Sem doses para todos: definição de critério para vacinação contra Covid-19 gera debate no Brasil

//Sem doses para todos: definição de critério para vacinação contra Covid-19 gera debate no Brasil
Sem a perspectiva de imunizar toda a população de uma vez só, o Ministério da Saúde já discute critérios para priorizar determinados grupos numa eventual vacina contra a Covid-190, informou o jornal O Globo nesta segunda-feira (10). Especialistas apontam que, para essa decisão ser tomada, é preciso considerar que pessoas com mais risco devem estar no começo da fila. Essa estratégia, porém, diverge da divulgada pelo governo nesta semana. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, o governo usará a mesma ordem de vacinação da gripe causada pelo vírus Influenza. No entanto, os grupos de risco das duas doenças não são completamente idênticos. Um projeto de lei que tramita no Congresso é do deputado Wolney Queiroz (PDT-PE), que pretende estabelecer procedimentos e ordem de prioridade para vacinação contra a Covid-19. A ordem de prioridade seria: profissionais da saúde; idosos com mais de 60 anos; pessoas com comorbidades; profissionais da educação; atendentes de público em órgãos públicos e empresas privadas; jornalistas; e, por fim, pessoas saudáveis de idade inferior a 60 anos. Ricardo Gazzinelli, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, avalia que a classificação de grupos prioritários também deveria ser combinada com uma hierarquia de áreas em que as epidemias estejam fora de controle. “Dependendo da disponibilidade da vacina, também será preciso determinar as regiões com mais transmissão e casos graves”, afirma o especialista. Outro grupo que deverá receber logo na primeira leva são os voluntários que se disponibilizaram a testar a vacina e receberam placebo. Segundo Hellmann, isso faz parte dos compromissos éticos de qualquer pesquisa do tipo.

Velocidade e prioridade na imunização estão entre os dilemas éticos de testes da vacina

Mesmo que o estudo de desafio humano não seja realizado, cientistas e governos terão de lidar com outros dilemas éticos no desenvolvimento e distribuição de uma vacina para a covid-19. Entre os principais estão a cautela com os resultados das pesquisas e o dilema da escolha de quais grupos devem ser vacinados inicialmente, destacou o jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda-feira (10). Quanto ao primeiro ponto, especialistas alertam sobre os riscos de acelerar as pesquisas de uma vacina. Em situações normais, um estudo de fase 3 tem duração mínima de um ano justamente para que os cientistas tenham tempo para observar a resposta imune e eventuais eventos adversos. No caso de imunizantes em teste para a covid, como as vacinas de Oxford e da chinesa Sinovac, pesquisadores estimam que eles possam estar licenciados menos de seis meses após o início da fase 3. “Por mais que, neste momento, a gente queira que os processos regulatórios sejam acelerados, temos de considerar que estamos lidando com um ser humano e é necessário um tempo para ver a resposta dessas pessoas e se elas não terão nenhum efeito a longo prazo”, diz Juliana Santoro, diretora educacional da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (Abracro). Quanto à escolha dos grupos prioritários para receber as primeiras doses da vacina, é recomendável que os dados epidemiológicos sobre a letalidade no Brasil sejam usados como base para definir que indivíduos serão vacinados primeiro. “Em um cenário desfavorável, em que inicialmente não teremos doses para toda a população de risco, precisaremos ter uma política clara de priorização acompanhada de uma campanha de comunicação transparente com a população, para que ela entenda por que estão sendo priorizados alguns grupos”, comenta a epidemiologista Carla Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Para isso, ressalta a especialista, é preciso que as decisões do Ministério da Saúde tenham respaldo das sociedades médicas científicas, que devem participar da discussão e assessorar o órgão na definição dos grupos prioritários, como já ocorre em outras campanhas de vacinação, como a da gripe.

Pazuello lamenta mortes por covid- 19 e destaca tratamento precoce

Em nota divulgada neste sábado (8) pelo Ministério da Saúde, o ministro interino  Eduardo Pazuello lamentou a marca de mais 100 mil mortes por covid-19. “Não se trata de números, planilhas ou estatísticas, mas de vidas perdidas que afetam famílias, amigos e atingem o entorno do convívio social”. Segundo a Agência Brasil o documento diz ainda que o ministério permanece trabalhando durante 24 horas, em parceria com estados e municípios, para garantir que não faltem recursos, leitos, medicamentos e apoio às equipes de saúde. Pazuello lembra que, a qualquer sinal ou sintoma da doença, as pessoas procurem imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa. “A ida ao médico, o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento, com a prescrição do medicamento mais adequado a cada caso, é o que pode sim fazer a diferença”, disse. O ministro agradece ainda “o empenho, dedicação e altruísmo” dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à Covid-19 com o firme propósito de salvar vidas e afirma que Brasil ocupa o primeiro lugar no mundo em número de pacientes recuperados com mais de dois milhões de brasileiros curados.

Governo quer Nelson Teich na investigação da OMS 

O governo brasileiro apresentou o nome do ex-ministro da Saúde Nelson Teich para integrar o painel independente que investigará a Organização Mundial da Saúde (OMS) por sua atuação na crise da pandemia de covid-19 e vai sugerir recomendações de reformas para o futuro, conforme o Valor Econômico apurou nesta segunda-feira (10). É nesse painel de especialistas que haverá a discussão mais aprofundada sobre a pandemia e a reforma da entidade global. Para o Brasil, isso pode ter implicações que vão bem além da saúde. Pode incluir questões como principio de precaução e uso intensivo de recursos naturais que levaria as populações a mais contato com vírus, por exemplo. As discussões sobre a reforma da OMS tomaram impulso há quatro meses, em meio a acusações do governo de Donald Trump de que a entidade era complacente e muito próxima da China. Washington anunciou corte de recursos e que abandonaria a entidade dentro de um ano. Chamado oficialmente de ‘Painel Independente sobre Prontidão e Resposta à Pandemia’, o grupo independente tem duas co-presidentes, a ex-presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf e a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark. Ambas vão decidir com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, proximamente, quem serão os painelistas. Não há um número predefinido, mas deve ser suficiente para dar conta de várias expertises necessárias na investigação. Ao mesmo tempo, no G7, grupo das maiores nações industrializadas, presidido neste ano pelos EUA, a França e a Alemanha abandonaram as discussões sobre a reforma da OMS em reação à postura considerada muito errática do governo Trump. Washington quer comandar um projeto de reforma sem dar sequer uma indicação da direção que quer tomar. A reação de Paris e Berlim é um revés para Trump. Ele queria aprovar em setembro um plano de reforma no G7. Depois a iniciativa seria tratada no G20, que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes. Como Trump, o presidente Jair Bolsonaro já atacou a OMS várias vezes e minimizou a pandemia de covid-19. Enquanto vários governos prometiam juntar forças contra a pandemia, que já matou milhares de pessoas, Bolsonaro chegou a acusar a OMS de incentivar masturbação de crianças, por exemplo. Para o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, “aparentemente há falta de independência da OMS, falta de transparência e, sobretudo, coerência em orientações sobre aspectos essenciais.” O nome de Teich foi levado a Tedros pela embaixadora brasileira junto às Nações Unidas em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo. Teich, que chegou a ser visto como homem de confiança de Bolsonaro, pediu demissão com menos de um mês no ministério, diante de divergências de posição com o Palácio do Planalto. Conta em todo caso a favor dele a passagem pelo ministério. Além disso, a participação direta do Brasil pode se justificar como ator relevante na saúde, além de ser um dos países mais atingidos pelo vírus.

SAÚDE NA IMPRENSA

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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