Governo discute revisão do modelo de financiamento para atenção especializada

Governo discute revisão do modelo de financiamento para atenção especializada

Governo discute revisão do modelo de financiamento para atenção especializada

O Ministério da Saúde indicou que está em discussão a revisão da forma de financiamento dos serviços para a atenção especializada do Sistema Único de Saúde (SUS), informou o site Futuro da Saúde. A reformulação começa a ser um dos principais debates na pasta e já é analisada por um grupo de trabalho. O governo também discute mudanças na forma de financiar os hospitais. Nesta quinta-feira, 20, durante o 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília, o diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência, Fernando Figueira, afirmou que a pasta busca alternativas ao modelo baseado na remuneração de serviços e na criação sucessiva de incentivos. Para isso, quer inserir no próximo triênio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) um programa para revisar políticas de financiamento. A ideia, segundo Figueira, é revisitar o Sistema de Apuração e Gestão de Custos do SUS (ApuraSUS). Ele permite que estabelecimentos de saúde insiram informações de custos e produção de modo a gerar uma visão mais clara e precisa dos recursos financeiros envolvidos na prestação de serviços. O diretor explica que, a partir da disseminação e fortalecimento da ferramenta como um instrumento de gestão, seria possível migrar para um modelo de hospitais orçados. No novo modelo, o financiamento consideraria os custos, a complexidade e as características de cada unidade, de modo contrário à estratégia atual de remuneração dos serviços prestados e de incentivos específicos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Anvisa e Dinavisa, do Paraguai, firmam acordo para combater produtos ilegais e trocar informações

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Dinavisa, autoridade sanitária do Paraguai, assinaram nesta quinta-feira (20) um acordo para troca de informações e combate a produtos ilegais, destacou matéria da Folha de S. Paulo. O documento substitui um memorando firmado em março de 2024 e passa a valer por cinco anos. O novo texto prevê troca de informações, incluindo testes laboratoriais, apoio a ações de controle nas regiões de fronteira e cooperação para combater falsificação, contrabando e circulação irregular de produtos. A negociação ocorre em um momento de aumento da circulação, no Brasil, de medicamentos produzidos ou comercializados no Paraguai que não têm autorização da Anvisa, entre eles produtos vendidos como versões de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly. O diretor nacional interino da Dinavisa, Jorge Iliou Silvero, afirmou que ’os dois países dividem desafios em comum na proteção da saúde da população’, segundo nota divulgada pela Anvisa nesta quinta. A agência brasileira afirma que empresas do país vizinho devem cumprir as exigências técnicas da Anvisa. O memorando assinado nesta quinta-feira estabelece uma estrutura para o intercâmbio de informações e a cooperação regulatória entre as duas autoridades sanitárias. O escopo inclui insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos biológicos, dispositivos médicos, cosméticos, alimentos e produtos de tabaco. Entre os mecanismos previstos estão a troca de informações sobre normas, políticas, testes laboratoriais, avaliação antes da entrada de produtos no mercado, registro, fiscalização e monitoramento após a comercialização. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Conitec abre consultas públicas para novos protocolos de tratamento oncológico no SUS

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), abriu consultas públicas para receber contribuições sobre 12 Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) voltados à assistência oncológica no Sistema Único de Saúde (SUS). As propostas abrangem diferentes tipos de câncer e buscam qualificar o acesso dos pacientes aos tratamentos incorporados na saúde pública, destacou comunicado no portal da comissão. Estão em consulta pública os PCDTs de carcinoma diferenciado da tireoide, câncer de mama, adenocarcinoma de próstata, adenocarcinoma de estômago, neoplasia maligna epitelial de ovário, mieloma múltiplo, câncer epidermoide de cabeça e pescoço, carcinoma de esôfago, linfoma de Hodgkin, carcinoma renal de células claras, linfoma folicular e melanoma cutâneo. Mais informações podem ser acessadas no site da Comissão. As contribuições podem ser enviadas até 8 de setembro de 2026. Os protocolos, relatórios preliminares e formulários para participação estão disponíveis na página de Consultas Públicas da Conitec. Os PCDTs são documentos que estabelecem critérios para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes no SUS, a partir das melhores evidências científicas disponíveis. A atualização dos protocolos oncológicos permite incorporar às orientações clínicas as mudanças ocorridas na assistência, inclusive novos tratamentos e tecnologias incorporados ao SUS após a avaliação pela Conitec. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Lacunas em dados e infraestrutura dificultam expansão da IA na saúde

As organizações da área da saúde enfrentam barreiras significativas para a expansão da IA devido a lacunas persistentes no acesso a dados, governança e desempenho da infraestrutura. As conclusões estão na pesquisa The Data Readiness Index 2026, da Cloudera, empresa de plataforma híbrida de dados e IA, destacou matéria do portal Medicina S/A. À medida que as organizações de saúde buscam a transformação digital, elas gerenciam volumes crescentes de dados clínicos, operacionais e gerados por pacientes em ambientes cada vez mais distribuídos. A IA está se tornando essencial para melhorar os resultados dos pacientes, reduzir custos de assistência, otimizar fluxos de trabalho administrativos e priorizar o paciente. No entanto, muitas organizações ainda não possuem a base de dados governada necessária para operacionalizar a IA em larga escala. Embora 87% dos profissionais de saúde entrevistados relatem ter visibilidade sobre onde seus dados residem, as organizações continuam enfrentando dificuldades para integrar, governar e operacionalizar dados confiáveis em larga escala. De fato, 28% das organizações de saúde afirmam que o desempenho da infraestrutura dificulta consistentemente as iniciativas operacionais, e a pesquisa também revelou desafios mais amplos relacionados à governança e à operacionalização da IA em ambientes distribuídos. Apesar desses desafios, as organizações de saúde continuam investindo fortemente na preparação e modernização da IA. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

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