Senador Fávaro cobra votação de projeto sobre o uso de aviões agrícolas no combate a incêndios

//Senador Fávaro cobra votação de projeto sobre o uso de aviões agrícolas no combate a incêndios
O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) apelou, nesta terça-feira (27), pela votação, com urgência, pela Câmara dos Deputados do projeto (PL 4.629/2020) de sua autoria que prevê a requisição de aviões agrícolas para o combate de incêndios florestais. Segundo a Agência Senado a proposta, aprovada no dia 1º de outubro pelo Senado, permite que a frota agrícola seja usada para ajudar a controlar o fogo em vegetações nativas durante o período de seca, quando, geralmente, os aviões são menos usados nas lavouras. Segundo o senador, as chuvas que caíram até o momento não foram suficientes para debelar os focos de incêndio. “Ainda há riscos das queimadas continuarem acontecendo e precisamos estar preparados, atentos para que definitivamente acabar com esse incêndio que esta devastando com o nosso Pantanal”. “É fundamental complementar esse trabalho dos brigadistas com mais aviões a disposição do poder publico para que possamos fazer esse enfrentamento, e preparar políticas públicas estruturantes para que essa tragédia nunca mais volte acontecer”, destacou o senador.

Aplicação aérea em cana-de-açúcar: desafios, tecnologia e novas ferramentas

Nos últimos anos, a aplicação aérea de defensivos agrícolas voltou a ser alvo de grandes discussões no Brasil, inclusive com a criação de leis contra a atividade em alguns estados. Esse movimento acende o debate de órgãos ligados a produtores rurais, que defendem o uso dos aviões agrícolas, afirmando que sem eles a agricultura sofreria um sério impacto, destacou a Revista Canavieiros nesta quarta-feira (28). Dentre os alvos do Ministério Público, a cultura da cana-de-açúcar é foco de investigações que buscam identificar possíveis irregularidades nessa modalidade de aplicação. Tais ações geram alguns questionamentos em relação ao assunto como, por exemplo, a existência de riscos na aviação agrícola relacionados ao meio ambiente; os motivos das notícias negativas que envolvem o assunto; a qualidade desse tipo de aplicação, e, principalmente, sobre a comunicação entre o setor agrícola e a sociedade (ou a falta dela). Com mais de duas mil aeronaves, o Brasil possui, atualmente, a segunda maior frota de aviões agrícolas do mundo, segundo o Sindag (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola). Com essa estrutura, são pulverizados 70 milhões de hectares de lavouras anualmente, o que representa um quarto das aplicações de defensivos no país. Nesse cenário, as empresas do setor se unem para que as aplicações dos defensivos agrícolas aconteçam de forma segura (Product Stewardship), e a tecnologia é uma aliada nesse sentido. Já existe no mercado uma plataforma brasileira de gestão e rastreabilidade de pulverização aérea, a qual é baseada em um sistema de planejamento e análise de aplicação. Com esse recurso, é possível manter a assertividade da aviação agrícola e identificar as áreas residenciais, de preservação ambiental e de organismos vivos, como colmeias e populações do bicho-da-seda, posicionados no entorno de plantações-alvo de pulverizações. É uma solução eficiente para tecnicamente contradizer a algumas iniciativas no país que visam à proibição de pulverizações aéreas. O objetivo dessa ferramenta é gerar relatórios simultâneos de análises de pulverizações por meio dos arquivos LOG dos aparelhos DGPS das aeronaves e a missão é mudar a maneira como a aplicação de defensivos é feita, aumentando a eficácia e o respeito ao meio ambiente. A adoção dessa tecnologia permite ao usuário: Efetuar o planejamento de voos (para identificação de áreas de restrição); Controlar os custos (de produtos, desperdícios e perdas e aplicação); Analisar a pulverização de maneira completa (índices de acerto, falha, uniformidade e desperdício); Aumentar a produtividade (uso eficiente de produtos, aplicação certa e no momento certo); Analisar a pulverização com facilidade (dados podem ser acessados de celulares ou tablets). Esses benefícios proporcionam rotas mais eficientes de voo, aplicação no alvo adequado, rastreabilidade da aplicação, visibilidade de sobreposições, uniformidade na aplicação, além de calcular automaticamente os índices de acerto, uniformidade, falha e desperdício. Também cria um ambiente para análises por meio da comparação de safras e aplicações anteriores. A busca por tecnologia e inovação, além da melhoria de processos, produtos e serviços como esse sistema, é fundamental para manter a força da agricultura nacional. Por meio de inovações e propostas diferenciadas, as indústrias do segmento podem se tornar também agentes transformadores da agricultura brasileira, provando que estão e seguirão sempre ao lado do produtor, contribuindo ativamente para o crescimento sustentável e contínuo do setor.

Datagro prevê queda na produção de açúcar

As usinas brasileiras caminham para mais uma safra açucareira no ciclo 2021/22, que começa em abril, mas desta vez com o clima como adversário. Com os efeitos negativos da seca e dos incêndios nos canaviaisneste ano, a consultoria Datagro estimou nesta terça-feira (27), em evento online, que a produção de açúcar será 2 milhões de toneladas menor do que na temporada atual – mas ainda assim historicamente elevada -, de 39,7 milhões de toneladas. De acordo com o Valor Econômico essa redução está prevista para ocorrer apenas no Centro-Sul, mais afetada pelo clima este ano, onde a produção deverá ficar em 36 milhões de toneladas. Para a temporada atual (2020/21), a Datagro ajustou sua estimativa para 41,65 milhões de toneladas no Brasil, das quais 38 milhões de toneladas deverão provir do Centro-Sul, novas máximas históricas. O clima deste ano, que além de ter afetado as lavouras comprometeu a capacidade de investimento na renovação dos canaviais do Centro-Sul, deverá resultar em uma produtividade menor em 2021/22. Com isso, a Datagro estimou que a moagem de cana no país deverá diminuir 20 milhões de toneladas, para 630 milhões, sendo que o Centro-Sul tende a responder por toda essa redução e alcançar 575 milhões de toneladas processadas. Para compensar a produção menor, o preço deverá favorecer a geração de caixa das usinas. Se o câmbio e, mais recentemente, a elevada posição comprada dos fundos vêm garantindo preços recorde em reais para as companhias, o segmento deverá continuar surfando em uma onda de preços remuneradores nas próximas duas safras, tanto em açúcar como em etanol, segundo a consultoria. Por enquanto, do açúcar VHP está oferecendo uma remuneração cerca de 300 pontos acima do etanol hidratado – ontem, os contratos para março de 2021 fecharam em 14,83 centavos de dólar a libra-peso na bolsa de Nova York. Nesse cenário, as usinas seguem maximizando a produção de açúcar em detrimento do etanol, o que deverá perdurar tanto no fim do período de moagem desta safra como na próxima, segundo Plinio Nastari, presidente da Datagro. A consultoria estima que 46,88% da cana da próxima safra deverá ser destinada ao açúcar, em linha com o patamar da temporada atual. A produção de etanol, por sua vez, deverá sofrer uma queda ainda maior que a de açúcar, compensada em parte pelo crescimento esperado para a produção a partir do milho. A Datagro prevê uma nova redução na produção nacional em 2021/22, para 30,9 bilhões de litros – 700 milhões a menos que o esperado para a safra atual e 4,7 bilhões de litros abaixo de 2019/20. Para o Centro-Sul, a estimativa é que a produção total fique em 28,8 bilhões de litros.

Mapa registra 16 defensivos agrícolas genéricos, incluindo três produtos biológicos

O Ato n° 60 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União, traz o registro de 16 defensivos agrícolas formulados genéricos, ou seja, produtos que efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores. Entre os produtos registrados, três deles são compostos por microrganismos como o Bacillus amyloliquefaciens e Trichoderma harzianum que são agentes biológicos de controle de pragas que atacam os cultivos brasileiros. “A novidade é que são os primeiros registros de produtos que utilizam os dois ativos biológicos em mistura. Isso potencializa o efeito de controle dos ativos biológicos sobre as pragas controladas, gerando maior eficácia”, explica o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, Bruno Breitenbach. Os produtos registrados são recomendados para o controle de Rhizoctonia solani, Sclerotinia sclerotiorum, Deois flavopicta e Euschistus heros. Todos os produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira. Em 2020, já foram registrados 63 produtos considerados de baixo impacto (biológicos e orgânicos).  Esse é o maior número de registros de produtos desse perfil em um mesmo ano. Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

NA IMPRENSA

Agência Senado – Fávaro cobra votação de projeto sobre o uso de aviões agrícolas no combate a incêndios

Agência Câmara – Projeto proíbe concessão de crédito rural para condenados por queimadas

Agência Câmara – Projeto obriga responsável por incêndio florestal a pagar por recuperação de área queimada

Agência Câmara – Projeto incentiva turismo sustentável em propriedades da agricultura familiar

Agência Câmara – Artistas participam de reunião em defesa dos biomas brasileiros

Governo Federal – Aquisição de alimentos para comunidades vulneráveis ganha reforço de R$ 228 milhões

G1 – Governo libera o registro de 16 agrotóxicos genéricos para uso dos agricultores

G1 – Receita das exportações do agro cresce 8% no ano, a R$ 79 bilhões, diz Cepea

G1 – Preço do milho sobe 28% em outubro e bate recorde no Brasil

Valor Econômico – Bolsonaro nega intervenção e tranquiliza cadeia produtiva de soja

Valor Econômico – Bunge fechou o 3º trimestre com lucro de US$ 262 milhões

Valor Econômico – Datagro prevê queda na produção de açúcar

Valor Econômico – Cresce a área protegida com seguro rural

Valor Econômico – Pesquisa da ADM identifica tendências da indústria de alimentos para 2021

Valor Econômico – Mourão entregará a Bolsonaro plano estratégico para desenvolvimento da região amazônica

CNA – CNA debate importância do mapeamento do solo

CNA – Conselho atende demanda da CNA e aprova verba para recuperação de cafezais

Mapa – Mapa registra 16 defensivos agrícolas genéricos, incluindo três produtos biológicos

Mapa – Lançado edital de intercooperação do Programa Brasil Mais Cooperativo

Mapa – Área coberta com seguro rural em 2020 já supera 10 milhões de hectares

AgroLink – Plano contra incêndios deve ter aviação agrícola

AgroLink – Como o ressurgimento dos gafanhotos ameaçou a agricultura?

AgroLink – SP: Secretaria faz recomendações para manejo do vírus vira-cabeça que afeta alface e tomate

AgroLink – Plantio de soja avança no MT

AgroLink – Programa de startups mira agricultura 5.0

AgroLink – CNA debate importância do mapeamento do solo

AgroLink – Seguro rural já alcança 10 milhões de hectares

AgroLink – Mapa registra 3 novos biológicos

AgroLink – Pode faltar arroz?

Canal Rural – Polícia Militar recupera 22 bovinos furtados no Pará

Canal Rural – Leite: preços caindo em outubro e alta dos custos acendem alerta

Canal Rural – Prejuízos causados por ataques de javali preocupam produtores do RS

Revista Canavieiros – Aplicação aérea em cana-de-açúcar: desafios, tecnologia e novas ferramentas

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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