Senado deve votar na próxima terça-feira Medida Provisória que prorroga contratos de veterinários com o Ministério da Agricultura

//Senado deve votar na próxima terça-feira Medida Provisória que prorroga contratos de veterinários com o Ministério da Agricultura
O Plenário do Senado vai votar na próxima terça-feira (14) a medida provisória que prorroga por dois anos os contratos temporários de médicos veterinários ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MP 903/2019), informou a Agência Senado nesta quarta-feira (8). A MP trata de 269 profissionais que foram contratados em 20 de novembro de 2017 para atuar na vigilância e inspeção de produtos destinados à exportação. A prorrogação terá um impacto estimado em R$ 73,5 milhões, valor já previsto no Orçamento da União para o ano de 2020. A Câmara dos Deputados aprovou o texto no fim de março, acrescentando a ele uma emenda sobre a permissão da cessão de servidores da Polícia Civil do Distrito Federal para outros estados. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, essa emenda é uma “matéria estranha” à finalidade original da medida provisória. O Senado votará a MP na véspera do seu prazo final de validade, que se encerra no dia 15.

Exportações de proteína animal em Mato Grosso do Sul ultrapassam 20% no primeiro trimestre

Nesta quarta-feira (8), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou que, nos três primeiros meses de 2020, Mato Grosso do Sul fechou as vendas de proteína animal para o mercado exterior com aumento de 20,7%, em comparação ao mesmo período de 2019. Conforme dados do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), o total chegou a US$ 229,9 milhões em receita gerada pela exportação de carne bovina, suína e de frango, com volume de 76 mil toneladas. Para o gerente técnico do Sistema Famasul, José Pádua, o destaque vai para as exportações de carne suína, que tiveram aumento de 4.182% nas vendas. “Devido à pandemia do novo coronavirus, o cenário econômico mundial teve alterações significativas. A produção de suínos no estado era destinada apenas ao mercado interno, porém, com essa nova conjuntura surge também uma demanda pela nossa produção, fazendo com que haja esse salto na porcentagem de vendas”, explica Pádua. A comercialização de carne suína foi de US$ 2,8 milhões, com total de 1,6 mil toneladas. “Isso traz um destaque ainda maior para o nosso estado, que pode se tornar um importante player no mercado de suínos após a estabilização da economia global”, analisa. O principal destino da mercadoria nesse período foi Hong Kong, responsável por mais de 82% da receita. A proteína de frango também teve destaque nas exportações. Foram comercializados 42% a mais do que o primeiro trimestre do ano anterior, ou seja, US$ 65,5 milhões com volume de 37,2 mil toneladas. Dentre as proteínas de origem animal, a carne bovina continua sendo o principal produto exportado pelo estado. Nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano, a comercialização resultou em US$ 161,5 milhões, uma variação 12% superior ao ano passado. O volume total foi de 37,8 mil toneladas. “Tivemos um acréscimo de 20 % no valor unitário pago pela nossa carne exportada, reflexo da conjuntura global dos mercados e, sobretudo, sinal de que os produtores estão atendendo os padrões de qualidade e exigência do mercado externo”, destaca o gerente. Chile, China e Hong Kong são responsáveis por cerca de 40% na receita das exportações de proteína animal sul-mato-grossense.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autoriza vacinação contra Peste Suína Clássica na zona não livre da doença

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, nesta quarta-feira (8), a Instrução Normativa nº 10/2020, que autoriza o uso da vacina contra a Peste Suína Clássica (PSC) nos 11 estados da Zona Não Livre da doença. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a norma, que começa a valer a partir do dia 4 de maio, para o início da vacinação nos estados, o Departamento de Saúde Animal realizará avaliação específica da implantação do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica. Segundo o presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Iuri Machado, a medida é uma demanda antiga da entidade. “É uma conquista para todo o setor, uma vez que a proibição da vacina em todo território nacional trazia insegurança jurídica para a execução do Plano”. Para Iuri, a normativa é importante, mas é só um começo. A assessora técnica da Comissão, Ana Lígia Lenat, explicou que a vacinação é uma forma de proteger os animais, que em sua maioria, fazem parte de pequenos grupos pertencentes a famílias de baixa renda que os utilizam para autoconsumo. “Esses animais cumprem uma função social importante de garantir suprimento de proteína animal nas dietas”. Ana Lígia afirmou que a vacina também é importante para proteger a cadeia da suinocultura que está na zona livre e é responsável por 90% da produção de carne suína do Brasil e 100% das exportações. Além da vacinação, a instrução normativa determina que o trânsito de suínos vacinados dentro da zona não livre se dará sob condições específicas, aprovadas em atos complementares da Secretaria de Defesa Agropecuária. A circulação de animais da não livre para a livre continua proibida. A zona não livre da PSC inclui os estados do Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Amapá, Roraima e parte do Amazonas. Ao todo, a área representa, aproximadamente, 18% do rebanho suíno nacional (em torno de 8 milhões de animais). A Peste Suína Clássica é uma doença viral altamente contagiosa que afeta suínos e tem grande impacto na produção, devido à alta taxa de mortalidade dos animais atingidos. A PSC não é uma zoonose, ou seja, não apresenta riscos a saúde humana e não deve ser confundida com a Peste Suína Africana (PSA) que assola Ásia e Europa desde 2018. O Brasil é livre da PSA.

China reclassifica cães como animais de estimação em ação pós-coronavírus

A China elaborou, nesta quinta-feira (9), novas diretrizes para reclassificar cães como animais de estimação, em vez de animais para consumo, informou o Ministério da Agricultura, como parte de uma resposta ao surto de coronavírus que o grupo Humane Society chamou de potencial “divisor de águas” no bem-estar animal, destacou o portal Exame. Embora a carne de cachorro continue sendo uma iguaria em muitas regiões, o Ministério da Agricultura disse em um comunicado publicado na quarta-feira (8) que os cães não serão mais considerados animais para consumo. Essa designação é usada para animais que podem ser criados para fornecer alimento, leite, peles, fibras e remédios, ou para atender às necessidades de esportes ou militares. “No que diz respeito aos cães, o progresso da civilização humana junto com a preocupação pública e o amor pela proteção dos animais, os cães foram ´especializados´ para se tornarem animais de companhia, e internacionalmente não são considerados animais para consumo, e não serão regulamentados como animais para consumo na China”, afirmou a pasta. Acredita-se que o coronavírus tenha se originado em morcegos-de-ferradura e pode ter sido transmitido aos seres humanos por espécies intermediárias à venda nos mercados da cidade de Wuhan, onde o patógeno foi identificado pela primeira vez. Posteriormente, a China proibiu a criação, o comércio e o consumo de animais selvagens e revogou todas as licenças existentes. Também prometeu revisar a legislação para tornar a proibição permanente. O projeto de diretrizes publicado na quarta-feira, que foi aberto ao público para consulta, listou 18 espécies tradicionais de animais para consumo – incluindo gado, porcos, aves e camelos. Também adicionou 13 espécies “especiais” que também estariam isentas de restrições ao comércio de animais selvagens, incluindo renas, alpacas, faisões, avestruzes e raposas. O consumo de cães se tornou cada vez mais impopular na China, e a cidade de Shenzhen, no sul, foi a primeira a proibi-lo no mês passado. No entanto, a Humane Society International, grupo de proteção de animais, estimou que cerca de 10 milhões de cães por ano ainda são mortos na China para que sua carne seja consumida, incluindo animais roubados. A cidade de Yulin, na região de Guangxi, realiza um festival anual de carne de cachorro em junho. “Esta proposta pode sinalizar um divisor de águas para a proteção dos animais na China”, disse Wendy Higgins, porta-voz da Humane Society International.

NA IMPRENSA
Agência Senado – Senado vota na terça MP que prorroga contratos de veterinários com o Ministério da Agricultura

O Estado de S.Paulo – Na Índia confinada, os animais invadem as ruas

Exame – China reclassifica cães como animais de estimação em ação pós-coronavírus

O Globo – Coronavírus: afinal, gatos domésticos transmitem a doença?

Correio Braziliense – Novo coronavírus se replica em animais, aponta estudo publicado na Science

CNA – Exportações de proteína animal em MS ultrapassam 20% no primeiro trimestre

CNA – Mapa autoriza vacinação contra Peste Suína Clássica na zona não livre da doença

Valor Econômico – Demanda interna continua estável, diz CEO da BRF

AgroLink – Carne de frango ganha espaço com coronavírus

AgroLink – Frigoríficos cautelosos

AgroLink – China registra novos casos de peste suína

AgroLink – Boi gordo: atenção ao consumo no mercado interno

AgroLink – Mato Grosso: piora na relação de troca para o recriador

AgroLink – Exportações de soja em bom ritmo no início de abril

AgroLink – SUÍNOS/CEPEA: volume exportado é o 3º maior da série

AgroLink – Exportações nacionais de carne bovina in natura continuam registrando bom desempenho

AgroLink – Competitividade da carne de frango cai frente à suína

Anda – ONG permanece atendendo animais com serviços veterinários essenciais

Anda – Câmeras escondidas flagram bezerros sendo espancados na França

Anda – Malta libera caça de aves em tempos de coronavírus

Anda – Pandas acasalam em cativeiro após 10 anos e caso reacende debate sobre fim dos zoológicos

Anda – Filhotes de onça-pintada são retirados de cativeiro insalubre no Pará

Anda – Pombos passam fome durante pandemia e ONGs saem em defesa da espécie

Anda – Animais voltam a receber alimentos adequados no Centro de Estudos dos Quelônios da Amazônia

Anda – Avistamento de pardais-domésticos cresceu 10% nos últimos 10 anos

Embrapa – Criadores de pirarucu mantêm o mercado abastecido

G1 – Gatos na quarentena: mudança na rotina da casa pode deixar animais estressados

G1 – Dema realiza arrecadação de alimentos para animais da vila de Algodoal, em Maracanã

G1 – Número de denúncias de maus-tratos a animais diminui durante o período de quarentena em Itapetininga

G1 – Santarém registra aumento de adoções de animais durante quarentena

G1 – Animais contraem o novo coronavírus e preocupa população

SBA – Egito habilita sete plantas frigoríficas de Mato Grosso do Sul para exportação de proteína animal

_______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »