SUS terá R$ 9,8 bi para se adequar a impactos do El Niño
Diante das previsões de chuvas intensas, ondas de calor e queimadas que podem ocorrer simultaneamente no país, neste segundo semestre, por causa do chamado Super El Niño, o Ministério da Saúde está reforçando a estrutura assistencial do SUS para atender os possíveis afetados pelos desastres climáticos, informou o Valor Econômico. A pasta prevê um investimento de R$ 9,5 bilhões até 2035. Esse orçamento é voltado para diferentes frentes como readaptação das unidades básicas de saúde, treinamento de equipes, serviços de monitoramento do clima e impactos epidemiológicos, construção de hospitais de campanha em casos mais extremos. A ideia é que as unidades básicas de saúde sejam readaptadas, construídas e equipadas já conforme às demandas de saúde que devem surgir com as novas condições climáticas. A estratégia também se estende para treinamento de pessoal do SUS, uma vez que as enfermidades que podem surgir vão variar por região. São esperados diferentes fenômenos climáticos. O governo criou um projeto-piloto com Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC) em nove cidades do país para analisar quais impactos epidemiológicos podem ocorrer com os eventos climáticos extremos. A ideia é que essas informações subsidiem o SUS para que a rede pública de saúde esteja mais preparada. As cidades que estão sendo acompanhadas são Porto Alegre, Salvador, Santarém (PA), Belém, Fortaleza, Cuiabá, Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Regulação da IA pelo CFM preocupa empresas e entidades
A regulamentação da inteligência artificial na medicina passou a gerar debate entre entidades do setor de saúde após a publicação da Resolução CFM nº 2.454/2026, destacou matéria do portal Medicina S/A. Dez organizações reconhecem a importância de estabelecer regras para o uso de IA por médicos, mas questionam a extensão da norma, argumentando que ela cria obrigações para empresas de tecnologia, desenvolvedores, distribuidores e sistemas que não exercem a medicina. O principal questionamento envolve a sobreposição de competências regulatórias. As entidades apontam que a resolução pode criar exigências adicionais às já estabelecidas pela Anvisa para softwares como dispositivos médicos (SaMD), incluindo classificação de risco, requisitos técnicos e fiscalização. Também há preocupação com a proteção de dados. Segundo as organizações, regras sobre bases legais para tratamento de dados pessoais e treinamento de modelos de IA estariam relacionadas às atribuições da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), conforme a LGPD. Outro ponto de atenção é a propriedade intelectual. Obrigações envolvendo compartilhamento de tecnologias, códigos, bases de dados e acesso a configurações de sistemas poderiam, na avaliação das entidades, afetar segredos industriais, direitos de propriedade intelectual e modelos de negócio. As entidades ressaltam que a crítica não representa oposição à regulamentação da inteligência artificial na medicina, mas a expansão da tecnologia exige parâmetros claros para proteger pacientes, preservar a responsabilidade profissional e estabelecer critérios de segurança. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Farmacêutica que desenvolve medicamento semestral de prevenção se compromete a avançar em negociações para produção no Brasil, diz Opas
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) anunciou um novo acordo com a farmacêutica Gilead Sciences para facilitar o acesso de 14 países ao lenacapavir, medicamento de longa duração que protege contra a infecção pelo HIV, informou o jornal O Globo. O acordo beneficiará Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. A ideia é que os países adquiram o medicamento por meio dos Fundos Rotativos Regionais da Opas, que facilitam as negociações com a farmacêutica. Cada país deverá seguir seus próprios processos regulatórios internos. Segundo a Opas, a Gilead também se comprometeu a avançar em um processo de transferência de tecnologia no Brasil, com o objetivo de viabilizar a produção local de lenacapavir no futuro. Um memorando sobre o tema já havia sido assinado entre a Fiocruz e a Gilead, mas o processo ainda não foi finalizado e não há prazo definido. “A longo prazo, o aumento da capacidade de produção regional poderia contribuir para uma maior disponibilidade de lenacapavir e condições de aquisição mais sustentáveis”, diz a Opas. “Hoje, as Américas dispõem de ferramentas cada vez mais eficazes para prevenir o HIV, mas essas inovações só terão impacto se chegarem às pessoas que delas necessitam”, afirmou o diretor da Opas, Jarbas Barbosa, em comunicado à imprensa. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Saúde no Brasil desperdiça até R$ 360 bilhões por ano, diz estudo
O sistema de saúde brasileiro desperdiça entre R$ 240 bilhões e R$ 360 bilhões por ano, destacou coluna da Folha de S. Paulo. O número consta do documento ’Os 5 Inegociáveis da Saúde: Uma Agenda para as Lideranças Políticas Brasileiras 2027-2030’, elaborado pela Fesaúde (Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo) e pelo SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde do Estado de São Paulo). O cálculo aplica parâmetros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) ao gasto brasileiro. Segundo o levantamento, a maior parcela do desperdício —entre R$ 100 bilhões e R$ 150 bilhões por ano— vem do uso inadequado de tecnologias, de compras ineficientes e de falhas na operação dos serviços. As organizações citam como exemplos exames e procedimentos desnecessários, cuidados de baixo valor, eventos adversos evitáveis e diferenças no tratamento de casos semelhantes, que somam entre R$ 89 bilhões e R$ 133 bilhões. Ainda conforme o documento, fraudes, corrupção, judicialização evitável, abusos e burocracia respondem por R$ 51 bilhões a R$ 77 bilhões gastos. Exames de imagem e laboratoriais repetidos por falta de compartilhamento de resultados entre o SUS (Sistema Único de Saúde) e a saúde suplementar custam entre R$ 15 bilhões e R$ 25 bilhões por ano. O documento foi apresentado a assessores de saúde de campanhas presidenciais em 14 de setembro, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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