SUS joga fora R$ 16 milhões em medicamentos de alto custo

//SUS joga fora R$ 16 milhões em medicamentos de alto custo
O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta cerca de R$ 7,1 bilhões por ano para compra de remédios. Mas pelo menos uma parte desse valor tem ido direto para o lixo. Conforme o site do G1, um relatório inédito da Controladoria-Geral da União (CGU), concluído em abril, mostra que 11 Estados e o Distrito Federal jogaram remédios fora em 2014 e 2015. As causas do desperdício, que chega a R$ 16 milhões, foram validade vencida e armazenagem incorreta. A estimativa é da BBC Brasil a partir dos dados do relatório aos quais o G1 teve acesso, já que a CGU não consolidou o valor das perdas financeiras. Em nota, o Ministério da Saúde disse que a responsabilidade pelo armazenamento e controle dos prazos de validade é compartilhada entre a pasta e as secretarias de saúde dos Estados. “A compra de medicamentos para o SUS é dividida em três grupos (básico, estratégico e especializado). Os R$ 7,1 bilhões gastos em 2016 foram para o componente especializado, que é o dos medicamentos de alto custo. O ministério não comentou os casos de perda de medicamentos. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), enquanto no Brasil o gasto por pessoa era de cerca de US$ 1,3 mil anuais em 2014, na França este valor era de US$ 4,5 mil, e de US$ 4,6 mil no Canadá”, afirma o G1.

Rio de Janeiro em crise vive caos na saúde pública com reflexos até em hospitais federais

A demora entre acabar uma etapa do tratamento e começar a seguinte tem sido constante na rede de hospitais federais do RJ, referência em doenças de alta complexidade. A crise no Rio que deteriora a situação dos hospitais estaduais, chega agora à rede federal – sendo seis hospitais que atendem a diferentes especialidades e três institutos dedicados, como o Inca. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo relata que a situação se agravou com o fim de contratos temporários com médicos e da falta de concursos, congelados desde 2010 pelo Ministério da Saúde. O colapso da rede estadual sobrecarrega também emergências e ambulatórios federais. Na sexta-feira (18), o conselho de medicina local entrou com ação na Justiça Federal pedindo que médicos temporários tenham seus contratos renovados imediatamente. Hoje, a fila para cirurgias na rede está em 15,5 mil pacientes, segundo a Defensoria Pública da União. “A Folha apurou que há deficit de médicos, materiais e medicamentos em diversas unidades. A Folha pediu informações sobre queixas de demora em tratamentos em geral, mas o instituto se negou a comentar de forma genérica. O ministério promove uma reestruturação dos hospitais federais que prevê especialização em cada uma das unidades em determinadas áreas. O objetivo é ampliar em 20% os atendimentos em oncologia, ortopedia e cardiologia”, ressalta a reportagem.

Para pagar por cirurgia, pacientes apelam até para consignado

A queda nas internações nos três principais hospitais do SUS em São Paulo também tem dificultado a vida de pacientes que precisam de cirurgia ou atendimento de urgência na capital. O jornal O Estado de S.Paulo conta o caso do comerciante Isin Pereira da Silva, de 64 anos, que ficou um ano e quatro meses na fila de espera para uma cirurgia de catarata no HSP, mas, sem conseguir passar pelo procedimento, procurou uma clínica particular. “Eu praticamente não estava enxergando”, afirmou. Para pagar o procedimento, no valor de R$ 7,5 mil, a família precisou pedir um empréstimo de R$ 4 mil. “A gente se mobilizou, juntou todo mundo. Uma parte passou no cartão, outra fez o consignado”, disse a balconista Cláudia Pereira da Silva, de 35 anos, filha do comerciante. Paciente do Hospital das Clínicas, a gerente de vendas Edna Paiva, de 62 anos, está há um ano na fila para fazer a segunda etapa de um procedimento cirúrgico relativo a um cálculo renal. “Primeiramente implodiram as pedras no rim e tinham de, em seguida, fazer a cirurgia para removê-las, mas estou esperando desde novembro”, conta. A procura do Estadão, a assessoria do hospital informou que a cirurgia seria realizada até o fim deste mês.

Cigarro causa 90% dos cânceres de pulmão e até infartos e AVCs

A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1986 e, de lá para cá, médicos se empenham em campanhas contra o fumo. Segundo levantamento feito pela OMS, dentro das mais de 4 mil substâncias químicas em um cigarro, 250 delas são prejudiciais, e 50 são conhecidas por causar câncer. De acordo com o jornal O Globo, são 14 os tumores malignos associados ao uso de tabaco: câncer de pulmão, de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. De acordo com uma pesquisa publicada pela revista científica internacional “The Lancet”, o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes. Segundo o Ministério da Saúde, o hábito tende a ser mais frequente entre adultos de 45 a 64 anos e entre pessoas com baixa escolaridade. O número de mortes relacionadas ao tabagismo no Brasil é de 156 mil ao ano, tendo como base 2015, quando foi realizado um estudo sobre o assunto no Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz. “O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão no mundo — e entre os 10% restantes, 1/3 deles são os chamados fumantes passivos —, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra 28.220 novos casos de tumores pulmonares ao ano”, destaca O Globo.

SAÚDE NA IMPRENSA

Ministério da Saúde – Hospital SP não recebe Rehuf por recomendação dos órgãos de controle

Ministério da Saúde – Ministério da Saúde e INCA divulgam dados do combate ao tabagismo no Brasil

ANS – Consultas públicas abertas

Anvisa – Sistema agenda audiência virtual

Anvisa – Anvisa e CNPQ selecionam projetos de pesquisa

Fiocruz – Comitiva de deputados realiza visita técnica a Bio-Manguinhos

Fiocruz – Fiocruz realiza debate sobre a Lei da Biodiversidade brasileira (1/9)

Inca – INCA e Ministério da Saúde divulgam posicionamento pela proibição de aditivos em cigarros

Inca – Mesmo com a proibição do uso amianto, desafios à saúde púbica ainda são enormes

Inca – 20º Encontro Anual de Registradores de Câncer: inscrições abertas

Câmara dos Deputados – Audiência debate políticas públicas voltadas a portadores de doença celíaca

Câmara dos Deputados – Comissão rejeita proibição para saleiros em restaurantes e bares

Câmara dos Deputados – Comissão aprova obrigatoriedade de instalar equipamentos adaptados para pessoas com deficiência

Câmara dos Deputados – Seguridade discute desafios da política de hemofilia

Câmara dos Deputados – Ministro da Saúde avalia situação da saúde no RJ e em SP
x
Correio Braziliense – Caroço do abacate pode ser usado na medicina e em soluções industriais

Correio Braziliense – Cacau pode ajudar a tratar o diabetes, mostra estudo americano

Folha de S.Paulo – A geração smartphone, que bebe menos álcool, faz menos sexo e não está preparada para a vida adulta

Folha de S.Paulo – Rio em crise vive caos na saúde pública com reflexos até em hospitais federais

Folha de S.Paulo – EUA aceleram teste de psicodélico contra o estresse pós-traumático

Folha de S.Paulo – Suzana Herculano-Houzel – Mesmo quando não dói, dor dói

G1 – Anti-inflamatório pode reduzir risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares

G1 – SUS joga fora R$ 16 milhões em medicamentos de alto custo

G1 – Vacinação em queda no Brasil preocupa autoridades por risco de surtos e epidemias de doenças fatais

O Estado de S.Paulo – Rio também registra queda em serviços de referência

O Estado de S.Paulo – Nos 3 principais hospitais de SP, número de internações cai 17% em cinco anos

O Estado de S.Paulo – Para pagar por cirurgia, pacientes apelam até para consignado

O Estado de S.Paulo – Procon encontra irregularidades em lojas de suplementos alimentares

O Globo – Tratamento com anti-inflamatório reduz riscos de ataques cardíacos

O Globo – Cientistas lançam jogo de realidade virtual para detectar o Alzheimer

O Globo – Cigarro causa 90% dos cânceres de pulmão e até infartos e AVCs

Valor Econômico – Sírio-Libanês oferece serviço para cortar custo com planos

Valor Econômico – Como o Sírio barateia sua própria saúde

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.