As pautas de diferentes setores da saúde para o próximo governo
Entidades da saúde apresentaram aos candidatos à Presidência em 2026 uma ampla agenda de prioridades para o próximo governo, destacou reportagem do site Futuro da Saúde. Entre as principais demandas está o aumento e a estabilidade do financiamento do SUS. Associações defendem que o gasto público em saúde alcance ao menos 6% do PIB, enquanto a Fiocruz propõe chegar a 7% até o fim do próximo mandato. Também são reivindicados o fortalecimento da atenção primária, a regionalização dos serviços, a redução das filas e a valorização dos profissionais de saúde. A saúde digital aparece como prioridade, com defesa de maior interoperabilidade e de um prontuário eletrônico integrado entre SUS e setor privado. Na saúde suplementar, destacam-se propostas para ampliar o acesso a planos, criar uma instância única de avaliação de tecnologias, integrar sistemas público e privado e adotar preços confidenciais para medicamentos. A indústria defende o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com maior produção nacional, modernização tecnológica, incentivo à inovação e consolidação do Brasil como polo de pesquisa clínica. Também pede maior previsibilidade regulatória, redução de filas no INPI e na Anvisa, proteção de dados regulatórios e modernização da Conitec. Entre os desafios emergentes, aparecem mudanças climáticas, saúde mental, prevenção ao uso de tabaco e álcool, alimentação saudável e regulação de plataformas digitais. As Associações de pacientes também se posicionaram e defendem avanços no controle do câncer, com diagnóstico precoce, acesso oportuno a tratamentos, navegação do paciente, vacinação contra HPV e fortalecimento das políticas para doenças raras, com maior participação social na avaliação de tecnologias. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades
A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade, informou a Agência Brasil. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A mamografia digital é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque. A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas. No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos. A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde). Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Ministério prepara novas linhas de cuidado para doenças raras no SUS
O Ministério da Saúde trabalha na elaboração de novas linhas de cuidado para doenças raras, apontou matéria do site Futuro da Saúde. Segundo a coordenação geral de doenças raras, estão em curso diversos processos com previsão de publicação até o final de 2026. Entre eles, a pasta prepara linhas para doenças neurodegenerativas, epidermólise bolhosa e condições que precisam de terapias de suporte como atenção domiciliar. Ao Futuro da Saúde, o coordenador-geral Natan Monsores explica que as linhas de cuidado vão estabelecer quais especialidades e exames serão necessários e como deve ocorrer o acesso à reabilitação e a outros cuidados com o objetivo de orientar o fluxo assistencial. Outra frente em discussão é a organização da oferta de terapias infusionais no SUS. Segundo Monsores, o ministério trabalha há alguns meses em uma proposta e já realizou um diagnóstico das iniciativas de centros de infusão existentes nos estados. As iniciativas avançam enquanto o Ministério da Saúde também prepara uma atualização mais ampla da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, instituída em 2014. De acordo com o coordenador foram realizadas oficinas para revisão de todos os marcos da portaria em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz. O Ministério da Saúde também tem trabalhado na oferta de sequenciamento genético para o diagnóstico de doenças raras. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Rastreio do câncer de colo de útero alcança só 36% do público alvo
Apesar de contar com vacina e métodos capazes de identificar lesões antes que se tornem um tumor, o Brasil ainda rastreia de forma efetiva apenas 36% das mulheres que fazem parte do público-alvo para o câncer do colo do útero, destacou matéria do jornal Correio Braziliense. O dado foi apresentado nesta quarta-feira (9/9), durante o 4º Fórum de Políticas Públicas para o Câncer Ginecológico, na Câmara dos Deputados. O índice está distante da meta de 70% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, o modelo atual, baseado principalmente no exame Papanicolau feito de forma ocasional, também concentra repetições em algumas pacientes enquanto deixa outras fora do acompanhamento. Segundo os dados apresentados, o país registra 19,3 mil novos casos da doença por ano e contabilizou 7.209 mortes em 2023. Cerca de 60% dos diagnósticos ocorrem quando o câncer já está localmente avançado. Na ocasião, o fórum lançou o Radas Nacional da Eliminação do Câncer do Colo do Útero, uma ferramenta que reunirá anualmente informações de bases públicas para acompanhar desde a vacinação contra o HPV até o acesso ao diagnóstico e tratamento. A proposta é mostrar onde a cobertura avança e quais regiões ainda concentram falhas no atendimento. Uma das mudanças monitoradas será a implantação do teste de DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). O exame, mais sensível que o Papanicolau, permite ampliar para cinco anos o intervalo de rastreamento quando o resultado é negativo. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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