Webinar internacional discutirá inovações e estratégias no manejo de gafanhotos

//Webinar internacional discutirá inovações e estratégias no manejo de gafanhotos
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Centre for Agricultural Bioscience International (CABI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), realiza na próxima quinta-feira (27), às 14h, o webinar internacional “Inovações e Estratégias no Manejo de Gafanhotos”. O evento será transmitido pelas redes sociais do Mapa (Youtube e Facebook), e contará com a participação do diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, da diretora de Controle Biológico de Ervas Daninhas do CABI, Hariet Hinz, e do representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala. Moderado pela auditora fiscal federal agropecuária Juliana Alexandre, o bate-papo traz como convidados o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Marcos de Faria, que irá falar sobre os avanços da pesquisa com agentes de controle biológico no Brasil. Também participa a principal cientista da CABI, Belinda Luke, que irá compartilhar um caso de sucesso no uso de agentes de controle biológico no controle de gafanhotos na África. O Mapa tem realizado ações de prevenção fitossanitária diante da formação de nuvens de gafanhotos que causam impacto devastador principalmente nas lavouras da Argentina. Segundo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina, as nuvens de gafanhotos estão concentradas no norte do país, e a área de risco está longe da fronteira com o Brasil. Ainda assim, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa permanece em alerta e atuante nas ações de prevenção e vigilância, bem como na comunicação sobre temas afetos a esta praga para melhor informar aos agricultores e à população. Além das nuvens de gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata, a Argentina sofre com o aumento da população de Tropidacris collaris, vulgarmente chamados de “tucuras”, e por isso, recentemente, declarou emergência fitossanitária também para esta espécie de gafanhotos que é endêmica e tem importância econômica na América do Sul por atacar frutíferas. Esta espécie ocorre no Brasil, mas diferentemente do que acontece no país vizinho, não tem apresentado aumento populacional ou dispersão significativa, além de não serem considerados gafanhotos migratórios, por não formarem nuvens.

PIB agropecuário em 2021 deve ter crescimento de 3,2%, diz Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta terça-feira (25) que o Produto Interno Bruto do Setor Agropecuário deve ter crescimento de 3,2% em 2021. De acordo com o Mapa as lavouras devem ter alta de 3,2% e a pecuária de 5%, conforme as projeções do instituto. No caso da agricultura, os destaques são milho e soja, com crescimentos estimados de 9,1% e 10,5% respectivamente, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a respeito da safra 2020/21. Na pecuária, a projeção é de recuperação para todos os segmentos (bovinos, frango, suínos, leite e ovos), liderados pelo aumento de 6,3% da produção de carne bovina. “São vários anos de crescimento e de aumento de produtividade. No nosso entendimento, esse setor [agropecuário] é muito importante para o desempenho da economia”, disse o diretor do Ipea, José Ronaldo Souza, ao participar da live de anúncio das Perspectivas para a Agropecuária 2020/2021 – Edição Grãos, promovida pela Conab. O PIB do setor deste ano foi revisto de 2% para 1,5%. As estimativas para a lavoura subiram de 3% para 3,6% em 2020, porém a pecuária recuou 2,8%, sobretudo por causa da queda de 6,3% prevista para a produção de carne bovina. Apesar da revisão, o diretor do Ipea ressalta que a agropecuária foi a única atividade econômica a apresentar crescimento em um cenário de incertezas devido à pandemia. A estimativa, conforme o diretor, é que o segmento de bovinos apresente recuperação da demanda no segundo semestre do ano com a retomada da economia. De acordo com as Perspectivas para a Agropecuária 2020/2021 – Edição Grãos, o Brasil poderá colher 278,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2020/21, o que representa aumento de 8%, segundo cálculos estatísticos da Conab. Esse volume representa a produção de 15 grãos, sendo que milho, soja, algodão, arroz e feijão participam com 95% do total. Os cálculos foram feitos com base em inúmeros dados de campo, previsões climáticas e imagens de satélites. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da live de apresentação dos dados e ressaltou que os resultados são fruto do esforço do setor produtivo e de investimentos do governo para ampliar os recursos financeiros, facilitar o acesso a novos produtos, principalmente na linha dos bioinsumos, diminuir entraves burocráticos e disponibilizar informação de qualidade para todo o setor.

Mais um ano de aumento de vendas de fertilizantes

Com a comercialização mais adiantada do que o normal para esta época do ano, as vendas de fertilizantes deverão voltar a crescer em 2020, como têm sido a tônica nas últimas duas décadas, destacou o Valor Econômico nesta terça-feira (25). Também como no passado recente, o aumento tende a ser relativamente pequeno, da ordem de 2%, mas suficiente para que, no que depender do insumo, a produção agrícola brasileira continue a avançar e a bater recorde. Segundo Eduardo Monteiro, presidente do conselho de administração da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), 75% do volume previsto para este ano já foi negociado, 10 pontos percentuais acima do patamar de agosto de 2019. A entidade estima que, no total, serão comercializadas 37 milhões de toneladas. “A relação de troca favorável [com grãos e outras culturas] e a queda histórica no preço dos adubos em dólar levaram à antecipação das compras”, diz Monteiro. De acordo com Marcelo Mello, coordenador da área de fertilizantes da consultoria StoneX, as regiões Sul e Centro-Oeste são as que apresentam vendas mais aceleradas – mais de 80% do volume projetado para este segundo semestre já tem o destino definido. Em 2019, segundo a Anda, as vendas no Centro-Oeste somaram 13,2 milhões de toneladas – 36,5% de um total nacional de 36,2 milhões -, e as do Sul chegaram a 9,5 milhões de toneladas (26%). Já no Matopiba (confluência entre os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), no Pará, em Pernambuco e na Paraíba, segundo a StoneX, o percentual médio é de 74%. Nos polos agrícolas dessa região, foram aplicadas 4,6 milhões de toneladas em 2019 (12,8% do total). Na Fazenda Joaíma, em Paragominas (PA), Fábio Laércio, gerente de agricultura, conta que as compras costumam ser feitas entre agosto e setembro para o plantio da soja, que é feito a partir de 20 de dezembro. Ele diz que os preços subiram cerca de 10% em reais no caso do “NPK” (nutrientes derivados de nitrogênio, fosfato e potássio) para a semeadura de 350 hectares de soja e 130 hectares de milho verão. O câmbio embutido nas negociações está entre R$ 5,35 a R$ 5,45. Com áreas ainda pequenas de cultivos de grãos na fazenda, que é dedicada principalmente à pecuária de corte, Laércio diz que estuda estratégias para antecipar as compras para o ano que vem, quando deverão ser plantados na Joaíma mil hectares de soja, e poderá recorrer a operações de barter. Hoje, suas compras são à vista e em reais. Em Tocantins, Mauricio Buffon, produtor de grãos e presidente da Aprosoja no Estado, observa que boa parcela dos sojicultores já garantiu quase todo o volume de fertilizantes para o plantio da safra 2020/21, onde o cultivo da soja deverá começar na segunda quinzena de outubro e cobrir 1,2 milhão de hectares. No Sudeste, que consumiu 8,1 milhões de toneladas em 2019, segundo a Anda, a StoneX aponta que 64% das vendas previstas para este segundo semestre foram fechadas. Em Santo Antônio do Amparo (MG), porém, mesmo com aplicações programadas somente para a janela de outubro a março, o produtor de café Henrique Dias Cambraia já está com os insumos comprados para a temporada 2021/22. Na média do país, o levantamento da StoneX considera que o mercado total já rodou 77% da demanda por fertilizantes em 2020 e 31% do esperado para os primeiros seis meses de 2021.

Bolsonaro sanciona apoio a agricultor familiar, mas veta auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta segunda-feira (24) a Lei 14.048, de 2020, que estabelece medidas emergenciais para ajudar agricultores familiares durante o estado de calamidade pública relacionado ao coronavírus, mas vetou a maior parte do PL 735/2020 como o artigo que estendia o auxílio emergencial a agricultores familiares que não tivessem recebido o benefício. O texto está publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (25). Segundo a Agência Senado entre outras medidas, o projeto aprovado pelo Senado no início de agosto previa o pagamento de cinco parcelas de R$ 600 para agricultores familiares. Na justificativa do veto, o presidente argumenta que não havia previsão do impacto orçamentário e financeiro para a medida e que os agricultores familiares podem receber o benefício na categoria de trabalhador informal desde que cumpram os requisitos. O presidente também vetou um programa de fomento para apoiar a atividade produtiva de agricultores familiares durante o estado de calamidade pública previsto no projeto apresentado pelo deputado Enio Verri (PT-PR) e relatado pelo senador Paulo Rocha (PT-PA). A proposta autorizava a União a transferir R$ 2.500 ao beneficiário do fomento, em parcela única, por unidade familiar. Para a mulher agricultora familiar, a transferência seria de R$ 3 mil. A justificativa do governo para o veto foi a mesma: “a propositura não apresenta a estimativa do respectivo impacto orçamentário e financeiro”. Bolsonaro vetou ainda a extensão do Benefício Garantia-Safra a todos os agricultores familiares e a autorização de renegociação de operações de crédito rural relativas a débitos de agricultores familiares até 30 de dezembro de 2021. O governo sancionou o artigo que permite que organizações de agricultores familiares que tiveram a comercialização prejudicada pela pandemia de covid-19 paguem, com produtos, as parcelas de Cédulas de Produto Rural emitidas em favor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os títulos beneficiados são as cédulas de produto rural (CPR) com vencimento em 2020 e em 2021. Deputados e senadores poderão derrubar ou manter os dispositivos vetados pelo presidente em sessão conjunta do Congresso.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto proíbe o uso de plástico descartável a partir de 2022

Agência Senado – Bolsonaro sanciona apoio a agricultor familiar, mas veta auxílio emergencial

Agência Senado – Publicada lei que socorre setores portuário e aeronáutico na pandemia

Folha de S.Paulo – Organizações ambientais enviam carta ao Congresso contra flexibilização da política de armas

O Estado de S.Paulo – Modernização necessária

O Estado de S.Paulo – Reino Unido planeja exigir que empresas rastreiem desmatamento nos países importadores

G1 – Exportações de soja e açúcar do Brasil no mês já superam agosto de 2019

G1 – Bolsonaro veta auxílio emergencial a agricultor familiar que não tiver recebido o benefício

G1 – Brasil terá safra recorde de 278,7 mi toneladas em 2020/21 puxada por soja e milho, diz Conab

Valor Econômico – Produção brasileira de grãos deverá crescer 8% em 2020/21, prevê Conab

Valor Econômico – Estoques de suco de laranja brasileiro cresceram 86% na safra 2019/20

Valor Econômico – Mais um ano de aumento de vendas de fertilizantes

Valor Econômico – Sojicultores tentam acelerar compras para 2021/22

Valor Econômico – Novos recordes à vista para área e produção de soja

Valor Econômico – TMG aposta no algodão para retomar expansão

Valor Econômico – Commodities: Valorização do petróleo motiva alta do algodão em NY

Valor Econômico – Commodities: Milho sobe em Chicago com indicativos de menor oferta americana

Mapa – Webinar internacional discutirá inovações e estratégias no manejo de gafanhotos

Mapa – PIB agropecuário em 2021 deve ter crescimento de 3,2%, diz Ipea

Mapa – Produção brasileira de grãos deve aumentar 8%, chegando a 278 milhões de toneladas

CNA – 15 municípios integrantes do Programa Agrinho recebem premiação Escola Nota 10 do governo do estado

CNA – Empresários rurais retomam produção de algodão em Sousa, após estiagem

CNA – CCIR 2020 já está disponível no Paraná

CNA – Após Programa GQC, produtores de Candeias (MG) aperfeiçoam gestão da propriedade

CNA – Berimbau Agrotec 2020 começa quinta (27)

CNA – Contratações de crédito já chegam a R$ 285,5 milhões, com alta de 79,6% na aquisição de maquinários e benfeitorias

Embrapa – Receita Bruta da lavoura cafeeira de Minas Gerais deve atingir R$ 17,75 bi que equivalem a 60% das lavouras dos Cafés do Brasil

Embrapa – Inovação para o agro seleciona três equipes

Embrapa – Webinar aborda mecanismos estaduais de estímulo à inovação

Agrolink – Expointer Digital de máquinas agrícolas tem estreia no dia 29

Agrolink – RS: cerca de 8.500 t de milho abastece estado para atendimento ProVB

Agrolink – Genes antagonistas modificam crescimento do arroz

Agrolink – Albaugh destaca soluções para soja e cana-de-açúcar na 7ª edição da feira de negócios Coplana

Agrolink – Como fazer o controle do percevejo-marrom

Agrolink – Webinar aborda mecanismos estaduais de estímulo à inovação

Agrolink – Governo do Tocantins e organização internacional vão implantar projeto agro sustentável

Agrolink – Conheça os principais invasores dos algodoeiros

Agrolink – Supersafra aquece demanda por leilões de máquinas no agronegócio

Agrolink – Produtores já podem emitir guia de pagamento (CCIR)

Agrolink – Brasil deve colher 278,7 milhões de toneladas de grãos

Agrolink – Sorgo pode impedir que lagarta-do-cartucho atinja o milho

Agrolink – GO: agropecuária registra saldo positivo de emprego em todos os meses de 2020

Agrolink – Soja dos EUA domina compras chinesas

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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