Setor sucroenergético lidera demanda pelo uso de drones na agricultura

//Setor sucroenergético lidera demanda pelo uso de drones na agricultura
No agronegócio brasileiro, o segmento sucroenergético é o responsável pelo maior market share do mercado de drones. Quando avaliado como um todo, incluindo empresas de prestação de serviços e fornecedores, é possível observar que quase a totalidade do setor é impactada de alguma maneira pela tecnologia. Alguns grupos, inclusive, já incluíram o mapeamento com drones e atividades correlatas (como restituição de linhas e identificação de falhas de plantio) na medição de KPIs, informou o portal Cana Online nesta quarta-feira (4). Além da topografia convencional, os drones são usados principalmente para a restituição das linhas de plantio e identificação de falhas e plantas daninhas. Thatiana Miloso Franceschi afirma que a XMobots é a única empresa desenvolvedora e fabricante de drones com soluções customizadas para o setor sucroenergético. Atualmente, possui de pequenas a grandes frotas nas principais usinas do país. Entre as soluções ofertadas ao mercado, destacam-se o planejamento de voo otimizado para a cobertura dos talhões de cana (o software XPlanner permite mapear vários talhões em um único voo, entre outras funcionalidades); a câmera multiespectral 1MC calibrada especialmente para a cultura da cana, permitindo maior assertividade nas invasoras típicas da cultura; o software de pós-processamento XFarming, o mais automatizado do mercado para restituição de linhas, identificação de falhas e cálculo de pisoteio, além de ser o único software com restituição automática baseada nas linhas do projeto; e o XMRO, que permite o acompanhamento online da frota (supervisores conseguem ver em tempo real as áreas que o drone está mapeando). No entanto, a gerente comercial reforça que, embora muitos grupos deem escala ao uso da tecnologia, existe grandes nomes do setor que ainda utilizam drones multirrotores para o mapeamento de suas áreas. De acordo com ela, esses equipamentos não foram desenvolvidos para o uso profissional na agricultura, sendo que fatores como produtividade, acurácia posicional e custo de equipe ficam muito aquém quando comparados com equipamentos desenvolvidos especificamente para utilização profissional. Thatiana acredita que uma das áreas que devem despontar no futuro é a pulverização aérea. Mas, para isso, as tecnologias de aplicação de defensivos devem ser eficientes. Atualmente, os drones usados para esta finalidade possuem alguns pontos negativos que têm tornado seu uso inviável. “Por este motivo, a tecnologia de pulverização com drones ainda não caiu nas graças do mercado brasileiro. Em breve, a XMobots apresentará um produto que irá sanar essas fraquezas. Nossa expectativa é muita alta em relação a isso.”

Ação quer que município da Grande Dourados regulamente a aplicação terrestre de agrotóxicos

O Ministério Público Federal (MPF) em Dourados (MS) ajuizou nesta terça-feira (3), Dia Mundial da Luta Contra os Agrotóxicos, Ação Civil Pública (ACP) solicitando que a Justiça Federal determine que a União, o Estado de Mato Grosso do Sul e o Município de Caarapó estabeleçam parâmetros objetivos para a aplicação terrestre de agrotóxicos, estabelecendo uma distância mínima entre propriedades limítrofes. Segundo o portal da 94 FM Dourados atualmente, a única regulamentação federal que versa sobre a distância mínima entre áreas limítrofes para aspersão de agrotóxicos é a Instrução Normativa nº 02, de 03 de janeiro de 2008, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que disciplina sobre as normas de trabalho da aviação agrícola e a aplicação aérea de fertilizantes. Ou seja, o único dispositivo de validade nacional que aborda um limite fixo entre propriedades adjacentes para o uso de agrotóxicos não engloba os equipamentos de aplicação terrestre mecanicamente tracionados. Para o MPF, a ausência de uma norma que discipline a distância mínima entre áreas lindeiras para a aspersão de agrotóxicos maximiza a reflexão sobre o uso imoderado dos agrotóxicos, uma vez que a ação dos ventos distribui o produto sobre outras culturas agrícolas, sobre águas superficiais e subterrâneas e mesmo sobre núcleos populacionais, configurando um risco exacerbado ao meio ambiente e à saúde pública. Na ação, o órgão ministerial requer que a Justiça determine que União, Estado e Município estabeleçam uma norma que regulamente uma distância mínima entre áreas adjacentes para a aspersão terrestre de agrotóxicos, declarando, para tanto, que os entes federativos possuem o dever de fiscalizar a aplicação de agrotóxico; além de proibir os responsáveis pela fazenda vizinha à comunidade indígena Guyraroká, localizada em Caarapó e cercada por propriedades rurais, de lançar agrotóxicos a uma distância inferior de 250 metros da comunidade. Requer também que os responsáveis pela fazenda sejam obrigados a apresentar um protocolo de comunicação e prestação de informações acerca das futuras operações de pulverização na área, contemplando a participação dos moradores da comunidade indígena.

Ministério assina contrato com o BID para destinar US$ 200 milhões para a Defesa Agropecuária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento assinou nesta quarta-feira (4) o contrato de empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Programa de Modernização e Fortalecimento da Defesa Agropecuária (ProDefesa). A assinatura ocorreu durante cerimônia para celebrar os 60 anos do banco. De acordo com o portal Mapa o custo estimado do programa é de US$ 200 milhões para os próximos cinco anos, sendo que US$ 195 milhões virão de empréstimo junto ao BID e US$ 5 milhões de aporte do governo federal. A operação foi autorizada pelo Senado Federal. Segundo a ministra Tereza Cristina, o programa vai permitir que o Brasil continue livre da febre aftosa, aumente as áreas sem a peste suína clássica (PSC) e sem a mosca da carambola. Com esses recursos, também serão reestruturados os serviços de sanidade animal e vegetal. “Estou muito feliz com este momento porque um dos pilares da minha gestão é justamente a defesa agropecuária. Hoje, o agro responde por mais de 40% das exportações brasileiras e por isso precisamos aprimorar nossa vigilância internacional e agilizar, pela informatização, a liberação de mercadorias, bem como inspeções, registros e autorizações. Simplificar sem precarizar, como digo sempre, usando a tecnologia a nosso favor”, disse a ministra. Do total a ser investido, o controle e erradicação de pragas e doenças receberá US$ 137 milhões, a melhoria da eficiência dos serviços de defesa agropecuária ficará com US$ 23 milhões, e ao conhecimento e inovação para a defesa agropecuária caberá US$ 35 milhões. Adicionalmente, o Ministério aportará contrapartida de US$ 5 milhões para acompanhamento e avaliação dos projetos. A ministra disse que, além do Prodefesa, o Mapa está elaborando uma Carta Consulta de Apoio do BID ao Plano AgroNordeste, voltado para inclusão de pequenos e médios produtores na região do semiárido brasileiro. Ela anunciou que o Ministério da Economia já autorizou a aprovação da carta para março de 2020. Tereza Cristina lembrou que o BID é um parceiro importante do Brasil na disseminação de tecnologias de agricultura de baixa emissão de carbono, como o Projeto Rural Sustentável, aprovado pelo banco em 2013, que atuou na Amazônia e Mata Atlântica, beneficiando 25 mil produtores e atingindo 46 mil hectares. O representante do BID no Brasil, Hugo Flórez Timorán, disse que a assinatura do contrato de empréstimo é simbólico para o momento atual do Banco, e ressaltou que o BID quer continuar sendo um parceiro estratégico do Brasil. “Para os próximos anos, vamos continuar acompanhando o país em seus esforços para aumentar o ritmo de crescimento da produtividade e assim consolidar seus ganhos sociais”, disse.

Comissão mista aprova relatório da MP do Agro

A comissão mista da Medida Provisória (MP) 897/2019 aprovou nesta quarta-feira (4) o seu relatório. A MP estabelece uma série de medidas ligadas ao crédito e financiamento de dívidas de produtores rurais, destacou a Agência Senado. O projeto de lei de conversão apresentado pelo deputado Pedro Lupion (DEM-PR) ainda será votado nos Plenários da Câmara e do Senado, o que deverá ocorrer somente após o recesso parlamentar de final de ano. O prazo de vigência da medida, já prorrogado, expira em 10 de março de 2020. A principal inovação da MP é a criação de um fundo a partir da associação de até dez produtores rurais, o Fundo de Aval Fraterno (FAF), a ser oferecido como garantia à rede bancária para a quitação de dívidas do crédito agrícola. A proposição também dispõe sobre o patrimônio de afetação de propriedades rurais, a Cédula Imobiliária Rural (CIR), a escrituração de títulos de crédito e a concessão de subvenção econômica para empresas cerealistas. O projeto de lei de conversão altera a denominação do FAF para Fundo Garantidor Solidário (FGS), e prevê a ampliação do universo de operações possíveis de serem garantidas pelo instrumento, além da supressão da quantidade máxima de devedores e a possibilidade de majoração dos percentuais estabelecidos para composição do FGS, entre outras. Pelo texto, o patrimônio de afetação — regime pelo qual ficam separados do patrimônio o terreno e as benfeitorias a serem objeto de financiamento — poderá garantir qualquer operação financeira contratada por meio de CIR ou de Cédula de Produto Rural. O projeto de lei de conversão também promove abertura para que a CPR possa utilizar o patrimônio rural de afetação como garantia. O texto prevê ainda o detalhamento a ser apresentado para comprovação da regularidade fiscal, trabalhista e previdenciária do requerente, bem como a definição do rito para o cancelamento do patrimônio afetado e da precisão posicional das coordenadas geodésicas semelhante à adotada pelo Incra no Sistema de Gestão Fundiária. Quanto à Cédula de Produto Rural (CPR), o projeto de lei de conversão amplia e prevê maior detalhamento dos produtos passíveis de emissão da cédula, incluídos os que sofrem beneficiamento e primeira industrialização. Também inclui no rol dos emissores de CPR outros agentes econômicos, como beneficiadores e os que promovem a primeira industrialização dos produtos agrícolas, pecuários, de floresta plantada e da pesca e aquicultura, seus derivados, subprodutos e resíduos, havendo nesse caso incidência de IOF e imposto de renda.

NA IMPRENSA
Agência Câmara – Finanças aprova incentivo para equipamento agrícola que usa energia renovável

Agência Senado – Comissão mista aprova relatório da MP do Agro

Agência Senado – CMA avançou nas questões ambientais em ano difícil, avalia Contarato

Agência Senado – Relatório aponta desmonte da Política Nacional sobre Mudanças Climáticas

94 FM Dourados – Ação quer que município da Grande Dourados regulamente a aplicação terrestre de agrotóxicos

O Globo – Salles pressiona empresas do agronegócio a deixar coalizão de entidades sustentáveis

O Globo – Recuperação assimétrica

O Globo – Japão lança plano de estímulo de US$ 121,5 bi para evitar que país entre em recessão em 2020

Mapa – Ministério assina contrato com o BID para destinar US$ 200 milhões para a Defesa Agropecuária

Bonito Net – MPF vai à Justiça contra despejo sem limite de agrotóxicos ao lado de escola

Contraf Brasil – Diante da perseguição à sociedade civil, articulação denuncia para ONU o grave quadro de uso dos agrotóxicos

Cana Online – Setor sucroenergético lidera demanda pelo uso de drones na agricultura

Sigivilares – Polícia do Goiás apreende em Correntina agrotóxicos contrabandeados do Paraguai

Blog Elena Aparecida – Bayer leva o manejo inteligente da soja com a plataforma Intacta 2 Xtend® ao Rio Grande do Sul

Blog Diego Emir – Eliziane apresenta projeto de lei para evitar uso indiscriminado de agrotóxicos

AgroNovas – O uso de minhocas como indicador de qualidade do solo

AgroLink – Argentina economizou 73% com pulverização seletiva

AgroLink – Celulose deve ter recuperação gradual

AgroLink – Albaugh inaugura fábrica de herbicidas em Resende-RJ

Notícias Agrícolas – Aprosoja busca solução definitiva ao Funrural

Contexto Exato – Ministério Público sedia V Reunião de Fórum de Combate aos Agrotóxicos do DF

Revista Globo Rural – Agronegócio brasileiro terá ano excepcional em 2020, diz economista

Radio Pelotense – Ministra diz que desafio para 2020 é dar a pequeno produtor acesso à tecnologia

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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