Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) promove treinamento online para capacitar veterinários sobre investigação de doenças vesiculares  

//Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) promove treinamento online para capacitar veterinários sobre investigação de doenças vesiculares  
Nesta terça-feira (10), a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que promove, nesta semana, mais um treinamento sobre investigação de doenças vesiculares, desta vez no estado do Rio Grande do Sul. Adaptado para o formato virtual por conta da pandemia, o curso busca capacitar médicos veterinários oficiais no atendimento a suspeitas de doença vesicular. “Estados onde a vacinação não está sendo mais utilizada, como no caso do Rio Grande do Sul, devem estar preparados para agir de forma rápida e correta no atendimento de uma possível suspeita de febre aftosa. A identificação de casos suspeitos e a qualidade do atendimento a suspeitas são pontos chave do sistema de vigilância, e são abordados com profundidade no curso”, explica o chefe da Divisão de Febre Aftosa, Diego Viali dos Santos. A vigilância de doenças vesiculares é um dos pilares do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa – PNEFA, e ganha especial importância em um cenário em que o país, desde 2018, é reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa. Em 2020, além do curso que está em andamento no estado gaúcho, já foram realizados treinamentos nos estados do Acre, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Rondônia, totalizando 370 médicos veterinários do Serviço Veterinário Oficial brasileiro capacitados. O treinamento sobre investigação de doenças vesiculares é realizado desde 2012 e já capacitou mais de 1.300 médicos veterinários em 18 unidades da Federação. Os estados que se interessarem pelo treinamento podem acessar o site do Mapa ou contatar a Divisão de Febre Aftosa, pelo e-mail pnefa@agricultura.gov.br.

Grupo Pão de Açúcar (GPA) quer galinhas e suínos livres das gaiolas até 2028

Segundo o Valor Econômico o Grupo Pão de Açúcar (GPA), uma das maiores redes de supermercados do país, anunciou nesta quarta-feira (11), novos compromissos em bem-estar animal, ampliando algumas metas antes restritas a Qualitá e Taeq, marcas próprias da varejista. De acordo com a diretora de sustentabilidade do GPA, Susy Yoshimura, a companhia se compromete a não comprar mais ovos de galinhas criadas em gaiolas a partir de 2028. Até então, a varejista possuía uma meta menos ambiciosa, com a previsão de deixar de comprar ovos de galinhas engaioladas até 2025, mas apenas para os produtos feitos para as marcas próprias do grupo. O anúncio da varejista, o primeiro com essa amplitude no Brasil, evidencia as transformações da cadeia brasileira de ovos. Há duas semanas, a Mantiqueira, principal produtora do país, anunciou um investimento de R$ 100 milhões em duas granjas livres de gaiolas. A companhia também garantiu que nunca mais erguerá granjas que usem gaiolas. No GPA, a previsão é que cerca de 30% dos ovos de marca própria já venham de granjas livres de gaiolas até o fim do ano. Em 2016, quando a varejista começou a trabalhar a questão, 9% do total atendia o critério. Yoshimura não abre a importância da marca própria nas vendas de ovos do grupo, mas afirma que o índice de adoção da produção livre de gaiolas já é significativo (25%) nas marcas de terceiros. Na suinocultura, o GPA também passou a contar com metas voltadas ao bem-animal. Neste caso, são as gaiolas de gestação que estão com os dias contados. Segundo o gerente comercial da varejista, André Artin, o prazo também é 2028. “Não é fácil e rápido, mas é super possível”, afirmou o executivo, que manteve diálogo com os fornecedores para definir as metas. Em outras cadeias de proteínas animais, como carne bovina e frango, o GPA possui compromissos associados ao manejo correto dos animais nas fazendas.

Grécia aprova até 10 anos de prisão para maus-tratos a animais

Nesta quarta-feira (11), o Blog Bom pra Cachorro da Folha de S.Paulo divulgou que, o Parlamento grego aprovou no dia 5 deste mês transformar maus-tratos a animais de um simples delito a crime que pode ser punido com até dez anos de prisão. A pena mínima será de um ano de detenção, conforme a lei aprovada. Além disso, o agressor deverá pagar multa que vai de € 5.000 a € 15.000 (cerca de R$ 95 mil), segundo a agência AFP. “A sociedade não pode mais admitir tais atos”, comemorou o ministro da Agricultura, Makis Voridis, que apresentou a lei. A aprovação ocorre após casos de maus-tratos que chamaram a atenção no país. Em outubro, um homem de 55 anos enforcou e castrou um cachorro em Creta. De acordo com a agência de notícias, ele foi multado em € 30.000 (cerca de R$ 190 mil). Dias depois, em Pireu, um homem de 54 anos esfaqueou e agrediu um cachorro com uma barra de ferro. A cena foi filmada por testemunhas. Conforme a AFP, entre janeiro e junho, a polícia grega registrou 2.644 indicações de abusos e 778 denúncias formais. Por aqui, a lei Sansão, em vigor desde o final de setembro, é considerada por protetores um avanço por elevar para até 5 anos de prisão a pena para quem maltratar cães e gatos, crime antes punido com até um ano de detenção.

Cientistas detalham transmissão da covid-19 por visons

Em abril, na Holanda, foram registrados os primeiros casos de transmissão do novo coronavírus envolvendo visons e humanos. Assim que foi divulgada a modalidade de infecção, autoridades do país isolaram os criadouros dos animais, destacou o Correio Braziliense nesta quarta-feira (11). Na semana passada, em uma medida mais drástica, e polêmica, a Dinamarca anunciou que sacrificaria mais de 15 milhões desses roedores, também em decorrência do registro de contágios e como uma forma de enfrentamento à pandemia. Desde então, crescem as dúvidas sobre esse tipo de transmissão do Sars-CoV-2. Um estudo divulgado, ontem, na revista americana Science traz detalhes sobre esse fenômeno. Cientistas do Instituto de Virologia da Universidade Erasmus, na Holanda, realizaram um mapeamento genético dos animais e dos trabalhadores das fazendas do país em que as infecções foram registradas. Com base nos dados, confirmaram as suspeitas iniciais de existência de duas formas de contágio: de humanos para vison e dos roedores para humanos. A equipe analisou o DNA do coronavírus presente nos animais em maio, depois que as fazendas haviam sido isoladas e o governo dado início a um extenso sistema de vigilância para doenças zoonóticas (transmitidas de animais para humanos). Os cientistas observaram uma série de variações do Sars-CoV-2 nos visons, mas o que mais chamou a atenção do grupo foi a presença do patógeno que carregava a mutação D614G, que é a mais comum entre humanos. Os pesquisadores também analisaram os funcionários das fazendas holandesas com casos de covid-19 e constataram que 66 dos 97 (68%) trabalhadores agrícolas da região tiveram a enfermidade. O sequenciamento genético do vírus revelou que algumas pessoas foram infectadas com cepas que continham uma assinatura de sequência animal. A descoberta confirma que o vírus da covid-19 foi transmitido de animal para humano. Uma análise mais aprofundada indicou que não houve transmissão do vírus para as pessoas que viviam nas proximidades das propriedades rurais, o que, segundo os autores, mostra que as estratégias usadas pelas autoridades para conter o vírus funcionaram, e que as cepas dos visons não tinham uma força maior de propagação. Os pesquisadores acreditam que os dados reforçam a tese de que os roedores são suscetíveis ao vírus da covid-19 assim como os humanos, o que exige uma atenção maior das autoridades.

NA IMPRENSA
Agência Senado – Senadores tentam barrar pesca e criticam ideia de federalizar Fernando de Noronha

Correio Braziliense – Cientistas detalham transmissão da covid-19 por visons

Folha de S.Paulo – Grécia aprova até 10 anos de prisão para maus-tratos a animais

G1 – CNJ lança Observatório para auxiliar Judiciário a evitar retrocessos na área ambiental

G1 – Agentes tocantinenses ajudam no resgate de animais no Pantanal

G1 – Mulheres denunciam a morte de 14 cães em Poá; animais teriam sido envenenados

G1 – Projeto com ações em SC reabilita animais marinhos e desenvolve pesquisa

Valor Econômico – Contenção da emissão de gases entra na agenda de frigoríficos

Valor Econômico – GPA quer galinhas e suínos livres das gaiolas até 2028

Valor Econômico – Nova vitória do Brasil contra Indonésia na OMC

Mapa – SDA promove treinamento online para capacitar veterinários sobre investigação de doenças vesiculares

CNA – Fabricação própria de ração pode reduzir em 50% custo na avicultura

Embrapa – Presidência Mundial da Federação Internacional do Leite está a cargo do Brasil

Canal Rural – Boi: Imea aumenta em 10% previsão de confinamento em Mato Grosso

Canal Rural – Manual Pet traz o mundo dos bichos de estimação ao Canal Rural

Revista Globo Rural – GPA quer vender ovos e carnes produzidos somente em fazendas com bem-estar animal

AgroLink – Angus inova e amplia quadro de sócios produtores da raça

AgroLink – Exportações brasileiras de carne bovina em bom ritmo em novembro

AgroLink – Girolando envia carta em favor dos produtores de leite ao MAPA

AgroLink – Mercado do boi gordo: preços subindo

AgroLink – MT: fabricação própria de ração pode reduzir em 50% custo na avicultura

AgroLink – Origem do frango domesticado é identificada

Portal do Agronegócio – OMC indica “demora indevida” da Indonésia em certificar carne de frango do Brasil

Portal do Agronegócio – Uso de adsorventes de ponta minimiza efeitos das micotoxinas na nutrição animal

Portal do Agronegócio – Importações de carne da China parecem disparar para recorde na escassez de carne de porco

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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