir Prioridades do Plano Nacional de Inclusão Digital
Portal Porque
Instalação de mega data center em Campinas é levado ao Ministério Público de SP e Federal; Prefeitura se manifesta
Tele.Síntese
Frentes parlamentares e 35 entidades pressionam Congresso pela aprovação do Redata
Tele.Síntese
Cid Gomes é escolhido para relatar ReData no Senado
Tele.Síntese
Reitores alertam: sem conectividade no interior, soberania digital ficará concentrada nos grandes centros
Tele.Síntese
Nicnet inaugura edge data center e amplia cinturão de infraestrutura em SP
Valor Econômico
Presidente Lula promulga acordo sobre comércio eletrônico do Mercosul
Valor Econômico
Apagão põe à prova aposta da Ásia Central em rede elétrica integrada e com data centers
Valor Econômico
Rejeição a data centers cresce entre eleitores nos EUA e é alerta ao Brasil
Valor Econômico
Brasil quer atrair data centers, mas gargalos, custos e legislação são desafio
Veja
De olho no Redata, empresas italianas preveem investir R$ 90 bi no Brasil