Brasil prepara lista de insumos farmacêuticos prioritários para estimular produção nacional
O Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e entidades do setor, trabalha desde abril no mapeamento dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) prioritários para o Brasil. A iniciativa busca reduzir vulnerabilidades no abastecimento de medicamentos e ampliar a autonomia produtiva nacional, destacou matéria do Futuro da Saúde. Apresentado pela Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi), o projeto mapeou inicialmente 1.500 moléculas, em parceria com a Clarivate, consultoria global de informação e dados. A lista está sendo refinada e, em reunião realizada em 29 de setembro, o Ministério da Saúde chegou a uma relação preliminar de cerca de 140 IFAs, com previsão de reduzir esse número para aproximadamente 50. Entre as áreas que demandam maior atenção estão medicamentos para infecções, como antibióticos e antivirais, e produtos oncológicos, cuja produção global está concentrada em poucos países. A priorização considera fatores como o tamanho do mercado brasileiro, o ambiente regulatório e as listas de medicamentos essenciais da OMS e do próprio Ministério da Saúde. A etapa de priorização deve ser concluída até o fim de outubro. Depois, os IFAs selecionados serão discutidos com empresas e instituições de pesquisa para avaliar a capacidade de produção nacional, as rotas tecnológicas necessárias e a competitividade da fabricação no país. A partir desse diagnóstico, o governo definirá quais insumos devem receber estímulos à produção nacional e quais mecanismos de incentivo poderão ser utilizados. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
As discussões sobre saúde no Congresso Nacional eleito a partir de 2027
As discussões relacionadas à saúde podem ganhar um novo rumo no Congresso Nacional a partir de 2027. Com a consolidação de parlamentares de perfil de direita nas eleições 2026, a percepção é que temas da saúde suplementar ganhem destaque, destacou matéria do site Jota. A saúde digital deve continuar em destaque, enquanto temas como financiamento do setor e políticas do complexo industrial da saúde podem ser analisados sob uma perspectiva mais conservadora. Entre as propostas está a revisão de contratos de parceria para desenvolvimento produtivo, para concluir aqueles que estão atrasados e a possibilidade de limitar esses acordos a empresas nacionais e privadas, sem participação obrigatória de laboratórios públicos. Outro ponto de tensão é o financiamento da saúde e da educação. O mercado defende a redução dos gastos obrigatórios para liberar recursos para investimentos, enquanto sanitaristas argumentam que a saúde já sofre com subfinanciamento e necessita de mais recursos para melhorar a gestão. Dentro do governo Lula, a equipe econômica demonstra simpatia por mudanças nos pisos constitucionais de saúde e educação. Em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, a possibilidade de alteração dessas regras é considerada elevada. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Genéricos têm predomínio da indústria nacional e 46% das embalagens vendidas em 2025
A nona edição do Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico, referente a 2025, mostra os medicamentos genéricos como a principal categoria em quantidade de produtos comercializados, destacou matéria do portal Saúde Insider. O total foi de 2,9 bilhões de embalagens, crescimento de 5,6% sobre o ano anterior. Esse resultado fica acima da alta geral, de 3,7%. As vendas de genéricos correspondem a 46,1% do total (6,3 bilhões de embalagens no ano passado), mas a 13,8% do faturamento, devido ao menor valor médio. O anuário é divulgado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), vinculada à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo o anuário, as empresas de controle nacional predominam no setor, com 65,7%. Já “a entrada de produtos contendo moléculas novas permaneceu predominantemente associada a empresas de controle estrangeiro”, com 89,1%. No ranking de faturamento dos grupos econômicos produtores de genéricos, também há “grande prevalência de empresas nacionais nas primeiras posições”, aponta a CMED. No total de 2025, esses medicamentos faturaram R$ 25,2 bilhões, aumento de 16,7% em relação ao ano anterior. Todo o mercado faturou RS$ 182,8 bilhões. No final do documento, a CMD afirma que os resultados de 2025 encerram um ciclo regulatório”. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Inaep amplia diálogo com Comitês de Ética em Pesquisa responsáveis por estudos de alta complexidade
A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, realizou visitas técnicas aos oito Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) do país habilitados para analisar estudos considerados de alto risco para os participantes. A ação ocorreu entre os dias 28 de setembro a 2 de outubro no estado de São Paulo, comunicou o portal do ministério. A atividade teve como objetivo acompanhar a rotina das unidades, impulsionar a troca de experiências e fortalecer o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep). Para a coordenadora da Inaep, Meiruze Freitas, a atuação em conjunto amplia a segurança dos voluntários de pesquisas no país. As visitas foram realizadas no Centro Universitário da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André; na Faculdade de Medicina de Botucatu, em Botucatu; na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e na Faculdade Ceres, ambas em São José do Rio Preto. Na capital, a ação contemplou a Fundação Antônio Prudente do Hospital A.C. Camargo Cancer Center, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Durante os encontros, também foram discutidos temas como o uso de IA para ampliar possibilidades na produção de conhecimento e os novos desafios éticos relacionados à proteção de dados, além da Análise Ética Única em Pesquisas Multicêntricas. A ampliação do diálogo prevê ainda visitas aos CEPs credenciados, unidades que analisam pesquisas de risco baixo e risco moderado. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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