Presidente defende debate sobre soberania digital: ‘Não estamos prontos para disputar com China ou EUA, mas conosco’

Presidente defende debate sobre soberania digital: ‘Não estamos prontos para disputar com China ou EUA, mas conosco’

Presidente defende debate sobre soberania digital: ‘Não estamos prontos para disputar com China ou EUA, mas conosco’

De olho em enaltecer a defesa da soberania, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo entrará, de forma definitiva, na ’era da Inteligência Artificial’, destacou matéria do Valor Econômico. Sem dar mais detalhes sobre medidas para atingir esse objetivo, porém, o petista disse que o Brasil está pronto não para disputar com a China ou Estados Unidos, ’mas conosco’. As declarações ocorreram na noite desta terça-feira (11), durante reunião no Palácio do Planalto para tratar sobre soberania digital. Além de ministros, participaram da agenda empresários especialistas no tema. ’Hoje, vocês venderam a certeza de que estamos prontos não para disputar com a China e Estados Unidos, mas conosco e fazer o que temos que fazer aquilo que temos de importante para fazer de IA’, comentou o chefe do Executivo. ’Essa reunião é o começo definitivo que vamos entrar na era da IA, não tem mais volta’, disse, em outro momento. De acordo com o presidente, o governo discute há mais de dois anos como lidar com a IA, mas ainda não houve uma decisão de gestão sobre como fazer isso. ’Precisamos decidir’, cobrou. Para acessar a matéria completa, clique aqui.


Governo muda planos e deve gastar R$ 2 bi em dois supercomputadores de IA, um americano e um chinês

O governo alterou o Pbia (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial) e deverá comprar dois supercomputadores entre os dez mais potentes do mundo, um dos Estados Unidos e um da China, em vez de um único equipamento, informou reportagem da Folha de S. Paulo. Os equipamentos custarão mais de R$ 2 bilhões, e as licitações devem ser publicadas nos próximos dias, disse a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, em entrevista à Folha nesta quarta-feira (12). A máquina é vista como ponto-chave da estratégia brasileira para inteligência artificial e deve ser usada no desenvolvimento de tecnologia própria, como modelos de inteligência artificial nativamente brasileiros, do governo ou da iniciativa privada. O anúncio vem na sequência de uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com cinco especialistas da área, incluindo Mat Velloso, ex-executivo brasileiro do Google que chamou a China de referência. O presidente disse em entrevista coletiva nesta terça (11) que o Brasil não está pronto para disputar tecnologicamente nem com americanos, nem com chineses. Ele diz querer os dois países ’conosco’. O principal supercomputador terá potência instalada determinada por edital de 9,2 megawatts, o que colocaria o equipamento na sexta posição do ranking especializado Top500 e representaria um consumo elétrico equivalente ao de cerca de 45 mil casas. Para acessar a matéria completa, clique aqui.


Governo espera que Redata seja aprovado até o final do ano, afirma Ministro 

A tecnologia está em pauta no governo. É o que afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, durante sua participação no Fortinet Cibersecurity Summit 2026, nesta terça-feira (12), destacou matéria do portal IT Forum. Segundo o ministro, desde que a conectividade e a criação de uma infraestrutura digital se tornaram prioridades da pasta, soluções de segurança passaram a ser discutidas como ativos para esses projetos. Entre os projetos, Filho citou investimentos em novas soluções de satélites geoestacionários e de baixa órbita, a expansão da rede 5G no país, que, até o final do ano, deve cobrir 80% do território, e a implementação do 4G em zonas rurais e rodovias. Filho também afirmou que, apesar das oportunidades de crescimento trazidas pela inteligência artificial (IA), elas só poderão se concretizar com a redução das vulnerabilidades cibernéticas do país. O ministro reforçou ainda a possibilidade de o Brasil se tornar um grande hub de data centers. Frederico defende que a implementação desses equipamentos em solo brasileiro contribuiria para a soberania nacional. Mais tarde, durante uma coletiva de imprensa, Filho afirma que, em relação às regulações, a expectativa do governo é de que tanto o Redata quanto o Marco Regulatório de Inteligência Artificial sejam aprovados ainda este ano. No caso do Marco Regulatório de Cibersegurança, o ministério acredita que a pauta deve ser conduzida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Para acessar a matéria completa, clique aqui.


Brasscom propõe centralizar comando da política digital sem criar novo órgão


A Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais ) defende que o próximo governo fortaleça a coordenação da política digital brasileira, sem criar um novo órgão, destacou matéria do portal Capital Digital. Para a entidade, a governança atual é fragmentada, com iniciativas dispersas, sobreposição de esforços e assimetrias regulatórias. A proposta, incluída na Agenda Digital 2027-2030, busca garantir maior centralidade da agenda digital, com participação ativa do setor produtivo. A associação cita o Comitê Interministerial para a Transformação Digital (CITDigital) como evidência de que o governo já reconhece a necessidade de integrar políticas, mas não indica qual estrutura existente deveria assumir essa coordenação nem propõe uma nova distribuição de competências. Em 31 páginas, a Agenda reúne propostas sobre infraestrutura de telecomunicações e data centers, inteligência artificial, cibersegurança, dados, tecnologias quânticas, inovação, educação, inclusão digital e ambiente de negócios. O objetivo é transformar a digitalização em eixo estruturante do desenvolvimento econômico e social. O documento está dividido em seis pilares: infraestrutura; tecnologias estratégicas; pesquisa, desenvolvimento e inovação; educação e capacitação; inclusão social e digital; e ambiente de negócios. Entre as medidas estão incentivos fiscais, financiamento, investimentos em infraestrutura, formação profissional, uso econômico de dados e coordenação de políticas públicas. Para a transformação digital do Estado, a Brasscom propõe ampliar a interoperabilidade entre sistemas governamentais, estabelecendo diretrizes comuns de governança e segurança, integrando os três níveis da Federação. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

MP exige saber a localização física dos servidores do Google Cloud com os dados paranaenses

O Ministério Público do Paraná (MPPR) ampliou a apuração sobre a parceria entre a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (CELEPAR) e a Google e passou a cobrar explicações sobre os compromissos financeiros assumidos pela estatal, a vantagem econômica da plataforma escolhida, a utilização de contratos públicos como lastro para o consumo, a localização dos dados do Estado e a governança de projetos de inteligência artificial e proteção de dados, destacou matéria do portal Convergência Digital. As novas diligências foram dirigidas à CELEPAR, à Secretaria de Estado da Administração e Previdência (SEAP) e à Secretaria de Estado da Educação (SEED) no dia 7 de agosto. Na mesma data, o MPPR também acionou seu Núcleo de Apoio Técnico Especializado (NATE) para analisar questões econômicas, contábeis e administrativas relacionadas ao modelo de contratação. Um dos pontos centrais da nova etapa da apuração é o risco financeiro associado ao compromisso mínimo assumido pela CELEPAR perante a Google. A nova rodada de diligências também ampliou a apuração sobre proteção e soberania dos dados públicos. O MPPR determinou que a CELEPAR informe a localização física dos servidores utilizados pela Google Cloud Platform e pelo Google Workspace na Administração Estadual, esclarecendo se existe transferência internacional de dados de cidadãos paranaenses e quais salvaguardas contratuais foram adotadas. A diligência não afirma que tenha ocorrido transferência irregular de dados. O objetivo é identificar a arquitetura efetivamente utilizada pelo Estado e verificar quais mecanismos de proteção foram estabelecidos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.


Anatel inclui IA, nuvem e data centers em revisão de regra de cibersegurança


A Anatel pretende incorporar inteligência artificial (IA), computação em nuvem e data centers à reavaliação de sua regulamentação de segurança cibernética, informou o portal Tele.Síntese. A revisão também considera novas vulnerabilidades nas diferentes camadas das redes de telecomunicações, segundo o conselheiro substituto Nilo Pasquali. As informações foram divulgadas pelo conselheiro nesta terça-feira, 11, durante a abertura do 6º Simpósio TelComp, em Brasília.  Segundo ele, a expansão da inteligência artificial, da computação em nuvem, da Internet das Coisas (IoT) e de aplicações que exigem processamento e troca de dados em larga escala aumenta a importância da segurança das infraestruturas de telecomunicações. O conselheiro lembrou que a Anatel aprovou, em 2020, o Regulamento de Segurança Cibernética Aplicada ao Setor de Telecomunicações, que estabeleceu diretrizes para gestão de riscos, tratamento de incidentes e proteção das infraestruturas críticas do setor. Agora, segundo Pasquali, o regulamento passa por uma reavaliação destinada a incorporar novas tecnologias e pontos de criticidade. Entre os temas citados estão “as aplicações maliciosas de soluções de inteligência artificial”, além de novas vulnerabilidades nas diferentes camadas das redes e aspectos normativos relacionados à prestação de serviços de cloud computing e data centers associados ao setor de telecomunicações. A Anatel também trabalha na definição de requisitos de segurança cibernética para equipamentos de telecomunicações. Para acessar a matéria completa, clique aqui.


Debatedores recomendam ajustes em projeto sobre apoio à economia digital no Brasil


Especialistas elogiaram a evolução no texto do Projeto de Lei 5960/25, que cria o Marco de Fomento à Economia Digital no Brasil, destacou matéria da Agência Câmara. Eles participaram de debate nesta quarta-feira (12) na Comissão de Desenvolvimento Econômico. A Data Privacy Brasil, organização que atua no ensino, na pesquisa e no debate de políticas públicas de proteção de dados e privacidade, pediu ajustes e recomendou atenção às leis vigentes e a outras iniciativas em curso no Congresso Nacional. Para o professor da Universidade de São Paulo Juliano Maranhão, o ponto central do PL 5960/25 deve ser a definição de dados não pessoais, importante para o desenvolvimento dos sistemas de inteligência artificial (IA), em contraposição aos dados pessoais. De autoria do deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), o PL 5960/25 prevê medidas para incentivar o desenvolvimento da IA no Brasil, valorizar a produção intelectual, criar mecanismos de financiamento e fortalecer a soberania digital. O debate desta quarta foi realizado a pedido de Jadyel Alencar, a audiência pública contou ainda com a advogada da Confederação Nacional da Indústria Christina Dias; a diretora do Departamento de Transformação Digital e Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Cristiane Rauen; o coordenador de Programa e Projetos para Transformação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Everton de Freitas; e o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software, Andriei Gutierrez. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

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