Senado deve votar aumento de pena para quem ferir cães e gatos na próxima terça

//Senado deve votar aumento de pena para quem ferir cães e gatos na próxima terça
O Plenário do Senado deve votar na sessão da próxima terça-feira (8) projeto que aumenta a pena para quem abusa, fere ou mutila cães e gatos, informou a Agência Senado nesta quarta-feira (2). A inclusão do PL 1.095/2019 na pauta foi decidida em reunião de líderes de terça-feira (1), segundo o senador Major Olímpio (PSL-SP). Apresentado pelo deputado Fred Costa (Patriota-MG) e já aprovado na Câmara, o projeto eleva a pena atual, de detenção de três meses a um ano e multa, para reclusão de dois a cinco anos e multa. De acordo com Major Olímpio, a inclusão do projeto na pauta atende um pedido do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). “Com apoio imediato meu e de todos lideres, na sessão de terça-feira nós vamos votar esse projeto que vai aumentar a pena para essas pessoas que atacam animais, que não têm condições de se defender. Parabéns a todos que se mobilizaram”, disse o senador em vídeo publicado em sua rede social. O projeto conta com parecer favorável do relator, senador Fabiano Contarato (Rede-ES). Se aprovado sem mudanças, o PL segue para sanção. Além desse projeto, a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) pediu urgência, durante sessão remota de terça-feira, para outro projeto de proteção aos animais, o PLC 134/2018. “Nossa lei para quem maltrata animal ainda é branda. É um crime que não dá cadeia no Brasil”, destacou a senadora, que é relatora do projeto. Além de aumentar a pena prevista na Lei n° 9.605/1998 para quem praticar atos de abuso e maus-tratos ou mutilação contra animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, o PLC 134/2018 lista a prática de zoofilia como agravante. A proposta é de iniciativa do deputado Ricardo Izar (PSD-SP).

Estudo avalia desempenho econômico de diferentes raças de ovinos em confinamento

Nesta quinta-feira (3), a Embrapa divulgou que, uma pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), avaliou o desempenho econômico em confinamento de cordeiros de raças puras e cruzadas. O trabalho é apresentado na publicação “Resultados econômicos do confinamento de ovinos de diferentes grupos genéticos no estado de São Paulo”, de autoria dos pesquisadores Oscar Tupy e Sérgio Novita Esteves e da zootecnista Gerlane de Brito. O estudo, que levou em conta o contexto atual de mercado para a carne ovina, fez avaliação de cordeiros confinados durante a fase de terminação das raças puras White Dorper, Ille de France, Santa Inês e Texel, e do cruzamento destas com a raça Santa Inês. Os resultados econômicos mais promissores, de acordo com Oscar Tupy, foram com os grupos genéticos Ile de France, White Dorper, Santa Inês e o cruzamento meio sangue Ile x Santa Inês. O uso do confinamento na ovinocultura, segundo o estudo, contribui para o aumento dos índices de produtividade, melhorando o desempenho dos animais e a qualidade da carne. No entanto, em razão dos custos elevados, é necessário planejamento. Fatores como alimentação e animais de maior potencial genético devem ser levados em consideração no sistema intensivo de produção de cordeiros para diminuir o tempo de confinamento e os custos de produção. Para o pesquisador Sérgio Esteves, o cruzamento pode ser uma alternativa para o produtor aumentar a lucratividade pela obtenção de animais que combinem as melhores características de duas ou mais raças. Com esse foco, a Embrapa Pecuária Sudeste desenvolve pesquisas com cruzamento entre raças exóticas de melhor conformação e qualidade de carcaça e raças criadas e adaptadas ao Brasil, como por exemplo, a Santa Inês. O estudo foi conduzido na Embrapa Pecuária Sudeste com cerca de 170 cordeiros machos, não castrados e recém desmamados das raças puras White Dorper, Ille de France, Santa Inês e Texel, e do cruzamento destas com a raça Santa Inês. Os animais foram distribuídos em quatro tratamentos, em diferentes idades ao desmame (60 ou 90 dias) e dois pesos finais 32 kg ou 38 kg. Após o desmame, foram confinados em baias individuais. A formulação da dieta oferecida no confinamento foi de 60% de silagem de milho e 40% de concentrado. Para o acompanhamento e determinação dos pesos finais, os cordeiros foram pesados semanalmente até atingirem o peso pré-estabelecido para cada animal. O tempo de permanência no confinamento (TC) foi calculado somando-se os dias em que cada animal recebeu alimentação no confinamento menos 10 dias de adaptação às baias e à dieta. Os melhores resultados do ponto de vista econômico no confinamento foram com as raças Ile de France, White Dorper, Santa Inês e o cruzamento meio sangue Ile x Santa Inês. Em relação aos tratamentos, o trabalho identificou que a melhor idade à desmama foi de 90 dias e peso final de 38 kg (peso vivo). Para o pesquisador Tupy, o acréscimo no custo à desmama aos 90 dias é pequeno em relação ao da desmama aos 60 dias. Além disto, o maior peso à desmama dilui o custo das matrizes aos 60 e 90 dias de desmama.

Modernização da pecuária é caminho para sustentabilidade

O portal Agrolink destacou nesta quinta-feira (3) que, um encontro virtual promovido pela TFA (Tropical Forest Alliance) na última quinta-feira (27), reuniu representantes de todos os atores envolvidos na produção e comercialização de carne bovina – empresas exportadoras e importadoras, bancos financiadores, ONGs e autoridades governamentais – do Brasil e da China, para a discussão da pecuária sustentável e responsável nas regiões do cerrado e da Amazônia brasileira. A conversa binacional revelou congruência em torno das ações de combate ao desmatamento ilegal e de fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade da cadeia como pontos de partida para a modernização da pecuária brasileira e a consequente garantia de segurança jurídica, ambiental e sanitária, fatores cada vez mais essenciais para a continuidade e o crescimento das exportações de carne bovina para o mercado chinês. A estratégia da TFA se baseia no incentivo ao diálogo entre produtores e compradores de carne bovina para o co-desenvolvimento de uma agenda positiva que alie parâmetros de sustentabilidade – entre eles o não desmatamento -, com segurança alimentar e aumento da produtividade, visando à construção de novas oportunidades de negócios para investidores de ambos os países, bem como de todo o mundo. “A discussão foi muito rica e apontou para o consenso de que, do lado brasileiro, a regularização ambiental, que consiste na implementação do Código Florestal, precisa estar alinhada com a política de vigilância sanitária e com o processo de regularização fundiária”, comentou Fabíola Zerbini, Diretora Regional da TFA para a América Latina. “O agronegócio representa 20% do nosso PIB, quase metade das exportações e 20% dos empregos no país. A pecuária, por sua vez, responde por 8,5% do PIB, com China e Hong Kong representando 34% de todo o volume de exportação brasileira de carne bovina”, afirmou Marcos Jank, pesquisador, professor e coordenador do Insper Agro Global. As exportações brasileiras de carne aumentaram dez vezes nos últimos vinte anos, apesar da carne bovina representar hoje uma parcela relativamente pequena na dieta chinesa. Mas como afirmou no Diálogo TFA o Professor Zhang Jianping, da CAITEC – Chinese Academy of International Trade and Economic Cooperation, órgão do Ministério do Comércio da China -, o padrão de consumo do chinês está mudando: cada vez mais, o consumidor daquele país, incentivado também pela pandemia da Covid-19, tem preparado seu alimento em casa, dando preferência à proteína sanitariamente confiável e aumentando a sua percepção sobre a importância da sustentabilidade da natureza associada aos seus hábitos de consumo.

Pecuária de corte vive um ano de recordes, segundo o Cepea

2020 já é marcado como um ano de recordes. Segundo pesquisadores do Cepea, as intensas exportações brasileiras de carne e a oferta restrita de animais para abate mantêm as médias mensais da arroba em patamares recordes no mercado nacional, destacou o portal AGROemDIA nesta quinta-feira (3). Essa valorização da arroba, contudo, não indica que o pecuarista está com margem maior. Isso porque os animais de reposição (bezerro e boi magro) estão sendo negociados igualmente em patamares recordes reais das respectivas séries do Cepea. Além da reposição – que representa mais da metade dos custos de produção de pecuaristas recriadores –, a forte valorização do dólar neste ano elevou os preços de importantes insumos pecuários que são importados. Ainda segundo o Cepea, insumos de alimentação, como milho e farelo de soja, estão bastante valorizados. No caso da indústria, enquanto as exportações aquecidas e o dólar elevado ajudam na receita, os frigoríficos que trabalham apenas no mercado doméstico se deparam com matéria-prima em patamar recorde e demanda por carne bovina um pouco enfraquecida. A carcaça casada do boi é negociada em patamares superiores aos verificados em anos recentes, ao passo que a população começa a perder o poder de compra, diante da crise econômica causada pela pandemia de covid-19.

NA IMPRENSA

Agência Senado – Senado votará aumento de pena para quem ferir cães e gatos na próxima terça

Folha de S.Paulo – Aquário de São Paulo reabre para público com 40% da capacidade e visitas agendadas

O Estado de S.Paulo – Lobo-guará em extinção? Conheça animal que estampa nota de R$200

O Globo – Médico veterinário diretor de vacinação é filiado ao PL, de Valdemar Costa Neto

O Globo – Espécie de cães cantores de Nova Guiné, que pensava-se estar extinta há mais de 50 anos, é reencontrada na Austrália

G1 – Filhotes de tigre ameaçado de extinção nascem em zoo de Moscou; veja vídeo

G1 – Veterinária orienta sobre alimentação e adaptação de animais não convencionais em casa

G1 – Ozônioterapia ajuda no tratamento de animais

Valor Econômico – Concluída primeira emissão de um título ‘verde’ por produtores

Embrapa – Embrapa Pesca e Aquicultura abordará açaí, leite e pescado em festival mundial de divulgação científica

Embrapa – Embrapa apresenta proposta para Ideas for Milk 2020 na Câmara Setorial do Leite e Derivados

Embrapa – Estudo avalia desempenho econômico de diferentes raças de ovinos em confinamento

Embrapa – Dados nacionais de fatores de emissão de gases de efeito estufa foram disponibilizados na Base de Dados do IPCC

Agrolink – Modernização da pecuária é caminho para sustentabilidade

Agrolink – SUÍNOS: ritmo aquecido nos embarques

Agrolink – 2020 é marcado pelos recordes nas exportações de carne bovina

Agrolink – Mercado do boi gordo em alta

Agrolink – Bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina

Anda – Mudanças climáticas causam mortes de elefantes por falta de alimento

Anda – Turista humilha e aperta testículos de tigre em zoo

Anda – Drone capta golfinhos brincando e dividindo alimentos gentilmente uns com os outros

Anda – Navio com 6 mil vacas afunda em meio a tufão na costa do Japão

Anda – Mulher busca lares para filhotes de cachorro abandonados em saco de lixo

Anda – ‘Muros da morte’: aumento de redes de deriva ameaça espécies

Anda – Justiça determina que cães encontrados em porta-malas de carro sejam entregues a ONG

Anda – Campanha arrecada fundos para o transporte da elefanta Bambi até santuário

Anda – Cachorro morre envenenado e tutora faz alerta sobre planta tóxica

Portal do Agronegócio – MSD Saúde Animal promove campeonatos regionais para suinocultores de todo o País

Portal do Agronegócio – Exportação de carne bovina atinge 163,220 mil t em agosto – Secex

Portal do Agronegócio – Suínos: exportações seguem aquecidas e preços, em alta

Portal do Agronegócio – Frango abatido permanece dentro de sua curva sazonal de preços

SBA – Volume de exportações no mercado de suínos sobe 87,5% na comparação anual

SBA – Cavalo Pantaneiro se destaca por ter aptidões

AGROemDIA – Pecuária de corte vive um ano de recordes, segundo o Cepea
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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