Tecnologia agrícola brasileira pode inibir imigração para Europa, diz ex-ministro

//Tecnologia agrícola brasileira pode inibir imigração para Europa, diz ex-ministro

A experiência brasileira adquirida com a agricultura tropical poderia livrar a Europa da intensa onda de imigração em seu continente, destacou a coluna Vaivém da Folha de S.Paulo nesta terça-feira (15). As tecnologias desenvolvidas para o aproveitamento de solos mais pobres, como o cerrado, incentivariam a agricultura em países da África, da Ásia e de outras partes do mundo. A avaliação é do ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, um dos responsáveis, já na década de 1970, por programas que permitiram um avanço da agricultura para regiões brasileiras até então não exploradas. Os europeus gastam muito dinheiro montando barreiras para impedir a entrada de imigrantes e desenvolvendo programas para frear ações terroristas no continente. Se aplicassem esses recursos na manutenção dessa população em seus locais de origem, dando possibilidades a um desenvolvimento social local, evitariam esse fluxo de imigrantes, afirma Paolinelli. O Brasil tem a tecnologia, mas não tem recursos para auxiliar nesse salto econômico de países com características de solo semelhante ao brasileiro. Caberia a organismos internacionais e a países desenvolvidos uma ação desse tipo. A aplicação da tecnologia tropical de produção no Brasil já provou ser eficiente. Regiões com áreas até então vazias e inaproveitadas se transformaram em cidades bastante desenvolvidas no país, elevando a renda e o nível de vida da população local. Uma ação nesse tipo em países com condições semelhantes às do Brasil fixaria a população em suas regiões, dando condições a uma autonomia alimentar e à geração de excessos para exportações, tanto de alimentos como de energias renováveis, afirma ele. Nas palavras do ex-ministro, países da Europa vivem dissabores e tristezas que poderiam ser evitados com a melhora de vida da população menos favorecida em outros países.

Mortalidade de abelhas mais do que dobra no Rio Grande do Sul

Mais do que dobrou o volume de ocorrências de mortalidade de abelhas atendidas pela fiscalização agropecuária neste ano de 2020 no Rio Grande do Sul, informou o portal AgroLink nesta terça-feira (15). Até o começo de dezembro, 48 ocorrências já foram relatadas contra 23 registradas ao longo de 2019. Das 48 ocorrências, 14 ainda estão aguardando o resultado das análises multiresíduos das amostras coletadas. Nas demais, foram constatados resíduos de agrotóxicos. Em pelo menos 25 amostras foram verificadas a presença do fipronil, inseticida utilizado em lavouras de soja, por exemplo. “Estamos bem preocupados, porque há apicultores perdendo as colmeias e a produção”, advertiu o fiscal estadual agropecuário Gustavo Diehl, responsável pelo Programa de Sanidade Apícola da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). Para a fiscal estadual agropecuária Liese Vargas, diretora da Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro), a contaminação pode estar ocorrendo de forma acidental, quando a abelha visita a flor para obter o pólen, ou pela má aplicação ou uso incorreto de agrotóxicos. “Isso preocupa, pois muitas culturas agrícolas dependem exclusivamente da polinização feita pelas abelhas. Com a redução da população de abelhas, a longo prazo a produção estará comprometida”, alertou a engenheira agrônoma.

As críticas do setor de biocombustíveis à proposta de revisão do RenovaBio

Estipular um preço-teto para os créditos de carbono do Renovabio seria, na visão de produtores de biocombustíveis e analistas ouvidos pela epbr, uma interferência injustificada no mercado de CBIOs, que demandaria, no entendimento de algumas dessas fontes, de alteração na lei de criação do programa, destacou a reportagem do Portal do Agronegócio. Proposta foi apresentada pela Brasilcom e foi tema da Diálogos da Transição na semana passada, que trouxe a visão do setor de distribuição — são várias, não apenas o controle de preços. “Achamos essa proposta equivocada juridicamente, inoportuna do ponto de vista ambiental e absolutamente contraditória com aquilo que o mundo busca no sentido da sustentabilidade”, argumenta o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, o parlamentar acredita que a fixação de preços é um “tiro no pé”, além de precisar passar pelo Congresso Nacional. A medida é defendida pelas distribuidoras como uma forma de evitar que um desequilíbrio do mercado de créditos leve a disparada de preços dos CBIO. “Vimos o CBIO ser negociado a um preço muito equilibrado, não houve nada que colocasse em risco todo o conceito do crédito”. afirma Jardim. Após atingir o preço máximo de R$ 72 em 4 de novembro, os CBIOs são negociados em um patamar próximo de R$ 40 — entre R$ 38 e R$ 43 — nos primeiros dias de dezembro. Outra iniciativa da Brasilcom foram as ações na Justiça para reduzir a meta de 2020 a 25%. No sábado, Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de liminar, na sequência de outra decisão da Justiça Federal (em outro mandado de segurança), também desfavorável ao pedido da associação. Para os produtores de biodiesel, a proposta de um preço-teto, além de intervencionista, pode levar o preço do CBIO a um valor tão baixo que desestimule a participação das indústrias no programa. Donizete Tokarski, diretor da Ubrabio, argumenta que quem estabelece o preço é o mercado e o engessamento do preço teria o efeito de “não dar vazão à necessidade que a sociedade tem de cada vez mais reduzir as emissões”. Já Julio Minelli, diretor da Aprobio, explica que valores muito baixos para o CBIO podem não cobrir os custos de certificação, emissão e impostos, e comprometer a certificação de novos produtores, ou a manutenção das certificações existentes. Já a Aprobio acredita que o interesse esteja também associado a um receio de que ocorra algum tipo de especulação com os certificados e lembra que existem mecanismos na lei que podem ser regulamentados para neutralizar ou mitigar a intenção para uso especulativo.

Valor da Produção Agropecuária de 2020 está perto de R$ 886 bilhões

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020, estimado com base nas informações de novembro, é de R$ 885,8 bilhões. O valor é 15,1% acima do valor de 2019, que foi de R$ 769,8 bilhões. As lavouras tiveram um acréscimo de valor de 19,2% e a pecuária, 7,3%. Sete produtos das lavouras puxaram o VBP deste ano em relação ao ano passado: amendoim (36,3%), arroz (35,5%), cacau (23,7%), café (39,8%), milho (20,9%), soja (40,4%) e trigo (48%). Na pecuária, os destaques são carne bovina (14,5%), suína (23,3%) e ovos (10,1%). Esses resultados positivos foram, em geral, obtidos pelos preços e pelas exportações. “O mercado internacional mostra-se atrativo devido à taxa de câmbio favorável e ao crescimento da demanda mundial de produtos da agropecuária”, explica o coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques. Cinco produtos não apresentaram resultados favoráveis neste ano: banana (-12,6%), batata-inglesa (-27,2%), tomate (-11,7%), uva (-14%), e carne de frango (-4%).

NA IMPRENSA

Agência Senado – Diplomata reconhece necessidade de abertura da Austrália ao agronegócio brasileiro

Agência Câmara – Frente da Agropecuária faz balanço

Governo Federal – Valor da produção agropecuária de 2020 está perto de R$ 886 bilhões

Governo Federal – Fiscalização identifica 2,3 toneladas de agrotóxicos irregulares

Folha de S.Paulo – Tecnologia agrícola brasileira pode inibir imigração para Europa, diz ex-ministro

O Globo – ONU afirma que Amazônia corre o risco de virar savana

G1 – Mesmo com safra de cana ainda em andamento, MS produz mais que o dobro de açúcar do ciclo passado

Valor Econômico – Conab eleva estimativa para a moagem de cana e confirma avanço da produção de açúcar

Valor Econômico – Valor da produção no campo deve ultrapassar R$ 1 trilhão em 2021

Valor Econômico – Exportação de soja e derivados tende a bater recorde

Valor Econômico – Digitalização acelera avanço de cooperativas de crédito

Valor Econômico – Múltis de alimentos e varejistas ampliam pressão contra a compra de soja de áreas desmatadas do Cerrado

Valor Econômico – Balança do arroz registrou forte déficit em novembro

Valor Econômico – Elanco cria Comitê de Inovação, Ciência e Tecnologia e anuncia composição do board

Valor Econômico – Abiove ajusta estimativas para o complexo soja em 2020 e mantém projeções para 2021

Mapa – Valor da Produção Agropecuária de 2020 está perto de R$ 886 bilhões

CNA – Faese realiza a primeira edição do ‘Café com o Agro’

CNA – Comissão de Irrigação da CNA conhece projeto de irrigação para a Bahia

CNA – Instituto CNA apresenta plataforma ID Agro às Federações de Agricultura e Pecuária

CNA – Presidente da CNA se reúne com embaixador do Uruguai

CNA – Agro pelo Brasil debate manejo de pragas e uso de tecnologias na produção de cacau

Embrapa – Evento virtual debate recuperação dos campos no Pampa

Embrapa – Embrapa doa produção de feijão do Núcleo Regional no Paraná para ação social

ANAC – ANAC abre consulta pública para atualização de normativos sobre projetos de aeródromos

ANAC – ANAC prorroga a flexibilização das regras para o transporte aéreo de passageiros

ANAC – Prorrogada autorização para transporte de carga na cabine de passageiros de aeronaves

AgroLink – Mortalidade de abelhas mais do que dobra no RS

AgroLink – ES: Faese realiza a primeira edição do ‘Café com o Agro’

AgroLink – Produtores já negociaram mais da metade da safra de soja no Mato Grosso do Sul

AgroLink – Produção de cana terá recorde histórico, diz Conab

AgroLink – RS: agricultores de Passo do Sobrado recebem sementes de amendoim

AgroLink – Trigo gaúcho tem possibilidade de exportação 

AgroLink – Embrapa doa produção de feijão do Núcleo Regional no Paraná para ação social

AgroLink – Safra de trigo no RS tem resultado positivo

AgroLink – Milho pode gerar forte disputa interna na B3

AgroLink – Agro pelo Brasil debate manejo de pragas e uso de tecnologias na produção de cacau

AgroLink – Mercado internacional: milho recua em todo o mundo

AgroLink – Comissão de Irrigação da CNA conhece projeto de irrigação para a Bahia

AgroLink – Baixa qualidade do Feijão-carioca derruba preços no Paraná

AgroLink – Ao contrário do Brasil, soja tem alta em Chicago

AgroLink – Nem alta do dólar melhora preços da soja

AgroLink – Programa vai avaliar funcionalidade de adjuvantes

AgroLink – SP: Secretaria de Agricultura participa de Fórum Internacional voltado à inovação no agro

Canal Rural – México quer substituir totalmente glifosato até o começo de 2024

Globo Rural – Volume importado pela agropecuária tem alta de 16,5%, diz FGV

Globo Rural – “Diesel verde” está alinhado a novas tecnologias e exigências do mercado, diz Petrobras

Globo Rural – Produção de etanol de milho deve crescer mais de 80%, diz a Conab

Portal do Agronegócio – As críticas do setor de biocombustíveis à proposta de revisão do RenovaBio

Portal do Agronegócio – Cotação do milho cai em Mato Grosso e base com a CME baixa 14%

Portal do Agronegócio – Comercialização de biodiesel no Brasil terá novo modelo até 2022, define CNPE

Paraná Shop – Voo Simples: novos ares na aviação

Regional MT News – Busca por transporte aéreo triplica em MT

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