Sindag se manifesta contra proibição da aviação agrícola no município de Cianorte, no Paraná

//Sindag se manifesta contra proibição da aviação agrícola no município de Cianorte, no Paraná
O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) manifesta sua preocupação com a Lei Municipal 5.088/2019, sancionada na segunda-feira (11) no município paranaense de Cianorte. Segundo o portal AgroLink, a proibição da pulverização aérea tendo como justificativa o combate aos efeitos dos agrotóxicos é, na verdade, um contrassenso que pode levar a efeitos justamente contrários aos alegados objetivos da medida. Isso porque os mesmos produtos aplicados por via aérea são usados também em aplicações terrestres e com os mesmos riscos. Inclusive o de deriva (que é quando o produto aplicado se desvia do alvo) – o que ocorre quando não são observados os parâmetros de vento, temperatura e umidade relativa do ar. Em contrapartida, a aviação é a única ferramenta para o trato de lavouras com regulamentação própria, por isso também a única que pode ser diretamente fiscalizada (o que realmente ocorre, como seguidamente é noticiado na mídia). Ou seja, sua exclusão significa, na prática, retirar de cena a ferramenta de melhor tecnologia embarcada, rapidez e precisão, características que quase sempre significam mesmo necessidade de produtos aplicados. Os próprios dados existentes no País sobre pessoas contaminadas por produtos também relacionam os casos ao manuseio incorreto de produtos. Sem nenhum caso na aviação, onde todos os envolvidos na operação precisam por lei serem especialistas na atividade (desde o piloto até os técnicos agrícolas e agrônomos com formação específica. Além disso, a aviação é o único setor para o qual é exigido o pátio de descontaminação, onde as aeronaves são limpas (mesmo depois da tríplice lavagem em campo) e eventuais resíduos vão para um sistema de tratamento de efluentes. O mesmo vale para as análises do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), da Anvisa, cujo histórico desde 2009 sempre apontou os menores índices de contaminação em lavouras predominantemente atendidas pela aviação. Só no último levantamento, que entre 2013 e 2015, avaliou mais de 12 mil mostras de alimentos em 27 Estados, a contaminação foi de zero% em arroz, milho, trigo e banana, culturas altamente dependentes do setor aeroagrícola. Além disso, a retirada de cena da aviação agrícola tem como consequências imediatas não só a queda de produtividade em lavouras como a soja e cana-de-açúcar, importantes para a economia paranaense. Mas, principalmente na cana, a imediata substituição da ferramenta aérea por trabalhadores a pé com bombas costais. Sem falar da necessidade de 10 vezes mais calda na preparação dos defensivos e no aumento da frequência das pulverizações. Lembramos que o Paraná possui uma frota de 134 aviões agrícolas (quinto no ranking nacional), segundo levantamento de 2018 no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Agrícola (Anac). Já em terra, o Estado conta com 96.918 pulverizadores costais (aqueles operados por uma pessoa a pé) e 55.721 pulverizadores em tratores ou auto propelidos, conforme o IBGE (Censo Agropecuário de 2006). São ferramentas complementares e todas elas importantes à produção agrícola. Todas possíveis de uso com segurança e responsabilidade ambiental. O que deixa claro também o quanto discutir a segurança do uso de agrotóxicos apenas elegendo a proibição de uma delas como solução para problemas do campo é apenas tornar perigosamente raso um debate que precisa ser aprofundado.

Projeto susta ato do Executivo que reclassifica nível de toxicidade de agrotóxicos

O Projeto de Decreto Legislativo 616/19 pretende tornar sem efeito o ato do Ministério da Agricultura (58/19) que reclassifica o nível de toxicidade de produtos agrotóxicos utilizados no País, informou a Agência Câmara nesta terça-feira (12). O ato publicado em agosto deste ano altera a classificação de 1854 produtos – na grande maioria para reduzir do nível de toxicidade de “extremamente tóxico” para “pouco tóxico” ou até “improvável de causar dano agudo”. Autor do projeto, o deputado Padre João (PT-MG) cita nota técnica do Instituto Nacional do Câncer (Inca) em que se aponta a necessidade de redução do uso de agrotóxicos para prevenir o câncer. A nota sustenta que “os efeitos do aumento do uso de agrotóxicos nos últimos anos devem se refletir em ainda mais casos da doença em 15 ou 20 anos”. “As informações e dados brevemente apresentados apontam para a urgente necessidade de o Estado brasileiro analisar com mais acuidade essa realidade e adotar as medidas necessárias para enfrentar o problema, tendo como foco a preservação da saúde da população”, disse o deputado. O projeto será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.

Especialistas apontam formas sustentáveis para a preservação do Pantanal

Doze de novembro é o Dia do Pantanal. A data é comemorada desde 2015 para lembrar de Francisco Anselmo de Barros, ambientalista que ateou fogo ao próprio corpo para protestar contra as ameaças sofridas pelo bioma. De acordo com a Agência Câmara de lá para cá, o Pantanal vem sofrendo com a ocupação desordenada de seu entorno, e atualmente está ameaçado pela revogação do decreto que delimita as áreas de plantio de cana-de-açúcar. O presidente da Comissão de Meio Ambiente, que realizou seminário nesta terça-feira (12) para discutir o tema, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), destacou que a Câmara já discute uma proposta para reverter essa revogação. O coordenador do programa Cerrado Pantanal da Ong WWF, Júlio César Sampaio, afirmou que atualmente uma das principais preocupações em torno do Pantanal diz respeito justamente à dinâmica de uso e de sua ocupação. A gerente de Pesquisa e Meio Ambiente do Sesc Pantanal, Cristina Neves, destacou que, anualmente, o Sesc recebe 30 mil turistas que movimentam a economia no Pantanal de forma sustentável, mas ela alerta que esse turismo só é possível se houver preservação ambiental. O coordenador estadual do Mato Grosso do Centro de Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo), Márcio Yule, destacou que, em 2019, a brigada apagou dois incêndios por dia e, desse total, 99% foram causados por mãos humanas. Segundo dados do PrevFogo, com a estiagem prolongada deste ano, somente no mês de outubro 518 mil e 800 hectares do Pantanal pegaram fogo, destruindo a flora e matando os animais da região.

Programa AgroNordeste terá R$ 120 milhões

O AgroNordeste, convênio firmado nesta quarta-feira (13) pelo Ministério da Agricultura – por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) – e o Senar, para atender produtores rurais de dez Estados do semiárido nordestino terá valor total de R$ 120 milhões e vigência até 31 de dezembro 2021, com possibilidade de prorrogação. A estimativa é que mais de 17 mil estabelecimentos seja beneficiados, destacou o Valor Econômico. Do total de recursos, R$ 40 milhões virão da Anater e R$ 80 milhões do Senar. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, voltou a defender investimentos em assistência técnica e gerencial para ampliar a produção brasileira. Em toda as declarações públicas mais recentes, ela tem enfatizado que 2020 será o ano da assistência técnica no Brasil. O assunto também estará na bagagem da ministra na viagem que fará aos Estados Unidos neste fim de semana. “Estamos começando com Senar e Anater, mas outros parceiros virão. Tenho certeza de que será um projeto exitoso. É uma coisa, que em curto espaço de tempo, vai trazer resultados para as famílias que entrarem no projeto. Tenho certeza de que é através da assistência técnica que veremos as pessoas saindo da linha da pobreza na área rural, produzindo e gerando riqueza”, afirmou Tereza Cristina. O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, disse que, com a assistência técnica, será feita “uma grande revolução do meio rural, especialmente do Nordeste que tanto precisa”. O programa AgroNordeste foi lançado no início de outubro pelo Ministério da Agricultura.

NA IMPRENSA
Agência Câmara – Projeto susta ato do Executivo que reclassifica nível de toxicidade de agrotóxicos

Agência Câmara – Especialistas apontam formas sustentáveis para a preservação do Pantanal

O Globo – ‘China faz parte do futuro do Brasil’, diz Bolsonaro após se reunir com presidente chinês Xi Jinping

G1 – MS Agro chega à 10ª edição como referência em debate sobre agronegócio do Estado

Valor Econômico – Heringer reabre misturadora de fertilizantes em Três Corações (MG)

Valor Econômico – Prejuízo líquido da Heringer aumentou 15,8% no 3º tri

Valor Econômico – BP Biocombustíveis teve prejuízo de R$ 321 milhões em 2018

Valor Econômico – Programa AgroNordeste terá R$ 120 milhões

Valor Econômico – Ministério da Agricultura e Senar assinam convênio para fortalecer programa AgroNordeste

Valor Econômico – ‘Acho a moratória um absurdo’, afirma ministra

O Estado de S.Paulo – Brasil e China fecham acordos que incluem venda de melão brasileiro em troca de pera chinesa

O Estado de S.Paulo – Escritório do Estado de SP em Xangai analisa 12 projetos para o agronegócio paulista, diz Doria

AgroLink – Sindag se manifesta contra proibição do uso de aviação agrícola no município de Cianorte, no Paraná

Alesp – São Paulo tributa medicamentos em 18%, mas dá isenção fiscal a agrotóxicos

MPSC – Reunião em Gaspar esclarecerá sobre obrigação de rastreabilidade de alimentos vegetais

Start SE – Programa Agro Exponencial, da SLC Agrícola, seleciona três startups para contratação

Olá Jornal – Programa percorre Vales do Rio Pardo e Taquari para coleta de embalagens vazias

Alesc – Criada Frente Parlamentar da cultura tradicionalista, do turismo rural e do agronegócio

Blog do Lucio Sorge – Sustentabilidade como premissa para a evolução do agronegócio

PB Agora – Feira do Produtor da Empaer acontece normalmente nesta sexta

BHAZ – Joaninhas são distribuídas gratuitamente na capital para combater pragas em hortas e jardins

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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