Ministério da Saúde quer atrelar repasses para média e alta complexidade às filas de pacientes

Ministério da Saúde quer atrelar repasses para média e alta complexidade às filas de pacientes

Ministério da Saúde quer atrelar repasses para média e alta complexidade às filas de pacientes

O Ministério da Saúde pretende aumentar o repasse de recursos e ajustar o Limite Financeiro de Média e Alta Complexidade (Teto MAC) com base na visualização da fila de pacientes que aguardam acesso a tratamentos ou procedimentos, assim como o tempo de espera, informou o Futuro da Saúde. A iniciativa deve ter início em 2027, a partir de painéis desenvolvidos pela pasta. O primeiro será de radioterapia, como parte do componente monitoramento do programa Agora Tem Especialistas. Em entrevista exclusiva ao Futuro da Saúde, Adriano Massuda, secretário-executivo do Ministério da Saúde, afirmou que a ideia é fazer esse alinhamento. “No transplante de órgãos é assim, você vê quem está na fila e qual é a possibilidade de transplantar. É disso que precisamos, e o câncer é uma das áreas que já está mais avançada para poder fazer isso, já no início de uma próxima gestão”, aponta Massuda. Hoje, as informações estão concentradas nos municípios e estados, e a fragmentação não permite que o próprio governo federal e a população saibam o tamanho real da fila para cada especialidade ou procedimento. Segundo o secretário-executivo do Ministério, a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) está sendo utilizada para visualizar as filas de radioterapia. O painel de monitoramento da radioterapia foi apresentado na Comissão Intergestores Tripartite (CIT) em agosto. Além de organizar a demanda e disponibilidade, a intenção também é coordenar transporte e alojamento de pacientes. Além da oncologia, futuramente outras áreas prioritárias devem receber propostas do Ministério. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

8 em cada 10 casos de câncer de pulmão em SP são descobertos em estágio avançado, revela estudo

Uma análise realizada com dados do estado de São Paulo mostrou que 79% dos casos de câncer de pulmão detectados nas últimas décadas no serviço público estavam nos estágios III ou IV, os mais avançados da doença, destacou matéria do jornal O Globo. A análise usou dados de 16.038 pacientes diagnosticados entre 2000 e 2016 em todo o estado. A análise, que reflete apenas o estado mais populoso do país, foi publicada no periódico Journal of Thoracic Disease. Do total de casos avaliados pelo estudo, 49,8% dos pacientes estavam em estágio IV e 29,1% em estágio III no momento em que foram diagnosticados. Apenas 11,6% estavam em estágio I e apenas 6,8% na fase II. Trata-se de um dado especialmente preocupante, pois o câncer de pulmão é um dos que mais mata no Brasil. Sendo o terceiro em letalidade dos homens e o quarto em ocorrência para mulheres. A detecção precoce, explica o cirurgião torácico do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Oswaldo Cruz e coordenador do estudo, Fernando Conrado Abrão, é um aspecto de extrema importância para o bom prognóstico do quadro. “Apenas 18% dos pacientes chegam para diagnóstico em estágio I e II, que é o momento em que os pacientes têm chance de cura com o tratamento. Esse dado (que reflete o diagnóstico tardio) é muito alarmante e bem atual”, diz. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Lucro operacional das empresas de planos de saúde cai 11% no 2º trimestre, diz ANS

 
As operadoras de planos de saúde registraram lucro operacional de R$ 5,6 bilhões no segundo trimestre, o que representa uma queda de 11% sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), informou o Valor Econômico. O lucro líquido (métrica que considera os ganhos financeiros) somou R$ 10,9 bilhões, redução de 12%. As aplicações financeiras somaram R$ 142,3 bilhões, no segundo trimestre, avanço de 9,2% sobre um ano antes. A receita do setor subiu 8,37% para R$ 201, 9 bilhões, no segundo trimestre. A taxa de sinistralidade ficou em 81,91%, alta de 0,76 ponto percentual. As cinco operadoras com melhor resultado líquido, no segundo trimestre, foram: BradescoCotação de Bradesco (R$ 2 bilhões), Amil (R$ 960 milhões), Postal (R$ 875 milhões), Unimed Seguros (R$ 419 milhões) e MedSênior (R$ 387 milhões).

Apreensões de canetas expõem diferença regulatória entre Brasil e Paraguai

Medicamentos à base de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, podem estar regularmente registrados no Paraguai, mas não ter autorização para comercialização no Brasil. A diferença decorre das regras e avaliações adotadas pelas autoridades sanitárias de cada país, destacou matéria do site Saúde Insider. Diante do aumento de apreensões na fronteira, a Dinavisa afirmou que os produtos registrados no Paraguai atendem às exigências locais. Já a Anvisa destaca que as canetas precisam passar por sua avaliação e que a presença do mesmo princípio ativo não comprova equivalência com medicamentos autorizados no Brasil. Nos dois países, o registro exige um dossiê técnico com informações sobre princípio ativo, fabricação, qualidade, estabilidade e segurança. Para medicamentos importados, o Paraguai também considera documentos e avaliações do país de origem e de autoridades estrangeiras. No Brasil, a Anvisa exige evidências de qualidade, segurança e eficácia, além de avaliar a conformidade da fabricação. Quando há alegação de equivalência com medicamento já registrado, podem ser necessários estudos comparativos, como de biodisponibilidade e bioequivalência. A Anvisa pode utilizar avaliações de autoridades estrangeiras por meio do mecanismo de reliance, mas a Dinavisa não está atualmente entre as autoridades reconhecidas para esse procedimento no Brasil. Embora o Paraguai aceite documentação brasileira em seus processos de registro, isso não autoriza automaticamente a circulação dos medicamentos no território brasileiro. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

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