Sindag participará de audiência pública para discutir o uso de aeronaves agrícolas no combate a incêndios e queimadas

//Sindag participará de audiência pública para discutir o uso de aeronaves agrícolas no combate a incêndios e queimadas
A comissão temporária externa que acompanha as ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal aprovou nesta quarta-feira (30) convite ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para prestar informações sobre as medidas adotadas pelo governo para contenção e prevenção das queimadas. De acordo com a Agência Senado de autoria da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), o requerimento também pede que o ministro apresente subsídios sobre a adequação da legislação atual que rege as políticas de proteção da flora e da fauna da região. Presidida pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), a comissão também aprovou outros seis requerimentos, entre eles o convite para audiência pública ao procurador-geral da República, Augusto Aras, ao procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges Pereira, e ao procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Alexandre Magno Benites de Lacerda. Essa audiência foi proposta por Wellington. Em outro requerimento aprovado, o senador Carlos Fávaro (PSD-MT) pede o envio de ofício à Presidência do Senado para a inclusão do Projeto de Lei 4.629/2020 na pauta do Plenário. O projeto insere o uso de aviação agrícola em ações do governo para ajudar no combate a incêndios florestais. Fávaro também pediu a realização de audiência pública para debater a inclusão da aviação agrícola nas diretrizes e políticas governamentais de combate a esses incêndios. Também foi aprovado requerimento de Soraya para a realização de audiência pública sobre as melhores alternativas para o Pantanal, assim como desdobramentos das ações necessárias e providências para evitar novas queimadas, além de monitorar as ações de proteção da fauna e da flora, das populações diretamente atingidas e o impacto na economia da região. Já o senador Esperidião Amin (PP-SC) apresentou requerimento, também aprovado, com convite ao diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, para participar de audiências públicas e reuniões técnicas.

Bancada ruralista defende revogações aprovadas pelo Conama

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) afirmou, em nota, que as restingas e manguezais do Brasil não deixaram de ser protegidas com as revogações de normas feitas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), informou o Valor Econômico nesta terça-feira (29). Segundo a bancada ruralista, o Código Florestal determina que a proteção é de competência dos Estados, e que as resoluções do colegiado não eram compatíveis com a legislação. “Um conselho não pode ser responsável por legislar ou competir com a legislação federal”, diz o texto da bancada, que se disse “incrédula” com a repercussão das revogações nos meios de comunicação. Sobre a revogação da resolução que exigia licenciamento ambiental para projetos de irrigação, a FPA reforçou o argumento apresentado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Ministério da Agricultura. “Irrigação não é um estabelecimento ou atividade, mas uma tecnologia utilizada pela agricultura para o fornecimento de água às plantas em quantidade suficiente e no momento certo”, disse a FPA na nota. egundo a bancada ruralista, sob o aspecto técnico, a resolução foge às atribuições do Conama. “A atividade de irrigação já é regulamentada segundo a Lei nº 9.433/1997, da Agência Nacional de Águas (ANA)”.

Tecnologia permite aumentar produção agrícola sem expandir área cultivada

A chave para que o setor agropecuário cresça sem expandir a área cultivada está na incorporação de tecnologia no campo, concordam especialistas durante o 4º Fórum Agronegócio Sustentável, promovido pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (28), com patrocínio da Mosaic Fertilizantes. “Se podemos aumentar a produção por meio do rendimento, não precisamos expandir a área”, explica José Otávio Menten, professor da Escola Superior de Agricultura da USP. O ganho de produtividade tem se mostrado factível no Brasil há pelos menos seis décadas. De 1950 a 2015, o país assistiu a quase todas as culturas aumentarem de duas a quatro vezes sua produção em quilogramas por hectare. O alcance da agricultura de alto rendimento esbarra, porém, na extensão rural —atividade que conecta os resultados de pesquisa à capacitação do produtor. “É fundamental o investimento em pesquisa, mas também em um processo de transferência de tecnologia”, pontua Vinicius Benites, da Embrapa. A área tem sofrido seguidos cortes. A projeção de verba em 2021 para a assistência técnica e extensão rural do Incra, por exemplo, foi reduzida a quase zero na proposta orçamentária enviada pelo governo ao Congresso. O pesquisador explica que uma possibilidade ainda pouco explorada no país é a ocupação das pastagens degradadas, que poderiam ser incorporadas à produção de grãos. “Só o Brasil ainda tem área para expandir sem precisar derrubar uma árvore.” Hoje, 41% do território brasileiro é ocupado por estabelecimentos agropecuários, que somam 351 milhões de hectares, segundo dados do último Censo. Se houver investimento na tecnologia para integrar as pastagens sem vegetação e nem produção, pelo menos 40 milhões de hectares poderiam ser ganhos, afirma Benites. O agronegócio brasileiro tem batido recordes de exportação este ano. Francisco Vidal Luna, professor aposentado da USP, destaca que, apesar da pandemia de Covid-19, o setor foi capaz de abastecer o mercado local e ampliar exportações. Para Marcos Jank, professor de agronegócio no Insper, o Brasil tem oportunidade de explorar mercados na Ásia, principalmente em frutas tropicais. m setembro, o Brasil fez a primeira exportação de frutas frescas para a China: três toneladas e meia de melão. Embora seja o maior produtor mundial de frutas, o país ainda não conseguiu atingir US$ 1 bilhão na exportação deste tipo de produto. Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Orlando Leite Ribeiro, a diversificação das exportações é uma meta. Embora o país esteja registrando safras e exportações recordes, o ministério está apreensivo com o volume de exportações concentradas para a China.

Embraer e metalúrgicos vão levar disputa por demissão de funcionários ao TRT

Depois de duas audiências de conciliação, a Embraer e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos não chegaram a um acordo envolvendo as demissões feitas na empresa durante a pandemia de covid-19 nesta terça-feira (29). Segundo o jornal O Estado de S.Paulo a disputa agora será resolvida no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O sindicato subiu o tom contra a empresa após a Embraer anunciar, no início do mês, a demissão de mais de 900 trabalhadores. A fabricante alega que os cortes (cerca de 2,5 mil no total, considerando PDVs) vieram por causa da pandemia e do fracasso do acordo com a Boeing. A vice-presidente judicial do TRT-15, Tereza Asta Gemignani, que conduziu a audiência, inicialmente propôs o cancelamento das demissões e adoção de layoff para os trabalhadores representados pelos sindicatos. A proposta não foi acatada pela Embraer. Na audiência de hoje, Gemignani concedeu liminar para concessão de plano de saúde e auxílio alimentação no valor de R$ 450 até junho de 2021. Em nota, a Embraer explicou que a decisão coincide com a proposta apresentada pela empresa durante as audiências. Para o Sindicato, entretanto, a decisão é insuficiente, “uma vez que não garantiu a anulação das demissões, principal reivindicação dos trabalhadores”. A categoria disse que insistirá no pedido inicial de liminar para cancelamento dos cortes. Sem acordo, caberá agora um julgamento no TRT. “Consideramos a decisão liminar muito fraca, pois não garante o sustento de milhares de trabalhadores jogados para o olho da rua por conta da ganância da Embraer”, avaliou o diretor do Sindicato Herbert Claros. Já a Embraer afirmou que manteve a coerência de propor o mesmo pacote de benefícios aprovado pela maioria das entidades sindicais que representam profissionais da companhia pelo Brasil. “Em todas as negociações, a Embraer reforçou o compromisso de preferência na recontratação dos ex-colaboradores, conforme retomada do mercado e política de recursos humanos da companhia”.

NA IMPRENSA

Agência Senado – Comissão temporária que acompanha queimadas no Pantanal vota plano de trabalho nesta quarta

Agência Câmara – Propostas determinam recuperação de terras queimadas

Agência Câmara – Projeto aumenta para até 6 anos de prisão pena aplicada a quem provocar incêndio em floresta

Agência Câmara – Proposta fixa em cinco anos prazo para prescrição de reparação de dano ambiental

Agência Câmara – Deputados da oposição pedem afastamento de Ricardo Salles

Agência Câmara – Frente da agropecuária diz que normas revogadas não eram compatíveis com o Código Florestal

Folha de S.Paulo – Secretário da Agricultura vê hipocrisia em críticas ao país

Folha de S.Paulo – Tecnologia permite aumentar produção agrícola sem expandir área cultivada

Folha de S.Paulo – Alta da soja eleva ganho do produtor, mas gera calotes

O Estado de S.Paulo – Embraer e metalúrgicos vão levar disputa por demissão de funcionários ao TRT

O Globo – Inovações brasileiras de investimento verde são escolhidas por rede internacional

G1 – Congresso cancela sessão que analisaria veto de Bolsonaro à desoneração da folha de empresas

G1 – Bolsonaro troca vice-líderes do governo na Câmara

G1 – Ministério da Agricultura registra 36 casos de sementes misteriosas recebidas após compras pela internet

G1 – Entrega da declaração do imposto sobre a propriedade rural de 2020 termina nesta quarta-feira

G1 – Ministra diz que fogo no Pantanal prejudica agricultor e defende mais verba contra queimadas

Valor Econômico – Sem acordo em audiência, demissões na Embraer vão a julgamento no TRT

Valor Econômico – Colheita de café eleva frete e lota armazéns

Valor Econômico – Camil emitirá R$ 350 milhões em debêntures

Valor Econômico – China retém cargas exportadas pela unidade da Minerva em Barretos (SP)

Valor Econômico – O sucesso dos óleos essenciais da Amazônia

Valor Econômico – Juiz bloqueia qualquer venda de ativos da esmagadora argentina Vicentin

Valor Econômico – Mudança nas “retenciones” pode incentivar vendas de grãos na Argentina

Valor Econômico – Porto do Açu planeja fábrica de fertilizantes

Valor Econômico – Reação das vendas de flores surpreende

Valor Econômico – Bancada ruralista defende revogações aprovadas pelo Conama

CNA – CNA debate alternativas de crédito para o agro em evento sobre securitização

CNA – Brasil precisa investir em novas variedades e tecnologias para desenvolver mercado de pulses

CNA – CNA promove rodada de negócios do projeto Agro.Br em novembro

Embrapa – Prevenção de doenças e pragas na batata-doce e Semana da água são assuntos do Terra Sul

Embrapa – Live debate os impactos da compactação do solo pós-mecanização em cana de açúcar

Embrapa – Estudo mostra que as florestas secundárias tiveram ação limitada na mitigação das mudanças climáticas

Embrapa – Comitê de Avaliação e Seleção realiza banca de defesa pública para chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul

Agrolink – Painel projeta futuro do agronegócio brasileiro no pós-pandemia

Agrolink – Composto pode revolucionar a bioeconomia

Agrolink – Evento discute integração lavoura, pecuária e floresta

Agrolink – Biofertilizante brasileiro pode ir para o exterior

Agrolink – Trigo gaúcho tem pequenos negócios e preços gigantes

Agrolink – “Abag prejudicava nossa imagem”, diz Aprosoja

Agrolink – Prevenção de doenças e pragas na batata-doce e Semana da água são assuntos do Terra Sul

Agrolink – Entenda como o bem-estar do solo é fundamental

Agrolink – CNA debate alternativas de crédito para o agro em evento sobre securitização

Agrolink – Orizicultores estão atentos ao avanço do cultivo

CPT – Vantagens da pulverização aérea na agricultura

Ciclo Vivo – Floripa aprova lei de proteção às abelhas sem ferrão

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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