Suíços vão a referendo decidir se banem uso de agrotóxicos

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A Suíça realizará um referendo no próximo domingo (13) que poderá banir o uso de agrotóxicos sintéticos no país, segundo a agência Reuters. Se a proposta for aprovada, será o primeiro país europeu a deixar de usar qualquer tipo de agroquímico na Europa. O referendo também decidirá se os agricultores que utilizam agrotóxicos químicos e antibióticos na criação de animais devem parar de receber subsídios estatais. Segundo o Valor Econômico o objetivo da proposta é combater a contaminação de cursos d’água que são usadas para consumo humano.  A iniciativa também propõe que os produtores parem de usar ração importada, com o objetivo de controlar a criação de gado, suínos e aves e, assim, reduzir a produção de dejetos que poluem a água. Uma pesquisa recente da Tamedia indica que 48% dos suíços é a favor da proposta para melhorar a qualidade da água e 49% são a favor de banir o uso de agrotóxicos. A proibição do uso de agrotóxicos é criticada pelas empresas produtoras dos produtos químicos e por associações de grandes produtores do país, enquanto é defendida por organizações ambientais e de pequenos produtores suíços. Se as propostas forem aprovadas pela maioria da população da Suíça, haverá um período de transição de dez anos para uma produção orgânica.

Tecnologia acentua força do agro no país 

O cenário de depreciação cambial e de alta dos preços dos alimentos foi fundamental para manter o agronegócio brasileiro em alta em 2020, mesmo em meio à pandemia, e continua a estimular o avanço do setor este ano. Mas essa resiliência só se tornou viável graças ao aumento da eficiência em diversas cadeias produtivas proporcionada por investimentos tecnológicos. De acordo com o Valor Econômico em linhas gerais, é o que aponta o estudo “Agronegócio: Exportação, Emprego e Produtividade”, publicado recentemente pelo Instituto Millenium, think tank sem fins lucrativos, e pela consultoria Octahedron Data eXperts (ODX). Segundo os autores, o material foi produzido com o objetivo de ajudar o setor público a tomar decisões com base em dados e evidências e enfoque na mensuração de resultados. Millenium e ODX observam que, enquanto o Produto Interno Brasil (PIB) do Brasil encerrou 2020 com queda de 4,06%, o pior resultado em 31 anos, pressionado por retrações na indústria (3,5%) e em serviços (4,5%), o valor adicionado da agropecuária cresceu 2%, com destaque para as áreas de grãos, principalmente soja, e café, cujas colheitas bateram novos recordes históricos. Mesmo o encolhimento da indústria poderia ter sido maior, não fossem altas nos segmentos de fumo (10,1%) e papel e celulose (1,3%), vinculados ao agro. No total, a produção da agricultura brasileira bateu recorde em 2020, com 1,24 bilhão de toneladas, em 63 milhões de hectares. Lideraram essa oferta as colheitas de cana (677,9 milhões de toneladas), a que tem o maior rendimento médio por hectare (75.657 quilos) no país, e cereais, leguminosas e oleaginosas (254,1 milhões de toneladas) – grupo este puxado pela soja, cuja produtividade registrou incremento expressivo nos últimos anos, a partir do uso de insumos mais eficientes nas lavouras e maior uso de maquinários. O cultivo de arroz é outro cuja produtividade está em expansão. A agropecuária em geral ocupa 351 milhões de hectares, entre pastagens (45%), matas e florestas (29%) e lavouras (18%). “A mecanização e o investimento em tecnologia contribuem, de forma relevante, para o aumento de produtividade e, essencialmente, para a diminuição da diferença entre área plantada e área colhida. São 734 mil estabelecimentos (55,5%) com tratores, 235 mil (19,3%) com semeadeiras, 119 mil (9,2%) com plantadeiras e 206 mil (15,7%) com adubadeiras e/ou máquinas distribuidoras de calcário”, mostra o estudo. Entre 2006 e 2017, o número de estabelecimentos com tratores registrou alta de 50% no país.

Governo lança portal do Observatório da Agropecuária Brasileira 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou o Observatório da Agropecuária Brasileira. Trata-se de uma plataforma que integra bases estratégicas e visa a prover dados, informações, conteúdos e painéis dinâmicos sobre o setor no país. Dessa forma, os usuários podem acompanhar o volume de dados do setor agropecuário e obter relatórios sobre um determinado produto ou sobre desempenhos de políticas públicas, por exemplo, de forma mais rápida, segura e eficiente. As informações do observatório tem potencial para subsidiar processos de tomada de decisão do Mapa e dos demais usuários do setor público, setor privado, terceiro setor e sociedade em geral. Com uma metodologia dinâmica, ágil e interativa, o observatório é fruto de um processo inovador de criação que envolve variadas instituições ligadas ao setor e vem sendo aprimorado a cada dia, buscando expandir o escopo por meio da integração, cruzamento e disponibilização de informações oficiais. O portal do observatório possui duas plataformas de navegação: uma estatística e outra geoespacial. As duas são organizadas em painéis temáticos. A estatística disponibiliza dados numéricos, representações gráficas e informações estruturadas. A geoespacial, por sua vez, é dedicada à integração de dados territoriais que podem ser visualizados e combinados de acordo com a necessidade de interpretação dos usuários. “Esse observatório é uma ferramenta que será importante para parlamentares, mas principalmente para a academia, a ciência e a pesquisa; e dará a todos nós a tranquilidade do acesso a dados eficientes e seguros em um país que é a maior potência agroambiental do mundo”, explicou o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes. Acesse o portal do Observatório da Agropecuária Brasileira.

Agricultura regenerativa ganha novos incentivo 

No último dia Internacional da Mulher, 8 de março, Lucimar Silva, gestora da fazenda Guima Café, na região de Patos de Minas (MG), plantou 1.600 abacateiros entre os cafezais. Acompanhada de mulheres que trabalham na propriedade, o plantio foi um ato simbólico para marcar o início do projeto de agricultura regenerativa da fazenda. Início é força de expressão, dado que as duas fazendas do Guima Café, com 850 hectares plantados e mais de 4 milhões de plantas, têm se preocupado com o tema há bastante tempo. “Sempre tivemos olho na sustentabilidade”, diz a gestora, “mas no fim de 2020 focamos no projeto de agricultura regenerativa”, completa. O plantio das mudas foi financiado pela Nespresso, com quem a Guima Café tem parceira e de quem tem recebido incentivo para implantação do modelo, destacou o Valor Econômico nesta segunda-feira (7). Trabalhar com maior atenção na regeneração do solo e de todo o ambiente onde é plantado o café é seguir uma tendência que cresce nos últimos anos, segundo Guilherme Amado, líder do programa de qualidade sustentável da Nespresso. Menos trânsito de tratores, redução no uso de agroquímicos, maior cobertura vegetal, por exemplo, ajudam na preservação do solo, na manutenção de microorganismos e de umidade, reduzindo aplicações de defensivos e o custo de produção. A experiência na fazenda de café motivou a empresa a decidir pela extensão do projeto para oito novas fazendas este ano, e avançar com o sistema de cálculo de emissão de carbono em toda a cadeia. Para neutralizar a emissão, a Nestlé deverá plantar 20 milhões de árvores, tendo assumido o compromisso de zerar seu balanço de carbono até 2050. Um ponto em comum nos projetos de agricultura regenerativa é o uso das propriedades pioneiras como modelo. Elas precisam estar abertas para dividir a experiência com outros produtores, para propagar conhecimento. É assim na Guima Café e na Fazenda Gordura, de Guaranésia (MG), parceira da francesa Danone. Voltada para a produção de leite, a fazenda tem avançado no Projeto de Integração Pecuária Floresta, com o Projeto Flora, que envolve a Danone, o Instituto Ipê e pecuaristas. Ao integrar a pecuária com lavoura, melhoram-se as condições de produção de pastagem e conforto dos animais, o que já garantiu um aumento de até 20% em proteína e 60% na produtividade do leite. No Brasil, diz Taisa Costa, gerente de sustentabilidade da Danone, o projeto na Fazenda Gordura é o principal piloto de agricultura regenerativa. Implantaram 3 hectares na fazenda e a ideia é estender o projeto para 188 hectares, até 2023, em propriedades das regiões do Sul de Minas Gerais e na bacia leiteira de São Paulo, num investimento de R$ 500 mil, boa parte gastos na compra de mudas e sementes para reflorestamento.

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