Sergio Souza: ‘Bancada do Agro não quer aprovar nada na calada da noite’

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Novo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado federal Sergio Souza (MDB-PR) é conhecido no Congresso pela sua capacidade de articulação política, destacou o portal BR Político nesta quinta-feira (11). À frente de uma das bancadas mais influentes e com mais votos dentro do Parlamento, ele cita os projetos que tratam da regularização fundiária e do licenciamento ambiental como prioritários para a bancada do agronegócio tentar aprovar este ano. Em entrevista ao BRPolítico, Souza diz que acredita na aprovação das duas propostas, que acabaram não avançando na Câmara no ano passado. O deputado defende que seja feito o convencimento da sociedade, com transparência, em relação à importância dos dois projetos para o País. “Não queremos aprovar nada na calada da noite”, ressalta. Souza destaca que “do ponto de vista macro, daquilo que é importante para otimizarmos o setor produtivo da agropecuária, para mitigarmos redução de custo e de produção, e para mitigarmos comentários pejorativos com relação ao agro, temos o projeto de regularização fundiária. Ela está pronta para ser votada. Só precisamos fazer com que a sociedade compreenda o que é regularização fundiária. E precisamos dos veículos de comunicação para isso. Vamos promover alguma ação com a sociedade para debater esse tema. Porque ela não é dar terras a quem cometeu crime. Ela não é isso. Se tiver alguém que queira utilizar desse subterfúgio para obter para si a terra da qual ele não tem direito, temos uma legislação que pune isso. A grilagem é crime. Então, isso já está tipificado lá na legislação brasileira”. Veja os principais trechos da entrevista, clique aqui.

Grupos agrícolas europeus usam mídias sociais contra o acordo entre UE e Mercosul

Agora não são apenas os ambientalistas que fazem campanha aberta contra o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul. Segundo Valor Econômico os grupos agrícolas europeus estão saindo da toca de novo, e passaram a usar mídias sociais como Facebook e Youtube para detonar o acordo. Nesta quinta-feira (11), a poderosa central agrícola Copa-Cogeca, a associação dos produtores de frangos (Avec) e a entidade que representa produtores de beterraba (Cibe) lançaram uma campanha com vídeo de seis minutos nas mídias sociais detalhando as razões pelas quais os 27 países membros e o Parlamento Europeu não deveriam aprovar o acordo com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No começo da semana, o Comitê Europeu de Fabricantes de Açúcar (CEPS, na sigla em inglês) e a Federação Europeia de Sindicatos nos setores de Alimentos, Agricultura e Turismo (EFFAT) já tinham pedido para as autoridades europeias não implementarem o acordo com o Mercosul. Uma leitura possível da nova mobilização dos produtores europeus é que eles provavelmente veem chances de o acordo avançar nas instâncias europeias proximamente, com a articulação que Portugal, que ocupa a presidência rotativa da UE, vem tentando fazer. No vídeo de seis minutos, Copa-Cogeca, Avec e Cibe apontam razões pelas quais consideram o tratado inaceitável para os produtores europeus num momento em que dizem que Bruxelas precisa encontrar soluções para seus planos na área ambiental. Em primeiro lugar, entendem que o acordo com o Mercosul é desequilibrado, beneficiando produtores de automóveis, mas afetando duramente setores sensíveis da agricultura europeia. Os produtores europeus também se queixam do impacto acumulado dos acordos comerciais já assinados pela UE ou que ainda por vir. E, no caso do Mercosul, o vídeo dá o exemplo do setor de carne de frango: cada ano as importações originárias do Mercosul representarão as produções da Dinamarca, Finlândia e Suécia somadas. As três entidades notam que, no geral, a UE importa 800 mil toneladas de carne de frango. E, com o acordo, serão 180 mil a mais pelo regime de cota (volume limitado, com tarifa menor). Em direção do consumidor, a mensagem é de que cada semana 6 milhões de frangos europeus vão ser substituídos por 6 milhões de frangos brasileiros. Mais uma razão para o ataque contra o acordo com o Mercosul é o que as entidades chamam de “duplo padrão”, mencionando o caso do açúcar. Alegam que os produtores europeus são submetidos a estritas regras de produção. Já pelo acordo com o Mercosul, a Europa vai importar açúcar e etanol que não respeitariam as normas europeias, segundo as entidades. Jogando a pressão agora nas mídias sociais, os produtores europeus visivelmente esperam atrair mais apoio dos consumidores contra a aprovação do acordo.

Inmet realiza a primeira integração das Estações Meteorológicas em parceria com empresa de tecnologia agrícola

Com a intenção de expandir a rede de coleta de dados meteorológicos e aumentar a quantidade de dados a serem processados pelo modelo de previsão numérica de tempo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a FieldPRO firmaram um acordo de cooperação técnica. De acordo com o Mapa a FieldPRO é uma empresa de tecnologia agrícola dedicada a desenvolver soluções sustentáveis e inovadoras, que fornece aos clientes um sensor agrícola de monitoramento do solo, planta e clima, que oferece ao produtor uma visão completa sobre a saúde das suas safras. A empresa criou uma Estação Meteorológica Nacional que já está sendo exportada para vários países do mundo. Esse produto foi criado no período de três anos e agora foi lançado, com o objetivo de monitorar o solo e clima por meio da tecnologia, tornando-se eficaz e acessível. “Em 111 anos, o Inmet construiu uma rede de 570 Estações Meteorológicas Automáticas. Com o modelo de integração com as estações públicas e privadas, vamos alcançar as 2 mil estações em um ano. Hoje o teste deu super certo e em poucas semanas teremos a estrutura de integração do SIM Inmet rodando” afirma o diretor do Instituto, Miguel Ivan Lacerda de Oliveira. A parceria entre as instituições privadas e o Inmet se dá por meio de um API com dados gerais para melhor alimentar seus sistemas e informações aos seus clientes. Esses dados irão integrar o modelo do Inmet de simulações e criar um modelo de previsão com maior confiança e precisão.

Exportações do agronegócio somam US$ 5,67 bilhões em janeiro

As exportações do agronegócio foram de US$ 5,67 bilhões em janeiro deste ano, o que significou recuo de 1,3% na comparação com janeiro do ano passado (US$ 5,75 bilhões). De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI/Mapa), a queda nas exportações de soja em grão, de quase meio bilhão de dólares, explica o recuo das exportações do agronegócio no mês de janeiro. Essa redução foi compensada, em grande parte, pelo aumento do valor exportado de quatro produtos: milho (+42,5% ou +US$ 148,96 milhões em valores absolutos), açúcar de cana em bruto (+35,6% ou + US$ 141,06 milhões em valores absolutos), café verde (+30,2% ou +US$ 108,05 milhões) e farelo de soja (+28,3% ou +US$ 99,17 milhões em valores absolutos). A queda nas exportações do agronegócio (-1,3%) em conjunto com o aumento das exportações dos demais produtos (+4,5%) fez com que a participação do agronegócio nas exportações brasileira declinasse de 39,6% em janeiro de 2020 para 38,3% em janeiro deste ano. As importações de produtos do agronegócio, por sua vez, aumentaram 6,5%, passando de US$ 1,22 bilhão (janeiro/2020) para US$ 1,30 bilhão em janeiro de 2021. O saldo da balança resultou em US$ 4,37 bilhões. As vendas externas de milho foram preponderantes no setor de cereais, farinhas e preparações, atingindo US$ 499,86 milhões (+42,5%), com alta de 22,1% no volume exportado e 16,7% no preço médio de exportação do cereal. As exportações de açúcar de cana em bruto foram recordes em volume em janeiro, com 1,85 milhão de toneladas (+31,7%). Os embarques de café verde registraram US$ 466,20 milhões (+30,2%). O volume exportado de café verde foi recorde para os meses de janeiro, chegando a 221,88 mil toneladas (+35,8%). O farelo de soja em janeiro foi o destaque do setor complexo soja (grãos, farelo e óleo) atingindo US$ 449,59 milhões, alta de 28,3%. As vendas foram influenciadas pela elevação dos preços médios em 27,2%, já que os volumes permaneceram praticamente os mesmos comparados a janeiro de 2020 (+0,8%). A alta de preços reflete o baixo estoque de passagem da soja em grão nos principais exportadores mundiais, como os Estados Unidos e Brasil. O índice de preço dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil teve aumento de 1,2% entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021, enquanto o índice de quantum recuou 2,5%. De acordo com a análise da SCRI, esse comportamento já reflete o aumento dos preços internacionais das commodities ocorrido a partir de maio de 2020, e que continua no princípio de 2021.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto suspende decreto de regularização de imóveis federais na Amazônia Legal

Governo Federal – Produção de grãos da safra 2020/21 deve alcançar 268,3 milhões de toneladas

O Estado de S.Paulo – Sergio Souza: ‘Bancada do Agro não quer aprovar nada na calada da noite’

G1 – Entenda o que muda na regularização de terras com o Titula Brasil

G1 – Governo disponibiliza mais de R$ 74 milhões para pagamentos do Garantia-Safra

Valor Econômico – Grupos agrícolas europeus usam mídias sociais contra o acordo entre UE e Mercosul

Valor Econômico – Coamo fatura R$ 20 bi e amplia investimento

Valor Econômico – Com efeito cambial, lucro e dívidas da Biosev disparam

Valor Econômico – Exportações do agronegócios recuaram em janeiro

Valor Econômico – Raízen Energia registrou lucro líquido de R$ 383,6 milhões no 3º tri do atual exercício

Valor Econômico – Conab e IBGE elevam projeções para safra recorde

Valor Econômico – Colheita de café deve recuar 27,3% em 2021/22

Valor Econômico – Embarques do agro caíram 1,3% em janeiro

Valor Econômico – Minerva fecha acordo para fornecer produtos para a Salic

Valor Econômico – Blairo Maggi critica “maus advogados” que incentivam quebras de contratos no campo

Mapa – Exportações do agronegócio somam US$ 5,67 bilhões em janeiro

Mapa – Inmet realiza a primeira integração das Estações Meteorológicas em parceria com empresa de tecnologia agrícola

Mapa – Brasil e Reino Unido criam comitê conjunto para facilitar relação na agricultura

Mapa – Produção brasileira de grãos deve chegar a 268,3 milhões de toneladas

Mapa – Garantia-Safra autoriza pagamento para mais de 88 mil agricultores familiares

Embrapa – Embrapa Milho e Sorgo integra história do agronegócio

Embrapa – Pesquisa agropecuária alcança público digital com 13 palestras técnicas

CNA – CNA debate impactos do fim de benefícios fiscais e tributários para o agro

CNA – Pequenos produtores se capacitam para fortalecer agricultura familiar

AgroLink – 30 ANOS DE TECNOMYL

AgroLink – Preços dos citros seguem em alta

AgroLink – Desmatamento na Amazônia cai 70%

AgroLink – Em Santa Catarina, jovens encontram no tabaco a fonte de renda da família

AgroLink – Pequenos agricultores exportam ginseng para Ásia

AgroLink – Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS terá estrutura renovada para 2021

AgroLink – Mercado nacional da soja deve seguir em alta

AgroLink – Milho: Rio Grande do Sul colheu 39% da safra de verão

AgroLink – Açúcar: preços fecham em baixa nas bolsas internacionais; etanol sobe 3,67%

AgroLink – Mercado da soja permanece morno com ausência da China

Canal Rural – Exportação menor de soja em janeiro pesa e superávit do agro cai 3,4%

Portal do Agronegócio – Desmatamento afasta financiadores do agronegócio

Notícias Agrícolas – Exportações do agronegócio somam US$ 5,67 bilhões em janeiro

Notícias Agrícolas – Veja a agenda do agronegócio e do mercado financeiro: 12 de fevereiro, sexta-feira

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