Uma em cada 5 pessoas no mundo tem alguma doença que pode agravar caso de covid-19

//Uma em cada 5 pessoas no mundo tem alguma doença que pode agravar caso de covid-19
Cerca de 20% da população mundial apresenta alguma condição de saúde que pode aumentar o risco de desenvolver um quadro mais grave em uma eventual infecção por covid-19. É o que aponta um estudo de modelagem populacional que analisou as condições de saúde dos habitantes de 188 países em todo o mundo, por idade e por sexo. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo a análise, publicada nesta segunda-feira (15), na revista Global Health, do grupo The Lancet, foi feita com base em dados de prevalência de doenças no mundo presentes no estudo Carga Global de Doenças, Lesões e Fatores de Risco de 2017, também da Lancet. Os cientistas buscaram ali informações sobre as doenças consideradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e por agências de saúde dos Estados Unidos e do Reino Unido como fatores de risco para um quadro grave de covid-19, como doenças cardiovasculares, doenças renais crônicas, diabetes e doenças respiratórias crônicas. De acordo com o levantamento, cerca de 1,7 bilhão de pessoas, ou 22% da população global, têm pelo menos uma dessas condições subjacentes que as coloca em risco aumentado de covid-19 grave se infectados. A taxa varia conforme a idade: de menos de 5% para menores de 20 anos a mais de 66% das pessoas com 70 anos ou mais. Entre a população em idade ativa (15 a 64 anos), o trabalho estima que 23% tenham pelo menos uma condição subjacente. Os pesquisadores calcularam também o risco de hospitalização com base na presença dessas comorbidades. Eles estimaram que 4% da população mundial, ou 349 milhões, demandariam internação hospitalar se fossem infectados. O quadro, mais uma vez, é pior entre os mais idosos: cerca de 20% para as pessoas com 70 anos ou mais e menos de 1% para aqueles com menos de 20 anos. O cenário também muda conforme o gênero. Apesar de a prevalência de doenças ser parecida entre os sexos, os autores assumiram que os homens têm duas vezes mais chances de necessitarem de hospitalização se infectados que as mulheres. A taxa foi de 6% para eles e 3% para elas. Como a incidência de comorbidades está muito relacionada à idade, a parcela da população com risco aumentado foi maior nos países com populações mais velhas. Na Europa, por exemplo, 31% da população se enquadra no grupo de risco de ter uma doença mais grave. Em geral, na América do Norte, 28,3% da população tem esse risco aumentado. Já na América Latina e Caribe, onde a parcela jovem é maior, a proporção é de 21,1%. Para o Brasil, o estudo indica que 20,2% da população está nessas condições. Na África, a proporção é de 16%, mas a alta prevalência de HIV / Aids coloca essa população em um risco mais alto em caso de infecção. Essa combinação pode ser a mais fatal, alertam os pesquisadores. O trabalho, porém, só considerou as condições crônicas de saúde. Não foram incluídos no cálculo outros possíveis fatores de risco para a covid-19, como etnia e privação socioeconômica. De modo que a fração da população mais vulnerável à pandemia pode ser ainda maior. Mesmo assim, os autores, liderados por Andrew Clark, do Departamento de Políticas e Pesquisa em Serviços de Saúde da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical, defendem que os dados podem servir como ponto de partida para formuladores de políticas decidirem novas estratégias de combate ao coronavírus.

Corticoide dexametasona reduz mortalidade em pacientes graves com Covid-19, diz estudo 

Cientistas da Universidade de Oxford anunciaram nesta terça-feira (16) que um corticosteroide barato, a dexametasona, é o primeiro medicamento que comprovadamente reduz de forma significativa a mortalidade de pacientes com Covid-19 hospitalizados, informou a Folha de S.Paulo. Os dados são de um ensaio clínico com 6.000 pacientes ainda não publicado em revista científica. “O benefício é claro e amplo em pacientes que estão doentes o bastante para necessitar de tratamento com oxigênio”, disse em um comunicado Peter Horby, professor de doenças infecciosas em Oxford e um dos principais autores do estudo britânico Recovery. No experimento, os pacientes foram divididos em dois grupos. Um grupo recebeu 6 mg do medicamento por via oral ou intravenosa durante dez dias, além do tratamento padrão, e o outro grupo recebeu apenas o tratamento usual. Hoje, o tratamento padrão para pacientes em estado grave inclui o suporte de oxigênio, que pode ser feito com a intubação e a ventilação mecânica, analgésicos e sedativos. Por causa de infecções bacterianas que podem surgir, alguns pacientes também precisam usar antibióticos. O uso do medicamento reduziu cerca de 35% das mortes em pacientes que recebiam ventilação pulmonar mecânica. Nos doentes que precisavam de inalação de oxigêncio suplementar, sem a intubação, a redução nas mortes foi de aproximadamente 20%. Os pesquisadores não viram benefícios em usar o medicamento em pacientes que não precisavam de suporte respiratório. “O estudo mostrou benefício para quem precisa de oxigênio, os casos mais graves. Não é um medicamento para a parte da população que tem a doença na forma leve”, afirma Viviane Cordeiro Veiga, coordenadora de UTI da BP (Beneficência Portuguesa de São Paulo). Para ela, os dados divulgados são promissores e devem ser confirmados com novos estudos. Quando entra no corpo humano, o novo coronavírus se conecta a um receptor específico, o ECA2, que está presente em células do sistema respiratório, do intestino, dos rins e dos vasos sanguíneos. Nessas áreas, o efeito do invasor para destruir as células é direto e localizado. A presença do vírus desencadeia a tempestade de citocinas, proteínas que regulam a resposta imunológica e que surgem para ajudar o corpo a se defender do invasor. Mas, em alguns casos, essa resposta pode ficar descontrolada e atrair mais inflamação para a região, o que prejudica ainda mais os órgãos afetados pelo vírus. O efeito anti-inflamatório da dexametasona agiria para barrar essa hiperinflamação. O remédio já é usado em tratamentos de doenças inflamatórias, doenças respiratórias, reumatismo e alergias, entre outros. Seu uso traz riscos, como o aumento da glicose e da fraqueza muscular, e pacientes diabéticos devem tomar mais cuidado. “A dexametasona tem a propriedade de modular essa resposta imunológica tão intensa, o que traz a possibilidade de ter um melhor desfecho clínico”, diz Renato Delascio, médico e professor na divisão de cardiologia da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e na Escola Paulista de Medicina, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Candidata chinesa a vacina contra Covid-19 é promissora em testes preliminares com humanos, diz farmacêutica

A farmacêutica China National Biotec Group (CNBG) disse nesta terça-feira (16) que sua vacina experimental contra o novo coronavírus teve resultados promissores: ela conseguiu gerar anticorpos contra a Covid-19 em testes clínicos preliminares, destacou o G1. A empresa afirma que planeja fazer testes avançados com humanos em países estrangeiros. Ainda não surgiu nenhuma vacina comprovadamente eficaz na proteção contra o vírus que já matou mais de 400 mil pessoas no mundo, mas diversas candidatas estão em estágios diferentes de desenvolvimento. Relatório publicado no site da Organização Mundial de Saúde (OMS) com dados esta terça-feira mostra que estão em desenvolvimento 139 candidatas a vacina contra o vírus SARS-Cov-2, causador da Covid-19, sendo que onze delas estão na fase clínica, ou seja, sendo testadas em humanos. Descobriu-se que a vacina chinesa, desenvolvida por um instituto de pesquisa de Wuhan filiado à Sinopharm, empresa do mesmo grupo da CNBG, induziu anticorpos em todas as pessoas inoculadas sem reações adversas graves, de acordo com dados preliminares de um teste clínico iniciado em abril com 1.120 participantes saudáveis de 18 a 59 anos. A CNBG disse que está buscando oportunidades para testes avançados e de larga de Fase 3 no exterior de maneira proativa. “Obtivemos uma intenção cooperativa de empresas e institutos de muitos países”, disse a companhia em um comunicado. A mídia estatal relatou que a candidata a vacina, assim como outra vacina experimental desenvolvida por uma unidade da Sinopharm, foi oferecida a servidores de estatais chinesas viajando ao exterior enquanto os desenvolvedores buscam mais dados sobre sua eficiência. A China tem cinco candidatas a vacina contra Covid-19 em testes com humanos, mais do que qualquer outro país. No final de semana, a fabricante de vacinas chinesa Sinovac Biotech (Sinovac) divulgou resultados preliminares positivos de testes clínicos de sua candidata a vacina, que deve passar por um teste de Fase 3 no Brasil.

Ministério da Saúde amplia recomendação de cloroquina para grávida e criança

O Ministério da Saúde estendeu a recomendação de uso da droga para gestantes e crianças. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo a orientação para estes grupos, a partir desta segunda-feira (15), é para prescrição destes medicamentos, associados ao antibiótico azitromicina, mesmo para casos leves. O presidente Jair Bolsonaro é defensor deste tratamento e dois ministros da Saúde já deixaram o governo por, entre outros motivos, se opor ao uso amplo da droga. O ministério deve atualizar nota informativa divulgada em 20 de maio sobre a cloroquina. O documento não é um protocolo, ou seja, não dita regras no SUS nem passa a autorizar procedimentos antes proibidos, mas tem forte poder político. Mesmo antes do posicionamento do ministério, médicos já vinham receitando a cloroquina nas redes privada e pública de forma “off label”, fora das recomendações da bula. Para dar respaldo a esta situação, o Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu, no fim de abril, livrar de infração ética o profissional que prescrever a cloroquina contra a covid-19. A Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, afirmou nesta segunda-feira, 15, que gestantes e crianças são grupos de risco para a doença, e por isso foram incluídos na recomendação. Ela disse que o ministério deve orientar uso da cloroquina e de outros medicamentos na atualização da nota, ainda não divulgada. Pinheiro minimizou a decisão dos EUA sobre a cloroquina, tomada por meio da Food and Drug Administration (FDA), espécie de Anvisa. Segundo a secretária, a agência se baseou em “trabalhos de péssima referência metodológica”. A secretária disse ainda que a agência só permitia uso para casos graves, enquanto no Brasil a recomendação é do uso precoce. Pinheiro ainda sugeriu que a mudança de discurso do ministério sobre a cloroquina, feita no fim de maio, fez a curva de casos no País e a taxa de ocupação de leitos de UTI baixarem. “Não podemos afirmar com segurança que se deve a Estados e municípios que usaram prescrição, mas há indícios”, disse. Pinheiro disse que a Índia teve resultados benéficos por adotar de forma preventiva o uso da cloroquina, o que ainda não é feito no Brasil.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Senado – Senado será iluminado com as cores verde e vermelho em referência à amiloidose

Agência Câmara – Projeto torna crime fotografar ou filmar estabelecimento de saúde sem autorização

Agência Câmara – Proposta cria portal nacional de preços de produtos e serviços durante calamidade pública

Agência Câmara – Comissão do coronavírus debate retomada de atividades comerciais e serviços

Agência Câmara – Governo utilizou 39% dos R$ 404 bilhões liberados para o combate à pandemia

Agência Câmara – Proposta cria programa para fortalecimento dos hospitais filantrópicos

Folha de S.Paulo – Veja como higienizar corretamente sua máscara de pano

Folha de S.Paulo – Negócios que constroem um novo normal melhor

Folha de S.Paulo – Comércio despenca 16,8% e sofre pior queda em 20 anos com distanciamento social no Brasil

Folha de S.Paulo – Menor fica trancado em banheiro da Fundação Casa por ter Covid-19

Folha de S.Paulo – O shopping é o lugar ideal para quem deseja adquirir o novo coronavírus

Folha de S.Paulo – Como apoiar as micro e pequenas empresas para superar os choques da Covid-19

Folha de S.Paulo – PSOL pede na Justiça que Bolsonaro tire do ar vídeo em que incentiva invasão de hospitais

Folha de S.Paulo – Coronavírus já infectou mais de 8 milhões de pessoas no mundo

Folha de S.Paulo – Corticoide dexametasona reduz mortalidade em pacientes graves com Covid-19, diz estudo

Jornal Agora – Cremesp denuncia irregularidades no hospital do Anhembi

Jornal Agora – Cidade de São Paulo ultrapassa os 100 mil casos do novo coronavírus

O Estado de S.Paulo – Estudo com corticoide reduziu mortes por covid-19 em 1/3, dizem cientistas ingleses

O Estado de S.Paulo – ‘Recuperados’ de covid-19 ainda sentem por semanas fadiga e outros sintomas

O Estado de S.Paulo – Retomada do Brasil no pós-covid deve ser mais lenta que em 90% dos países

O Estado de S.Paulo – Órgão de saúde dos EUA detalha riscos das diferentes formas de transmissão de covid-19

O Estado de S.Paulo – ‘Telemedicina veio para ficar’, diz fundador da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica

O Estado de S.Paulo – Na contramão dos EUA, Ministério da Saúde amplia recomendação de cloroquina para grávida e criança

O Estado de S.Paulo – Uma em cada 5 pessoas no mundo tem alguma doença que pode agravar caso de covid-19

O Globo – Ministério da Saúde orienta hemocentros a permitir doação de sangue por homens gays

O Globo – Saúde do Rio: hospitais de campanha podem se tornar elefantes brancos e não dão retorno esperado

O Globo – TCM: 87% das 300 unidades de saúde do Rio não possuem certificado dos… Bombeiros

O Globo – Coronavírus: Ministério da Saúde orienta uso da cloroquina desde o primeiro dia de tratamento para grávidas e crianças

O Globo – Primeiras vacinas contra a Covid-19 podem impedir o agravamento, mas não o contágio da doença

G1 – Mogi retoma consultas e atendimentos eletivos nas unidades de saúde

G1 – Governo de Sergipe vai abrir credenciamento para profissionais da saúde

G1 – MG tem 15 mortes por influenza, diz Secretaria de Saúde

G1 – Brasil tem 43.959 mortes por coronavírus, diz Ministério da Saúde

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G1 – EUA concentram 54% de todos os casos de Covid-19 nas Américas e Brasil, 23%; ‘Não vemos desacelaração de contágio’, afirma diretora da Opas

G1 – Coronavírus: um menino de 5 anos que ficou cego e outros efeitos trágicos das informações falsas sobre a Covid-19

G1 – Dados preliminares de estudo britânico identificam remédio que pode reduzir mortes de pacientes graves com Covid-19

G1 – Uso massivo de máscaras pode ‘impedir segunda onda de Covid-19’, diz estudo

Agência Brasil – Prefeitura de SP fará testes de covid-19 nos 96 distritos do município

Agência Brasil – Covid-19: leitos intermediários terão suporte ventilatório pulmonar

Agência Brasil – Hospitais estaduais do Rio registram menor ocupação por covid-19

Agência Brasil – Estudo mostra que coronavírus já circulava no país antes do isolamento

Agência Brasil – Acúmulo de gordura nas pernas e braços pode ser sinal de lipedema

Agência Brasil – Governo federal já transportou 135 milhões de máscaras da China

ANS – 14ª Reunião Extraordinária da Diretoria Colegiada

Jota – O que podemos aprender com os ataques governamentais ao aborto legal?

Jota – A oportunidade de rediscutir a constitucionalidade de máscaras em protestos

Agência Saúde – Coronavírus: 412,2 mil curados em todo o Brasil

Correio Braziliense – Covid-19: Uma a cada quatro pessoas tem condição de saúde vulnerável

Valor Econômico – No Rio, Crivella quer acelerar ainda mais o fim do isolamento social

Valor Econômico – Coreia do Sul se prepara para possível segunda onda de covid-19

Valor Econômico – Pandemia tende a aumentar a pobreza e a fome na América Latina, dizem Cepal e FAO

Valor Econômico – Coronavírus e os novos desafios à política monetária

Valor Econômico – Governo amplia recomendação de cloroquina para gestantes e crianças

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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