Saúde digital no SUS avança com aumento de telessaúde e registros na RNDS
Em 2025, o Ministério da Saúde ampliou a estrutura de telessaúde, com a inclusão de 36 novos núcleos, 38% deles em secretarias municipais, apontou matéria do site Futuro da Saúde. Além disso, a pasta acumulou 4,3 bilhões de registros na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), um aumento de 476% nos últimos três anos. Os dados foram apresentados na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), nesta quinta-feira (29). Os núcleos de telessaúde são centros especializados em atendimento a distância com equipes clínicas para facilitar o acesso a médicos especialistas, reduzir filas de espera e agilizar diagnósticos e tratamentos. Conforme o Executivo, no ano passado o SUS realizou 5,7 milhões de atendimentos por telessaúde em 52% dos municípios brasileiros. A pasta deve lançar nesse ano um novo edital que vai elevar o número de núcleos para 60. Outro avanço da saúde digital em 2025 foi a formalização da RNDS como a plataforma oficial de interoperabilidade do SUS, o que permitiu a entrada de novas informações. Atualmente a rede conta com registros de: 66 milhões de exames laboratoriais, 1,6 bilhões de imunobiológicos administrados, 78 milhões de autorizações para procedimentos de alta complexidade (APAC), 559 milhões de atendimentos clínicos, 49 milhões de prescrições de medicamentos, 7,5 milhões de atestados e 992 milhões de regulação assistencial. A formalização também permitiu integrar os dados públicos com as informações da rede privada. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Ofensiva do MPF tem quase 100 investigações sobre cursos de Medicina
O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma ofensiva para apurar a qualidade dos serviços prestados por faculdades de Medicina em todo País. Dados obtidos pelo Estado de S. Paulo mostram que até o momento pelo menos 96 procedimentos foram abertos por procuradores para investigar as instituições. A ação coordenada, chamada “EnsinaMED”, pretende abranger as 294 instituições privadas de ensino no Brasil. Não foi divulgada a lista das faculdades já notificadas. O tema entrou na mira do MPF após duas ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da expansão dos cursos de Medicina. Também foi feita apuração nos sistemas do próprio MPF, e considerados estudos acadêmicos e relatos de conselhos. Os procedimentos foram abertos por orientação da Câmara de Coordenação e Revisão do Consumidor e Ordem Econômica do órgão, sob a ótica do direito do estudante. Em dezembro, o MPF enviou ofício a todos os procuradores do País orientando a abertura das investigações. Entre as hipóteses a serem consideradas pelos investigadores, estão a inadequação do corpo docente e das preceptorias, problemas no internato (parte prática da formação médica), como o descumprimento da carga horária; A orientação é para que os procuradores façam tanto a análise documental, considerando parâmetros do Ministério da Educação (MEC), quanto visitas in loco. O órgão definiu um questionário de 131 questões para destinar às universidades. As perguntas incluem questionamentos sobre a inserção de estudantes no Sistema Único de Saúde (SUS), a infraestrutura de laboratórios e salas especiais, formação dos professores, entre outras. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Diabetes cresce 135% no Brasil em duas décadas, afirma Ministério da Saúde
A nova edição da pesquisa Vigitel, divulgada pelo Ministério da Saúde nesta semana, mostra que 12,9% dos adultos brasileiros têm um diagnóstico de diabetes, destacou matéria do jornal O Globo. O número, referente a 2024, revela um aumento de 134,5% em relação à primeira edição do levantamento, feita quase 20 anos antes, em 2006. Na época, a prevalência da doença era de 5,5%. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença afeta 14% da população adulta global, cerca de 828 milhões de pessoas. No Brasil, o percentual de 12,9% equivale a cerca de 19,9 milhões de indivíduos, com base nos números do Censo Demográfico de 2022, do IBGE. Os tipos mais comuns de diabetes são o 1 e o 2. Ao longo dos 18 anos, o crescimento dos casos de diabetes no Brasil foi maior entre os homens (143,5%) do que nas mulheres (127%). Entre as faixas etárias, o maior aumento foi nos brasileiros de 25 a 34 anos (236,4%), seguido dos de 35 a 44 anos (113,8%); de 45 a 54 anos (108,5%); de 18 a 24 anos (88,9%) e de 65 anos ou mais (66,1%). A faixa de 55 a 64 anos foi a que teve a menor alta, de 29,3%. Entre 2006 e 2024, o ritmo geral de aumento dos casos de diabetes no país foi de 0,35% ao ano. Mas, nos últimos cinco anos do monitoramento, o crescimento subiu para mais que o dobro: 0,90% a cada 12 meses. O cenário do Brasil acompanha uma tendência mundial. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Brasil deve registrar 1,8 milhão de casos de dengue em 2026
O Brasil pode registrar cerca de 1,8 milhão de casos de dengue na temporada 2025–2026, segundo estimativa do estudo InfoDengue–Mosqlimate, desenvolvido em parceria pela Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As projeções indicam a manutenção de um cenário epidêmico com incidência elevada, ainda que sem sinais de alcançar os extremos observados em 2024, destacou matéria do portal Medicina S/A. A estimativa é resultado da segunda edição do Sprint InfoDengue–Mosqlimate, iniciativa científica que reuniu 15 equipes de pesquisa nacionais e internacionais, responsáveis pela submissão de 19 modelos preditivos para a dengue no Brasil. As previsões foram avaliadas com base no desempenho em temporadas anteriores e consolidadas em um modelo ensemble, construído a partir dos cinco modelos com melhor performance para cada unidade da federação. De acordo com os dados do estudo, o modelo ensemble estima 1,8 milhão de casos prováveis de dengue no país no período compreendido entre a semana epidemiológica 41 de 2025 e a semana 40 de 2026. Desse total, 54% dos casos são esperados no estado de São Paulo e 10% em Minas Gerais, refletindo a concentração da incidência em estados mais populosos. A análise indica que, na maioria das unidades da federação, os picos de incidência previstos para a próxima temporada devem ser menores do que os observados em 2024–2025, embora ainda elevados quando comparados à média do período de 2019 a 2023. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Veja outras notícias
Anvisa
Suplementos da empresa Livs Brasil estão proibidos
ANS
Deliberações da 632ª Reunião da Diretoria Colegiada
Agência Saúde
Ministério da Saúde lança Guia de Recomendações Para o Uso de Fluoretos no Brasil
CNS
Atenção Primária é alicerce para programa “Agora Tem Especialistas”, defende CNS em 374ª RO
Folha de S. Paulo
O que um paciente precisa levar em conta antes de escolher um médico?
O Estado de S. Paulo
Decisão da Anvisa que ampliou acesso à cannabis medicinal deve reduzir judicialização no setor
O Estado de S. Paulo
Ofensiva do MPF tem quase 100 investigações sobre cursos de Medicina: veja os próximos passos
O Estado de S. Paulo
Todo mundo tem lipedema? Médicos criticam o excesso de diagnósticos e a venda de falsas soluções
O Estado de S. Paulo
Hanseníase: Brasil registrou mais de 300 mil casos da doença em dez anos
O Globo
Diabetes cresce 135% no Brasil em duas décadas, afirma Ministério da Saúde; entenda por quê
Futuro da Saúde
Radioterapia deve ganhar painel de monitoramento
Futuro da Saúde
Saúde digital no SUS avança com aumento de telessaúde e registros na RNDS
Medicina S/A
Brasil deve registrar 1,8 milhão de casos de dengue em 2026
Medicina S/A
Gastos de planos de saúde com medicamentos crescem no Brasil