SISTEMA INTEGRADO DE AGROQUÍMICOS DEVE SER LANÇADO ESTE ANO

//SISTEMA INTEGRADO DE AGROQUÍMICOS DEVE SER LANÇADO ESTE ANO
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta sexta-feira (3) que deve lançar este ano o Sistema Integrado de Agrotóxicos, que também envolverá a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Não se trata de simplificar procedimentos para o registro de agrotóxicos, mas desenvolver ações coordenadas para que seja agilizada a oferta de novos agroquímicos, atendendo, assim, as prioridades do agricultor”, disse o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel. O assunto foi debatido esta semana durante reunião do Mapa com entidades do setor. “O cruzamento dos dados dos três órgãos (Mapa, Anvisa e Ibama) deverá reduzir a burocracia, organizar a fila de pedidos de registro e acelerar a aprovação de novos produtos, principalmente os genéricos. Em 2016, houve avanços com o maior número de registros. Tanto que o Mapa bateu o recorde com a aprovação de 277 desses produtos, a maior parte genéricos. “O ministério quer velocidade e segurança”, acrescentou Rangel, de acordo com a publicação do site do Mapa.

Reunião sobre insumos agropecuários

A publicação do Mapa destaca também que, além de Rangel, o assessor especial do ministro Blairo Maggi, Sérgio de Marco, esteve na reunião com o Ibama e entidades dos fabricantes de agrotóxicos para definir as prioridades de novos insumos agropecuários (defensivos) e garantir a oferta de produtos seguros, não contrabandeados e mais baratos aos produtores. Estiveram na reunião representantes da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef); Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg); Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina (Abifina): União dos Fabricantes/Produtores Nacionais de Fitossanitários (Unifito); Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja); Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Emergência fitossanitária no Mato Grosso do Sul

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou por um ano, a partir de quinta-feira (2), estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de surto da Helicoverpa armigera (lagarta) em Mato Grosso do Sul, para implementação do plano de supressão da praga e adoção de medidas urgentes. “Com isso, os agricultores do estado ficam autorizados a importar benzoato de emamectina para usar em suas lavouras, a fim de combater a lagarta. Entre as medidas de emergência, estão o uso de cultivares que reduzam ou eliminem as populações da praga; determinação de épocas adequadas de plantio e restrição de plantios posteriores; vazio sanitário para deixar a terra sem cultivo, uso de controle biológico; utilização de controle químico; uso de armadilhas, iscas ou outros métodos de controle físico; determinação da adoção do manejo integrado de pragas emergencial; disseminação de agentes de controle biológico nas áreas afetadas; e práticas culturais, como rotação de culturas, adoção de áreas de refúgio, destruição de restos culturais e plantas voluntárias. A praga atinge as lavouras de soja, algodão e milho, entre outras culturas. Atualmente estão com emergências fitossanitárias declaradas, em função da Helicoverpa, os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão e o Piauí. A medida foi publicada na edição dessa quinta-feira no Diário Oficial da União”, informa publicação no site do Mapa.

Mato Grosso reduz soja convencional

Líder na produção de soja, Mato Grosso está reduzindo o cultivo de variedades convencionais para expandir o de geneticamente modificadas (OGMs). Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, nesta sexta-feira (3), destaca que o motivo é a oferta limitada de variedades. “Enquanto a pesquisa de produtos transgênicos está acelerada, estudos sobre opções de soja convencional não têm o mesmo ritmo e produtores se queixam da falta de opção. Durante o Rally da Safra, expedição promovida pela Agroconsult, produtores do entorno de Campo Novo do Parecis, polo tradicional de produção da soja sem transgenia, contaram estar migrando para a tecnologia Intacta RR2, da Monsanto, em busca de melhores rendimentos. Eles argumentam que a pesquisa tem se concentrado nesta tecnologia e que o diferencial de preço da convencional por vezes não compensa os cuidados para evitar contaminação e o investimento em agroquímicos”, afirma o Estadão.

NA IMPRENSA
Mapa – Sistema Integrado de Agrotóxicos será lançado este ano

Mapa – Mapa declara emergência fitossanitária para combate de praga em Mato Grosso do Sul

Embrapa – Feijão-caupi puxa a fila e Embrapa amplia pesquisa com pulses em Mato Grosso

Embrapa – Eleição para Câmaras de Assessoramento da Fapeam tem pesquisadores da Embrapa

Embrapa – Show Rural: aplicativo Doutor Milho será lançado pela Embrapa

BOL – UE está prestes a aprovar oferta de US$43 bi da ChemChina por Syngenta, dizem fontes

Agrolink – Dia de Campo apresentará 70 novas variedades de soja aos agricultores da região central do Tocantins

O Estado de S.Paulo – Soja convencional perde espaço para a transgênica no oeste de Mato Grosso

Rede Brasil Atual – Temer antecipa ‘pacote do veneno’ e proíbe Anvisa de se manifestar sobre agrotóxicos

Valor Econômico – Endividada, paulista Shefa pede recuperação judicial

Valor Econômico – Crescem os desembolsos de crédito para a agricultura familiar

Valor Econômico – DSM busca liderança na área de nutrição animal na América Latina

Valor Econômico – Alta do milho fez lucro da Aurora cair 56% em 2016

Valor Econômico – Nestlé planeja dobrar produção no Brasil

Valor Econômico – Produção de soja confirma sua força