Vendas de máquinas agrícolas desabaram no país em abril

//Vendas de máquinas agrícolas desabaram no país em abril
As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias somaram 2.404 unidades em abril, conforme dados divulgados na última sexta-feira (8) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). De acordo com o Valor Econômico em relação a março, houve queda de 41,8%, ao passo que ante abril de 2019 a retração foi de 23,9%. Essas fortes retrações refletem o aprofundamento da crise provocada pelo novo coronavírus. E, por causa das incertezas que a pandemia ainda gera, a entidade evitou fazer projeções sobre o comportamento da comercialização para os próximos meses. Com a desaceleração observada depois dos sinais de reação observados em março, nos primeiros quatro meses do ano as vendas somaram 11.864 unidades, queda de 4,6% na comparação com igual intervalo de 2019. As exportações, que já estavam fracas antes da pandemia, perderam ainda mais sustentação. Em abril, ficaram em 477 unidades, 51,1% menos que em março e com queda de 62,1% ante abril de 2019. No primeiro quadrimestre foram 2.819 unidades, com redução de 28,5%. Conforme a Anfavea, a produção também foi muito prejudicada em abril. Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da associação, lembrou, em coletiva virtual com jornalistas, que as fábricas das montadoras permaneceram fechadas por cerca de 20 dias no mês, em média, para adequações de medidas de segurança para evitar a disseminação da covid-19, e que boa parte delas está agora retomando as operações. Em abril, contudo, a produção foi reduzida a 1.752 unidades, retração de 59% em relação a março e de 60,3% ante abril do ano passado. No primeiro quadrimestre a queda foi de 20,6%, para 12.099 unidades.

China pode mudar composição das exportações agrícolas

A China pode aumentar suas exportações agrícolas para os Estados Unidos de acordo com o acordo da fase um, mas a composição desses produtos pode parecer diferente do que no passado, disse Wendong Zhang, professor assistente e economista de extensão da Universidade do Estado de Iowa. A proteína, principalmente carne de porco e carne bovina, e produtos voltados para o consumidor, como vegetais, frutas, vinho e fórmula infantil, serão dois grupos que terão um crescimento significativo como resultado do acordo comercial. A soja, no entanto, não deve ter um aumento significativo, pois a China continua comprando do Brasil e de outros países, destacou o portal AgroLink nesta segunda-feira (11). As compras nos EUA estão aumentando e sendo comparáveis aos níveis de 2019, mas não excedem isso, disse ele. “A China tem potencial e capacidade para aumentar as exportações agrícolas dos EUA, apesar dos atrasos causados pelo coronavírus”, disse Zhang. “Podemos não ver uma repetição do que temos visto em termos da composição do que estamos vendendo para a China. Este também será um portfólio mais equilibrado quando analisarmos o comércio agrícola dos EUA”, completa. A China comprometeu-se a comprar US$ 12,5 bilhões a mais de produtos agrícolas em 2020 em relação a 2017, como parte do acordo da primeira fase que encerrou a guerra comercial China-EUA. O acordo da primeira fase está além da linha de projeção de crescimento, disse Zhang. Desde que a China entrou na OMC em 2011, as exportações agrícolas dos Estados Unidos cresceram de US$ 2 bilhões para mais de US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões por ano. Com o acordo, as exportações devem atingir US$ 35 bilhões este ano e de US$ 50 bilhões a US$ 60 bilhões até 2025.

Biológicos têm o melhor retorno sobre investimento para a safra 2020/2021

Com a alta do dólar neste primeiro semestre, os preços dos químicos e fertilizantes dispararam no mercado internacional, chegando a quase 50% de aumento em relação ao mesmo período do ano passado, informou o portal AgroLink nesta segunda-feira (11). Com isso, os agricultores brasileiros que não tinham adquirido os insumos para a safra 2020/2021, se optarem agora pelos mesmos produtos, vão pagar muito mais caro. Diante desde novo cenário surge uma grande oportunidade para os insumos biológicos. Os produtores que já usam e os que ainda não utilizam a tecnologia de manejo com os biológicos terão a chance de aproveitar a melhor relação de custo-benefício do mercado. Segundo Carlos Alberto Baptista, diretor nacional de vendas da Biotrop, empresa que desenvolve soluções biológicas e naturais para a agricultura, este é o momento certo para o produtor pensar na adoção do biológico como uma forma viável e sustentável para o manejo de suas lavouras. “Hoje 43% dos agricultores brasileiros nem conhecem os produtos biológicos. Esta é a hora de conhecer e fazer as contas, entendendo que o biológico nessa realidade é ainda mais uma excelente alternativa econômica”, destaca. De acordo com Eduardo Pesarini, diretor de operações da Biotrop, o momento é favorável para a empresa, pois 95% da matéria prima de seus produtos têm origem nacional, o que torna a solução neste momento, muito mais atrativa, diferentemente dos fertilizantes e defensivos que são cerca de 80% importados. Outra vantagem do biológico é o seu custo que é em real, possibilitando manter o mesmo patamar de valores, sem acréscimos. “Neste momento do mercado enxergamos grande oportunidade para os biológicos. O setor tecnicamente já vinha crescendo com uma relação de investimento x retorno bastante atrativa. Com a disparada do dólar isso se consolida”, afirma Pesarini. Os produtores podem utilizar os biológicos de maneira estratégica: em complementariedade aos químicos, numa espécie de manejo integrado. Assim, o agricultor pode construir muito mais resultados nas lavouras, trabalhando com as duas ferramentas de forma conjunta, extraindo o melhor que cada uma tem a oferecer. “Quando falamos em manejo da qualidade do solo, os biológicos se destacam”, diz Baptista.

Governo lança a Radiografia do Agro em Goiás

Reunindo dados estatísticos, mapas e informações da produção agropecuária goiana, elaborados por fontes oficiais de pesquisa, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), lançou nesta segunda-feira (11), a primeira edição da Radiografia do Agro em Goiás. A publicação traz informações, de forma clara e objetiva, sobre características gerais dos estabelecimentos rurais e dos produtores do Estado, assim como dados de infraestrutura, crédito, agroindústria e sobre as principais culturas da produção vegetal, frutas, silvicultura e produção animal. Segundo o portal Noticias Agrícolas a Radiografia do Agro em Goiás é lançada nas versões português e inglês. O levantamento de informações foi realizado pela Superintendência de Produção Rural Sustentável da Seapa, por meio da Gerência de Inteligência de Mercado. A edição e a diagramação ficaram a cargo da Comunicação Setorial da Secretaria. De acordo com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, a publicação vem preencher uma lacuna, até então existente, de informações qualificadas sobre o setor produtivo rural no Estado. “A Radiografia do Agro em Goiás traz recortes a partir das principais bases de dados do setor e mostra para a sociedade o que o nosso agro faz e representa. Ter dados qualificados, nesse sentido, que sejam capazes de apresentar um panorama de toda a produção, não apenas revela a força do setor agropecuário, como nos permite entender a dinâmica de produção do Estado. Assim é possível ficar claro qual é a aptidão de cada região para determinada atividade agropecuária e assim pensar em formas de melhor beneficiar e valorizar os municípios”, avalia. Ainda segundo Antônio Carlos, esse tipo de informação organizada pode servir como diagnóstico para melhorias do setor a serem promovidas tanto pelo setor público, quanto o privado, incluindo o próprio produtor rural. “São dados que podem nortear políticas públicas, corrigir assimetrias e promover ações cujos impactos se traduzam na melhoria do desenvolvimento regional, crescimento da economia, geração de emprego e renda”, explica. “Mais do que isso, também é instrumento para a tomada de decisão do próprio produtor rural, de cooperativas, investidores, empresários e empreendedores – da porteira para dentro e da porteira para fora”.  As estatísticas informadas no documento reúnem dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério de Economia e Banco Central (Bacen). Segundo os dados da Radiografia, o Estado possui 152.174 estabelecimentos rurais, nos quais 101.176 deles são dirigidos por produtores que residem no imóvel. Sobre o uso da terra, 57,1% são usados para pastagens, 20,1% para matas e florestas e 18,7% para lavouras. Outros dados apresentados mostram ainda, por exemplo, que a participação feminina na gestão dos estabelecimentos rurais cresceu de 9,4%, em 2006, para 14,8%, em 2017. E que também cresceu a escolaridade dos produtores que dirigem os estabelecimentos, especialmente aqueles com nível superior, que passaram de 8.687, em 2006, para 21.902, em 2017 (aumento de 152,1%). Entre as informações destacadas sobre a produção vegetal, aparecem estatísticas das culturas de cana-de-açúcar, soja, milho, tomate, sorgo, feijão, mandioca, batata-inglesa, cebola, arroz, algodão, trigo, alho, girassol, café e palmito. Na parte relacionada à fruticultura, levantamentos sobre produção no Estado de melancia, banana, laranja, abacaxi, tangerina, maracujá, coco-da-baía, goiaba, limão, uva, pequi, mamão, jabuticaba, abacate e manga. Referente aos dados da silvicultura, a publicação informa sobre floresta plantada, borracha, carvão, lenha e madeira em tora. Já em relação à produção animal, traz dados sobre rebanho bovino, leite, aves, ovos, rebanho suíno, aquicultura, apicultura e lã.

NA IMPRENSA

Agência Senado – MP 908, que criou auxílio para pescadores artesanais, perde vigência

Folha de S.Paulo – Agronegócio foi da ala dos passageiros para a cabine do avião brasileiro

O Estado de S.Paulo – Contratação de seguro para milho salta no País 

O Estado de S.Paulo – Um novo patamar

O Estado de S.Paulo – Coletivo Leite Cru, na França, se prepara para os desafios pós-coronavírus

Valor Econômico – Vendas de máquinas agrícolas desabaram no país em abril

Valor Econômico – Commodities: Queda do dólar oferece suporte aos preços do café em Nova York

Valor Econômico – Commodities: Boa demanda por soja americana impulsiona grão em Chicago

Valor Econômico – Índice Ceagesp recuou 1,43% em abril ante março

CNA – Senar orienta produtores de Olho D’Água das Flores contra pragas no cultivo da couve

CNA – ATeG do Senar/MS tem apicultores que produzem até 80% do mel comercializado em seus municípios

CNA – CNA reforça posicionamento em temas que impactam o agro

CNA – CNA fala do projeto Agro.Br e de promoção comercial no exterior

CNA – Sistema CNA/Senar intensifica divulgação sobre prevenção ao coronavírus no meio rural

CNA – Máscaras contra o coronavírus: ação do Sistema FAEMG e Sindicatos no meio rural ganha destaque na mídia

Embrapa – Prosa Rural – Como produzir uva em casa

Embrapa – Prosa Rural – Estratégias para cuidar do pasto como se fosse uma lavoura

AgroLink – ATeG tem apicultores que produzem até 80% do mel comercializado em seus municípios

AgroLink – Dólar avança ante real com menor apetite por risco no exterior e permanência de ruídos políticos

AgroLink – Clima seco dificulta avanço na colheita da mandioca

AgroLink – Preocupação com o clima elevam cotações no Brasil

AgroLink – Alta do dólar eleva competitividade da soja brasileira

AgroLink – Pesquisa desenvolve alternativas para arroz-daninho

AgroLink – China pode mudar composição das exportações agrícolas

AgroLink – Biológicos têm o melhor retorno sobre investimento para a safra 2020/2021

G1 – Pobreza cresce na Itália e 700 mil menores estão com a alimentação comprometida, diz organização agrícola

Noticias Agrícolas – Governo lança a Radiografia do Agro em Goiás

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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