Tecnologia permite ampliar a aplicação de defensivos biológicos nas lavouras por meio de drones

//Tecnologia permite ampliar a aplicação de defensivos biológicos nas lavouras por meio de drones
Um problema comum dos agricultores é a quantidade de pragas e doenças que atacam a plantação, seja nas grandes ou pequenas culturas. E para aumentar a eficiência na aplicação, os produtores têm encontrado no drone – também conhecido como veículo aéreo não tripulado (Vant) – um grande aliado no controle desses inimigos, destacou o G1 neste domingo (8). O Brasil tem hoje mais de 78 mil drones cadastrados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Do total, pouco mais de 1.400 são utilizados em atividades agropecuários. O uso dele na agricultura não chega a ser novidade, já é utilizado para mapear propriedades e monitorar pragas, mas agora ele também é capaz de fazer o controle delas com diversos defensivos biológicos. Antes, era possível distribuir insetos, inimigos naturais dos alvos, pelos drones, os chamados macrobiológicos. Agora, é possível também espalhar fungos e bactérias pelos talhões na forma líquida, que é a aplicação dos microbiológicos. Uma das principais vantagens da aplicação de microbiológicos com a ajuda dos drones é o tempo que o produtor ganha. A conta é bem simples. Por exemplo, um trabalhador com o aplicador manual demora até 5 dias para tratar 1 hectare. Com o trator, a mesma área é pulverizada em até 3 horas. Já o drone faz o mesmo trabalho na mesma área em 30 minutos. Além da economia de tempo, o consumo de água também é menor. Isso porque o líquido aplicado é mais concentrado do que dos pulverizadores tradicionais. O empresário Nei Brasil é o fundador da companhia que desenvolveu esse tipo de drone. O trabalho começou em 2005, mas foi só em 2017 que resolveu aposta no mercado agrícola. A empresa não vende o equipamento, mas, sim, o serviço de aplicação e, para isso, existe uma plataforma na internet. Lá, o produtor rural acessa e agenda a pulverização. Um piloto da empresa faz todo o trabalho, são 61 profissionais e equipamentos disponíveis. Depois do produto ser aplicado no campo, o agricultor recebe um relatório e, após conferir, paga a conta, que varia de R$ 200 a R$ 300 por hectare. “A natureza é repleta de inimigos naturais, se a gente for buscar, no solo brasileiro, nas culturas, a gente vai encontrar uma diversidade extremamente grande de inimigos naturais”, explica Italo Delalibera Júnior, pesquisador da escola de agronomia da USP, a Esalq. “Então, a gente estuda isso e transforma em uma tecnologia. Seria, basicamente, produzir um microorganismo e aplicar ele com um produto semelhante ao que se faz com produto químico”, acrescenta o agrônomo. Os pesquisadores classificam esses inimigos naturais em dois grupos, como dito acima: os macro, que são basicamente os insetos; e os micro, que são fungos, vírus e bactérias. Essa dupla compõe o chamado controle biológico. “A gente costuma dizer que é a natureza controlando a própria natureza. Todo inseto, toda praga, toda doença de planta possui um inimigo natural: um outro agente que vai naturalmente controlar ele no campo”, diz o biólogo Luciano Zappelini. O Brasil tem, atualmente, cerca de 265 produtos biológicos autorizados para a utilização nas lavouras. Há 10 anos, esse número era de apenas 21.

TCU quer explicações do Ibama e Salles sobre os riscos dos retardantes de chamas

Nesta segunda-feira (9) o portal O Tempo divulgou que, o Tribunal de Contas da União (TCU) deu prazo de 90 dias para que o Ibama, o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade prestem informações sobre o uso de retardante de chamas em ações contra queimadas. Em decisão tomada na última quarta-feira (4), o plenário do TCU determinou que os órgãos, sob orientação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, devem explicar ainda por que decidiram adotar uma ação “sem o esclarecimento sobre as consequências práticas do uso desses retardantes em desfavor do meio ambiente e da saúde pública”, conforme o processo relatado pelo ministro-substituto do TCU André Luís de Carvalho. No dia 16 de outubro, o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente suspenderam o plano de comprar 20 mil litros de retardante de fogo, em regime de urgência e sem licitação, para lançar sobre áreas de queimadas do Pantanal, no Mato Grosso. A suspensão ocorreu após o plano ser revelado pelo Estadão, em 13 de outubro Um laudo técnico do próprio Ibama, de 2018, apontou que a aplicação desse produto exige cuidados, por possíveis riscos ao meio ambiente e à saúde humana. A reportagem mostra que o Ibama já estava com uma minuta de contrato pronta, com todos os dados do fornecedora do produto, para comprar os 20 mil litros do retardante, ao preço de R$ 684 mil. Esse produto químico, que é misturado à água e lançado por aviões sobre a vegetação, tem a propriedade de aumentar a capacidade de retenção do fogo. Os técnicos do Ibama, porém, já foram claros no documento de 2018 ao alertarem sobre a necessidade de “suspensão do consumo de água, pesca, caça e consumo de frutas e vegetais na região exposta ao produto pelo prazo de 40 dias”, por causa dos riscos de contaminação ao meio ambiente e às pessoas. Agora, a secretaria agroambiental do TCU quer saber por que as recomendações técnicas foram ignoradas. A corte de contas pede ainda “medidas corretivas e preventivas” para as ações de combate a incêndios florestais na região do Pantanal e dos demais biomas, “ante a eventual inobservância de pareceres técnicos pelas instituições ambientais federais, resultando no inadequado atraso na adoção das medidas cabíveis para, entre outras providências necessárias, garantir a oportuna contratação, por exemplo, de brigadistas tendentes a auxiliar no oportuno combate aos focos de incêndio”. O uso desses produtos não tem regulação no Brasil. Por isso, o TCU determinou que deve ser analisada “eventual edição de atos normativos tendentes a tecnicamente regulamentar ou orientar o emprego de retardantes químicos de queimadas, entre outros produtos”.

Aeronaves agrícolas podem fazer pousos e decolagens em feiras e exposições

Fruto de mais uma iniciativa do Programa Voo Simples, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) publicou na última sexta-feira (6) diretrizes para a operação de aeronaves agrícolas em eventos. Anteriormente, operadores se viam impedidos de participar com suas aeronaves de eventos relacionados à atividade agrícola. A Agência incluiu na Instrução Suplementar (IS) nº 00-004, que traz as Diretrizes Interpretativas aplicáveis às normas de âmbito da Superintendência de Padrões Operacionais (SPO), a participação dessas aeronaves em eventos agrícolas como ação para fomentar o desenvolvimento da atividade (clique no link para acessar). Assim, desde que sejam cumpridos os requisitos do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 137, as áreas de pouso para uso aeroagrícola podem ser utilizadas também para operações em feiras e eventos correlatos. Se a operação se restringir ao pouso e à decolagem, não é necessária qualquer autorização da ANAC. No caso de haver interesse em demonstração de aeronaves em voo (manobras e procedimentos) para o público, fica caracterizada a operação de demonstração aérea, sendo requerida autorização prévia da Agência para operadores aéreos, conforme a seção 91.303 do RBAC nº 91 e nos termos da IS 91-008. O fabricante da aeronave está previamente autorizado a realizar tais operações, desde que cumpra as condicionantes listadas na Diretriz Interpretativa 11, constante na IS 00-004. Conheça o Guia do Operador Aeroagrícola (GOA), que apresenta respostas às principais dúvidas dos operadores (clique no link para acessar). Já consta do GOA, por exemplo, as orientações sobre a atividade de manutenção realizada com a supervisão remota de um Mecânico de Manutenção Aeronáutica, outra ação do Programa Voo Simples, conforme divulgado em 15 de outubro no texto “Aviação aeroagrícola ganha agilidade com manutenção remota de aeronaves no campo”.

Política de Biden para meio ambiente deve afetar Brasil, dizem analistas

A vitória do democrata Joe Biden para a Casa Branca abre caminho para a união dos Estados Unidos e da Europa numa “marcha verde” de pressão na direção do governo Jair Bolsonaro, o que vai exigir pragmatismo da diplomacia brasileira e do Ministério da Economia para impedir que os produtos brasileiros sejam atingidos por restrições comerciais. O jornal O Estado de S.Paulo ouviu, nesta terça-feira (9) especialistas na área internacional sobre o que pode acontecer na economia brasileira com a saída de Donald Trump e a chegada de Biden.  “Se nós não fizermos nada, é possível que essa nova marcha verde vá se espalhando por todos os temas e assuntos”, diz o ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Sérgio Amaral, que já esteve duas vezes com Biden. Segundo ele, o futuro presidente americano é moderado e gosta do Brasil. Presidente do conselho do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), José Pio Borges diz que Biden é o presidente dos sonhos de Wall Street e certamente não tem nenhuma simpatia pelo governo brasileiro, mas não vai agir de forma irracional e revanchista. Para ele, a disputa importante que envolve a relação Estados Unidos, Brasil e China é a decisão sobre a adoção da tecnologia 5G. Na União Europeia e no Reino Unido, já estão em curso consultas públicas para aplicar restrições a países que desmatam e tributar produtos com alto índice de emissão de carbono. A expectativa é que Biden se alinhe a essas políticas no futuro.

NA IMPRENSA

Governo Federal – Comitiva encerra missão no Amazonas

Governo Federal – Inclusão cadastral de imóvel rural no Incra passa a ser feita via internet

Jota – Pandemia acelera digitalização dos processos de licenciamento ambiental

G1 – Tecnologia permite ampliar a aplicação de defensivos biológicos nas lavouras por meio de drones

G1 – Praga preocupa produtores de caju do Ceará

G1 – Pesquisadores já avaliam formas de recuperar o Pantanal de MS após queimadas

G1 – Agricultores de Minas Gerais iniciam o plantio do milho primeira safra

G1 – Produtores do Maranhão iniciam plantio da soja

G1 – Saiba como calcular a área para a secagem do café

O Estado de S.Paulo – Agronegócio poupa mais com pandemia, diz Sicredi 

O Estado de S.Paulo – Produtores temem perder mercado chinês para EUA

O Estado de S.Paulo – Para analistas, Biden é vantajoso ao Brasil

O Estado de S.Paulo – Política de Biden para meio ambiente deve afetar Brasil, dizem analistas

O Estado de S.Paulo – China deve buscar diálogo com Biden, dizem parlamentares

O Estado de S.Paulo – Mourão diz desconhecer proposta de controle de ONGs discutido por conselho que preside

Valor Econômico – Faturamento da Cocamar crescerá mais de 35% no ano

Valor Econômico – BrasilAgro amplia área de cultivo

Valor Econômico – Citrosuco terá, até 2030, só laranjas 100% ‘sustentáveis’

Valor Econômico – Parceria estimula os semioquímicos

Valor Econômico – JBS informa que não foi notificada sobre processo envolvendo venda do frigorífico Mataboi

Valor Econômico – SLC Agrícola tem prejuízo de R$ 35,7 milhões no 3º trimestre

Mapa – Inclusão cadastral de imóvel rural no Incra passa a ser feita via internet

Mapa – Contratação do crédito rural chega a R$ 92,6 bilhões entre julho e outubro, com crescimento de 21%

Mapa – Produtores rurais poderão aderir ao programa de renegociação de dívidas até 29 de dezembro

Mapa – Publicada relação de produtos da agricultura familiar com bônus em novembro

Mapa – Mapa e Fiocruz promovem capacitação virtual sobre plantas medicinais

CNA – Boletim CNA: Exportações de açúcar batem recorde em outubro

Canal Rural – Brasil acelera o passo e área plantada com soja chega a 54%

Anac – Aeronaves agrícolas podem fazer pousos e decolagens em feiras e exposições

Agrorevenda – Boas surpresas da pesquisa agrícola e do mercado!

AgroLink – China fez somente um negócio no mercado brasileiro

AgroLink – Produtores podem aderir ao programa de renegociação de dívidas

AgroLink – Contratação de crédito rural supera R$ 90 milhões

AgroLink – Aprosoja MT elege diretoria nesta segunda-feira

AgroLink – Lucros da soja 20/21 serão maiores do que da safra 19/20

AgroLink – RS pode desonerar equipamentos de irrigação

AgroLink – Entenda o risco existente no mercado do trigo

O Tempo – TCU quer explicações do Ibama e Salles sobre os riscos dos retardantes de chamas

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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