Técnica ensinada em post viral para evitar envenenamento de pets não é recomendada por veterinários

//Técnica ensinada em post viral para evitar envenenamento de pets não é recomendada por veterinários
Um post com mais de 31 mil compartilhamentos no Facebook recomenda oferecer uma mistura de azeite de oliva e carvão ativado a animais de estimação que tiverem sido envenenados. Especialistas consultados pelo Estadão Verifica, do jornal O Estado de S.Paulo nesta quarta-feira (14), no entanto, não recomendam tentar a técnica ensinada na postagem. O melhor a fazer em caso de suspeita de envenenamento é levar os pets ao veterinário. De acordo com a mestranda em Patologia Animal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bárbara Ribeiro de Souza, o carvão ativado de fato é usado em alguns casos de animais intoxicados. No entanto, o carvão é utilizado no processo de lavagem estomacal, que deve ser feito somente por profissionais. “As indicações para o uso do produto (carvão ativado) são delicadas, e uma pessoa que não tem conhecimento não vai saber se é indicado à situação em que o animal se encontra”, explica ela. “A lavagem (estomacal) é feita por um veterinário, sob anestesia geral e com uma sonda gástrica. Não é simplesmente dar o carvão ativado pela via oral”. O veterinário e integrante da Comissão de Medicina Veterinária de Minas Gerais José Lasmar explica que o carvão ativado é usado por profissionais em casos específicos, e deve ser combinado com outros tratamentos contra o envenenamento. “O carvão ativado só deve ser utilizado até no máximo uma hora após a ingestão do produto tóxico, e por um profissional”, diz ele. “Após isso, a eficácia diminui consideravelmente. E essa mistura é feita somente com água, não com azeite ou outra substância oleosa. Isso pode prejudicar a saúde do animal”. A publicação no Facebook recomenda oferecer o carvão com azeite, para que o animal ingira a mistura com mais facilidade. Bárbara esclarece que usar esse preparado não é a forma correta de desintoxicar animais e que a técnica não é adotada por clínicas especializadas. “Ingerir vários líquidos na boca do animal de forma forçada pode fazer esse líquido entrar nas vias pulmonares, ainda mais se ele estiver com sintomas de envenenamento”, alerta ela. Alguns desses sintomas incluem diminuição da sensibilidade e do movimento, convulsões e tremedeiras. Bárbara reforça que forçar a ingestão de carvão pode prejudicar a saúde dos animais — possíveis consequências incluem pneumonia gangrenosa e até a morte. A orientação da especialista para casos de envenenamento é, em primeiro lugar, observar se existiam produtos tóxicos ao alcance do animal antes de ele se sentir mal. Quando houver convulsão, não é recomendado forçar o cão ou o gato a vomitar, pois eles podem se engasgar. Se o animal estiver calmo, faça uma solução de 200 ml de água com três colheres de sal para ajudá-lo a expelir o veneno. Essa dose serve para animais de médio porte e deve ser ajustada conforme o tamanho do pet. Mesmo com essas recomendações, Bárbara reforça que o mais adequado é buscar um veterinário.

Falta de gado para abate e aumento das exportações deixam carne bovina mais cara

Nesta quarta-feira (14), a Revista Globo Rural divulgou que, o preço da carne bovina negociada no mercado atacadista em São Paulo continua subindo, apontou estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os principais motivos são as seguidas altas da arroba do boi gordo – por causa da oferta restrita de animais para abate – e o crescimento das exportações. No dia 9 de outubro, a carne bovina atingiu o maior patamar nominal da série histórica medida pelo centro de estudos, negociada a R$ 17,16 o quilo. O Cepea observa que nem mesmo a atual recessão econômica, a queda do emprego e a redução do auxílio governamental têm limitado o movimento de alta nos valores da carne. “É preciso ressaltar que, em outubro, parte do varejo nacional também começa a formar estoques para a demanda de fim de ano, contexto que reforça a tendência de alta nos valores da carne”, observa o Cepea. Outros fatores que influenciam a valorização da carne bovina são os preços altos das principais carnes substitutas, a suína e a de frango. Segundo a equipe de suínos do Cepea, a oferta ainda restrita de animais em peso ideal para abate e o incremento na demanda por parte de frigoríficos seguem valorizando a carne suína e a de frango nas primeiras semanas de outubro. “Diante disso, este mês já vem sendo marcado pelo quinto período a registrar movimento consecutivo de alta nos valores do suíno vivo e da carne, que renovam os recordes reais em muitas praças e os nominais em outras”, destaca o centro de estudos. Quanto ao frango, a equipe de aves indica que as vendas internas e externas da carne estão aquecidas, o que impulsiona as cotações – o movimento de alta vem desde junho. Para alguns produtos e regiões, os preços já operam nos recordes nominais da série histórica, iniciada em 2004, mas ainda se mantêm abaixo das máximas reais, considerando-se a inflação do período.

IBGE: Rebanho bovino volta a crescer após dois anos de queda

O rebanho bovino nacional voltou a crescer em 2019, após dois anos consecutivos de queda. De acordo com Valor Econômico o efetivo somou 214,7 milhões de cabeças em 2019, 0,4% a mais do que no ano anterior, segundo a pesquisa de Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2019, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ano passado foi marcado pelo aumento da demanda da China. A oferta de carne suína no país asiático foi afetada por uma epidemia de peste suína africana, resultando na maior importação de proteínas do restante do mundo para suprir sua demanda interna. Somente o Brasil exportou 497,7 mil toneladas de carne bovina para a China, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Mariana Oliveira, supervisora da pesquisa do IBGE, diz que a maior demanda por proteínas gerou crescimento do abate de bovinos. Porém, o abate de vacas recuou, o que é um movimento típico de mercados mais favoráveis. “Isso pode propiciar um aumento do plantel”, explica ela. Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais mantiveram os postos de maiores rebanhos bovinos brasileiros. Somados, eles representam 35,7% do rebanho nacional. Mato Grosso estendeu essa liderança ao elevar em 5,1% seu rebanho, para 31,7 milhões de animais no ano passado, na comparação ao ano anterior. Localizado no Sudeste do Pará, o município de São Félix do Xingu manteve a liderança nacional entre os municípios com maior rebanho bovinos, com 2,2 milhões de cabeças no ano passado. Levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a partir de registros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), colocaram São Félix do Xingu como o quinto município da Amazônia com mais focos de incêndio. Segundo levantamento do IBGE, Corumbá (MS) manteve a vice-liderança de efetivo de bovinos, com 1,8 milhão de cabeças. Vila Bela da Santíssima (Mato Grosso) aparece na terceira posição, com 1,2 milhão de animais, subindo da sétima posição.

Entidades que ofertam Equoterapia se prepararam para retomar com os atendimentos presenciais

Com o número de casos reduzido e a saída da maioria dos municípios de Mato Grosso da classificação de alto risco de contagio, as equipes dos centros de equoterapia de entidades parceiras do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) se preparam para retomar com os atendimentos presenciais. As atividades estavam suspensas desde o mês de março, em função da pandemia do coronavírus, destacou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) nesta quarta-feira (14). A equipe do haras Twin Brothers, parceiro do Senar-MT em Cuiabá, vem realizando este retorno de forma gradual e respeitando todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Como os atendimentos ocorrem em ambientes abertos, temos o risco reduzido. Estamos tendo todo cuidado com a utilização de máscara tanto pelo participante quanto pelo profissional, além de fazer a higienização dos materiais de encilhamento”. Conta Taiane de Almeida Caldeira do Amaral, fisioterapeuta responsável. Após meses parados, Valdomiro Rocha, pai do Edson Júnior, participante do programa de equoterapia do haras conta que o retorno está sendo importante para a rotina do filho. Alguns programas ainda estão sem previsão para retorno, como é o caso do Centro de Equoterapia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Segundo a coordenadora do centro, Lisiane Pereira, as ações são orientadas pelo comitê de prevenção ao Covid-19 da UFMT. Uma das ações que o centro da UFMT vem desenvolvendo na ausência dos atendimentos presenciais está o projeto Cavalo de Troia, que consiste no envio das atividades remotas para os participantes, o projeto Equino é Ciência, que realiza Lives do Núcleo de estudos em equoterapia da universidade e um curso de treinamento em vivência em equoterapia. No Senar-MT, o programa de Equoterapia tem como objetivo apoiar financeiramente, instituições consolidadas que executam atendimentos gratuitos para a população carente. A instituição contribui financeiramente com o valor total de R$ 36.000, que é dividido em 12 pagamentos, conforme análise da execução mensal do programa.  Além disso, fornece um kit de equoterapia para novos parceiros composto de seis mantas, três selas australiana, seis capacetes hípicos e a capacitação para os parceiros. A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou com necessidades especiais.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Golfinho-robô pode acabar com cativeiros de animais em parques temáticos

O Estado de S.Paulo – Castração: Um guia com tudo o que você precisa saber

O Estado de S.Paulo – Recuperar 30% de áreas degradadas pode salvar 71% das espécies e reduzir aquecimento global

O Estado de S.Paulo – Onça que sobreviveu a fogo do Pantanal tem alta; Bolsonaro deve acompanhar soltura do animal

O Estado de S.Paulo – Técnica ensinada em post viral para evitar envenenamento de pets não é recomendada por veterinários

O Globo – Gatos comunitários estão no centro da discórdia entre protetores de animais e condomínio

O Globo – Polícia Civil faz operação no zoológico do Rio para apurar supostos maus-tratos aos animais

G1 – Com 2,5 mil focos de incêndio em 14 dias, Pantanal já tem segundo pior outubro da história

G1 – Centro de Proteção da Vida Animal de Votuporanga faz campanha contra o câncer nos pets

Valor Econômico – IBGE: Rebanho bovino volta a crescer após dois anos de queda

Valor Econômico – Acordo da J&F abre caminho para a JBS

CNA – Com primeiro semestre fraco, mercado de carne bovina deve aquecer até dezembro

CNA – Entidades que ofertam Equoterapia se prepararam para retomar com os atendimentos presenciais

CNA – Pecuarista mantém produção de leite na pandemia com ajuda do SENAR MINAS

AgroLink – Touro Braford bate recorde da temporada no leilão da Estância Bela Vista

AgroLink – MT: preço do boi gordo e da vaca continua subindo

AgroLink – Rio de Janeiro: demanda por bezerros está aquecida

AgroLink – Alta nas cotações da arroba da vaca e novilha para abate

AgroLink – SUÍNO: preços seguem em alta

AgroLink – Rebanho bovino volta a crescer no país

AgroLink – Valorização da carne bovina no mês de outubro

AgroLink – Queijo do Marajó terá Indicação Geográfica

Canal Rural – Preços da carne bovina disparam no atacado, segundo Cepea

Canal Rural – Cepea: preços de suínos vivos seguem em alta na 1ª quinzena de outubro

Revista Globo Rural – Falta de gado para abate e aumento das exportações deixam carne bovina mais cara

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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