Setor manifesta preocupação sobre PL que cria agência única de ATS

Setor manifesta preocupação sobre PL que cria agência única de ATS

Setor manifesta preocupação sobre PL que cria agência única de ATS

Nesta quarta-feira (18), 19 associações e entidades do setor farmacêutico e produtivo de saúde assinaram um manifesto contra a tramitação acelerada do Projeto de Lei nº 4.741/2024, que busca criar uma agência única de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), informou o site Futuro da Saúde. A proposta de autoria do deputado Dr. Luizinho (PP/RJ) recebeu parecer positivo da relatoria no final de fevereiro e aguarda votação na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. No entanto, no dia 10 de março, o parlamentar apresentou um requerimento de urgência para acelerar o processo. Caso seja aprovado, a matéria poderá ser deliberada direto no plenário sem passar por análise nas comissões ou por audiências públicas. Desse modo, o setor demonstrou preocupação com a falta de um debate amplo e técnico com as partes envolvidas devido a relevância e a complexidade do tema. A matéria busca criar a a Agência Nacional de Saúde Suplementar e Tecnologia em Saúde e o Comitê Nacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Conates), estrutura que ficaria responsável pela incorporação, exclusão e alteração de tecnologias em saúde, bem como a elaboração e revisão de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas. Segundo o PL, o processo seria feito com base na expertise desenvolvida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A nota conjunta do setor aponta que a iniciativa suscita reflexões relevantes sobre a organização institucional e regulatória da saúde no Brasil e, por isso, demanda análise cuidadosa de seus possíveis impactos. Assinam o documento entidades como Abifina, Abimed, Abimo, Abiquifi, Grupo Farma Brasil, Interfarma, Pró-Genéricos e Sindusfarma.  Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Anvisa amplia projeto que agiliza registro de produtos biológicos

A Anvisa anunciou, por meio da Gerência-Geral de Produtos Biológicos, Radiofármacos, Sangue, Tecidos, Células, Órgãos e Produtos de Terapia Avançada (GGBIO), a ampliação de uma iniciativa voltada à redução da fila de pós-registro de produtos biológicos, informou o portal Panorama Farmacêutico. Previsto na RDC 997/2025, o projeto estava inicialmente restrito aos processos primários de registro. A implementação nas petições de alterações de segurança e eficácia no pós-registro se daria apenas no segundo semestre, mas foi antecipada diante dos resultados positivos já obtidos pela autarquia. Para viabilizar a iniciativa, foi criada uma fila de análise otimizada específica para petições de pós-registro de segurança e eficácia, já disponível no Portal de Consultas da Anvisa. A medida amplia a transparência das ações e adota a mesma lógica aplicada às petições de registro. A fila também é composta por aditamentos para análise otimizada, nos termos da Instrução Normativa (IN) 289/2024. Além disso, a data de protocolo da petição principal não pode ser posterior à vigência da RDC 997/2025, iniciada em 10 de novembro de 2025. Com a ampliação do projeto para abranger essa nova classe de produtos, a Anvisa reafirma seu compromisso com a modernização dos processos regulatórios, a redução de estoques, a transparência e a previsibilidade das análises, sem prejuízo da qualidade técnica e da proteção à saúde da população. 

Universalização do atendimento é desafio para tratar diabetes no SUS, dizem especialistas

O Brasil vive uma situação complexa em relação ao controle de doenças crônicas, entre elas a diabetes, que avança na esteira de outras enfermidades, destacou reportagem da Folha de S. Paulo. A expectativa para os próximos anos é de que a doença aumente em incidência, segundo especialistas, resultado do avanço da obesidade e da falta de acesso ao tratamento. Essa estimativa acende o alerta para outras doenças, como a insuficiência renal e a cegueira, decorrentes da diabetes. Estima-se que o país tenha cerca de 16 milhões de diabéticos, mas não há consenso sobre o número. Essa incerteza se deve, em parte, à falta de diagnósticos da diabetes, causada tanto pela falta de estrutura quanto pela falta de autocuidado, problema semelhante ao observado com a obesidade. E a falta de notificação da doença é especialmente preocupante porque especialistas esperam um crescimento de casos nos próximos anos, e o descontrole dos índices glicêmicos pode levar a mais complicações pela doença e mais custos ao SUS (Sistema Único de Saúde). Para o endocrinologista Wellington Santana, pesquisador e professor de endocrinologia na UFMA (Universidade Federal do Maranhão), medidas para controlar a diabetes passam por ações indiretas. Uma delas seria favorecer o consumo de alimentos in natura por meio de incentivos fiscais, medida já defendida por pesquisadores de obesidade. Em relação ao tratamento de pessoas já diagnosticadas, o SUS tem boa estrutura para os tipos 1 e 2 do diabetes. No entanto, essa estrutura precisaria ser mais homogênea, pois hoje se concentra nos grandes centros urbanos, avaliam os especialistas. Santana afirma que outro problema contribui para a centralização do tratamento em grandes cidades: a falta de especialistas. Embora maior parte do acompanhamento possa ser realizado na atenção primária, o diabetes tipo 2 (mais comum) requer consultas com especialistas, sobretudo o endocrinologista. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Debate na Câmara aponta necessidade de ajustes e mais financiamento no programa Agora Tem Especialistas

O programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, precisa de ajustes e de financiamento contínuo, segundo participantes de audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, realizada nesta quinta-feira (19). A audiência pública foi presidida pelo deputado Dr. Frederico (PRD-MG), que criticou os resultados após 16 meses de implantação, destacou matéria da Agência Câmara. “São poucas instituições em funcionamento diante do universo existente. É difícil considerar o programa exitoso até agora”, disse. O deputado lembrou que o orçamento da atenção especializada passou de R$ 65,5 bilhões, em 2022, para R$ 103 bilhões, em 2025, enquanto o orçamento total da saúde cresceu mais de 30% em termos reais. Apesar disso, a fila do SUS para cirurgias eletivas aumentou 30%. O consultor de saúde da Confederação Nacional de Municípios, Denilson Magalhães, considera os resultados tímidos. Segundo ele, o programa oferece R$ 2 bilhões em créditos tributários, com vigência até 31 de dezembro de 2030, o que gera insegurança jurídica. Ele também afirmou que gestores locais enfrentam dificuldades para acompanhar as constantes mudanças nas regras. O representante do Conselho Federal de Medicina, Diogo Leite Sampaio, classificou a iniciativa como paliativa. Para ele, o sistema enfrenta falhas estruturais, como falta de integração de dados e ausência de critérios claros de prioridade. O diretor do Ministério da Saúde, Rodrigo Alves Torres Oliveira, afirmou que o programa faz parte de um conjunto mais amplo de ações, que já somam R$ 20 bilhões em investimentos na atenção especializada. Segundo ele, também foram destinados R$ 2 bilhões a hospitais universitários, com expansão da formação médica no país. O diretor reconheceu, porém, que o programa passa por ajustes frequentes. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

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